Mais Uma Vez: Extras
6 Extra: Capítulo 35
Notas iniciais
EXTRA: Capítulo 35, “Conforto”
Edward
Eu não conseguia parar de tocá-la. E nem queria. Tão suave, tão macia e diferente de mim. Eu amava tanto sua pele porque continha tudo o que era mais precioso dentro dela. Sua inteligência, sua sensibilidade, sua generosidade e seu carinho. Ela não saía da minha cabeça nas últimas semanas, e aquilo me dava forças para enfrentar todos os percalços do meu cotidiano.
Eu estava tão grato por ela ter me escolhido novamente. Por decidir compartilhar comigo sua mente e seu corpo. E sempre me sentia abençoado ao assistí-la tomada do prazer que eu podia lhe dar, e cada vez queria mais e mais. Bella era uma verdadeira força da natureza.
Sua força estava adormecida em seu momento recém-satisfeita, mas ainda podia senti-la. Pernas entrelaçadas às minhas, suas mãos me acariciando. A umidade quente do seu sexo contra a minha coxa me fazia querer tê-la de novo, mas infelizmente meu corpo não respondia como antigamente, embora ela tentasse me reanimar.
— Queria poder te ter de novo. – murmurei contra seu cabelo.
— Eu estou feliz com o que você já me ofereceu hoje. – seus dedos desenhavam padrões sutis sobre a penugem em meu peito.
— Mas eu quero... – minha mão descia lentamente, memorizando a curva em seu quadril, acentuada pela maturidade. Minha Bella era uma mulher feita agora. Ela nunca esteve tão bonita. E tão gostosa. Como ela podia ter dúvidas que fosse qualquer coisa menos que deliciosa, eu não sabia.
— O que você quer? Me fala, Edward. Eu faço.
Suspirei. Queria tanta coisa. Os pensamentos mais inapropriados me inundaram. Mas eu iria com calma.
— Quero que sente-se aqui… – instruí, pegando em sua bunda carnuda e colocando-a montada sobre minha perna esquerda. – E rebole pra mim.
— Que ideia é essa? – ela sorriu, mas começou a esfregar seu centro contra mim.
— Você vai gostar, acredite.
Bella gemeu e sussurrou.
— Hmm... É tão bom. – e quase me matou quando falou em seguida. – Foi assim que eu aprendi a me masturbar na adolescência, sabia? Só que com um travesseiro e uma toalha. E então eu pensava em você…
O olhar que ela fazia ao me encarar seria suficiente para fazer o meu eu adolescente gozar nas calças. Senti meu pau voltar a vida por um instante, uma chama leve.
— Porra, Bella. – eu xinguei baixo. Por favor, Deus, me deixe ter só mais essa, por favor.
— Eu só pensava em sentir sua boca em mim. Quando você me chupou a primeira vez, eu quase morri de tesão. Lembra?
— Lembro muito bem. Não sei porque demoramos tanto a fazer.
Aqueles olhos maliciosos se direcionaram para baixo, avaliando se sua provocação estava dando certo. Ela sorriu e pegou meu membro semi-ereto para tocá-lo.
Por favor, Deus. Por favor.
Mas mesmo com todos os meus apelos, nada acontecia. Eu começava a me sentir incomodado e dolorido com suas tentativas, então sutilmente afastei sua mão.
— Tudo bem, amor. Quero que se concentre em você. Consegue ir mais rápido pra mim?
Seus quadris começaram a ir e vir com mais rapidez conforme eu pedia, e eu sabia que ela estava perto. Minhas mãos estavam coçando para tocá-la, porém deixei que ela continuasse livre e sozinha. Seu clímax chegou de repente, a cabeça pendia para trás e seus seios para frente me impeliram a sentar e sugá-los.
O cheiro que ela exalava naquele rastro molhado em minha perna me deixava doido. Mas eu ainda tinha outras ideias. Tive que clarear meu pensamento por um momento para enfim dizer, quando seus movimentos cessaram.
— Posso ver seus brinquedos?
Ela molhou os lábios e me olhou, curiosa e sem fôlego.
— Como você sabe que eu tenho...?
Minha irmã fizera questão de contar a nossa mãe quando presenteou Bella com um vibrador para sua "coleção", e por acaso eu estava por perto. Ouvi sem querer.
— Alice. – dei de ombros.
— Claro. – revirando os olhos, ela riu e levantou-se para pegar a caixa preta escondida no fundo do armário. Tinha um cadeado de senha, o que achei engraçado.
— Você guarda documentos do FBI aí dentro?
— Não, eu tenho uma adolescente curiosa em casa.
— Claire já achou? – perguntei, alarmado.
— Não. Mas já achou uns pacotes de camisinha na minha gaveta quando ela tinha 11 anos. – falou sacudindo a cabeça. – Foi uma conversa interessante.
Lembrei de relance um incidente com minha ex-noiva seminua no meu apartamento, quando Claire chegou de surpresa. Eu queria morrer.
— Crianças são perigosas.
Bella deslizou a caixa para mim, tirando totalmente meu foco da preocupação com minha filha.
— É tudo que eu tenho. – murmurou, sentando de joelhos na cama.
Olhei o conteúdo da caixa, animado. Além de um tubo de lubrificante, havia dois dildos de tamanhos diferentes, um vibrador em forma de bala, e o famigerado vibrador Rabbit, presente da minha irmã. Tudo o que eu já estava acostumado.
Mas eu quase tive um troço ao descobrir o que um saco de pano preto escondia, ao fundo. Era um pequeno plug anal.
Céus, o que essa mulher tem feito sem mim? Ela ia me enlouquecer.
Eu nunca fui fissurado por sexo anal, embora minha última parceira gostasse bastante. Bella e eu jamais fizemos juntos, porém, pois ela sempre teve medo e se sentia desconfortável. Mas a ideia de que agora ela sentia-se bem explorando isso era extremamente excitante, por algum motivo. Um novo lado de Bella que eu ainda conheceria.
E eu precisava lhe perguntar. De sobrancelhas erguidas, segurei o apetrecho.
— Já usou?
Ela apenas confirmou que sim com a cabeça. Eu prossegui.
— Gostou?
— Muito.
— E você já fez... Com alguém? – não sei se queria saber mesmo a resposta, mas a curiosidade foi maior.
— Sim... Você quer? Se você quiser, eu topo.
Ao ouvir aquilo, tive que beijá-la em agradecimento. Sabia que ao oferecer-se daquela forma, significava sua total confiança em mim.
— Algum dia. – respondi. Peguei o vibrador de bala e um dildo médio, além do lubrificante, e guardei o resto. – Posso usar esses?
— Claro. – Bella deitou-se em sua cama e me deixou livre para fazer o que eu quisesse.
Liguei o vibrador, sentei-me ao seu lado e comecei a passar por seus lábios entreabertos.
— Gosta?
— Faz cócegas, mas é bom. Nunca pensei nisso.
— A gente pode usar por todos os seus pontos sensíveis. – expliquei o que havia aprendido há algum tempo.
Desci a bala para circular seus seios, minha boca indo provar seu pescoço. Ela se contorceu, as pernas inquietas me fazendo sorrir por diversão.
— Edward, por favor.
— Calma. Temos tempo ainda.
Bella passava as mãos por meus braços e costas, por vezes me arranhando aqui e ali. Foi ela que direcionou minha boca ao seu mamilo, e eu prontamente brinquei com eles, alternando entre minha língua e a vibração do aparelho. Às vezes os dois juntos.
Desci por seu umbigo, até chegar na penugem acima de onde ela me aguardava aflita. Suas pernas se abriram sem eu precisar pedir. Vi que ela estava colocando lubrificante no dildo, e decidi acabar com sua agonia.
Contornei o vibrador em seu sexo, fazendo-a estremecer por inteiro e lamuriar. Vê-la tão molhada fez minha boca aguar. Eu não resistiria, teria que prová-la novamente. Me esgueirei para baixo e a lambi, rodeando seu clitóris algumas vezes antes de sugar a carne em minha boca.
De suas mãos peguei o dildo e a penetrei lentamente, movendo para testar seu limite, e explorando a entrada, pois sabia que ela sempre sentia mais prazer ali. Coisas que aprendi com o tempo, fazendo e perguntando – o poder da comunicação era uma dádiva. Continuei sugando seu nervo intumescido, e logo substituí minha língua pelo vibrador, a fim de aumentar a sensação. No mesmo instante, porém, Bella pulou.
— Muito sensível. – arquejou, manobrando minha mão mais para cima. – Aqui.
— Melhor? – perguntei, deslizando a vibração por milímetros onde ela havia indicado. Seu gemido e a contração de seu sexo me disseram que sim.
Prossegui os movimentos com minhas duas mãos. Não demorou muito para que Bella fincasse os pés no colchão, erguendo-se ligeiramente para começar a mexer os quadris contra minha mão.
— Mais rápido. – pediu, de olhos cerrados segurando os seios. Aquela imagem de total abandono seria só mais uma para minha coleção.
Trabalhei com o dildo mais rápido e forte dentro dela, imobilizando o vibrador em seu posto. Ela me ajudou, mexendo-se conforme sua vontade, vorazmente buscando seu orgasmo.
— Não tem ideia do quanto está linda assim... Da próxima vez eu estarei aí, eu prometo. Eu queria tanto... – eu balbuciava palavras sem sequer pensar, em transe enquanto assistia à cena.
E lá estava.
O peito a arfar, a pele avermelhando-se dos seios às bochechas. O rosto se contorcendo em êxtase, e o gemido rouco e mais sensual saía da sua boca. Sua mão agarrou no colchão e a outra em meu antebraço, fazendo o vibrador parar. Ela fez questão de olhar pra mim enquanto gemia meu nome e mais nada.
— Eu te amo. – eu respondia em troca.
Até o sol se pôr, eu a ajudei a chegar a mais dois orgasmos. Um novamente usando minha boca, outro acrescentando o vibrador e meus dedos. Ela estava feliz e satisfeita demais, e durante todo o tempo eu invejei os lugares por onde minha língua e dedos passavam.
Por agora, eu teria que me contentar com as imagens magníficas de Bella, que guardaria na minha cabeça para outros momentos. No entanto, não havia problema algum. Nós teríamos muitas tardes juntos pela frente.
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