Mais Uma Vez: Extras
8 Extra: Capítulo 37
Notas iniciais
EXTRA: Capítulo 37, "Dois e Dois São Quatro"
O telefonema
Bella
Era sábado à noite, e eu não tinha planos. Já tinha preenchido meu tempo testando receitas mais saudáveis para jantar, e acabei descobrindo que batata doce ao forno com azeite poderia substituir batata frita muito bem – ok, não era realmente igual, mas chegava bem perto. Eu estava levando a sério minha decisão de comer menos besteiras. Meu metabolismo que ralentava a cada dia agradecia.
Fiz um chá, e subi para meu quarto depois de comer e lavar a louça, já pensando na cama quentinha que me esperava. Fiquei em dúvida entre terminar de ler um livro ou ver algum filme no Netflix. Acabei decidindo pelo último.
Eu estava na metade do filme, meus olhos piscando de sono, quando ouvi meu celular indicar uma nova mensagem. Estranhei, pois já eram 22h30. Mas quando peguei para ver, entendi.
[Edward] Acordada?
[Bella] Ainda.
[Edward] Ótimo.
Meu telefone de casa tocou logo em seguida, e eu saltei da cama para atender.
— Preciso de uma ajuda. – ele falou, antes de qualquer coisa. Meu sono foi embora na mesma hora, mas eu nem reclamei.
— Que foi?
— Claire está numa festa de aniversário e tenho que me manter acordado até a hora de buscá-la.
— Certo. – eu sorri pro telefone. – Como posso ajudar?
— Só quero te ouvir. Me mantenha entretido.
— Posso tentar.
— Como foi seu dia?
— Nada demais. Fui ao mercado, arrumei um pouco a bagunça da cozinha e da minha estante de livros, testei umas receitas lights e agora estava vendo um filme. Já ia dormir.
— Receitas light? Você está mesmo levando a sério a dieta.
— Estou. Mas não é dieta, eu só quero tentar não comer besteira todos os dias.
— Tarefa difícil com Claire em casa.
— É. Mas ela já está se adaptando. Ela come de tudo. Se não tiver besteira em casa, ela nem sente falta... Na maioria das vezes.
— Acho que é porque ela come tudo de ruim na rua mesmo.
— Provavelmente. – eu ri.
Ficamos calados por um instante, e quando ele tornou a falar, sua voz estava diferente. Mais suave, porém decidida.
— Então... mais alguma coisa interessante que tenha feito hoje?
Eu conhecia aquele tom e, de repente, compreendi suas intenções ao me lembrar de um assunto bem específico num telefonema no início da semana.
— Você não ligou só pra saber sobre o meu dia, ligou? – indaguei, sem conter o sorriso.
— Por quê?
— Porque você está com aquela voz de tesão de quando estamos a sós.
Eu o fiz rir alto com minha honestidade.
— Voz de tesão?
— É, você começa a falar baixo... Fica meio rouco. E alonga as vogais.
— Bella...
— Viu?
— Nem vem, eu sei que você adora.
— Nunca disse o contrário.
— Quer que eu pare?
— Depende.
— Do quê?
— Do que eu vou ouvir...
Ele pausou, e eu ouvi sua respiração. Um leve arrepio me percorreu, enquanto esperava para saber o que ele iria dizer.
— E se eu te disser o quanto gostei de anteontem? E que estou até agora lembrando de você na minha cama, de tudo?
— Eu amei a nossa noite. – respondi, sentindo vontade de dizer.
— Eu percebi. – ele riu de leve. – Também poderia te dizer que adoro todos os nossos momentos juntos, mas sempre guardo um momento em especial de cada vez, e fico pensando nisso por dias... Quer saber o que eu guardei daquela noite?
— O quê? – perguntei, fechando meus olhos para ouvir sua resposta.
— Sua boca me chupando. Você me olhando como se eu fosse o único homem do mundo. E depois você... – ele pausou brevemente, e ouvi um farfalhar de lençóis e movimento pelo fone. Sua voz tinha ficado muito grave e quase sussurrada. – Você começou a se masturbar enquanto me chupava porque não conseguia esperar. Porra, aquilo foi demais... Quase me matou.
Sua voz estava atrapalhada pela respiração pesada, e eu me perguntei se ele estava fazendo o que eu pensava. Eu podia visualizar a cena, e quase gemi. Conforme ele citava as lembranças, eu ficava mais e mais excitada, e me sentia mais encorajada para entrar no seu jogo.
— Você está batendo uma agora? – perguntei, tentando parecer sutil e provavelmente falhando. Ele gemeu um pouco.
— Com certeza.
— Deus... – sussurrei. Ainda de olhos fechados, eu lambi os lábios pensando nisso. Minha mão livre desceu na mesma hora, e eu comecei a me tocar também.
— Bella?
— Sim?
— Quer saber o que eu faria se estivesse com você?
— Quero...
— Se eu estivesse aí agora, eu puxaria sua calcinha de lado e checaria o quão molhada você está agora. Pode fazer isso por mim, Bella?
Eu apenas gemi e fiz o que me foi pedido, só para constatar o óbvio.
— Então?
— Muito...
— Ótimo. Depois eu ficaria brincando um pouco com seu clitóris, daquele jeito devagar até você não aguentar, enquanto chuparia um mamilo de cada vez. Lambendo, mordiscando... – ele dizia tudo lentamente, me fazendo derreter e ansiar por suas próximas palavras. – Você gosta disso, não?
Tentando imitar seus movimentos que eu me lembrava, beliscando meus seios, eu respondi.
— Hmm, fico louca com isso.
— Esse é o objetivo. – ele riu. – Nessa hora, quando você já está doida de tesão, sua mão sempre sai procurando por dentro da minha calça e você começa a me tocar... Eu sei que você quer foder logo, mas eu não posso deixar de te chupar antes. Preciso sempre te provar um pouco mais, nunca é suficiente.
Aumentei os movimentos da minha mão, e dessa vez gemi alto.
— Porra, Edward. Você não tem ideia de como é bom quando você faz isso.
Antes que eu não conseguisse mais, rapidamente me levantei da cama, segurando o telefone com o ombro para ir ao armário pegar minha caixa favorita.
Voltei a deitar com um vibrador apropriado para o momento, tirando meu pijama.
— Está se mexendo?
— Fui pegar um brinquedo. – falei, já pensando em sua reação.
— Sabia. Qual?
— O rabbit... O único que eu posso segurar um telefone e usar ao mesmo tempo. – eu ri, ligando-o no mais fraco. – Consegue ouvir?
— Um pouco. Me diz o que você tá fazendo com ele?
— Acabei de tirar todo meu pijama, e agora estou brincando com o vibrador pelos meus peitos, como você me ensinou. Estou toda arrepiada...
— Ótima aluna. Merece uma recompensa da próxima vez. – ele provocou, me fazendo rir com sua malícia. E eu pensei em como provocá-lo, também.
— Edward... Eu não vejo a hora de voltar a te ter na minha boca. Eu amo tanto...
Deslizei meu vibrador até meu sexo, provocando meu clitóris em círculos. Gemi na mesma hora que ele perguntou.
— Ama o quê, Bella?
— Você... Seu corpo. – e então, eu perdi totalmente a timidez e concluí. – Seu pau.
— É?
— Parece que foi feito pra mim. A forma como a gente encaixa...
— Eu sei. Porra. – ele xingou baixo, se recuperando antes de perguntar. – Me diz, o rabbit já chegou onde você queria?
— Agora sim. – eu gemi, finalmente penetrando o dildo vibratório em mim, ao mesmo tempo que estimulava meu clitóris.
— Feche os olhos e imagine que sou eu aí te dando prazer.
— Impossível, você é bem maior que isso. – falei sem pensar.
Ele apenas riu sem fôlego.
Apurei os ouvidos, e percebi que ele se movia mais rapidamente, o som ritmado me dando coragem para seguir em frente.
— Eu posso te ouvir daqui. – lamuriei. – Queria tanto te ver.
— Sério?
— Uhum.
Ele ficou mudo por um tempo, e eu quase achei que tinha desligado, não fosse o som de farfalhar que ouvia.
— Pega seu celular. – ele ordenou quando voltou.
O aparelho estava na cabeceira, e o peguei na hora que a nova mensagem chegou. Tinha um vídeo.
Porra, tinha um vídeo de Edward se masturbando no meu celular. Eu literalmente caí para trás na cama.
— Não acredito. – arquejei, meio rindo. – Você quer me matar.
— É isso que você faz comigo, Bella. Você não queria ver? Então veja.
Eu nem poderia negar que estava doida para abrir. Então dei play e assisti, em verdadeiro transe, o vídeo de dois minutos enquanto ouvia sua respiração e gemidos suaves. O ângulo do vídeo, de baixo para cima, me permitia ver seu membro, sua mão, a expansão de seu torso nu até o maxilar, o resto de seu rosto na penumbra. Seus movimentos começavam lentos, até chegarem na velocidade que estavam agora, como eu podia ouvir.
Retornei meu trabalho com o dildo e tentei segui-lo. Vê-lo e ouvi-lo conforme seu prazer aumentava só me motivava mais. Aumentei a velocidade e intensidade do vibrador, e agora meus quadris quase saíam da cama.
— Edward. – chamei.
— Se toca pra mim, Bella. Quero te ouvir. Como se fosse eu aí. São meus dedos, minha boca, meu pau...
— Meu deus, eu amo quando você me toca assim. – disse a primeira coisa que veio na cabeça. – Você me fode tão gostoso, Edward. Você sabe disso, não sabe?
— Bella... Puta que pariu.— ele gemeu baixinho como se fosse para si mesmo, e foi provavelmente a coisa mais suja e erótica que eu já ouvi.
— Goza comigo. – implorei. – Como se estivesse dentro de mim.
Ambos ficamos em silêncio por alguns minutos depois disso, apenas ouvindo a respiração do outro e todos os sons de satisfação que fazíamos. Ele gozou antes de mim, e, impulsionada por seus gemidos, eu o acompanhei logo em seguida. Com a garganta seca e sem fôlego, esperei um tempo para voltar a falar.
— Está aí? – ele perguntou.
— Sim.
— Porra, gozei tão forte. – falou expirando todo o ar.
Eu ri, sem nenhum peso na consciência.
— Eu também.
— Nem sabia que seria possível... Obrigada por me manter entretido.
— Obrigada por ligar. – respondi, olhando a hora no relógio. Havia se passado uma hora. Meu organismo resolveu agir e eu bocejei. – Desculpe ser a pessoa que vira pro lado e dorme, mas eu realmente preciso desligar, o sono me pegou agora...
— Tudo bem. – ele também bocejou.
— Você está bem pra dirigir?
— Tudo sob controle, pode deixar.
— Ok... Te amo, boa noite.
— Até amanhã. Te amo.
Desliguei e levantei, ainda sem muita força, para ir até ao banheiro e cuidar do meu brinquedo. Quando voltei, coloquei de volta minhas roupas e me meti embaixo das cobertas. Dormi aquecida e aconchegada – da pele até a alma.
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