Mais Que O Sol

4 Próxima parada: Rio de Janeiro


Notas iniciais
Oiie gente! Estou praticamente de férias u.u Graças a Deeuus! Enfim, acho que vou postar mais aqui, mas não garanto nada, porque vocês sabem que o bloqueio criativo aparece quando a gente menos espere, né? (eu e as minhas duas outras fics somos a prova disso) Boa leitura!!

Pov. Bia

Assim que vi a entrada da cozinha, a entrada daquela colorida cozinha que fez parte do meu dia a dia durante 13 anos da minha vida, eu fechei os olhos. Estava com medo do que poderia acontecer ou de quem eu poderia encontrar naquele lugar. Quando ouvi um silêncio repentino percebi que era a hora de encarar os fatos, então abri os olhos e vi todas aquelas pessoas que era iguais e ao mesmo tempo tão diferentes da última vez que os vi. Claro que alguns não estavam lá e outros que estavam eu não conhecia, mas eu estava tão emocionada com aquilo tudo.

– Eu não sei oque dizer... – Disse Rafa gaguejando, enquanto outro menino que não nos conhecia o olhava sem entender nada.

– Gente. – Disse Ana. – E sei que vocês não estão acreditando, mas são eles mesmo. A Bia – Me olhou. – e o Binho. – Olhou para o meu irmão.

– Mas como? – Disse Vivi se levantando. – Como vocês se encontraram? – Ela estava surpresa, mas não sei ainda se isso é algo bom.

– A Ana foi pra mesma escola que eu e Binho estudamos. – Respondi.

– E porque nos esqueceram? A gente tinha um juramento, lembram? – Disse Mili. Um pouco diferente do que eu me recordava dela.

– A gente não esqueceu vocês. – Nos defendi.

– O problema foi o nosso pai. – Quem se pronunciou agora foi Binho. – Ele achava que nós precisávamos olhar para o futuro e esquecer o passado, que no caso, era vocês.

– Vocês não deveriam ter obedecido. Achei que a nossa irmandade valesse mais do que isso. – Mili estava mesmo brava, nunca tinha a visto assim.

– Tenta nos entender. Foi difícil para a gente também. A nossa vida mudou completamente do dia para a noite, nós tínhamos medo de desobedecer nosso pai e ele não nos querer mais.

– Nós até pensamos em voltar para cá mesmo se para isso precisássemos abandonar tudo, mas não tivemos coragem de deixar nossa mãe. – Binho disse.

– Ela é a pessoa mais especial para a gente. – Ficamos todos em silêncio.

– Desculpa. – Mili disse um pouco baixo. – Eu fui injusta em julgar sem saber da história completa. – Disse agora com um tom de voz mais alto. O silêncio voltou.

– É... – Ana tentava tirar o clima pesado. – Mili, eu queria te dar parabéns. – Sorriu e as duas se abraçaram. Ela disse algo no ouvido dela que eu não pude entender, mas com certeza era alguma coisa sobre o aniversário.

Achei que seria antipático da minha parte não dar parabéns, apesar de estar com vergonha depois de toda essa “discussão”, mas o aniversário dela era um dos motivos para estarmos aqui, não poderia deixar passar. Fui ao seu encontro e abracei-a. Ficamos um tempo assim, com um abraço apertado e sem dizer nada, depois comecei aquele discurso de parabéns que damos todos os anos para todas as pessoas que fazem aniversário. O que mais falaria? Ah sim, que estava morrendo de saudades, o que era óbvio. Binho fez o mesmo.

Depois abraçamos todos que estavam lá, inclusive a Carol e o Chico... Que saudades dos dois também.

A tarde foi maravilhosa. Conseguimos nos relacionar muito bem com todos, mesmo depois de tanto tempo. Mili mudou sim, mas ao mesmo tempo era igualzinha, continuava se importando com os outros, mas agora parecia dar mais valor ao que pensava. Rafa, esteticamente falando, foi quem mais me surpreendeu, já que parece ter começado a fazer academia e está todo sarado. Dani está uma bonequinha de tão fofa, ela parece ter parado de ser mimada como antes, mas se parou mesmo eu já não sei. Vivi está mais linda do que nunca, e divertida também. Marian parece ser gente boa, mas sei lá. Além desses tem os que eu não conhecia, porém ainda nem gravei o nome deles...

Pov. Binho

Já estava começando a anoitecer e ainda estávamos no orfanato. Estava sendo tão divertido que não queríamos ir embora. Resolvi então andar por toda aquela casa e cada lugar me trazia tantas lembranças que eu nem sei se o que sentia naquela hora era alegria por ver tudo isso ou tristeza por ter vindo só agora.

Entrei no quarto dos meninos e vi que a decoração continuava a mesma. Um pouco infantil, talvez, mas eu sempre gostei. Deitei na cama que era minha quando ainda morava aqui e fiquei ali pensado.

– Incomodo? – Disse o japa, chinês, coreano ou sei lá oque se posicionando na frente da cama.

– Não. – Levantei rapidamente. Ele sentou na cama que eu estava deitado e pegou algo no criado mudo que estava no lado.

– Essa é a sua cama? – Perguntei e ele concordou. – Ela era minha antes de eu ir embora.

– Pois é, mas agora é minha. – Foi um pouco grosseiro e eu estranhei.

Voltei para baixo e me sentei entre Bia e Ana, que eram as pessoas por quem eu tinha mais intimidade daqui. Pouco tempo depois o coreano (ou sei lá oque) chegou e entregou um pedaço de papel para a Ana.

– O que é isso? – Ela perguntou baixinho, mas o suficiente para eu poder ouvir.

– Leia. – Ele disse.

Ela abriu o papel e leu. Pareceu se assustar e ficar um pouco envergonhada. Olhou para ele e não sabia o que falar. Ás vezes ela abria a boca para dizer algo, mas acabava desistindo. Por fim se levantou e foi com ele até o pátio. Ai que vontade de ir até lá ver o que está acontecendo, mas seria invasão de privacidade... Apesar de que ela nem saberia. Levantei-me e fui discretamente até o pátio, mas fiquei atrás de uns vasos que tinha lá para eles não me verem.

– Eu não sei oque dizer. – Disse Ana.

– Você não precisa dizer nada. – Ele se aproximou dela e... Eles vão mesmo se beijar? Que nojo.

– Ei. – Ela se afastou. – Eu não quero isso.

– Porque não?

– Porque eu não sinto o mesmo que você. – Se explicou. – Desculpa...

Ela saiu de lá, porém passou por mim, parou e ficou me olhando sem entender o porque de eu estar ali.. Depois foi embora. O outro fez o mesmo.

Pov. Ana

Já era o outro dia. Cheguei na escola atrasada e por isso nem deu tempo de fazer nada antes da aula começar. Mal entrei nesse colégio e as provas já vão começar, estou muito preocupada, não faço ideia de como as provas são aqui e não quero ir mal.

Quando o recreio finalmente começou eu sentei uma bancada que tinha no pátio e coloquei meus fones de ouvido, já que não tinha mais nada para fazer e a minha suposta “popularidade” já tinha passado. Mal deu tempo de ouvir uma música inteira e o Binho sentou-se na minha frente.

– Ta tudo bem? – Ele disse suspeitando.

– Sim, por quê?

– Sei lá, você ta tão quieta hoje... Não sei se foi impressão minha.

– Eu só to preocupada com as provas, não quero e nem posso ir mal.

– Eu posso te ajudar se quiser. Quer dizer, não sei se eu te ajudaria muito, porque eu não sou tão inteligente, sabe?

– Eu ouvi dizer que você tirava notas boas.

– Digamos que eu não uso os melhores meio para conseguir isso.

– Ah, entendi. – Ri.

– Mas a Bia pode te ajudar. Ela já passou pelo nosso ano né.

– Pode ser... – Ficamos um tempo em silêncio. – Binho, porque você tava ouvindo minha conversa com o Fábio?

– Quem eu? – Concordei. – Eu não tava ouvindo, apenas fui para lá por acaso.

– Sei... – Eu sabia que ele estava mentindo.

– Ta, eu fiquei curioso. Desculpa.

– Tudo bem...

– Mas você gosta dele?

– Eu nunca tinha visto ele nessa forma, na verdade. Não sei mais de nada. E você? – Mudei de assunto. – Ta a fim de alguém?

– Talvez...

– Quem?

– Você... Você não conhece. – Ele parecia esconder alguma coisa.

– Legal... – Legal nada, na verdade.

Pov. Mosca

Brasil aí vamos nós. Eu e Pata ficamos um tempo em Londres estudando, mas percebemos que lá não era nosso lugar, Na verdade percebemos que estava tudo errado. Nossos pais nos adotaram para simplesmente não nos dar atenção, eles não estão nem aí para ós. É por isso que estamos decididos a voltar para o orfanato, nem que para isso tenhamos que fugir. Saudades é o que define nosso sentimento agora. Saudades de tudo, sabe? Desse clima tropical, do calor do Rio de Janeiro, das pessoas... Enfim, quando digo de tudo é tudo.

– Odeio viajar de avião. – Ela disse enquanto o avião decolava.

– Fica tranquila, avião é um dos meios de transporte mais seguros.

– Porém se ele cair a chance de nós sobrevivermos é mínima. Aliás, nós morremos antes mesmo de ele se espatifar no chão.

– Onde você viu isso? — Perguntei

– Andei pesquisando... – Pata e sua mania de sofrer por antecipação.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostam c: Comentem, para eu saber! haha Bjsssss