Mais do que se pode ver
10 Capitulo 10 - Tranquilo demais pra ser verdade
Notas iniciais
Quando Rachel, Quinn e Kitty chegaram no hotel Jesse, Harmony, Puck, Matt, Elliott, Sam, Blaine e Jane esperavam por elas no hall de entrada.
— Hey! Finalmente! – Jesse disse – Oi Kitty.
— Hey, Kitty! – Sam pegou a garota no colo, a rodando no ar – Estava com saudades de você.
— Samuel Evans, se você gosta de viver, sai de perto da minha irmã! – Quinn disse.
— Opa! – Sam disse soltando a Fabray mais nova.
— Ah, que ótimo. Já não basta o papai? – Kitty revirou os olhos, mas sorriu.
— Eu e Quinn vamos subir pra nos trocar e pegar algumas coisas. Quanto tempo até o taxi chegar? – Rachel falou.
— Alugamos uma van. – Jessie disse – Jake foi buscar. Deve estar aqui em uns vinte ou trinta minutos.
— Por que diabos alugaram uma van agora, se já voltamos pra New York amanhã? – a judia resmungou.
— Cala a boca, Rachel. – Harmony revirou os olhos e Rachel riu.
— Vamos, Rach, ou não vamos ter tempo de nos trocar. – Quinn riu.
— Ok. Voltamos já.
As duas se afastaram em direção aos elevadores e Kitty suspirou.
— É, não foi assim que eu pensei que ia entrar pra família Berry. – resmungou para si mesma.
— Então, Kitty, seus amigos conseguiram autografo de alguém na sexta? – Sam perguntou.
Kitty se distraiu conversando com o grupo enquanto, há alguns metros de distância, Quinn e Rachel entravam no elevador.
A judia deixou Quinn no quarto dela e foi para o seu, voltando cinco minutos depois, já trocada e com uma mochila, ao invés da sua bolsa.
— Quinn? Já tá pronta? – chamou entrando no quarto.
A resposta da judia foi a visão da loira apenas de lingerie na sua frente, e a encarou de boca aberta.
— Rachel! – Quinn gritou quando a porta fechou com um estrondo atrás da judia, e ela deu um pulo, virando de costas.
— Tudo bem! Eu estou de costas! Não vi nada demais. – a judia olhou para baixo e suspirou – Vamos lá, cara. Você nunca ficou assim só por causa de uma garota de lingerie. Não tão rápido. Por favor, não me faz passar vergonha agora. – murmurou baixinho, para que Quinn não ouvisse.
— Pronto, Rach.
Rachel virou para a namorada, vermelha.
— Então... Tá pronta? – gaguejou. A imagem do corpo da loira bem nítida em sua cabeça.
Maldita mente pervertida.— pensou.
— Só falta pegar minha carteira. – Quinn disse indo até a carteira em cima da mesinha de cabeceira – Você tá levando uma bolsa?
— Uma mochila, na verdade.
— Ótimo. Pode por ela aí, por favor?
— Claro. – Quinn estendeu a carteira em direção a voz de Rachel, que pegou sem se aproximar muito da loira.
— Rach... Tá tudo bem?
— Tá! Claro. – Rachel disse e olhou para o volume em sua calça, enquanto fechava o zíper da bolsa – Merda! – resmungou.
— E como foi com o meu pai?
— Ótimo. Foi tudo ótimo.
— Eu sei quando estão mentindo pra mim, Rachel Berry.
— Tá tudo bem, serio. Não foi tão ruim quanto eu imaginei.
— Vem cá. – Quinn se aproximou da judia, estendendo a mão pra ela.
Rachel segurou a mão da namorada e Quinn a puxou para si, passando os braços pelo seu pescoço e a beijando – o que não ajudou em nada com o seu estado.
— Hum... Rachel? – Quinn se afastou da judia ao sentir algo pressionando sua cocha, ficando vermelha – O que...?
— Oh! Céus! Desculpe, Quinn. Desculpe! Eu... Ok, eu vi mais do que devia quando entrei. Desculpe! Eu não... Droga, eu nunca fiquei excitada tão rápido.
— Hum... Rachel?
— Sinto muito, Q. Eu não... Não pude evitar. – Rachel suspirou e olhou para baixo, encarando sua calça – Agora você abaixa! Filho da...
— Ele pertence a você. – Quinn tentou brincar, interrompendo a judia – Tá tudo bem, Rach. – Quinn a abraçou novamente, escondendo o rosto ainda vermelho no pescoço da namorada – É... Bom saber que... Você se sente atraída por mim. – a loira gaguejou.
— Oh! Eu me sinto sim. – Rachel suspirou – Mas... Mesmo assim, me desculpe, Quinn.
— Tudo bem. Não vamos mais falar sobre isso. Quanto tempo ainda temos pra descer?
— Quinze minutos. Por que?
— Quero saber como foi com o meu pai.
— Foi tranquilo, Quinn. De verdade. Ele... Não está feliz com o nosso relacionamento, não vou mentir. Mas ele vai tentar aceitar isso.
— Então... Você tem a aprovação de Russel Fabray? – Quinn perguntou, de boca aberta.
— Não exatamente. Mas... Bom, ele não vai me jogar de lá pelos cabelos. – Rachel sorriu e abraçou a loira, dando um beijo de leve no pescoço dela – Foi melhor do que eu pensei, na verdade.
— Hum... – Quinn sorriu e puxou o rosto da judia para si, a beijando – Eu nunca vou cansar disso. – a loira murmurou sobre os lábios da morena, a afastando apenas um pouco do seu rosto.
— Quinn... – Rachel suspirou antes de voltar a beijar a namorada.
As mãos da judia passearam pela cintura de Quinn, subindo até a nuca e fazendo seu caminho de volta.
A loira gemeu contra a boca de Rachel e a judia a guiou alguns passos para trás lentamente, a prensando contra a parede com cuidado.
Quinn desceu as mãos pelas costas da judia, a puxando contra si, até que Rachel afastou a boca da de Quinn, respirando fundo antes afastar a mão da loira das suas costas.
— Rachel? Tá tudo bem?
— Tá. Só... Doeu. – resmungou.
— Eu te machuquei?
— Não! Deve ter sido... Eu devo ter batido em algum lugar, não se preocupe.
— O que você está me escondendo?
— Não é nada, serio.
— Berry, mentir não é um bom jeito de começar um relacionamento. – Quinn rosnou – O que aconteceu com as suas costas?
— Tá bem! – Rachel respirou fundo e puxou a garota pela mão, a ajudando a sentar na cama – Quando eu e seu pai estávamos conversando, ele me empurrou na parede, e eu acho que bati as costas na maçaneta.
— Tá muito ruim? – Quinn murmurou.
— Não. Só dói quando aperta.
— Tudo bem. – Quinn respirou fundo e levantou, passando a mão pela roupa – Como estou?
— Está ótima. – Rachel deu um selinho na loira e parou em frente ao espelho ajeitando a própria roupa.
— Podemos descer?
— Claro. – Rachel colocou a mochila nas costas novamente e entrelaçou seu braço ao de Quinn.
As duas entraram e saíram do elevador em silencio.
— Jake já chegou? – Rachel perguntou assim que se aproximaram do pessoal, sentados no hall, conversando.
— Eu liguei agora pouco e ele disse que mais dez minutos está aqui. – Puck falou – O que deve significar que tem transito, por que meu irmão corre igual a um louco.
— Ele é seu irmão? – Quinn franziu a testa.
— Jake precisava de um emprego e a gente de um motorista, quando começamos a peça. Ele acabou ficando. – Puck deu de ombros.
— Kitty, faz favor. – Quinn chamou.
— Eu. – Kitty disse, levantando.
— Vem aqui. – Quinn se afastou do grupo, puxando Rachel consigo e com Kitty logo atrás dela.
As três foram até um lugar vazio e Quinn suspirou, levando as mãos a barra da camiseta de Rachel.
— O que tá fazendo? – Rachel perguntou.
— Você já vai saber. – Respondeu levantando parte da parte de trás da camiseta – Kitty, Rachel está com as costas machucadas. Me diz como está.
— Quinn...
— Isso tá feio. – Kitty falou – O que você fez?
— Não foi nada demais.
— Foi sim. Isso vai ficar roxo.
— Kitty, não foi nada. Para de exagerar. – a judia apontou Quinn com a cabeça e Kitty arregalou os olhos.
— Era o que eu precisava saber. – Quinn falou – Vamos nos encontrar com os outros.
— Kitty, vai na frente e nós encontramos vocês em alguns minutos. Avise os outros, está bem? – Rachel pediu.
— Ok.
Kitty saiu em disparada para longe das duas, e Rachel suspirou, pegando as mãos da namorada.
— Quinn, por favor, deixa isso pra lá.
— O que mais ele fez?
— Quinn...
— Ele te bateu? Por que...
— O que? Não! Quinn, ela só gritou comigo. Me ameaçou e... Eu realmente pensei que ele fosse me bater quando me empurrou na parede, mas... Ele só quer o seu bem.
— O meu bem é ele me deixando viver minha vida. Eu cansei disso Rachel. – Quinn passou a mão pelo cabelo e respirou fundo – Eu vou falar com ele assim que voltar pra casa.
— Não quero que brigue com seu pai por minha causa, Q.
— Não é só por sua causa! É... Tudo.
— Mesmo assim, não brigue com ele, baby. Converse.
— Tudo bem. Eu vou tentar me controlar.
— Ótimo. – Rachel deu um selinho em Quinn e entrelaçou seus braços – Vamos. O pessoal está esperando.
— Ok. Mas vou fazer uma massagem nas suas costas quando chegarmos.
— Será muito bem-vinda.
***
— Onde querem ir primeiro? – Jesse perguntou assim que todos pagaram suas entradas.
Mal Jesse terminou de falar o grupo todo começou a listar os brinquedos que pretendiam ir.
— Pelo amor de Deus! Vocês estão parecendo crianças. Vão todos no carrossel e pronto. – Rachel provou – Por que não vamos primeiro nos carrinhos de bate-bate, e depois vamos nos outros brinquedos que podemos aproveitar juntos, um por um? Qual é? A gente tem o dia todo.
— Chata. – Sam revirou os olhos, mas foi o primeiro a ir em direção ao brinquedo – E não chama a gente de criança. A única criança aqui é Kitty.
— Cala a boca, Evans. – Kitty mandou, seguindo logo atrás do garoto, junto com o resto do grupo.
— É criança sim!
— Eu tenho dezessete, Sam!
— Serio? E já beijou ou posso ser o primeiro?
Quinn praticamente se materializou ao lado do garoto.
— Samuel Evans!
— Mas que diabos! Como você chegou aqui?
— Eu sou cega, mas ando.
— Mas... Assim? – disse fazendo os outros rirem.
— O que disse pra minha irmã?
— Eu tava brincando!
— Quinn, pelo amor, você sabe que eu nem gosto da coisa! – Kitty reclamou.
— Exatamente! Se gostasse eu ia obrigar Rachel a me ajudar a dar uma de cupido. Mas como não gosta tenho que manter ele longe.
— A frase “eu nem gosto da coisa” já fez seu trabalho Quinn. – Sam resmungou fazendo os outros rirem – E, mesmo que não tivesse feito, eu estava brincando. Como eu disse antes, Kitty ainda é uma criança.
— Não sou! Mas que saco, Evans! – Kitty reclamou, fazendo os outros rirem.
Alguns minutos depois o grupo entrava no brinquedo rindo e conversando.
Rachel ajudou Quinn a colocar o cinto antes de apertar o seu e sorriu.
— E ai? Quer bater em quem primeiro? – riu.
Os carros rodaram pela pista pelos cinco minutos seguintes, batendo um no outro a todo instante, enquanto o grupo ria, jogando o carro contra o seguinte, enquanto alguns tentavam se afastar ou bater em alguém em especifico.
— Aquilo era perseguição, Berry! – Sam reclamou quando saíram do brinquedo.
— Eu estava no volante, meu amigo, mas só estava seguindo ordens.
— Quinn!
— Agradeça por não ser meu pai naquele carinho. – Quinn avisou.
— Quinn. – Kitty se aproximou e abraçou a irmã de lado – Para com isso. Sam está só brincando. Além disso, ele pode ser bonito e tudo o mais, mas definitivamente não tem chance. E ele já disse várias vezes: me vê como uma criança.
— Eu sei. – Quinn suspirou – Eu estou agindo igual ao papai, não é?
— Não, você não ameaçou castrar ele. Ainda não chegou no nível do papai. – disse fazendo a mais velha rir – Você está preocupada comigo Quinn, e tudo bem. Mas para com isso. Não precisa.
— Tá bem. – Quinn deu um beijo no topo da cabeça da irmã – Mas se ele tentar qualquer coisa você vai me contar, certo?
— Eu sempre conto, Q.
Kitty se afastou e Rachel, que andava ao lado das duas, sorriu.
— Kitty tem razão, você não está nem perto do seu pai. Mas é legal ver você defendendo sua irmã assim.
— Eu sempre protegi Kitty e vou contin...
— Cuidado! – Rachel correu e segurou a garota quando Quinn tropeçou em alguma coisa no chão.
— Obrigada. – Quinn suspirou.
— Tudo bem. – Rachel entrelaçou seus braços e sorriu – Não vou mais te soltar.
— Fico feliz em ouvir isso.
— Montanha russa agora? – Jesse perguntou.
— Roda gigante! – Jane discordou.
— Vamos na montanha russa e logo depois na roda gigante! – Rachel falou.
— E por que primeiro na montanha russa? – Jane reclamou.
— Por que o cara aí do seu lado é meu chefe. – disse como se fosse obvio, fazendo os outros rirem.
— Você tem um ponto. – Jane concordou.
E assim a tarde seguiu.
Foram na montanha russa e na roda gigante, como Rachel tinha sugerido, e logo em seguida no estilingue humano, crazy ride e mais uns cinco brinquedos antes de pararem para almoçar.
Comeram um lanche nas barraquinhas espalhados por ali e sentaram em uma área aberta logo depois.
— Onde vamos agora? – Sam perguntou se recostando em uma árvore, ao lado de Kitty, e passando o braço pelos ombros da garota.
— Que tal o booster? – Puck sugeriu.
— Logo depois de comer? Nem nos seus sonhos. – Rachel disse – E, Sam, Quinn pode não te ver, mas se não tirar os braços de perto da minha cunhada vou garantir que você sofra tanto quanto se ela visse.
— Rachel! – Kitty revirou os olhos.
— Sua o que? – Blaine perguntou.
— Você e Quinn estão namorando? – Harmony as encarou de boca aberta – Tipo, namorando de verdade?
— Estamos. – Rachel respondeu.
— Você não vai mais sair com outras pessoas, e Quinn vai conhecer seus pais e... Vocês...
— É, Harmony. Estamos namorando. E eu já conheci Hiram e Leroy. – Quinn falou.
— Oh. Meu. Deus.
— Parabéns, Quinn! Você conseguiu colocar na coleira a maior pegadora de New York!
— Ok, Puckerman, meu passado fica no passado.
— Ok, senhorita comprometida. – Puck riu – E aí, vamos em qual agora?
— Já são quase três e meia. – Jesse disse olhando para o relógio – Antes de voltarmos pros brinquedos, temos que decidir quem vai assistir a peça hoje.
— Eu já fui ontem! – Blaine disse, erguendo as mãos.
— E eu fui com ele. – Jane deu de ombros – Boa sorte para os outros.
— Eu me tiro dessa. – Sam falou.
— Alguém vai se voluntariar para ir? – Jesse perguntou.
— Hoje vão encenar Mamma Mia, não é? – Kitty quis saber.
— É. – Puck concordou – E apesar de adorarmos musicais, quando viajamos, preferimos passear e ficar longe quando podemos.
— O que acha, Rach? Um segundo encontro? – Quinn sussurrou no ouvido da judia enquanto os outros conversavam.
— Você quer ir?
— Se você quiser.
— Você quer ir embora, não é?
— Você volta amanhã, Rach. Quero um tempo a sós com você.
— Eu e Quinn vamos. – Rachel disse, chamando a atenção de todos.
— Serio? – Harmony franziu a testa.
— Claro. – Quinn disse – Por que não?
— Tudo bem. Problema resolvido. A peça começa as sete, então... Vocês saem daqui as cinco? Acho que dá tempo de se arrumarem e chegar lá. Jake vai com vocês em um carro e eu fico com a van. – Jesse falou.
— Acho melhor sairmos daqui meia hora. Assim tenho tempo de passar e deixar Kitty em casa. – Rachel falou – Prometi pro pai dela que ela estaria em casa antes do jantar, e que a levaria, então...
— Não quer se sujar com o sogro? – Kitty provocou.
— Exatamente.
— Vamos pra onde agora? – Puck perguntou.
— Pras barracas de tiro. – Rachel pediu – Quero ganhar um ursinho pra Quinn hoje.
— Own, que coisinha mais fofa. – Sam provocou.
— Eu acho fofo. – Quinn disse dando um beijo na bochecha da namorada – E gosto disso.
— Certo, casal vinte. Mas eu não to afim de ir nessas baboseiras. – Puck reclamou.
— Tudo bem. Vocês podem ir pra outro lugar, sem problemas. Nos encontramos as quatro no portão?
— Pode ser. – Jesse disse.
— E eu? – Kitty perguntou.
— Pode ir com eles, Kitty. – Quinn disse – Mas se Sam chegar perto de você, você sabe meu número.
— Pode deixar. – Kitty riu.
— Certo, então, nos vemos em meia hora.
Rachel e Quinn foram em direção as barracas de mira, enquanto o restante do grupo foi para o outro lado.
— Então, você quer me dar um ursinho? – Quinn sorriu.
— Ou dois. Talvez três. Depende de quantos eu conseguir em meia hora.
— Não sabia que você era do tipo fofa, Rach. – Quinn disse levando a mão direita ao braço de Rachel, que estava entrelaçado ao seu esquerdo, e deitando a cabeça no ombro dela.
— Não costumo ser.
— Bom, eu gosto disso.
— Hum.... Vou me lembra disso. – a judia brincou.
Pouco depois Rachel tentava acertar um pato que não parava de se mexer.
Foram cinco tentativas – na verdade a judia havia pagado o jogo cinco vezes e, levando em conta que cada pagamento era equivalente a cinco chances, ela já tinha tentado vinte e cinco vezes, mas se recusava a admitir isso – antes que ela ganhasse um cachorrinho de pelúcia para a loira.
— Finalmente! – Rachel comemorou jogando a pelúcia para cima antes de entrega-lo a Quinn, arrancando uma risada do dono da banca – Pra você, Q.
Quinn sorriu e abraçou o cachorro antes de se aproximar e beijar Rachel.
— Obrigada, Rach. Tenho certeza que ele é lindo.
— Quer mais um? – Rachel parecia animada e Quinn riu.
— Depende. Quanto tempo ainda temos?
— Dez minutos. – Rachel disse olhando para o relógio e suspirou – Certo, temos que ir.
— Quem sabe em uma próxima?
— Pode apostar que sim.
As duas foram para a portaria de mãos dadas.
— Elas são tão fofas juntas. – Sam comentou com Kitty, parado perto do portão, e a loira suspirou.
— São sim.
— Está tudo bem, Kitty?
— Claro. Por que não estaria?
— Você parece chateada com alguma coisa. Quer conversar?
— Não é nada de mais.
— Tem certeza?
— É só que... – Kitty suspirou, passando a mão pelo rosto – Elas juntas...
— Isso te incomoda?
— Mais ou menos. É estranho.
— Quinn namorar ou ela namorar com Rachel?
— Deixa isso pra lá, Sam.
— Ou eu posso ir com vocês e nós podemos conversar, Kitty. Não me importo em ficar algum tempo com você.
— Você tem certeza?
— Claro! Você parece precisar conversar sobre isso, e... Bem, não acho que você vá poder contar a alguém que elas estão namorando. Você sabe, elas provavelmente vão esconder por um tempo, por causa da mídia.
— Obrigada, Sam.
O loiro abraçou a Fabray mais nova e ela suspirou.
— Hey! Evans! Pensei que Quinn tinha deixado claro que era pra ficar longe da Kitty. – Rachel disse quando se aproximaram.
— Deixa os dois, Rach. – Quinn disse – Ele não tem chances com ela mesmo.
— E ela não se contenta em me dar o fora por ela, tem que me dar o fora pela irmã também. – Sam disse fazendo Kitty rir.
— Mas você não tem mesmo.
— Oh! Calem a boca. Vocês duas são apaixonadas por mim.
— Claro Sam. Nem sei o que estou fazendo com Rachel. – Quinn debochou – Berry, vou terminar com você pra ficar com ele. Me desculpe.
— Mas nem nos sonhos dele. – Rachel disse passando o braço pelo ombro de Quinn e fazendo os outros rirem.
— Rachel Berry com ciúme. Isso não se vê todo dia. – Blaine provocou.
— Com licença. – duas garotas pararam próximas ao grupo – Vocês... Hum... Podem nos dar alguns autógrafos? – uma delas gaguejou – Somos suas fãs.
— Hey! Claro. – Sam sorriu – Como vocês se chamam? – perguntou se aproximando delas para pegar o caderninho que tinha na mão.
Alguns autógrafos e algumas fotos depois as garotas se afastaram com um sorriso no rosto.
— Jake chegou? – Rachel perguntou voltando a segurar a mão de Quinn.
— Acabei de falar com ele. Estacionou faz uns dez minutos.
— Vamos lá, então. – Sam disse.
— Vocês não precisam sair, Sam. – Jesse avisou – Eu vou buscar a chave e deixar as meninas com Jake e já volto.
— Oh, não. Eu vou embora também.
— Está se sentindo bem? – Jane perguntou.
— Estou legal.
— Ele deve tá querendo um tempo a mais com Kitty. – Elliott provocou.
— Cala a boca. – Kitty, Sam e Quinn disseram juntos, fazendo os outros rirem.
— Ok, vamos. E, hey, Sam, já vou logo avisando: nosso sogro é realmente bravo. Quinn não... Outch. – reclamou quando Quinn lhe beliscou – O que foi?
— Meu pai é seu sogro, mas não tem nada a ver com Sam. – Quinn disse fazendo os outros rirem.
— Isso doeu, sabia? Você beliscou bem onde eu bati. – a judia fez bico.
— Serio? – Quinn perguntou, parecendo culpada – Desculpa, Rach. Eu não...
— Hey, tá tudo bem. Só estou brincando.
— Não queria te machucar.
— Não machucou, Q. – Rachel disse dando um selinho na loira.
— Cara, você domou mesmo essa garota. – Matt riu – Parabéns, Quinn!
— Idiota. – Rachel revirou os olhos.
— Certo, vão logo e parem de deixar meu irmão esperando. – Puck mandou – Eu ainda quero ir no booster.
— Podemos tirar uma foto antes? – Kitty pediu – Quero ter certeza que vou lembrar que isso aconteceu.
Kitty pegou o celular e os onze se juntaram, sorrindo para a câmera.
Pouco mais de meia hora depois Quinn, Rachel, Kitty e Sam desciam do carro em frente a cafeteria dos Fabray.
Os quatro entraram sorrindo no café praticamente vazio, com apenas duas mesas ocupadas, e se aproximaram do balcão, onde Russel conversava com Judy, concentrado demais na conversa para ouvir o sino.
— Russel, eu já disse que você não vai se intrometer nesse relacionamento! Deixe Quinn viver, pelo amor de Deus!
— Ela não precisa namorar para viver! Além disso, isso nunca daria certo.
— Russel, pare com isso. Eu não vou deixar você se meter.
— Eu só vou garantir que as coisas se agilizem, Judy. Existem milhares de paparazzis loucos por uma boa história. Uma garota beija ela, fala pro fotografo que estão juntas, que namoram há alguns messes, sei lá. Sai na mídia, Kitty vê, conta pra Quinn, afinal, a irmã está sendo enganada, e Quinn dá um fora na garota. O que pode dar errado?
— Eu posso confiar na minha namorada, por exemplo. – Quinn disse fazendo o homem ficar tenso na cadeira.
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