Maipetto no Neko
43 Capítulo 43 - Party Hard IV
Notas iniciais
Boa leitura amores, kissus =****
Maipetto no Neko
Capítulo 43 – Party Hard IV
Lábios agitados, línguas em guerra, a saliva quente escorrendo da boca, pois ela não mais cabia dentro da luta entre os dois corpos, então ia escorrendo, contornando o queixo, caindo ainda quente sobre a neve, misturando-se nela.
O kimono escorregava pelos ombros revelando a pele escondida debaixo dele. As pernas debatendo-se afastavam o tecido inferior revelando as coxas, a carne grossa e boa de ser pega, agarrada, e mordida.
As costas contra o tronco da árvore davam leves batidas, roubando a respiração do ruivo, que entre um beijo e outro respirava fundo esticando o pescoço para frente, fugindo dos avanços contínuos de Grimmjow, daquela fera tentando o devorar a qualquer custo.
A faixa branca adornando o kimono do maior já havia abandonado as suas vestes, ficando sobre o chão claro, unindo-se a ele.
Num movimento repentino, Ichigo fora arremessado para o lado, indo de encontro ao chão, o peso e a brutalidade sendo amortecidos pela macia neve. Um frio percorreu a espinha, fazendo-o cobrir os ombros novamente, mas o outro não deixou. Engalfinhou os dedos no tecido afastando-o da frente do peito do garoto, dando-lhe uma lambida sobre o mamilo. Depois sugou-o o enrijecendo, o ruivo gemendo em resposta, achando o toque ainda um pouco estranho, porém ainda mais excitante.
Divertiu-se o quanto pode naquela área, desamarrando a faixa do ruivo enquanto o fazia, e ao terminar, deitou-o por cima do kimono, evitando que a pele fosse atingida pela neve.
Parou por alguns segundos mirando aquela face vermelha o encarando com os olhos âmbar caídos; o abdômen definido, desenhado em linhas grossas de músculo. As mãos seguravam fortemente seus pulsos, querendo procurar nele um apoio, querendo o trazer para mais perto, e Grimmjow arfava, pensando por onde começaria a se deliciar com aquele pedacinho de morango.
Ainda tremendo, Ichigo falou com a fumacinha esbranquiçada saindo da boca:
– A-aqui está muito frio... – gaguejou.
Arqueando as costas para baixo, o maior se alisou no peito do garoto, arrastando os lábios no vão entre o ombro e seu pescoço, depois subiu, devagar, até o maxilar, e por fim, alcançou a orelha, mordendo o lóbulo e falando em seguida:
– Não se preocupe, eu vou te esquentar.
Terminou a frase levando a mão ao meio dar pernas de Ichigo, bem depois do baixo ventre, envolvendo a ereção dele em seus dedos. Passeou por sua extensão, indo à base, apertando a parte mais grossa, e voltando à pontinha, onde ele gotejava, regozijando em grunhidos desconexos, excitando o maior, o deixando quase louco só de ouvir a voz fraca e manhosa do ruivo.
Continuou os movimentos, cingindo e soltando o membro dele, que ia endurecendo mais e mais. Lambia o pescoço negando a boca ao beijo dele, pois queria o provocar, queria ver até quando ele aguentava ficar deitado ali sozinho.
E Ichigo se contorcia, arranhava as costas de Grimmjow, puxando os fios do cabelo azulado em protesto quando ele virava o rosto evitando seu beijo. Mal conseguia abafar os gemidos, e quanto mais ele se afastava, mais frustrado ficava, sentindo ainda mais a ereção pulsar. Aos poucos, a cintura foi se mexendo sozinha, rebolando, e o corpo sentia falta daquele volume o preenchendo, o penetrando com força...
Como se não bastasse, Grimmjow cessou as brincadeiras afastando-se do ruivo. O mirou novamente perdendo-se no sobe e desce do peito de Ichigo, até que teve uma ideia perversa.
Baixou a cabeça ao umbigo dele rodopiando os lábios levemente por cima dos gomos da barriga, mordendo o baixo ventre. A boca resvalou nas laterais do membro dando chupões no músculo pulsante, e, antes de chegar à sua entrada, apanhou um bocado de neve colocando-a na boca. Deixou o gelo adormecer sua língua, e a enfiou dentro de Ichigo duma só vez.
A sensação gelada invadindo o interior quente do ruivo provocou um grito alto. As pernas queriam se mexer, mas Grimmjow o proibia, segurando suas coxas. As mãos agitadas chegaram às melenas azuladas, agarrando-as, em frenesi. A carne gelada entrava e saía; ainda dentro girava, circundando Ichigo. E quando começou a esquentar, o maior trouxe um novo punhado de neve à sua boca, tornando a invadir a entrada do garoto, sem dar-lhe tempo de sentir algo além de prazer; êxtase.
Os dedos frios começaram a entrar, um por um, alargando aquele lugar, o preparando a receber Grimmjow, e quanto mais os dedos entravam, mais Ichigo se contorcia nele mesmo, incapaz de proferir uma única palavra coerente.
E ele já não mais aguentava. Queria tê-lo ali dentro, precisava dele agora!
– Grimmjow! – gritou jogando a cabeça para trás.
Chamando sua atenção o maior ergueu o rosto encarando os olhos de Ichigo, lambendo o cantinho da boca:
– Sim? – perguntou sarcástico.
– V-você... E- eu quero...
– Quer o que?
Tremendo a voz o ruivo forçou a frase para fora da garganta:
– Eu quero você...
– Ah... Mas só assim? – ele brincou – Assim eu não entendo; você tem de falar com todas as letras Ichigo, o que você quer exatamente que eu faça?
A face ruborizou quando a sentença se formou dentro da mente do garoto. Ele sabia dizer, mas a vergonha ainda o acometia.
E o enlouquecendo mais um pouco, o maior enfiou dois dedos de uma só vez, o máximo que pode, ouvindo os gemidos em resposta.
Não podia mais aguentar aquilo, queria, e como queria, Grimmjow ali dentro, o penetrando, o violando, da maneira que mais gostava.
Já não mais havia vergonha ou receio, afinal a razão não podia ser aplicada ao desejo. Tinha se entregue ao momento, por fim.
Reunindo sua coragem, apertou as mãos nos ombros do maior, e, engolindo seco, falou num tom baixo conforme as bochechas coravam:
– M-mete...
– Como é? Eu não te ouvi? – provocou-o.
– Mete em mim! – berrou.
De imediato, Grimmjow forçou seu membro rígido contra a entrada do ruivo, sem cuidados, sem carícias, empurrando de uma só vez até a base, soltando um grunhido de prazer ao sentir Ichigo o sugando com tanta vontade.
O ruivo gritou; gemeu, cerrando os olhos, apertando a pele de Grimmjow, quase escalando suas costas. As pernas entrelaçaram a cintura do maior querendo o prender ali.
Agarrando as coxas do ruivo, ele fora jogado novamente na árvore, o kimono havia caído na altura do cotovelo, mas o frio tinha ido embora, e um suor escorria da testa.
– M-mete! – repetiu com a adrenalina subindo-lhe a cabeça – Mete com força!
E Grimmjow obedecia às vontades de Ichigo, metendo; saindo e entrando naquela entrada apertada do garoto, arfando próximo ao seu ouvido, sorrindo, ao ouvi-lo falando essas besteiras despudoradas, crescendo dentro dele a cada estocada, a cada fala dita, a cada vez que era puxado ainda mais em seu interior.
A vergonha tinha ido embora. Quem era ele para sentir vergonha depois de ter pedido a Grimmjow que metesse nele... Com força! E queria mais, o queria tanto que doía! O queria além daquele encontro dos corpos, dos beijos e dos abraços, o queria de um jeito tão intenso, que o peito ficava carregado, e aquela união de agora parecia ser a única coisa capaz de aplacar essa necessidade.
Então ele pedia por mais, pedia para ‘meter com força’ porque queria confirmar a presença dele ali.
– Mais, mais!
Gritou abraçando o maior, apertando as pernas nos flancos de Grimmjow, o trazendo para perto. Pedia por mais, urrava, querendo prendê-lo ali, como se pudesse o manter na tão breve união que compartilhavam. Era triste terem apenas esses instantes para se sentirem completos.
Assim clamava, chamava pela presença de Grimmjow e ele respondia segurando os flancos do ruivo com força, aumentando a velocidade, tentando alcançar o ponto que fazia o garoto estremecer.
Ichigo largou os ombros do maior nesse instante escalando os dedos pela árvore atrás dele. E a cada nova estocada violenta cravava as unhas no tronco, arrastando-as pela madeira, tamanho era o êxtase.
Rangendo os dentes, o maior achegou-se mais do ruivo respirando pesado. O bafo quente perdendo-se no ar gelado daquela noite, onde as lanternas do festival os iluminava. Aproximava-se do seu limite. Ichigo era gostoso, quase não tinha forças para continuar, apesar de querer muito. E quando provocado desse jeito, mesmo sendo ele quem o mandara fazer... Ah! Perdia o controle!
Percebendo a aceleração, aumentando freneticamente, o garoto tornou a agarrar os ombros de Grimmjow, falando outra vez daquele jeito pervertido que ele tanto gostava de ouvir:
– V-vem dentro...
Disse, corando a face num tom nunca antes visto de vermelho. Grimmjow, por sua vez, focou o olhar fosco no ruivo quase não acreditando no que havia escutado:
– Você quer? – perguntou só para ter certeza.
– Sim!!!
Ele gritou... Por deus, ele gritou! E a voz rouca quase acabada dele saindo assim sem mais nem menos, foi o bastante: entrou em Ichigo duma só vez até a base, deixando o líquido quente derramar-se dentro dele.
Soltando grunhidos descompassados, o garoto apertou o maior contra seu peito, embrenhando os dedos em seu cabelo. Sentiu o corpo estremecer, chegando ele também ao ápice; finalmente completo, junto de Grimmjow.
Ficaram ali, parados, apenas recuperando o fôlego, sorrindo feito dois idiotas, por alguns minutos, antes da adrenalina baixar, e o frio retornar aos seus corpos. Vestiram-se, continuando ainda sentados na neve.
– Desculpas aceitas... – Grimmjow falou depois de algum tempo.
Ichigo apenas sorriu deitando a cabeça sobre seu ombro.
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Na sala mais alta do prédio no centro da cidade, o empresário, até então presidente da empresa de advocacia mais bem cotada do país, observava, segurando uma xícara de chá, o balé dos carros passando pelos viadutos, entrando em túneis, passeando nas ruas, correndo apressados em suas vidinhas medíocres.
Por trás da face serena e calma do homem bem portado de óculos e terno ele escondia uma preocupação pertinente, martelando em sua cabeça.
Em breve a maior ameaça ao seu império viria clamar seu posto. E ele não havia nascido para ficar na sombra de outro; em segundo lugar. Ele tinha poder, astúcia, e nada além do posto mais elevado na cadeia alimentar, seria o bastante a ele. Cogitar a possibilidade de ver um pirralho tomando seu cargo era impensável.
Mas caso seu plano falhasse, este seria seu provável destino. Precisava receber logo o telefonema de Gin, ter certeza das suas suspeitas, pois somente assim poderia dar continuidade ao seu plano – ou não haveria nem mesmo um plano.
O chá esfriara tendo de despejá-lo na pia, e no retorno a mesa, o celular sobre ela tocou, e poucos tinham aquele numero.
Apanhou o aparelho um tanto quanto apreensivo, atendendo com a voz na calma usual:
– Sim?
– Encontrei senhor.
Num sorriso triunfante, prosseguiu o diálogo:
– Onde?
– Num templo antigo, próximo a uma montanha ao norte do país. Quase não recebe visitas, e está praticamente arruinado. Um monge antigo o vigia.
Sempre eram os monges...
– E esse monge tem um preço?
– Negou-se a me escutar. Mas garanto que sua... Persuasão será o suficiente senhor.
– Excelente.
– Senhor, antes de deixa-lo com seus afazeres, devo lhe alertar sobre as palavras do monge.
– Diga-as.
– Ele me disse, antes de me mandar ir embora.
– Prossiga.
– “Espíritos não gostam de serem usados, e há sempre uma consequência para quem os faz.”
Aizen retirou os óculos colocando-os no bolso do paletó. Jogou o cabelo para trás, no mesmo instante que respondeu a Gin:
– Quando eu possuir este poder em minhas mãos, nenhuma superstição poderá me desafiar. Remodelarei este mundo à minha maneira; compre minha passagem Gin.
Desligou o celular tornando a mirar o movimento do trânsito. Oh, como era belo. Só precisava ser paciente e teria seu tão merecido império, e nem mesmo Grimmjow poderia entrar em seu caminho.
Não faltava quase nada mesmo. Mas por hora, deixaria o jovem casal ter seu momento de paz.
Pena que duraria pouco.
Continua
Notas finais
Ps: espero os reviews de v6 ansiosa xD Quem será que consegue desenvolver a melhor teoria sobre os planos de Aizen nos comentários?
Kissus amores, até o próximo =*****
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