Mais Que Amigos
12 Psicopata a caminho
Notas iniciais
– Romanoff! – Gritou Barton abrindo uma passagem entre os destroços. Houve uma explosão ao lada dela, mas ela nem se mexeu. – Romanoff! Temos que ir... Agora! – Ela olhou para ele. Sua voz sumiu... Ele viu seu olhar. – Romanoff? – Ele correu até ela.
– Eu ainda não acabei! – Ela gritou de maneira selvagem.
– NÓS acabamos! – Ele a segurou e correu para fora. Antes que saíssem o local todo explodiu atirando-os alguns metros para cima e para frente.
– Droga Barton!
– Você quebrou todos os ossos dele Natasha!
– E estava prestes a fazê-lo comer a própria língua se você não tivesse me interrompido!
– Se eu não tivesse interrompido você acabaria morta! Natasha, você está diferente... O que está acontecendo? Parece está regredindo em tudo que melhorou... Está com o mesmo olhar assassino e selvagem de antes.
– Você está imaginando coisas. – Ela riu. – E que diferença faz? Ninguém se importa.
– Eu me importo. – Ela não disse nada. Se aproximou lentamente e o beijou. Por mais que quisesse retribuir e acreditar no que acontecia ele se afastou.
– Está me rejeitando?
– Estou cuidando de você. Natasha, não faça isso a si mesma.
– Fazer o quê?
– Não volte a ser aquele monstro.
– Aquele monstro faz parte de mim!
– Mas não precisa fazer... Apenas pense nisso. Vou chamar a equipe de extração.
– Não existe! Ou está se esquecendo que eles nunca mandam?
– Reforços, Natasha! Alguém que nos tire daqui!
– Ilusão sua alguém nos ajudar. – Disse com desdém.
Barton estava certo. Logo eles já haviam chegado a SHIELD. Natasha se preparou para treinar um pouco. Não queria parar de lutar. Sentia em seu sangue uma fúria incontrolável.
Ela entrou na sala de treinamento e começou a socar alguma coisa. Com um pouco mais de força ela arrebentou um dos sacos de areia... O que era quase impossível. Lagrimas se formaram em seus olhos, ela se abaixou e cobriu as orelhas com as mãos ensanguentadas. Natasha sem entender por que começou a chorar... Teve flashes de estar na SHIELD. Se lembrou de quem ela era e de quem estava voltando a ser.
– Não... Por favor não. – Pediu entre lagrimas. – Eu não quero ser assim outra vez.
Ela se levantou com um olhar que obviamente não era dela. Ela chutou mais alguns sacos acabando com eles também. Ela nunca usava sua força toda. Apenas agora todos percebiam o quanto ela se segurava... O quanto era verdadeiramente forte.
– Natasha. – Clint chamou notando que ela não parava de bater nas coisas.
– O que você quer? – Perguntou ofegante.
– Vou levar você para o dormitório.
– Mudou de ideia?
– Não. Vou te colocar para descansar.
– Eu não preciso descansar. Nunca estive melhor. – Ela sorriu. – Eu não preciso mais segurar minha força. Veja. – Ela chutou o último saco da fila e ele se espatifou na parede do outro lado.
– Isso é incrível, mas preciso que venha comigo. – Ele se aproximou dela.
– Eu não quero ir.
– Me desculpe por isso. – Ele aplicou um liquido de uma seringa nela e a segurou antes que ela atingisse o chão.
Ele a levou para o dormitório e depois de limpar o sangue ele a deitou para que ficasse confortável. Saiu de seu quarto e foi falar com Fury.
– Diretor... Você precisa ver o estado que Romanoff estava.
– Não me interessa o que acontece com os meus agentes depois de um término ruim, contanto que eles continuem se saindo bem nas missões.
– Mas ela não estava chateada... Espera, término ruim? Ele não está mais com o Capitão?
– Foi o que eu soube.
– Anda participando das fofoquinhas?
– Apenas as mais importantes chegam aqui.
– Sabe onde o Capitão está?
– A última vez que o vi ele estava chegando de seu apartamento e indo para o dormitório.
– Ok.
Clint seguiu rapidamente para o dormitório do Capitão... Ele não queria que Natasha acordasse sem que ele estivesse lá para vê-la. Bateu duas vezes na porta e logo o Capitão já havia aberto.
– Precisamos conversar... É sobre Natasha. Quero que você veja como ela está.
– Eu sei como ela está... Ela está estranha.
– Ela está tendo uma recaída. Venha comigo.
– Eu não quero vê-la... Eu ainda gosto dela... É difícil vê-la sem fazer nada por ela.
– Não vai precisar estar lá com ela. Apenas me siga.
Clint o levou para uma sala cheia de telas.
– Fury mantém câmeras em todo lugar. Mas algumas ficam desativadas. Vou ativar a do quarto de Romanoff para que você possa ver quando ela acordar. Eu vou estar falando com ela... Coloque isso e poderá ouvir também. – Clint entregou-lhe os fones e saiu. – Essa também é uma maneira de dizer que se ela me atacar é para ajudar.
– Como assim?
– Ela é bem mais forte que eu... O soro dentro dela é o mais perto que já chegaram do seu Capitão. São mais parecidos do que pensa.
Ele abriu a porta notando que Natasha já estava acordada. Ela parecia tranquila.
– Oi... Está melhor?
– Acho que sim. – Seu rosto se contorceu em uma careta.
– Tudo bem?
– Pare a dor! – Gritou se debatendo na cama.
– Como?
– Eu não sei, Clint! Me mate! Por favor! Ela está voltando! Eu não consigo controlá-la agora... Por favor! – Implorou com os olhos cheios de lagrimas. – Me mate! – Ela gritou de dor. – Ela quer assumir o controle! – Ela gritou novamente e quando abriu os olhos lá estava seu olhar selvagem. – Veio para a festa soldado? – Perguntou se colocando de pé em um salto.
– Natasha, me escute, eu sei que você pode controlá-la... Ela não é mais forte que você...
– Controlar quem? Não tem ninguém além de nós aqui. – Ela o rondava como se fosse sua presa.
– Natasha. – Repreendeu. Seu olhar ganhou foco e ela se abaixou cobrindo as orelhas novamente.
– Pare essa dor! Me mate, por favor! – Ela chorava desesperada. – Ela vai matá-lo! Me mate antes! – Ela implorava se contorcendo de dor. Ela se levantou desesperada e sacou uma faca indo com ela em direção ao próprio peito. Sangue empapou suas mãos e ela caiu.
– Natasha! Não!
O capitão largou os fones e tudo na sala de lado. Ele abriu a porta e correu pelos corredores o mais rápido que podia. Quando teve certeza de que iria perdê-la ele soube que ficaria sem ar se isso acontecesse.
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