Mais do que se pode ver

16 Capitulo 16 - Midia vs Relacionamento


Notas iniciais
Notas iniciais: Hey, gente! Como estão? Vou dizer como nós estamos: DE FÉRIAS!

— Pai! – Kitty gritou, entrando no escritório de Russel.

— O que é isso, garota? Para de gritar.

— Você prometeu que não ia se meter. Se a Quinn ou a mamãe ficar sabendo disso...

— Sabendo do que? Enlouqueceu?

Kitty empurrou o celular que apertava na mão direita por cima da mesa e Russel franziu a testa, pegando o aparelho.

— Eu não tenho nada a ver com isso.

— Pra mim parece muito com o que você falou que ia fazer. – reclamou pegando o celular da mão do pai.

— Está dizendo que eu to mentindo?

— To dizendo que vai ter que se resolver com Quinn e a mamãe.

— Sai daqui – Russel praticamente rosnou e a Fabray mais nova saiu batendo a porta.

Russel passou a mão pelo rosto e respirou fundo antes de forçar uma risada.

— Obrigada por fazer meu trabalho, Berry.

***

— Alô?

— Nós não transamos, não é?

— Oi Rachel. Eu estou bem, obrigada. E você?

— Tina, por favor... – Rachel suspirou.

— Não Rachel. Eu só te deixei em casa e fui embora.

— Ótimo. Muito obrigada. A gente se fala depois.

— Mas...

A judia desligou a chamada enquanto procurava pelo número seguinte, com os dedos quase tremendo.

— Alô? – Quinn atendeu três toques depois.

— Quinn! Hey. Como você está?

— Eu to ótima. O que houve? Você parece... Nervosa.

— Eu estou bem. Eu só... Nós precisamos conversar.

— Aconteceu alguma coisa?

— Você lembra que...

— Russel Fabray! Eu te disse pra não fazer isso. – a voz de Judy ecoou pela casa e Quinn franziu a testa.

— Espera ai, Rachel. – a loira falou tirando o telefone do ouvido e levantando para encostar a porta do seu próprio quarto.

— Eu não fiz nada, Judy. Eu juro. A garota traiu a Quinn por conta própria.

Quinn parou com a mão na maçaneta e franziu a testa.

— Conta outra, Russel. Você tá lembrado que ela ameaçou sair de casa? Por acaso você lembra que sua filha está a um segundo de explodir de uma vez com você?

— Eu não tenho nada a ver com aquilo. – Quinn, ao invés de fechar a porta, foi para a sala, onde os pais discutiam.

— Então quando você estava planejando fazer parecer que ela traiu nossa filha, Rachel vai lá e sai com outra?

— Do que vocês estão falando?

— Quinn... Não é nada, filha. – Judy gaguejou.

— Sua namorada te traiu.

— O que?

— Russel!

— Ela perguntou, eu estou respondendo! Tem fotos dela pendurada no pescoço de outra garota, entrando em casa. Kitty viu em algum desses sites de fofoca.

Quinn rapidamente voltou para o quarto e Judy a seguiu, mas não sem antes ameaçar Russel com o olhar.

— O que você fez, Rachel? – Quinn perguntou, já com o celular na orelha.

— Não é nada do que você tá pensando, Quinn!

— Eu estou pedindo para você se explicar, não vir com essas frases que só te fazem parecer ainda mais culpada.

— Certo. Eu... Lembra que eu te disse que ia sair com uma amiga ontem a noite? Então, nós fomos para um lugar que sempre íamos na época do colegial. Uma boate aqui em Lima e... Eu bebi mais do que devia. Tina só me trouxe pra casa.

— Por que será que eu não consigo acreditar em você?

— Quinn...

— Você tinha me dito que ia parar com isso Rachel. Com a bebida, quero dizer. Você tinha parado.

— Eu não queria ter bebido assim. Eu... Comecei com um copo pra distrair enquanto conversávamos e depois disso a bebida parecia surgir sozinha. Era como... Eu só sei que não fiz nada errado, Quinn. Por favor, acredita em mim.

— Meu pai acabou de me dizer que tem foto sua pendurada no pescoço de uma garota.

— Eu só tava me apoiando nela pra andar.

— Eu não sei não, Rachel. Essa história parece muito...

— Tina é só uma antiga colega do coral, Quinn. Por favor, acredita em mim.

Quinn respirou fundo por um segundo, ouvindo a respiração pesada de Rachel do outro lado da linha.

— Não teve outra pessoa?

— Ninguém.

— Tá bem. Eu acredito em você.

— Obrigada, Q. Você sabe que eu nunca faria nada pra te magoar, certo?

— Eu quero acreditar que sim.

— Pode acreditar, Q.

— Eu preciso, Rachel.

— Eu sei. Quero dizer, pra isso dar certo temos que confiar uma na outra. Vão sair muitas coisas sobre mim, Quinn. E eu não vou poder tá ai com você pra desmentir ou explicar elas pessoalmente. Eu gostaria de estar, mas não vou.

— E eu gostaria que você estivesse.

— Estamos bem mesmo?

— Estamos.

— Então... Eu te ligo de novo mais tarde, tá bem? Tenho que ligar e resolver isso com Jesse antes que eu perca meu emprego.

— Tudo bem, Rach.

— Ótimo. Eu amo você.

Dessa vez, quando Rachel desligou, Quinn apenas fez o mesmo.

— Quinn? – Judy chamou, parada na porta do quarto.

— Foi só... A mídia colocando as coisas fora do contexto. – a loira murmurou – Ela e a garota não estão se beijando na foto, não é mãe?

— Não.

— Bom... – Quinn suspirou antes de deitar, abraçando o travesseiro.

— Quinn?

— Eu só preciso de um tempo pra decidir se acredito mesmo nela, mãe. Tá tudo bem.

— O que ela disse?

— Que estava bêbada e a garota só levou ela em casa.

— Parece razoável.

— É. Parece.

***

— Ela não acreditou em mim. – Rachel disse jogando o telefone em cima da mesa.

— O que? – Leroy a encarou.

— Quinn. Ela não acreditou em mim.

— Vocês... Brigaram?

— Não. Ela só... Ela disse que tudo bem, que ela acreditava, mas eu senti que não era verdade, sabe?

— Sinto muito. – Hiram suspirou e Rachel se jogou na cadeira ao lado dele.

— Eu tenho vontade de pegar o próximo voo pra Los Angeles e fazer ela acreditar em mim. Nem que eu tenha que implorar ou me desculpar pelo o que eu não fiz.

Hiram e Leroy se encararam, como se conversassem pelo olhar.

— Rachel, você não acha que est...

O telefone da judia tocou, interrompendo Leroy, e Rachel se inclinou sobre a mesa para olha-lo.

— É o Jesse. Eu tenho que atender.

— Tudo bem.

Rachel voltou para a sala, atendendo o celular, e Hiram olhou para o marido, arqueando a sobrancelha.

— Nós voltamos no tempo pra quando ela tava com aquela garota, ou Rachel está indo rápido demais de novo?

— Eu vou ser obrigado a apostar na segunda opção. – Leroy suspirou – Eu não quero ver nossa filha quebrada daquele jeito de novo, Hiram.

— Vamos torcer pra que Quinn seja melhor do que Jéssica.

— Pior sabemos que ela não pode ser.

— Não tenho certeza de nada.

— Credo, Hiram! Jéssica era uma pessoa horrível. Quinn parece ser uma boa pessoa.

— Não estou dizendo que ela não é. Só que coisas acontecem.

— Você é muito pessimista.

— Acho que aprendi a esperar o pior das pessoas. – Hiram deu de ombros.

— Nem todos são ruins.

— Não acho que existam pessoas boas e ruins, Lê. Só escolhas certas e erradas. Mesmo as melhores pessoas podem errar. Já ouviu dizer que de boas intenções o inferno está cheio?

— Mas não tem nenhuma má intenção no céu.

— O que eu quero dizer é que pode ser que elas deem certo. E eu realmente torço que sim. Mas pode ser Quinn ou Rachel a fazer uma escolha errada que pode acabar com tudo. Seja um ou outro, está claro que vai afetar Rachel.

— Então só vamos torcer que dê tudo certo. Rachel tem que encontrar alguém um dia, Hiram. Por que não pode ser a Quinn?

— Eu também espero que seja, Leroy. De verdade.

Os dois voltaram a tomar café em silencio, enquanto o jornal com Rachel na primeira página parecia rir deles, gritando que Rachel ainda tinha muito pelo o que passar.

No cômodo ao lado, assim que se afastou dos pais, Rachel respirou fundo duas vezes antes de atender.

— Oi, Jesse.

— Todos os produtores estão no meu pé. Você tem uma ótima explicação, ou já posso assinar a sua demissão, Berry?

— São fotos fora do contexto, Jesse. Eu bebi mais do que devia e minha amiga me trouxe para casa. Só.

— Essa é a sua ótima explicação? Por que não ajuda em nada. O que eu digo aos produtores?

—Olha... – Rachel suspirou – Diga a eles que eu estou com problemas com bebida, sim, mas estou tentando mudar isso. E que se daqui... Não sei, seis meses, eu não tiver melhorado, vou me internar em uma clínica de reabilitação por vontade própria. Eu assino alguma coisa garantindo isso pra eles se quiserem assim que eu pisar em New York de novo. Diga que eu só preciso de uma segunda chance.

— Você tá falando sério?

— Eu não acho que tenha problema com bebida, Jesse. Mas acabei de perceber que a mídia pode ser um grande problema no meu relacionamento, e meio copo de bebida é tudo o que eles precisam pra isso. Então, sim, eu to falando sério.

— Você sabe que eles não vão te dar seis meses, certo? Ainda mais com a possibilidade de você ter um filho a caminho, Rachel. Além de uma namorada misteriosa. Aliás, você sabia que tinha um paparazzi no restaurante quando pediu Quinn em namoro? Um rapaz de um blog. Espero que sua assessora esteja resolvendo isso.

— Eu conversei com o garoto. Isso não será um problema.

— Rachel, você sabe que eu não quero te mandar embora. Mas você não está ajudando.

— Podemos... Marcar uma reunião, então? Eu mesma converso com os produtores. Marque para terça, assim eu tenho tempo pra conversar com a Quinn sobre falarmos sobre nós para a mídia e já vou ter o resultado do exame de DNA. Podemos resolver tudo de uma vez.

— Vou ver o que consigo com eles.

— Obrigada, Jesse.

— É sua última chance, Rachel. Espero que você saiba disso.

— Eu sei.

— A gente se fala depois.

— Ok. Obrigada.

— Se cuida.

Rachel desligou a ligação e deixou o celular em cima da mesinha de centro da sala antes de voltar para a cozinha.

— Hey, pais.

— Você está muito encrencada? – Leroy perguntou.

— Um pouco. Vou ter que lidar direto com os produtores. Eles querem meu pescoço. Mas não é minha maior preocupação.

— Então qual é?

— Quinn, obviamente.

— Rachel, temos que conversar sobre esse seu relacionamento. – Leroy disse e Rachel franziu a testa, olhando de um para o outro.

— Vocês... Tem algo contra a Quinn?

— Filha, lembra o que te falávamos quando começou a namorar Jessica?

— Não compare as duas, papai.

— Não estou, querida. Só estou dizendo que... Você está indo rápido demais de novo, Rachel. Isso assusta a gente. Quero dizer, você se fechou completamente depois de Jessica, e agora, do nada, você está dizendo que ama essa garota.

— Vocês sabem como eu sou, pais. Quando eu sinto, é de verdade. Eu e Quinn... Por que eu perderia tempo com ela?

— Por que você pode se machucar, Rae.

— Rachel, Quinn parece ser uma ótima garota, mas nós te amamos, filha, e não queremos te ver machucada de novo. – Hiram suspirou – Só estamos pedindo para ir com calma.

— Quinn não vai me machucar.

— Vocês têm quilômetros de distância, jornais, revistas e mais dois milhões de meio de comunicação entre vocês, Rachel. Mesmo que Quinn não faça nada pra te machucar, talvez não dê certo. Eu torço para que dê. De verdade. Faz dez anos que não vejo esse sorriso no seu rosto que você tem sempre que fala dela. Mas não quero que se machuque por uma coisa que pode nem ser culpa de uma das duas. Não sei se teria volta dessa vez. – Leroy falou – Você pode ter um filho vindo ai. Você tem suas responsabilidades. Um contrato com o teatro... Você não pode deixar que ela ocupe mais espaço do que essas coisas na sua cabeça.

— Quinn é mais importante do que um contrato, pai.

— Vocês estão juntas há menos de uma semana. E se não der certo?

— Eu vou fazer dar. Eu amo Quinn e...

— É ai que está o problema!

— Filha, não vamos interferir na sua vida, ou dizer que somos contra esse namoro. Até mesmo por que não somos. Quinn está te fazendo muito bem. Mas... Você tem que lembrar que nem sempre as coisas dão certo. Você caiu feio com Jessica. Só queremos que você seja mais cautelosa dessa vez. Você tem muito mais a perder agora.

— Eu sei, pais. Não se preocupem.

— É como nos pedir pra viver sem respirar, Rachel.

A judia deu um sorriso de lado e balançou a cabeça negativamente.

— Eu prometo me cuidar, pais.

***

— E você acreditou nela? – Santana encarava Quinn, que suspirou.

— E o que mais eu poderia fazer, San?

— Exigir que ela viesse pra cá só pra chutar ela pessoalmente?

— Santana, a mídia tira as coisas do contexto sempre que quer. Eu e Rachel nunca daremos certo se eu acreditar em tudo o que sair sobre ela. Além disso, Rachel nunca me deu motivos pra desconfiar dela.

— Por que vocês se conhecem há uma semana!

— Santana, se eu não confiar nela, isso não vai dar certo.

— Mas ela tem que te provar que merece confiança, Q.

— Eu senti na voz dela, sabe? Ela só... Ela parecia com tanto medo que eu não acreditasse, como se... Se eu dissesse que era mentira ela fosse... Eu não sei, aparecer na minha porta amanhã implorando por uma chance pra provar que... – Quinn parecia procurar as palavras e Santana sorriu.

— Que te ama?

— Que me ama. – a loira concordou.

— Quinn, o pedido da mesa dois está pronto! – Judy avisou.

— Já volto.

Quinn foi até a cozinha, pegou os pedidos e levou até a mesa dois.

— Hey, Quinn! – o rapaz sentado nela sorriu para a loira

— Olá, Finn. Como vai?

— Bem. Senti sua falta na última semana. Como foi com os narizes em pé?

— Não tinha ninguém assim lá, Finn.

— Nem aquela Berry? Serio, não sei como sua irmã pode gostar de alguém tão...

— Eu e Rachel nos demos muito bem.

— Você se deu bem com aquela anã com o ego maior que o nariz incrivelmente grande? – Finn deu um sorriso de lado, pegando a xicara com o café que Quinn havia acabado de trazer.

— A anã com o ego maior que o nariz incrivelmente grande é minha namorada, Hudson. – Quinn rosnou.

O garoto engasgou com o café que tomava, quase o cuspindo, assim que a frase saiu da boca da loira.

Finn tossiu algumas vezes, antes de encarar Quinn de boca aberta.

— Tá brincando, não é?

— Não.

— Mas... Eu pensei que... Nós... Você... Eu... Russel sabe disso?

— É claro que meu pai sabe.

— E apoia essa... isso?

— Não é da sua conta, Finn. O que importa é que eu e Rachel estamos namorando, e eu espero que você pare de ofender ela.

— Mas eu sempre pensei que nós íamos...

— Não existe nós, Hudson. Eu já te falei um milhão de vezes. Agora, se me der licença, eu tenho que voltar ao trabalho.

Quinn saiu sem esperar por uma resposta. Voltou para trás do balcão e parou no mesmo lugar que estava antes, ouvindo Santana rir.

— Dispensou o boneco de posto de novo, não foi? Ele tá te encarando com uma expressão de incredulidade que... Uau. – a latina gargalhou.

— O idiota estava falando mal da Rachel. – suspirou – Merda, San, eu não deveria contar pra ninguém que estamos juntas.

— Você contou pra ele? – Santana arregalou os olhos.

— Saiu sem que eu percebesse. – resmungou.

— Quinn, por que vocês não assumem isso pra mídia logo? Quero dizer, vocês não precisam sair gritando isso no meio da rua, mas também não deveriam ter que esconder,

— Eu e Rachel conversamos sobre isso no domingo. Ela disse que não se importaria, mas tem medo que a mídia fique atrás de mim, ou algo do tipo.

— Isso ou quer te esconder?

— Ela me explicou os pontos dela, mas me deixou decidir, Santana. Eu acho melhor mantermos só entre nós, pelo menos até essa história do possível filho dela estar resolvida.

— É. Já tá pronta pra ser madrasta, Fabray?

— Vá se ferrar, Santana.

— Nossa. É assim que vai tratar a criança? – riu – Tem gente chamando na mesa oito.

— Ok.

Quinn foi em direção a mesa indicada e Santana voltou seu olhar para a mesa dois, onde Finn comia alguns cookies e tomava seu café.

Observou o rapaz, que parecia irritado e resmungava alguma coisa, tentando descobrir se ele poderia ou não ser um problema para sua amiga.

Enquanto Santana observava, Russel se aproximou da mesa e cumprimentou o garoto antes de sentar em frente a ele.

Enquanto conversavam, o mais novo parecia irritado, praticamente se controlando para não gritar com o Fabray, que tentava se explicar.

Santana viu Quinn voltar com os pedidos e sair logo em seguida com uma bandeja para outra mesa.

Voltando a olhar para os dois homens conversando, Santana viu o humor de Russel mudar praticamente de um minuto para o outro, e ele falar algo para o mais novo antes de levantar e ir para o seu escritório, deixando Finn de boca aberta.

— Sair com a minha filha. Idiota. – Santana ouviu Russel resmungar enquanto passava por ele e segurou a risada.

— Bom dia, Santana. – Kitty disse sentando ao lado da latina.

— Hey, mini Quinn. Como foi a escola hoje?

— Você quer mesmo saber?

— Não.

— Foi o que eu pensei.

— Oi Kitty. – Quinn disse passando pela irmã de volta para trás do balcão.

— Hey, Quinn.

Quinn foi até a cozinha e saiu de lá em direção as mesas novamente logo depois.

— Rachel deu sinal de vida? – Kitty perguntou.

— Ligou pouco depois que você foi pra escola. Disse que na verdade ela tinha bebido e a garota era uma amiga que levou ela pra casa. – Santana respondeu sem olhar para a garota, mantendo sua atenção na movimentação do café.

— Quinn acreditou?

— Ela diz que sim, mas eu não colocaria muita fé nisso.

— E o que você acha?

— Eu não sei. Mal conheço a garota, mas o histórico dela não diz muito a favor. – suspirou e olhou para Kitty pelo canto do olho – E você?

— Rachel nunca se comprometeu com ninguém antes. Se ela tá com a Quinn...

— Nunca se comprometeu na frente das câmeras. E ela ainda não contou pra mídia sobre Quinn.

— Seja como for, por hora eu acredito na Rachel.

— Por hora? – Santana arqueou a sobrancelha.

— Se sair outra notícia desse tipo, eu vou esquecer que ela é Rachel Berry e pegar o primeiro avião até New York pra garantir que quem vai chorar é ela, e não minha irmã.

— É por isso que eu gosto de você, baixinha.

— E você vai comigo.

— E é por isso que eu só gosto, não amo. – Kitty riu e deu um tapa de leve no ombro da mais velha.

— Vou ajudar a Quinn.

— Vou ficar sentada esperando vocês terminarem. – a latina falou voltando sua atenção para o seu café.

***

— Estrelinha, estamos saindo. – Hiram avisou.

— Ok. – Rachel respondeu sem tirar seu olhar da xicara que girava entre as mãos.

— Rach, não se preocupe. Você não vai perder seu papel.

— Eu sei. Não é o que me preocupa. É que... Eu e Quinn começamos a namorar tem pouco tempo, e aí vem essa história... Nós ainda não temos aquela confiança uma na outra, sabe? Eu tenho medo que ela desista se a mídia começar a inventar coisas sobre mim.

— Não se preocupe tanto filha. – Leroy pediu parando ao lado da mais nova.

— Eu estou quase indo pra Los Angeles.

— Rachel, não se faça parecer culpada. – Hiram aconselhou parando em frente a Rachel, que riu antes de arrumar a gravata do pai.

— Como você se vira sem mim?

— Seu pai arruma. Mas você é mais rápida.

— Então vamos logo que estamos atrasados. – Leroy disse e deu um beijo na bochecha da filha – Até a noite.

— Até.

Assim que os pais saíram, Rachel voltou a tomar seu café, pensando em Quinn. A vontade de voar até a loira e garantir que estavam bem quase a sufocando.

A judia saiu de casa algumas horas depois, ainda com a mente em Los Angeles.

Notas finais
E aí? O que acharam do capítulo? E o que estão achando da história? Acham que essa notícia ainda vai trazer problema para as duas? Ate semana que vem.