Mais Uma Vez: Extras
7 Extra: Capítulo 36
Notas iniciais
EXTRA: Capítulo 36, "Inesperado"
Bella
Ele veio atrás de mim. Mordeu a isca e veio.
O álcool já tinha mandado meu bom senso para o espaço, e eu precisava dele. Nem que fosse só um amasso. O danado me secava sempre que passava por mim, a festa inteira. E eu correspondia, torcendo que ele estivesse sofrendo como eu.
Eu estava querendo, mas também estava com medo. Quando Esme veio me avisar que era quase a hora dos parabéns, pedi licença a Kate, com quem eu conversava numa mesa da piscina, alegando que iria pegar as velas do bolo que esqueci no meu carro, e saí.
Não deixava de ser verdade – eu realmente tinha esquecido as velas. Mas quando contornei o jardim, encontrei a janela da sala de jantar aberta e a vontade de fazer besteira surgiu. Lá dentro, cinco adultos quietos e tensos jogavam cartas apostando dinheiro, alheios a festa que ocorria do lado de fora. Dentre eles, Edward.
A sorte fez com que ele fosse o único sentado de frente para a janela, e como um imã, sua cabeça ergueu-se no momento em que eu passava. Parei e, sem fazer barulho, mostrei a chave do carro. Foi só o tempo de que ele visse para onde eu estava indo, e logo desapareci em direção ao carro, estacionado na frente da casa, sob a sombra de uma árvore na noite escura.
Eu tinha acabado de chegar no carro, chaves a postos, quando ouvi os passos atrás de mim. Sorri para mim mesma e esperei que ele chegasse. Seus braços me envolveram por trás, e ele colou-se a mim, beijando meu pescoço.
— Não acredito que não pensou nisso antes. – sussurrou com a voz grave, me arrepiando por inteira.
Eu quis brincar, e banquei a inocente.
— Pensei em quê? Só vim pegar as velas que esqueci.
— Posso te ajudar a procurar, então. – ele tirou as chaves da minha mão, mas antes que abrisse a porta, eu virei e o puxei para trás do carro, onde estava bem mais escuro. Felizmente, a rua estava deserta.
— Aqui ninguém vai ver.
Edward me imprensou contra a lataria, e eu puxei sua nuca para beijá-lo na boca. Nós estávamos sedentos, mesmo tendo passado juntos praticamente o dia todo ontem. Nossas mãos deslizavam de cima a baixo, e ele me surpreendeu ao puxar minha perna para cima, para que eu sentisse o que acontecia dentro de sua calça.
E eu podia sentir exatamente tudo através do vestido.
— Por favor. – pontuou a súplica com uma investida no meu centro, me arrancando um pequeno grito. – Entra no carro.
— Nem pensar.
Apesar da minha resistência, as chaves na minha mão foram roubadas e eu fui arrastada para o banco de trás. Quando percebi, seu corpo estava em cima de mim, meu vestido enrolado acima do quadril e seu beijo me entorpecendo mais do que todos os drinks que eu havia tomado hoje.
Enlacei minhas pernas no pequeno espaço do carro, acomodando Edward entre elas. Seu membro duro protegido pelos jeans ondulava contra mim, sua mão e boca buscavam meus seios. Ele abaixou meu sutiã e começou a lamber e mordiscar meus mamilos. Eu só sabia gemer.
Abri sua calça, descendo meio sem jeito para ter maior contato com sua ereção coberta, e me segurei nele para encontrar suas investidas. Nosso movimento atingia exatamente meu ponto mais sensível. Minha calcinha, a essa altura, estava um estrago.
Nós ficamos assim por um tempo, apenas os tecidos nos separando, até eu não aguentar mais. Passei a me roçar nele com força e só parei ao sentir meu clímax chegar rapidamente, me fazendo puxar seus cabelos pela nuca e gemer em seu ouvido.
Inevitavelmente, sorri ao lembrar de todas as vezes que fizemos isso na adolescência voltando de sessões de cinema no carro emprestado de Alice. Uma dessas vezes, Esme nos pegou na garagem de casa e eu nunca ri tanto e fiquei com tanta vergonha ao mesmo tempo. Esperava que agora não fosse o caso.
Obrigada, universo, pelos vidros fumê e pela escuridão, amém.
Ele passou a provar meu pescoço no ponto que eu adorava, e meu resquício de responsabilidade sumiu quase totalmente. Estava contemplando enfiar as mãos sob sua cueca para retribuir o orgasmo, quando de repente, ouvi ao longe uma voz abafada.
Dizia a palavra que eu distinguiria em qualquer lugar, não importava o que eu estivesse fazendo.
— Mãe? Mãe?
Edward parou bruscamente e me encarou.
— Ouviu isso?
Eu assenti. Claire tinha uma voz potente quando queria, principalmente para me chamar. Sempre teve.
— Mãe? Cadê você?
Ele arregalou os olhos.
— Ela tá vindo pra cá?
Tivemos a confirmação quando a voz de Claire aumentou de volume, se aproximando.
— Merda! – Edward xingou, se afastando e tentando se ajeitar. – O que a gente faz?
Primeiro eu ri da cara de desespero dele, e só então abri a porta, empurrando-o para fora, do lado da rua.
— Se abaixa aqui. Assim que eu for embora com ela, você vai pelo outro lado, ok? – falei, ainda rindo. – Ela deve estar procurando por nós para o parabéns.
Ele fez uma careta, já agachado no chão.
— Para de rir de mim, sua ingrata! Tente você se esconder com o pau duro, essa porra dói!
Fechei a porta na cara dele, mas eu não conseguia parar de rir, o que dificultou um pouco a tarefa de me esticar rapidamente para pegar as velas no porta-luvas. Saí, ajeitei meu cabelo, minha cara e a roupa o melhor que pude, e Claire chegou no momento em que eu batia a porta do carro.
— Ah, você tá aí! Te procurei pela casa toda. O que houve?
— Só vim pegar as velas que tinha esquecido.
Coloquei um braço nas suas costas para dirigi-la de volta ao jardim, evitando que chegasse perto demais do carro e visse certa pessoa. Precisei abafar uma gargalhada travessa.
— Você tá esquisita... Acho que já deu de bebida por hoje, né?
— Acho que sim, meu amor.
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