Mais do que se pode ver

17 Capitulo 17 - Novo novas direções parte 2


Notas iniciais
Hey gente! Como foi a semana de vocês?

— Muito bem, temos muita coisa pra hoje! – Rachel disse entrando na sala do coral, onde os alunos já a esperavam – Nada do Will ainda?

— To aqui! – Will disse entrando na sala ofegante, como se tivesse corrido até ali – Podemos começar?

— Claro. Então... Ordem alfabética, sorteio...?

— Você escolhe.

— Sorteio, então.

— Não, isso nos faria perder tempo. Estou dizendo pra você escolher quem vai começar.

— Certo. Então... Becca, eu estou realmente curiosa pra saber o que você conseguiu.

A garota deu uma risada fraca e foi até o centro da sala, entregando a partitura para os músicos enquanto Rachel e Will sentavam junto com os outros.

A morena parou no centro da sala antes de dar um sorriso de lado e dizer com uma calma que não parecia pertencer a ela.

— Hoje pra você, amanhã pra mim

Os músicos começaram a música no segundo seguinte e garota andou até a última fileira de cadeiras, parando atrás delas, entre Jace e Alec.

Hoje para você, amanhã para mim.

Jace levantou, sorrindo para a garota, enquanto a ajudava com a música.

Vocês precisam ouvir essa batida

Um dos garotos, Jesse, cantou sua – única – parte antes de puxar o amigo para sentar de novo.

Você encontrou isso na rua?

Becca voltou a andar pela sala, fazendo uma dança meio improvisada.

A sorte veio me encontrar na avenida A

Uma dama numa limusine quis me falar

E disse: "Baby, por favor, é impossível dormir

Se a cadela do vizinho não parar de latir"

"Essa Akita-Evita não cala a boca.

Se você tocar sem parar a cachorra louca

Vai morrer asfixiada, aloprada e rouca.

Dinheiro não é problema eu te garanto, fofa!"

Hoje pra você, amanhã pra mim

Hoje pra você, amanhã pra mim

Combinamos então $1000,00 na minha mão

Por que não? E um bônus pela árvore

E sabe, rapaz até que não foi mal

Mandei a cadelinha pra um inferno mais que astral

Depois de um tempo, Evita, gloriosa e bela

Do vigésimo andar pela janela

Como Thelma e Louise em total depressão

Mergulhou para a morte e explodiu no chão

A garota andou até o baterista, pegando as baquetas da mão do rapaz e piscou para ele, indo em direção ao piano, ficando de frente para ele e para a turma.

Hoje pra você, amanhã pra mim

Hoje pra você, amanhã pra mim

Becca bateu no piano com a baquetas no ritmo da música, girando e as jogando para cima, arrancando gritos entusiasmados dos colegas de coral.

Quando voltou a cantar, a morena jogou as baquetas de volta para o baterista, que precisou de pouco mais de um segundo depois de pega-las para voltar a tocar.

De volta à rua encontrei meu gato

Ele gemia e sofria no frio asfalto

Cuidei do filhote pra ele ficar forte

Depois dei casa e comida e o pus de volta no salto alto

Cantem!

Hoje pra você, amanhã pra mim

Hoje pra você, amanhã pra mim

Hoje pra você, amanhã pra mim

Hoje pra você, amanhã pra mim

Oh... pra mim!

Assim que a última nota soou o grupo levantou aplaudindo Becca, que riu enquanto respirava fundo.

— Uau! – Rachel disse indo até o centro da sala com o Will – Isso foi demais, mas... Não sei se você entendeu bem o que pedimos.

— Eu entendi sim.

— E como isso expressa como você se sente? – Will perguntou.

— Pensem... Nos animais como jogadores.

— Eu realmente espero que você nunca mate nenhum deles. – Will balançou a cabeça negativamente – Como você ensaiou tudo isso em um dia?

— Eu conhecia a história, e sabia a letra. Só precisei aprender mesmo a parte das baquetas.

— Bom, você foi muito bem.

— Obrigada.

— Eu quero falar com você depois da aula. – Rachel cochichou para a garota antes de indicar que ela deveria voltar para o seu lugar.

— Quem vai ser o próximo? – Will perguntou e o silencio foi geral – Certo. Que tal você, Jesse?

O garoto deu de ombros e levantou, enquanto Rachel e Will iam sentar.

— Bem, foi difícil escolher o que cantar, e muitos de vocês vão achar que a música está incompleta, mas.... Eu venho ensaiando essa música há algum tempo. Gosto do filme e, mesmo que seja de um jeito completamente diferente do que é empregado no filme, acho que essa música descreve o que a maioria dos jovens vivem hoje em dia. Pelo menos, eu me sinto assim.

Jesse respirou fundo antes de começar a cantar.

Garoto insolente, esse escravo da moda.

Aproveitando-se de sua glória.

Tolo ignorante, esse jovem e bravo aproveitador

Compartilhando de meu triunfo.

As notas espaçadas davam um clima pesado a música, enquanto o garoto mudava a entonação da sua voz, fazendo um perfeito dueto com ele mesmo.

Anjo eu te escuto, fale, eu ouço

Fique ao meu lado, me guie.

Anjo, minha alma estava fraca, perdoe-me.

Entre finalmente, mestre.

Criança lisonjeira, você deve me conhecer

Veja porque eu me escondo na sombra.

Olhe para sua face no espelho

Eu estou ai dentro!

Rachel se arrepiou enquanto ouvia a verdade na voz do garoto. Era como se ele gritasse que algo estava errado não somente com ele, mas com o mundo.

Anjo da música, guia e guardião

Conceda-me sua glória.

Anjo da música, não se esconda mais

Venha até mim, anjo estranho.

Eu sou seu anjo da música, venha até mim, anjo da música.

Eu sou seu anjo da música, venha até mim, anjo da música...

Todos demoraram um segundo depois que a última nota soou para aplaudir o garoto.

Dessa vez Will e Rachel não disseram nada, apenas sorriram para ele, que voltou para o seu lugar.

— Certo. Isso foi... Eu não tenho palavras para descrever isso. – Rachel disse, ainda sentada.

— Você sempre me surpreende, Jesse, mas isso... Caramba! Isso foi incrível.

— Ok. O próximo, que tal... – Rachel olhou pela sala – Você. – apontou para uma garota – Jenny, certo?

— Isso.

— Certo. Sua vez.

Jenny mexeu em alguma coisa no celular antes de ir para o meio da sala. Olhou para os músicos, e sorriu para um deles, que piscou para ela.

A garota respirou fundo algumas vezes antes de virar, já cantando.

Menino, menino, menino louco,

Esfrie, menino!

Tem um foguete no seu bolso,

Mantenha friamente fresco, garoto!

Não fique quente,

Porque o homem, você tem

Algumas vezes elevado à frente.

Levante-se e mantenha a calma

Você pode viver e morrer na cama!

Jenny se movia com movimentos pesados pela sala, seguindo o ritmo da música sob o olhar atento de todos.

Menino, menino, menino maluco!

Fique calmo, rapaz!

Devagar, silencioso, com calma.

Desligue o suco, garoto!

Vá homem, vai,

Mas não como ioiô de um estudante.

Basta jogar com calma, menino,

Muita calma!

O ritmo da música aumentou ao mesmo tempo em que dois garotos entravam na sala, ficando um de cada lado de Jenny, que seguiu cantando enquanto os três saltavam pela sala em uma coreografia bem marcada e impossível de ter sido feita em um dia.

Calma!

Vai!

Louco!

Calma!

Vai!

Louco!

Vai!

Outras pessoas começaram a entrar e sair da sala enquanto a coreografia ficava cada vez mais complicada e os outros a encaravam de boca aberta.

Menino, menino, menino maluco!

Fique calmo, rapaz!

Devagar, silencioso, com calma.

Desligue o suco, garoto!

Basta jogar com calma, menino,

Muita calma!

Ao fim da música, Jenny estava novamente sozinha no centro da sala, ajoelhada e respirando fundo enquanto seus colegas de coral a aplaudiam em pé.

— Isso foi demais! – Rachel elogiou – Como você fez isso em um dia?

— Bom, digamos que as vezes a sorte está a seu favor. – Jenny sorriu.

— Você foi muito bem, Jenny. Quem eram aquelas pessoas?

— Alguns amigos da minha turma de dança. Aliás, posso ir falar com eles?

— Só não demore.

— Obrigada.

Jenny saiu da sala e Rachel olhou para o grupo a sua frente.

— Certo, quem é o próximo?

— Mack. – Will chamou e a garota levantou, indo até os músicos e entregando a partitura a eles, antes de voltar para o centro da sala.

— Bem, eu... Fiz algumas alterações na letra, mas nada que mude realmente o sentido, então...

— Sem problemas. – Rachel sorriu.

Mackenzie acenou para os músicos, que começaram a tocar música lenta.

Há uma luz

Na escuridão

Embora a noite

Esteja tão negra quanto é possível.

Há uma luz

Queimando luminoso

Me mostrando o caminho

Mas eu sei onde eu fui

Aos poucos o coral começou a fazer coro para a garota, que deu um leve sorriso para os amigos.

Há um choro

Ao longe

É uma voz

Isso vem do fundo, lá de dentro

Há um choro

Perguntando por que

Eu rezo para que a resposta esteja à frente

Porque eu sei onde eu fui

Há uma estrada

Nós temos viajado

Tão perdidos no caminho

Mas as riquezas

Serão abundantes

Vale o preço

Que nós tivemos que pagar

Rachel viu Jenny voltar para a sala discretamente, indo direto para o seu lugar, sem chamar a atenção.

Há um sonho

No futuro

Há uma luta

Nós ainda temos que ganhar

E há orgulho

No meu coração

Porque eu sei

Onde nós estamos indo

E eu sei onde eu fui

— Você tem muitos talentos aqui, Will. – Rachel sussurrou para o mais velho, que sorriu.

— Eu tive sorte. Todos são realmente muito bons.

Há uma estrada

Nós temos que viajar

Há uma promessa

Nós temos que cumprir

Porque as riquezas

Serão abundantes

Vale o risco

E chances que nós nos arriscamos

Há um sonho no futuro

Há uma luta

Nós ainda temos que ganhar

Use o orgulho

Nos nossos corações

Para erguer-se

Para amanhã

Porque só ficar imóvel

Seria um pecado

Eu sei disso

Eu sei onde estou indo

E o senhor sabe que eu sei

Onde eu fui

Oh! Quando nós vencermos

Eu agradecerei ao meu Deus

Porque eu sei onde eu fui

Mack foi aplaudida de pé pela turma e sorriu.

— Eu não sei mais o que dizer pra vocês. São todos incríveis. – Rachel elogiou.

— A gente se esforça. – a garota brincou.

— Você está cada vez melhor, Mack. – Will disse e a garota voltou para o seu lugar – Certo, Rachel. Sua vez.

Rachel escolheu Isabelle que cantou a música indicada pela judia no dia anterior – I’m not that girl, de Wicked – com perfeição, recebendo elogios da judia e de Will.

Em seguida Jace cantou S.O.S. de Mamma Mia e Rachel sentiu o peito apertar pelo garoto. Ela sabia como era ver alguém que aparentemente te ama se afastar. E ela se prometeu que tentaria ajudar o rapaz com a namorada antes de voltar para Los Angeles.

Logo depois o irmão de Isabelle, Alec, cantou I got life de Hair, sendo seguido por Alexis, que cantou Hit Me With Your Best Shot, presente no musical Rock of ages.

Rachel já estava se perguntando se e por que ninguém cantaria grease quando, após Clary praticamente se declarar para Jesse – que parecia nem notar nada, mesmo que a líder de torcida tenha olhado para ele durante toda a performance – cantando I don’t know how to love him, de Jesus Cristo Super Star, Tenner cantou Born To Hand Jive.

— Certo. Ainda faltam seis. Rachel, quem é o próximo? – Will falou.

— Que tal... Brandon? – Rachel disse apontando para um garoto que riu.

— Brady.

— Brady! Droga. Cheguei perto. – riu.

O garoto entregou as partituras para os músicos e estalou o pescoço antes de fazer um sinal para que eles começassem.

Todos sempre estão falando de mim

Todos estão tentando entrar em minha mente

Eu quero ouvir meu próprio coração falar

Eu preciso contar comigo mesmo

Você já

Se perdeu pra conseguir o que queria?

Você já

Pegou uma carona e quis sair?

Você já

Afastou quem deveria ter mantido próximo?

Você já deixou acontecer? Você já deixou de saber?

— Eu não conheço essa música. – Will sussurrou para Rachel.

— Eu já ouvi em algum lugar, mas realmente não me lembro onde. – Rachel respondeu.

Eu não vou parar, esse é quem sou.

Eu vou dar tudo o que tenho, este é meu plano.

Eu encontraria tudo que perdi, você sabe que pode.

Aposte nisso, aposte nisso, aposte nisso, aposte em mim

Eu quero fazer isso certo, este é o caminho.

Dar a volta por cima, hoje é o dia.

Eu sou o tipo de cara que disse que seria?

Aposte nisso, aposte nisso, aposte nisso

O garoto dançava e pulava pela sala, no ritmo da música, enquanto Rachel e Will tentavam lembrar de que musical aquilo tinha saído.

Como vou saber se há um caminho certo pra seguir?

Eu deveria questionar todos os movimentos que faço?

Com tudo que perdi, meu coração está se partindo

Eu não quero cometer o mesmo erro.

Você já

Duvidou que seus sonhos se tornariam realidade?

Você já

Culpou o mundo, mas nunca se culpou?

Não, eu nunca

Vou tentar viver uma mentira novamente

Eu não quero ganhar esse jogo se não puder jogar da minha maneira.

Eu não vou parar, esse é quem sou

Eu vou dar tudo o que tenho, este é meu plano

Eu encontraria tudo que perdi, você sabe que pode.

Aposte nisso, aposte nisso, aposte nisso

aposte em mim

Eu quero fazer isso certo, este é o caminho.

Dar a volta por cima, hoje é o dia.

Eu sou o tipo de cara que disse que seria?

Aposte nisso, aposte nisso, aposte nisso

— Eu acho que isso não é Broadway. – Rachel disse pegando o celular.

— O que você vai fazer?

— Descobrir que música é essa.

Oh, espera

Me dê um tempo pra pensar

Traga isto agora

Vou trabalhar no meu swing,

vou fazer minha própria coisa

Espera

Não é muito bom

Se ver e não reconhecer seu rosto

Fora de mim

É um lugar tão assustador

As respostas estão todas dentro de mim

Tudo que tenho que fazer é acreditar

— Will, nós fomos claros ao pedir músicas da Broadway, certo? Ou pelo menos de alguma peça.

— Acredito que sim. Por que?

— Isso saiu de um musical da Disney.

Eu não vou parar

Não vou parar até receber minha recompensa

Este é quem sou, Este é meu plano

Vou terminar no topo

Você pode Apostar nisso, apostar nisso,

apostar nisso, apostar nisso, você pode

Apostar nisso, apostar nisso, apostar nisso, apostar em mim

Eu quero fazer isso certo, este é o caminho.

Dar a volta por cima, hoje é o dia.

Eu sou o tipo de cara que disse que seria?

Aposte nisso, aposte nisso, aposte nisso

Você pode apostar em mim.

O grupo aplaudiu entusiasmado e Will e Rachel se entreolharam.

— Brady, o que nós pedimos? – Will perguntou.

— Uma música de um musical.

— Olhe pra trás de você. – Rachel pediu e o garoto obedeceu – O que diz nessa lousa?

— Broadway.

— High School Musical nunca esteve na Broadway, Brady. Não foi o que pedimos.

— Cinema, TV, teatro ou qualquer coisa assim, tanto faz. Todos contam uma história e tem personagens que merecem ser vividos.

— Não posso discordar. Mas esse não era o tema da semana. Tenho certeza que o Will trabalhou ou vai trabalhar filmes com vocês.

— Só Cantando na chuva.

— É um ótimo filme. – Will falou.

— Não é o tipo de filme dos alunos. – Brady rebateu.

— Brady, você faz isso com muita frequência. Já falamos sobre. Se eu dou um tema, trabalhe com ele.

— Eu cantei o que eu sinto, droga! Qual o problema?

— O problema é você ter saído do tema de novo, Brady! – Will gritou.

— Will, se acalme, está bem. – Rachel suspirou – Brady, por que você escolheu essa música?

— Ela é exatamente o que eu sinto. Como eu me sinto.

— Você ao menos foi atrás de outras?

— É claro que fui!

— E você não chegou a Defying Gravity? As duas são basicamente...

— Defying Gravity fala sobre ser aquilo que você é sem se importar com as consequências. E não é isso que eu quis mostrar. Bet on it é sobre ter não só a sua confiança, mas a dos outros também. Eu sei o que eu faço e o que eu quero fazer. Mas eu estou cansado de ouvir de todos que estou errado, que eu não posso fazer o que quero e que sou irresponsável. Eu não preciso da minha própria confiança. Eu preciso da dos outros.

Will encarou o garoto de boca aberta por alguns segundos.

Brady vivia o desafiando, fazendo o que queria e não o que era pedido. Sempre com ótimos argumentos contra o professor. Mas aquilo...

— Pode ir sentar, Brady. – Rachel falou e o rapaz obedeceu sem falar mais nada.

— Emily, você é a próxima. – Will murmurou, indo sentar com Rachel logo atrás.

Rachel ouviu maravilhada a garota cantar Mama I'm A Big Girl Now, de Hairspray, e a cobriu de elogios, assim como fez com Chloe, que cantou Beauty School Drop Out, de grease logo em seguida.

Leila cantou Grease, do musical com o mesmo nome depois da repetente, sendo seguida por Ted, que cantou easy to be hard, de hair.

Quando Simon finalizou as apresentações com The Music of the Night, do fantasma da opera, Will e Rachel tomaram a frente da sala e a judia sorriu para todos.

— Acho que não temos muito tempo pra um discurso sobre como foram todos incríveis – Rachel começou – mas garanto pra vocês que foram. E que teremos muito trabalho amanhã. Temos duas músicas para escrever.

— Vamos conseguir escrever duas músicas em algumas horas? – Leila perguntou.

— Vai ser difícil, mas vamos sim. E, em último caso, a gente passa o sábado aqui.

— Podíamos fazer algo como um acampamento de composições. – Jenny disse e o grupo pareceu animado com a ideia.

— Gente, eu tava brincando.

— Mas a ideia é boa! – Brady defendeu e a judia riu.

— Falamos sobre isso amanhã, ok? Por que, depois das apresentações de hoje, eu já tenho o tema perfeito pra essa música.

Notas finais
E aí? O que acharam do capítulo? Sabe o que teremos no da semana que vem? Vou dar uma dica: o capítulo chama DNA. Até sábado!