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11 Capitulo 11 - Independência ou lide com as conseguencias
Notas iniciais
— Quinn. – Russel murmurou virando para a filha, e encontrando não só uma Quinn nervosa, mas também o olhar perplexo de Sam e Kitty, e o magoado de Rachel.
— Você achou mesmo que uma coisa tão estupida fosse me fazer terminar com Rachel? Eu, obviamente, ia exigir uma explicação, mas ouviria o que ela tem a dizer e confiaria na minha namorada, e não em notícias idiotas.
— Quinn, eu...
— Rach, o café está cheio?
— Tem duas mesas ocupadas, mas o casal de uma delas parece estar indo embora. – Rachel murmurou.
Não demorou para que o barulho da porta batendo invadisse a audição de Quinn.
— Só uma mesa? – a loira perguntou.
— Só.
— Eu poso...
— O que você acha que está pensando, Russel? – Quinn gritou, assustando a todos.
— Você me chamou de que? – o homem a encarou perplexo.
— Russel. Não é o seu nome?
— Eu sou seu...
— Você é um peso nas minhas costas!
— Quinn, para. – Rachel disse segurando o braço da loira – Não faz isso.
— Não fazer isso? E deixar mais essa passar? Não, Rach. Já está mais do que na hora dele entender que não manda mais na minha vida.
— Quinn, se acalma. Você tá nervosa. Vocês podem ter essa conversa outra hora, tá bem? Vamos pro hotel, por favor. – a judia suspirou – Além disso, não me sinto confortável continuando aqui.
— Deixa de ser dramática. – Russel revirou os olhos.
— Dramática? – Quinn riu – Você acha que ela está sendo dramática? Pois eu no lugar dela também me sentiria desconfortável. Rachel se deu o trabalho de vir aqui conversar com você, quando ela não precisava, pra você machucar ela e depois tentar armar uma coisa ridícula dessa pra me fazer terminar com ela?
— Eu não machuquei ninguém!
— Quinn, por favor. – Rachel suspirou.
— Não? E as costas dela estão doloridas e marcadas por que, então?
— Não tive nada a ver com isso.
— Talvez a porra da maçaneta na qual você empurrou ela tenha!
— Você fez o que, Russel? – Judy o encarou.
— Eu não fiz nada! E você, Quinn, olha como fala comigo!
— Não Russel, eu cansei! Eu tenho uma vida! E você tem que entender isso. Estou namorando Rachel e vou continuar namorando com ela, goste você ou não. Sinceramente? Sua opinião não me importa nem um pouco. Você passou os últimos vinte e um anos tentando me proteger até do ar. Chega disso! Eu sou cega, mas não sou uma garotinha indefesa.
— Eu cuido da sua irmã tanto quanto cuido de você!
— Então tá na hora de parar de empacar a vida dela também!
— Eu só quero o melhor pra vocês.
— No momento, Rachel é o melhor pra mim!
— Você não sabe o que está dizendo.
— Sei exatamente o que digo quando falo que isso acaba agora. Aceite você ou não, eu tenho uma vida, e você não manda nela.
— Com quem você acha que está falando?
— Com quem parece que eu estou falando?
— Definitivamente não com o seu pai!
— Engraçado, também não sinto como se estivesse falando com o meu pai, mas um estranho extremamente intrometido e inconsequente.
— Olha o jeito que fala comigo, Lucy Quinn Fabray! Eu ainda sou seu pai e...
— Não me interessa! Você poderia ser o papa! Não tem o direito de se meter a minha vida assim. Eu tenho vinte e um anos, Russel! Não cinco pra você controlar minha vida. Ou quinze pra você achar cedo demais pra namorar. Eu tenho vinte e um anos, uma vida, e definitivamente, muita raiva de você no momento!
— Eu só quero te proteger!
— Me proteger do que?
— De tudo, Quinn!
— Não tem do que me proteger, Russel. Chega! Deu pra mim! Você não tem nada a ver com a minha vida amorosa. E daí se eu to namorando? O que você tem a ver com isso? Nada! Você é meu pai, não meu dono. Você não manda mais em mim! Não sou uma criancinha que precisa de proteção. Não sou uma garotinha indefesa em um lugar perigoso. Sou uma mulher que não teve a chance de viver o suficiente por que você me sufoca! Até quando você achou que eu ia aguentar isso? Não acha que já tá na hora de me deixar viver?
— Eu...
— Não tenta argumentar! Não tem desculpa! E eu sei que essa é a verdade, por que eu vivo ela. Eu não consigo nem pisar na calçada sem você querer duas mil informações sobre onde eu vou. Às vezes você faz parecer ir daqui até em casa uma viagem de três anos pro Japão!
— Sinto muito se eu me preocupo.
— Guarde sua preocupação pra você! A partir de agora, você não dá mais opinião na minha vida.
— Você ainda mora na minha casa! Enquanto viver aqui vai me obedecer e seguir as minhas regras.
— Você tem razão. Talvez esteja na hora de me mudar.
— O que? – Judy a encarou.
— É. Santana estava atrás de alguém para dividir o apartamento. Por que não eu? Posso encontrar um emprego em algum lugar e ajudo ela a pagar as contas. Eu dou um jeito.
— Você não pode fazer isso, Quinn! – Judy disse – Filha, você está nervosa...
— Eu cansei dele se metendo no que não é da conta dele, mãe.
— Quinn, eu entendo seu lado, mas sua mãe tá certa. – Rachel disse – Você tá de cabeça quente. Se mudar tem que ser uma decisão muito bem pensada. Vamos pro hotel, você descansa, e vocês conversam amanhã, com calma, tá bem? Se você decidir mesmo se mudar eu até dou um jeito de vir pra cá te ajudar. Mas pensa direito.
Quinn respirou fundo três vezes antes de concordar com a cabeça.
— Tudo bem.
— Ótimo. Vamos pro hotel, sim?
— Antes, Russel nos deve um pedido de desculpas.
— Não mesmo. – Russel riu – Eu estou tentando proteger você! Não vou pedir desculpas por isso.
— Tudo bem. – Quinn deu de ombros – Eu peço pra Santana vir buscar minhas coisas.
— Quinn! – Judy disse.
— É o mínimo que ele pode fazer.
— Olha... – Russel suspirou – Rachel, desculpe se eu te machuquei, não era minha intenção. Mas isso é tudo pelo o que vou me desculpar. Eu só quero o seu bem, Quinn, e não vou me desculpar por isso.
— Vamos, Rachel. – Quinn falou passando o braço pelo da namorada – Não quero ter que continuar ouvindo as besteiras dele.
— Tudo bem.
— Eu e Sam vamos subir e conversar em casa. – Kitty avisou.
— Vocês não vão...
— Você já tem problemas o suficiente com uma filha, Russel. – Judy gritou fazendo o homem a encarar de boca aberta – Me espere aqui. Temos muito o que conversar.
— Mas... – Russel resolveu ficar quieto com o olhar que a esposa lhe lançou.
Quinn, Rachel, Sam, Kitty e Judy saíram do café e Judy suspirou.
— Filha, eu sinto muito...
— Tudo bem, mãe. Não é culpa sua. – Quinn disse.
— Mesmo assim. Sinto muito por isso.
— Não tem problema.
— Hum... Kitty... Você e Sam poderiam conversar no café, não é? Não vamos levar seu pai ao limite.
— Só vamos conversar, mãe.
— Eu acredito em você, Kitty. Mas não vamos provocar Russel.
— Sua mãe tá certa, Kitty. Além disso, o café tá quase vazio. Ninguém vai ouvir a gente. – Sam falou.
— Tudo bem. – Kitty revirou os olhos.
Kitty se despediu de Rachel e da irmã, e ela e Sam voltaram para o café, indo direto para a mesa preferida da garota.
— Eu sinto muito pelo o que aconteceu lá dentro, garotas.
— Não é você quem tem que se desculpar, mãe. É o papai.
— Você sabe que ele não vai.
— Ele vai sim. – Quinn disse.
— Você não está mesmo pensando em sair de casa, não é?
— Sinceramente? Depois que eu falei, não parece uma ideia tão ruim.
— Pode deixar que eu tiro essa ideia da cabeça dela, senhora Fabray. – Rachel sorriu.
— Só Judy, querida.
Logo Quinn e Rachel estavam dentro do carro.
— Então... Quer que eu ligue para o Jesse e diga que não vamos a peça, ou...?
— Vamos sim. – Quinn disse – Você ainda vai embora amanhã, Rach, e eu quero ter um tempo com você.
— Então, depois da peça podemos ir jantar, e...
— Vamos fazer algo que é mais o meu estilo, Rach. – Quinn brincou – O que acha de ir comer uma pizza, ao invés de ir em um restaurante?
— Parece bom pra mim. – a judia sorriu.
***
— Kitty, você pode tomar conta do café pra mim, por favor? Desço em alguns minutos. – Judy pediu, entrando estabelecimento após se despedir da filha e da nora.
— Claro, mãe. – Kitty respondeu da mesa onde conversava com Sam.
— Russel, vamos conversar em casa.
— Eu não...
— Agora. – murmurou e o homem revirou os olhos antes de levantar e segui-la.
Judy subiu as escadas pisando duro e abriu a porta, entrando e dando espaço para o marido fazer o mesmo.
Assim que Russel se afastou o suficiente da porta, Judy a empurrou com força, a fazendo fechar com um barulho auto, que fez Russel pular de susto.
— Que merda você acha que está fazendo? – a loira gritou indo para a sala, com o marido logo atrás.
— Não venha defender aquela garota também, Judy! Quinn não pode ficar com ela.
— Quinn pode ficar com quem ela quiser, Russel! Ela tem idade o suficiente pra se cuidar. Sei que você se culpa pelo acidente, mas entenda que sua filha cresceu e não precisa mais de tanta proteção. Ela precisa de espaço.
— Você não se importa se ela se machucar?
— Você tem que parar com essa paranoia de achar que tudo e todos vão machucar nossas filhas, Russel! O mundo tem pessoas ruins? É claro que tem! Mas nem todas são. E Rachel definitivamente não me parece uma dessas pessoas.
— Pra mim ela é uma dessas pessoas. E aquele Sam lá em baixo flertando com a Kitty também!
— Quem disse que... Quem te garante que eles não são só amigos?
— Ela queria trazer ele aqui pra cima! O que prova que temos é que ter mais pulso firme!
— Mais pulso firme? Por que você não tranca as duas em um porão pelo resto da vida logo de uma vez?
— Eu pensei em um convento quando eram mais novas, mas você não deixou.
— Talvez eu devesse ter deixado, por que elas iam ter mais liberdade lá!
— Você tá exagerando.
— Será? Será que sou eu quem estou exagerando? Ou será que é você que tá tratando Quinn e Kitty como se as duas nos dessem motivos pra desconfiar de tudo o que elas fazem?
— Judy, Quinn trouxe uma garota em casa dizendo que estão namorando. Não pedindo nossa opinião sobre o assunto, mas...
— Ela não tem que pedir! Não antes de conhecermos a garota. Russel, Rachel é uma boa pessoa.
— O que você tem que prove isso?
— Eu tenho o dia de hoje. O que você tem que prove o contrário?
— Nada, mas...
— Não tem mas! Quinn é uma mulher bonita, gentil, legal... Quanto tempo você achou que ela fosse ficar sozinha?
— Eu...
— E tem mais! Você pode ir se acostumando com a ideia de que Kitty logo pode encontrar alguém também, e você não vai fazer nada para impedir. – disse dando ênfase no não.
— Eu tenho o direito de não gostar da garota.
— Mas não de tentar se intrometer no relacionamento delas!
— Eu sou pai! Tenho o direito de proteger minha filha. – Russel gritou e Judy suspirou, passando a mão pelo rosto.
— Russel, lembra quando Quinn voltou a andar sozinha depois de ficar cega?
— Lembro. Ela tinha de seis pra sete anos.
— Exato. Lembra a quanto tempo ela tentava andar sozinha?
— O que quer dizer?
— Quero dizer que você obrigou Quinn a ser carregada por você por mais de três anos sem necessidade, Russel, até o dia em que ela bateu o pé e disse que podia ir só com a bengala até a cozinha.
— E o que isso tem a ver?
— Você está obrigando Quinn a deixar você carregar a vida dela há mais de vinte e um anos, Russel. Mas agora ela bateu o pé. Do mesmo jeito que ela anda sozinha, ela quer levar a vida dela sozinha.
— Lembra de quantos machucados por causa das batidas a gente teve cuidar?
— Não. Lembro dos sorrisos que ela dava quando chegava onde queria, mesmo que batesse em alguma coisa ou tivesse que dar alguns passos para trás antes de continuar.
— Judy...
— Quinn não vai voltar atrás, e ela tá mais do que certa. É você quem vai ter que dar o braço a torcer. E se desculpar com ela.
— Eu não vou me desculpar por querer o melhor pra ela.
— Então vai dormir no sofá até aprender que Quinn sabe o que é melhor pra ela.
— O que? Judy!
— E isso não está sendo colocado em discussão.
***
— Russel, vamos conversar em casa.
— Eu não...
— Agora.
Russel e Judy saíram do café e Kitty levantou.
— É, meu pai tá muito ferrado. – suspirou – Eu tenho que ficar atrás do balcão. Vem, você pode sentar em um dos bancos enquanto conversamos.
O último cliente que ainda estava no café e tinha visto toda a discussão levantou praticamente junto com os dois e saiu depois de sorrir para Kitty, que se desculpou pelo ocorrido.
— Então... – Sam disse, sentando de frente para a garota, que já estava atrás do balcão – Você quer falar o que está te incomodando no namoro das duas?
— É só que... Não foi como cunhada dela que eu imaginei que entraria pra família de Rachel, entende?
— Então como... Oh! Kitty, eu sinto tanto.
— Eu também. – a mais nova suspirou.
— Quinn sabe?
— Sabe.
— E ainda assim...
— Eu disse pra ela ir frente. Quando ela ligou pra Santana e pediu que eu e ela fossemos pro hotel... Eu falei pra ela lá, mas... Quinn parecia tão animada. E ela nunca tinha realmente se interessado por alguém antes. Ela me disse que, se aquilo me incomodava, ela não sairia com Rachel. Mas eu vi no rosto dela como ela queria estar com Rachel, Sam. Então... – Kitty balançou a cabeça negativamente – O que eu sinto por Rachel é paixonite de fã. Eu sei disso. Tenho amigos que dizem sentir o mesmo não só por ela, mas por outros artistas também. Só é estranho, sabe?
— Eu imagino. – Sam pegou as mãos da garota por cima do balcão e sorriu para ela – Mas, se é mesmo só “paixonite de fã”, como você diz, então passa, Kitty. Você vai conhecer uma garota que vai te deixar sem ar e ocupar sua mente o tempo inteiro. Alguém por quem você vai se apaixonar de verdade. Pra quem você vai comprar flores, que vai vir enfrentar seu pai, e te deixar em casa no horário estipulado por ele em quase todos os encontros. Mas não em todos, por que em alguns vocês vão perder a hora em algum lugar no meio dos beijos que estiverem trocando. E seu pai vai ficar irritado, mas por mais que ele brigue e diga que vocês nunca mais vão se ver, você não consegue parar de sorrir, por que, afinal, você sabe que ela vai estar te esperando no dia seguinte com aquele sorriso que você tanto ama.
— Uau. Sam, isso foi lindo.
— Valeu.
— Alguém aqui está apaixonado? – provocou.
— Algo me diz que eu já achei essa garota pra mim, Kitty.
— E eu posso perguntar quem é?
— Você não conhece. – Sam suspirou – Conheci ela há alguns anos. Não demos certo.
— Por que não?
— Não estávamos na mesma página. Somos de cidades muito diferentes, com sonhos diferentes. Ela não iria para a cidade grande e eu não vou para uma cidade pequena. Ficamos juntos pelo tempo em que eu estava viajando. Quando tentei falar sobre um relacionamento... – Sam deu uma risada fraca e forçada – Ela praticamente fugiu de mim. Nunca mais ouvi falar dela depois disso. Acabou sendo um caso de uma semana.
— Você nunca a superou?
— Superei sim. Faz tempo e eu não me apeguei a isso. Mas ainda penso nela as vezes. E em como seria bom ter tudo o que eu te disse com ela.
— Você é tão fofo, Sam. Como uma garota hetero pode não te querer?
— Eu me pergunto a mesma coisa as vezes. Quero dizer, eu sou famoso, tenho uma boa condição financeira, sou legal, bonito, inteligente, bom na cama...
— E é aí que elas fogem. – Kitty riu.
— O que?
— Seu ego, Sam!
— Hey! Eu não chego nas garotas falando assim! Eu chego com jeitinho, deixo elas falarem sobre elas e se me perguntam sobre mim eu respondo “Sou Samuel Evans, trabalho fazendo musicais, e tenho vinte e cinco anos. Mas isso não importa. Por que vamos falar de mim quando eu tenho um anjo na minha frente que pode me falar dela? ” E, normalmente, pergunto sobre algo que ela ainda não tenha falado.
— E se ela insistir em saber de você?
— Então eu conto coisas básicas. Mas falo o menos possível.
— E você realmente ouve o que elas falam?
— É claro que sim! Se eu pergunto é por que quero ouvir!
— Como você ainda está solteiro?
— Eu não sei!
Os dois riram e Kitty encarou o garoto.
— Obrigada, Sam. Eu estava mesmo precisando conversar.
— Tudo bem. Sempre que precisar, é só me ligar.
— Serio? – os olhos de Kitty brilharam.
— Serio!
— Você pode me passar seu número, então? – pediu fazendo o mais velho rir.
— Claro. Me dá seu celular.
Sam estava salvando seu número nos contatos da garota quando Judy entrou no café.
— Ficou assim o dia todo, mãe? – Kitty perguntou sobre o movimento e Judy suspirou.
— Pois é. Mas os domingos sempre são pouco movimentados.
— Não deveriam ser os dias mais agitados? – Sam perguntou devolvendo o celular para Kitty
— Não aqui. – Judy sorriu – As pessoas costumam levantar tarde de mais pra tomar café, então poucos veem de manhã. E durante a tarde estão sempre em algum parque ou algo do tipo. A noite pedem comida em casa... Nem ficamos abertos até tarde.
Os três ficaram conversando por algumas horas, e Russel não apareceu mais no café aquele dia.
***
Rachel e Quinn aplaudiam a peça em pé, enquanto o grupo que havia encenado agradecia em cima do palco.
Alguns minutos depois as duas entraram no carro e Rachel fechou os vidros respirando fundo.
— Serio, qual o problema desses fotógrafos? – reclamou fazendo Jake e Quinn rirem – Então, Quinn, pra onde agora?
— Tem uma pizzaria a três quarteirões daqui. Sabe de qual estou falando, Jake?
— Acho que sim.
— Pra lá então.
As duas dividiram uma pizza – que Quinn fez questão que tivesse bacon, e Rachel não reclamou – entre risadas, conversas e vários selinhos roubados por parte de Rachel.
Quinn tinha a sensação de nunca ter estado tão feliz na sua vida.
E Rachel sentia o peito apertar só de imaginar ficar em New York longe da sua garota.
Quando voltaram pro hotel era pouco mais de onze da noite.
— Chegamos. – Rachel disse parando em frente ao quarto de Quinn e a loira abriu a porta – Bom, boa noite, Q.
— Não quer entrar um pouco?
— Não está tarde?
— Eu não estou cansada. – Quinn disse – Mas, se você estiver...
— Não. Claro que não. – Rachel disse e Quinn sorriu.
As duas entraram e Rachel fechou a porta.
— Já arrumou suas coisas?
— Já. Amanhã é só por no carro e ir para casa. – Quinn suspirou – Vou conversar com Santana e tentar me mudar o mais rápido possível.
— Não acha um pouco precipitado, Quinn?
— Não. Cansei de ficar em baixo das assas do Russel. Mas não quero falar dele agora.
— E quer falar do que?
— Não quero falar.
A loira esticou a mão e Rachel a segurou, confusa.
Pouco depois a loira a empurrou sentada na beirada da cama e sentou em seu colo, a beijando.
O beijo era calmo e apaixonado, e Rachel o correspondeu da mesma maneira.
A judia acariciava as costas de Quinn, que suspirou contra a sua boca e apertou os ombros da judia.
Rachel sentiu Quinn empurra-la para que deitasse e assim o fez, subindo mais na cama e se arrumando nos travesseiros.
Quinn sentiu as mãos de Rachel chegarem a sua cintura e logo depois ela estava em baixo da morena, que distribuía beijos pelo seu pescoço.
— Hum... Rach. – Quinn gemeu fraco quando sentiu a judia marcar a carne que havia acabado de expor, puxando a manga da camisa para baixo, em um lugar que a loira sabia que seria facilmente coberta por uma camiseta.
— Infelizmente não posso marcar seu pescoço, por que você não vai ter como esconder depois. – Rachel sussurrou no ouvido da loira – Mas isso não vai me impedir de te marcar.
Quinn puxou a judia pela nuca, colando suas bocas novamente, dessa vez, em um beijo urgente.
A loira se mexeu em baixo da judia, quase que inconscientemente, e Rachel sentiu seu membro começar a responder imediatamente e tentou se afastar, mas Quinn a impediu.
— Q... Eu não quero... Você sabe... Ficar em uma situação constrangedora de novo. – gaguejou enquanto Quinn beijava seu pescoço e, como resposta, Quinn tentou tirar sua camiseta – Quinn?
— Eu quero, Rach.
— O que?
— Eu quero você. – Quinn murmurou, ficando vermelha enquanto a judia a encarava de boca aberta.
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