Notas iniciais
Voltamos com mais um Capitulo para vocês. Espero que gostem.

— Rachel Barbra Berry! – a voz do seu pai praticamente estourou o ouvido da judia assim que ela atendeu o telefone.

— Então o senhor já sabe. – ela murmurou.

— Isso quer dizer que é verdade? Eu vou matar você, sua irresponsável! – Leroy gritou.

— Leroy, se acalme. – Hiram pediu e Rachel suspirou.

— Oi, papai.

— Olá, Rachel. Você pode nos explicar essa situação?

— Na verdade, ainda não. Também fiquei sabendo esses dias, então ainda estou resolvendo o problema.

— É uma criança. – Leroy rosnou.

— Eu sei, pai. E se for realmente minha eu vou assumir. Mas ainda não sei se é. Pode ser um golpe, ou algo do tipo.

— E quanto a sua situação? Isso vai vir a público. – Hiram disse.

— Só se o filho for meu.

— E se não for? Você vai fazer DNA e tudo mais, certo? Isso vai estourar de alguma maneira.

— Bem, estou tentando fazer o DNA antes da criança nascer. Então só tenho que manter a garota calada até o resultado sair.

— E se ela não ficar quieta?

— Aí eu entro com um processo pra isso. Marley vai me ligar ainda hoje pra dizer o que conseguiu.

— Rachel, quais são as chances desse filho ser seu? – Leroy perguntou.

— Não muitas. Apesar da aparente irresponsabilidade de dormir com várias garotas, eu sempre me previno.

— Certo. Podemos saber exatamente onde você está agora?

— No quarto do hotel.

— Ótimo. Desce que nós estamos te esperando. – Leroy disse.

— O que? – a judia gritou.

— Acabamos de chegar aqui. Vem falar com a gente.

— Vocês estão em Los Angeles?

— Em Paris que não estamos, Barbra. – Leroy respondeu irritado.

— Pai...

— Vai descer ou não vai?

— Claro. Me dê só alguns minutos. Já to descendo.

Rachel saiu do quarto praticamente tremendo. Seus pais estavam ali. Ela ia morrer antes do previsto.

Rachel trancou a porta e respirou fundo, perdida em seus pensamentos.

— Quem tá aí? – a voz de Quinn soou hesitante no corredor, assustando Rachel

— Hey, Q. Sou eu. Desculpa, não te vi aí. – a judia murmurou – O que tá fazendo aqui?

— Eu ia descer pra comer alguma coisa. O que aconteceu? Você parece nervosa.

— Meus pais tão aí em baixo.

— E?

— E eles só vieram por causa da história da gravidez. – o elevador abriu e Rachel passou o braço pelo de Quinn, entrando com ela – Eles vão me matar.

— Hey, você fez besteira e sabe disso, mas tá tentando mudar. Mostre isso a eles.

— Se eu tiver tempo antes do meu pai cortar meu pescoço. E sei que eles não estão bravos só por isso, mas por toda a porcaria que eu tenho feito.

— Você só fez escolhas erradas, Rachel. Todo mundo errada as vezes.

— Umas mil seguidas?

— Rach, eu tenho certeza que seus pais te amam e vão concordar comigo quando eu digo que você só precisa de um tempo.

— Obrigada, Quinn. Você pode fazer esse discurso pra eles?

A porta do elevador abriu e Rachel ajudou Quinn, que ria, a sair. E foi impossível para a morena evitar sorrir.

— Quer que eu te leve até o restaurante?

— Vá encontrar seus pais, Rachel. Eles estão esperando.

— Certo. – Rachel suspirou antes de dar um beijo na bochecha da garota – A gente se vê mais tarde.

— Tem certeza? Quero dizer, seus pais não vão se importar se você largar eles aí quando vieram te ver?

— Tenho certeza que só vieram pra brigar comigo. – Rachel tentou brincar – Não se preocupe. Eles vão entender.

— Ok. Te vejo mais tarde então.

— Passo no seu quarto as sete.

Quinn apenas sorriu e foi em direção ao restaurante.

— Rachel? – a judia observava Quinn se afastar quando a voz do seu pai a fez pular de susto.

— Pai. Papai. Que susto. – suspirou antes de se aproximar dos dois e abraça-los – Vem, vamos subir pro meu quarto e conversar.

— O que você estava olhando? – Hiram perguntou quando a judia apertou o botão do elevador.

— Quinn.

— Uma garota? – Leroy praticamente rosnou.

— É. Ela... Eu a ajudei a descer. Ainda tenho medo que ela tropece e caia a qualquer segundo.

— E ela é cega, por acaso? – Leroy debochou enquanto entrevam no elevador.

— Na verdade, é sim.

— Oh. – ele murmurou – Seja como for, você não é o tipo de pessoa que cuida das outras.

— Leroy! – Hiram deu um tapa no braço do marido.

— Não se preocupe, papai. – Rachel suspirou – Vocês vão ficar até quando?

— Vamos embora na segunda, quando você for.

— Sabe, vocês estragaram minha surpresa. – a judia reclamou – Vou pra Lima na segunda.

— Por que não nos disse nada?

— Era uma surpresa, papai. Eu preciso descansar um pouco, sair dos holofotes e por a cabeça no lugar. Que lugar melhor pra isso que Lima?

— Bom, voltamos juntos, então. – Hiram sorriu e deu um beijo na bochecha da judia.

Os três saíram do elevador e Rachel levou os homens até o seu quarto.

O som do celular da garota tocando a fez entrar na frente, para atende-lo rapidamente.

— Alô? Oi Marley. – Rachel fez um sinal com a mão para que os pais entrassem e ficassem a vontade, enquanto sentava na cama – Conseguiu resolver o problema? Maravilha. O que? Por que? Essa mulher é idiota? Tudo bem, me mande o telefone dela por mensagem depois e eu ligo. Como é o nome dela? Agnioque? Mas que diabos de nome é esse? Agnieszka? Tá. Ok. Pode mandar o enfermeiro. Nem pensar. Certo. Como eu disse, estarei em Lima na próxima semana. Acredito que isso dá tempo o suficiente para o resultado do exame sair, e então, quando eu voltar para New York, se o resultado for positivo, pensamos no que fazer. Eu não vou dar nenhuma entrevista sobre isso se o resultado for negativo. Por que eu não quero falar sobre a minha condição, mas também não quero mentir para os meus fãs. Certo. Ok, a gente se fala amanhã. Ah! Marley, eu tenho algum compromisso marcado em Los Angeles? Não, uma próxima viagem. Então, por favor, marque. Eu explico quando voltar. Tchau Marley.

Rachel desligou o telefone e virou para os pais, que a encaravam.

— E aí? – Hiram perguntou.

— Ela topa fazer o exame se falar comigo primeiro. Nem me pergunte o porquê. – Rachel suspirou e passou a mão pelo rosto – Eu não acredito que me meti nisso.

— Isso é consequência da sua irresponsabilidade. Uma...

— Eu sei, pai! – Rachel gritou, assustando ambos os seus pais, e respirou fundo – Desculpe, mas... Eu sei o que fiz. Sei por que isso aconteceu. Será que vocês podem ser só os meus pais compreensivos pelas próximas horas, me abraçar e dizer que vai ficar tudo bem?

— Oh, Rae. – Hiram suspirou e abraçou a filha – Nós amamos você, e vamos te apoiar. Mas não vamos passar a mão na sua cabeça. Você errou e tem que lidar com isso.

— Eu sei. – Rachel escondeu o rosto no pescoço do pai e respirou fundo, segurando as lagrimas – Mas justo agora?

— Por que justo agora? – Leroy se aproximou, sentando ao lado do marido – Algo que queira nos contar?

— Desde a última vez que a gente se falou, um dia depois que eu cheguei aqui, eu estou tentando, sabe? Não tenho saído para festas e tenho tratado os outros melhor. E... Nem tem sido tão difícil como eu pensei que seria.

— Por que, no fundo, você ainda é a nossa Rae. – Hiram disse – A nossa garotinha que quer a mulher ideal e trata todos bem.

— Não acho que só no fundo. – Leroy disse – Desde Jéssica eu acho...

— Não fale dela. – Rachel pediu – Jéssica não é um assunto bem-vindo.

— Seja como for, desde que ela... Fez o que fez, você ficou diferente, Rachel. Mas isso que você virou... Nunca foi você.

— Eu sei. – a judia suspirou – Eu não posso ter um filho assim, de uma mulher que eu só vi uma vez na vida. E que chama Agnieszka.

— Que diabos de nome é esse? – Hiram riu.

— Essa criança pode não ser sua. Mas e se for? – Leroy perguntou.

— Se for meu... Vou amar esse bebê. Eu só... Não quero me apegar a essa criança sem ter certeza. Por que aí eu vou querer um filho e...

— E...? – Leroy arqueou a sobrancelha.

— Não tem um “e”. – Rachel suspirou – Eu quero ter um filho. Mas com minha... Futura esposa, ou algo assim. Alguém que eu ame e que me ame. E que vá criar meu filho comigo. Eu quero um filho que eu vou ver todo dia, não em feriados e fim de semana! Não que eu não vá ama-lo se isso acontecer, mas...

— A gente entendeu, Rachel. – Leroy disse.

Rachel respirou fundo e pegou seu celular, que tocou indicando que ela havia recebido uma mensagem.

— Vou ligar para a suposta mãe do meu filho. – a judia resmungou e olhou para os pais – Me desejem sorte.

A judia, deitada no colo de Hiram, discou o número que Marley havia acabado de lhe enviar, depois de garantir que seu número apareceria como privado.

— Deixa no viva voz. – Leroy pediu.

Quatro toques depois, a mulher atendeu.

— Alô?

— Agnieszka? – Rachel perguntou.

— Rachel?

— Sou eu.

— Oh, céus! Eu estava esperando sua ligação.

— É, eu imagino que sim. – a judia suspirou – Agnieszka, você... Pelo amor, você tem um apelido?

— Me chama de Agnes.

— Ótimo, Agnes. Imagino que Marley, minha assistente, já tenha falado com você sobre o exame de DNA.

— Já. E quero deixar claro que isso me ofende.

— Bem, nós só tivemos uma noite. Não é como se eu te conhecesse, ou algo do tipo. Seja como for, Marley me disse que você gostaria de falar comigo antes de fazer o exame, e como estamos falando, espero que você possa fazer o procedimento no máximo até amanhã, para resolvermos essa situação o mais rápido possível.

— E você?

— O médico está vindo até Los Angeles para garantir que tudo será feito da maneira correta. Farei isso ainda hoje.

— Tudo bem. E o que faremos quando o resultado sair?

— Minha assistente entrara em contato e vocês poderão buscar o resultado juntas. Até lá, espero que você possa manter isso longe da mídia. Se alguém tem que falar sobre minha situação, sou eu.

— Claro. Como você preferir. Só uma coisa: você sabe que esses exames não são certos, não sabe? Eu preferiria que você esperasse até o bebê nascer.

— E enquanto isso, o que? Eu me apego a uma criança que pode não ser minha?

— Ela é sua!

— Ok, Agnes, não vamos discutir, tá bem? Se você tem tanta certeza que o filho é meu, qual o problema em fazer o exame?

— O problema é você desconfiar de mim.

— Agnes, nós mal nos conhecemos.

— Certo, tanto faz. Eu vou fazer esse exame, te provar que a criança é sua e ai, Rachel...

— E aí?

— Aí nós vamos conversar de verdade.

— Ótimo. Depois que os exames forem feitos nós conversamos então.

— É, Berry.

— Ótimo. Algo mais que queira falar?

— Tem muita coisa que eu quero falar. Mas vamos deixar pra falar pessoalmente.

— Ótimo. Obrigada por entender meu lado, Agnes.

— Até mais, Berry.

— Até.

Rachel desligou o telefone e olhou para os pais, suspirando.

— Não foi tão ruim.

— Esse filho é seu. – Leroy disse.

— Como você pode saber? – Hiram o encarou.

— Se não fosse ela teria procurado uma desculpa pra não fazer o exame.

— Sinto dizer, Rach, mas acho que seu pai tem razão.

A judia levantou e passou a mão pelo rosto, respirando fundo.

— O que eu vou fazer? E se... E se ela quiser casar?

— Você não precisa fazer isso.

— Eu preciso relaxar. Tenho que tirar isso da cabeça essa noite. Pelo menos... – Rachel olhou para o relógio e suspirou – Entre as seis e meia e as onze da noite.

— Você é bem especifica. – Hiram riu.

— Posso perguntar por que? – Leroy a encarou.

— Tenho um encontro. – a judia murmurou.

— Você tem um o que?

— Um encontro, pai. Tenho um encontro com a Quinn as sete. Vou levar ela pra jantar.

— Você já não tem problemas o suficiente com uma mulher gravida? Rachel!

— Eu não vou tentar nada, pai. Quinn não é esse tipo de garota.

— Ah! Não vem com essa. Porra, Rachel! Eu pensei que você ia tomar jeito depois dessa!

— E eu vou! Eu... – Rachel suspirou – Quinn é só uma garota legal que eu estou levando para jantar. E ela tem me ajudado bastante. Eu... Só quero passar um tempo com ela.

— Como você tem passado com todas essas garotas?

— Leroy... – Hiram respirou fundo.

— Não! Eu... Eu nem pensaria nisso. Quero dizer, se Russel desconfiar que eu pensei algo do tipo essa criança que pode ser minha vai ser minha única chance de ser mãe. – a judia resmungou.

— Quem é Russel?

— O pai da Q.

— Você conheceu o pai dela? – Hiram perguntou e Rachel acenou positivamente – Leroy, o que vamos dar de presente de casamento?

— O que?

— Rachel foi conhecer o pai da garota. A última vez que isso aconteceu foi há quase dez anos. Depois... Bem, você sabe. Então, já estou pensando um pouquinho no futuro. O que vamos dar de presente de casamento para as duas?

— Papai, eu to falando serio. Quinn é uma garota legal e nós só vamos sair para jantar, ok? No final da noite eu vou deixar ela no quarto aqui do lado, e vou voltar para o meu, prometendo passar lá amanhã cedo pra gente descer e tomar café. Vou dar um beijo de boa noite, e vir dormir. Simples assim.

— Você vai levar ela pra me encontro, tipo, de verdade? – Leroy a encarou.

— Isso.

— Você vai ser romântica e garantir que ela se divirta?

— Como deve ser. Esse é o plano.

— Acho que antes de decidir o presente, temos que decidir qual dos dois vai entrar com ela. – Leroy disse, se virando para o marido.

— Pais! – Rachel reclamou.

— Tá bem, desculpe. – Hiram riu – Quando vamos poder conhecer ela?

— Não vão.

— Como não? – Leroy reclamou.

— Rachel!

— Tudo bem! Que tal... Vocês vão ficar onde?

— Esse não é um jeito muito discreto de mudar de assunto. – Hiram reclamou.

— Não estou mudando de assunto. Só... Pensei que poderíamos tomar café juntos, amanhã de manhã.

— Bem, não vamos ficar nesse hotel.

— Certo. Hum... Bom, vou falar com a Quinn, e, se vocês deixarem o endereço do hotel, podemos passar lá amanhã e vamos todos tomar café no café da família dela. O que acham?

Hiram e Leroy olharam um para o outro, e Hiram sorriu.

— Claro. Assim podemos conhecer seus sogros.

— O que? Não! Nem pensem em comentar sobre isso, ok? Eu e Quinn não estamos namorando, e Russel não pode nem imaginar que estamos tendo um encontro. Ele me mataria.

— Tudo bem. Não falamos sobre isso. – Leroy riu – Pra onde você vai levar ela hoje a noite?

— Tenho reserva no Exterior Lotus.

— E...? – Hiram perguntou.

— E só. Vou levar ela pra jantar e pronto.

— Cadê a Rachel romântica de dez anos atrás?

— Pai, o que você quer que eu faça? É o nosso primeiro encontro!

— É, mas vocês já se conhecem, você já sabe do que ela gosta...

— E?

— E que você só leva uma pessoa pra jantar no primeiro encontro pra se conhecerem, por que a intenção é apenas conversar. Se vocês já se conhecem, você passa pro que seria o segundo encontro. Tem que ser algo divertido, que mostre que você está afim dela e quem você é.

— Eu realmente não sabia que tem regra pra isso. – Rachel debochou.

— Não é uma regra, por que não existe um manual pra encontros. Mas é como... Tá subentendido, sabe?

— Pai, eu realmente não acho que você esteja certo. Você sabe, eu e Quinn nos conhecemos, mas eu não me vejo levando ela a outro lugar que não seja um restaurante. Não por enquanto.

— Mas...

— Hiram, o encontro é dela, deixe que ela decida, sim? – Leroy o cortou.

— Você tem razão. Desculpe. – Hiram suspirou.

— E então, quando o médico vem tirar seu sangue?

— Ele deve chegar em no máximo quarenta minutos. – Rachel disse olhando o relógio – E assim que ele sair, eu vou tomar um banho e me arrumar. – a judia suspirou – Me desejem sorte.

— Pra qual dos dois? – Hiram arqueou a sobrancelha.

— Para os dois. – Rachel respirou fundo.

***

Quinn ouviu alguém bater na porta e respirou fundo.

— Quem é?

— Q, somos nós, Kitty e Santana. Está tudo bem? – ela ouviu a irmã perguntar preocupada e respirou fundo.

A porta foi aberta pouco depois e a Fabray mais nova e a latina entraram.

— Encostem a porta. – Quinn mandou entrando no quarto.

— Você se machucou, ou algo assim? – Santana perguntou.

— Não. Eu só... Preciso da ajuda de vocês. – a loira sentou na cama e Kitty e Santana a encararam.

— O que aconteceu? – Kitty perguntou depois de fechar a porta.

— Eu preciso me arrumar. Tenho um encontro.

— Você tem um o que? – Santana a encarou de boca aberta.

— Um encontro.

— Com quem? – Kitty perguntou.

— Com a Rachel.

— Rachel? Tipo, Rachel Berry?

— Isso.

— E aquela história de “como você pode gostar de alguém assim?”? – Kitty tentou imitar a voz de Quinn, falhando miseravelmente.

— As aparências enganam, Kitty.

— Mas você nem sabe a aparência dela. – Santana brincou, colocando uma mão no ombro de Kitty – É o primeiro encontro da sua irmã, Kitty. Dê um apoio a ela. – a latina sussurrou no ouvido da mais nova, que se afastou dela para se aproximar da irmã.

— Mas sempre que você me ouvia falar dela reclamava que ela é um mal exemplo, e...

— Kitty, qual é o problema? – Quinn a interrompeu – Quando você pensou que eu pudesse sair com o Sam você ficou animada, por que com Rachel, que você é mais fã, você... – a frase morreu na boca de Quinn e a loira suspirou – Você gosta dela, não é?

Kitty olhou para Quinn, que havia ficado desanimada de uma hora para a outra e depois para Santana, que balançou a cabeça negativamente.

— Eu...

— Não, Kitty, tudo bem. Se você gosta dela eu não vou fazer isso.

— Não! Quinn, eu... – Kitty suspirou e sentou ao lado da irmã – Eu e Santana estamos aqui para te ajudar a se arrumar, e é o que vamos fazer.

— Kitty, você é minha irmã, e mesmo que isso seja só uma paixonite de fã, eu não vou fazer nada que possa te magoar. – Quinn falou e Kitty a abraçou sorrindo.

— Se você gosta mesmo dela, Q, vai fundo.

— Você não vai se importar?

— Como você mesma disse, Q, é só uma paixonite boba de fã.

— Certo, estamos entendidas. Que horas vocês vão se encontrar, Dorinha? – Santana perguntou.

— Rachel passa aqui as sete. – Quinn sorriu.

— Nesse caso temos duas horas e meia. – Santana falou olhando para o relógio – Muito bem. Fabray, onde vocês vão?

— Vamos jantar.

— Jura, Fabray? Pela hora pensei que iam num zoológico. Que vão jantar tá obvio. Quero saber onde.

— Ela não me disse.

— Kitty, você conhece Rachel, ou mais ou menos, pelo menos. Onde acha que ela vai levar sua irmã?

— Não é comum da Rachel levar alguém para sair, mas sempre que ela sai com algum amigo para jantar é o tipo de restaurante que meus pais costumam ir para comemorar aniversários de casamento. Para um encontro, então, podemos deduzir que vai ser um restaurante ainda melhor.

— Em palavras de gente normal? – Santana perguntou.

— Um lugar formal. – Kitty disse.

— Certo. Fabray, você trouxe esse tipo de roupa?

— Só o que eu usei ontem. – Quinn suspirou.

— Tudo bem. Kitty, você vai na sua casa e pega um vestido pra Quinn. Tem que ser não muito curto, mas acima do joelho. Com decote, mas nada que mostre muito. E apertado nos lugares certos. Talvez um pouco aberto atrás...

— Quinn não tem nada assim. – Kitty avisou.

— E o que você acha que pode encontrar pra ela?

— Que tal o longo, com uma abertura na perna? – Quinn disse – Kitty me disse que eu estava sexy nele. É preto, se não me engano. Ou foi o que me disseram, pelo menos.

— Nunca te vi usando ele. – Santana falou.

— Por que ela só usou uma vez. Para o aniversário de uma prima. – Kitty falou – Mas ficou muito bem nele, Q. Eu acho que seria perfeito.

— Certo. Traga esse. Enquanto isso Quinn vai tomar um banho e assim que ela sair eu começo a maquiar ela.

— Certo. Volto o mais rápido que der.

Kitty saiu do quarto, encostando a porta atrás de si, e Santana encarou a loira sentada na cama.

— Eu vou para o meu banho. – Quinn avisou, levantando.

— Antes de ir, me diga uma coisa: o quão longe você pretende ir com ela?

— O que?

— O quão longe acha que vão, Q? Você sabe...

— Não acho que vá rolar, Santana.

— Certo. Mas vou pegar uma lingerie mais... Ousada, por precaução.

— Santana!

— Estou pelo menos te avisando, loira.

— Mas...

— Sem mas, Quinn. Se não rolar, ok. Se rolar, você estava prevenida.

— Santana! – Quinn rosnou.

— Você está perdendo tempo, Q. Tá perdendo tempo.

Quinn suspirou e foi para o banheiro. Sabia que era inútil discutir com Santana.

Alguns minutos depois a loira saiu do banheiro, colocou a lingerie que Santana havia separado, – e nessa hora a loira agradeceu por não poder ver o que a latina tinha escolhido – colocou um roupão, já que Kitty ainda não tinha voltado ainda, e sentou em uma cadeira, respirando fundo.

— Você vai com aquele óculos, não é?

— É claro que sim.

— Certo. Não preciso me preocupar muito com os olhos, então. Isso poupa, tipo, oitenta por cento do meu trabalho.

Quinn riu e Santana se aproximou da loira.

Pouco mais de dez minutos depois o telefone da Fabray começou a tocar e Santana revirou os olhos.

— Seja lá quem for, dispensa rápido. – mandou colocando o telefone na mão da loira.

— Alô? – Quinn atendeu – Oi, Rach. Oh, tudo bem. Aconteceu alguma coisa?

— Se ela desmarcar... – Santana rosnou baixinho, e Quinn a ignorou.

— Claro, sem problema. Não, eles vão adorar. Rachel, não se preocupe. Nós falamos disso a noite, certo? Eu também. – a loira sorriu – Ok, até daqui a pouco. Beijo. Rachel! – Quinn riu – Ok. Até daqui a pouco.

Quinn desligou e estendeu o telefone para Santana, que o segurou encarando a loira.

— Para de me olhar assim. – Quinn pediu.

— Você tá vermelha.

— Para com isso, Santana.

— O que foi que ela disse?

— Nada demais. Você pode voltar a me arruar, por favor?

— Só se me falar por que ela ligou.

— Rachel quer ir tomar café amanhã lá no café. Ela e os pais.

— Os pais dela moram aqui?

— Não, mas vieram por causa da história da... Bom, eles vieram.

— O que está me escondendo, Quinn?

— Podemos falar disso depois, San? É meio complicado.

— Você tá me devendo uma explicação das boas, Fabray.

— Depois, San. Depois.

Kitty voltou menos de meia hora depois com o vestido, e Santana deixou que a garota se trocasse antes de terminar a maquiagem.

Já faltavam dez minutos para as sete quando Kitty e Santana terminaram de arrumar a loira, e foram embora prometendo exigir detalhes do encontro na manhã seguinte – já que Kitty estava encarregada de avisar os pais sobre a visita que teriam.

No quarto do lado, Hiram ria enquanto Rachel perguntava pela milésima vez como estava.

— Rachel, pelo amor, a garota nem vai te ver. – Leroy disse.

— Isso não significa que eu não devo estar perfeita para esse encontro, pai.

— É claro que não. Isso vai estar em todos os jornais amanhã de manhã. – Hiram brincou e Rachel parou, o encarando.

— Obrigada por me lembrar, papai. Droga! Acho que vou trocar esses brincos.

— Rachel, pare com isso, filha. Você está linda. – Leroy disse.

— Jura?

— Juro.

O telefone do quarto tocou e Hiram atendeu.

— Alô? Certo, já vamos descer. Obrigada. – ele desligou o telefone e levantou sorrindo – Os taxis chegaram. Você pode bater na porta dela assim que eu e seu pai entrarmos no elevador.

— Certo.

A judia se despediu dos pais e parou em frente a porta do quarto de Quinn.

Assim que as portas do elevador se fecharam a judia respirou fundo e virou para frente, fechando o punho e acertando a madeira três vezes seguidas, praticamente tremendo – afinal, ela não fazia aquilo há quase dez anos.

Notas finais
Como vocês estão? O que acharam do capitulo? e esse relacionamento faberry? vocês já sabem o que fazer, comentem a opinião de vocês e ate semana que vem.