Maipetto no Neko
44 Capítulo 44 - Apagando as Lembranças
Notas iniciais
Mas depois disso, escrevei o novo capítulo, e o postarei, se deus quiser, ainda essa semana!
Por enquanto, divirtam-se com as crises de ciúme do Byakuya, e as tramóias do Aizen xD
boa leitura
Maipetto no Neko
Capítulo 44 – Apagando as lembranças
– Renji você está sangrando!
Rukia exclamou – com razão – ao ver o nariz do tatuado manchado de vermelho. Byakuya acordou do transe, consternando-se com o estado do aluno.
– O que houve? – a menor perguntou apanhando um lenço da barra do kimono.
– Estou bem – ele replicou – foi apenas outro mal entendido.
– ‘Outro mal entendido?’ – ela repetiu confusa.
– O namorado do Ichigo é bastante ciumento... – replicou.
– Ah... Ele viu vocês?
E de repente a conversa havia tomado ares interessantes a Byakuya. ‘Ele’ viu? O tal garoto tinha namorado? E tinha ciúmes de Renji? Meu deus, qual era, afinal, a relação dele com esse garoto? Um caso talvez... Mas não conseguia ver o tatuado estragando a vida de outros. Ou melhor: não queria o imaginar com mais ninguém.
As perguntas multiplicavam-se, deixando-o confuso. Claro, tudo isso, aparentando a face nula costumeira, sondando a conversa dos dois sem demonstrar ser o mais interessado nela.
– Isso não importa – Renji continuou – Eu me acertei com o Ichigo.
– Verdade? – exclamou feliz.
– Sim, agora só espero ficar sem os socos do Grimmjow.
– Oh! Apesar da violência dele, os dois até que ficam bem juntos.
– Você acha?
A garota recordou-se, involuntariamente, da cena inusitada de mais cedo, sentindo o sangue esquentar e a cabeça ficar zonza.
– Acho... – respondeu com certo atraso; o rosto em brasa.
Dando de ombros, Renji terminou de limpar o nariz reparando apenas agora que o professor ficara ali, parado, ouvindo tudo.
– P-perdão senhor! – falou de imediato, sem jeito – Ficamos aqui conversando de coisas sem sentido!
– Não se preocupe. – respondeu, afinal, ele queria saber mais – Vocês dois são seres humanos, tem o seu ciclo social; é perfeitamente normal.
– Falando em ciclo social, eu preciso voltar pare perto de Inoue e dos outros! Eles devem estar se perguntando onde fui.
– Certo, apenas tente voltar cedo.
– Claro ni-sama! Divirta-se com o Renji!
A frase ‘divertir-se com Renji’ tinha diversas conotações – a garota só não sabia disso. Depois de verem ela se afastando, os dois ficaram ali, estáticos, sem saber por onde ir ou o que fazer. Engolindo seco, o tatuado perguntou, sem jeito:
– Sensei o senhor já viu o lago?
– Rukia me levou mais cedo.
– Ah... Que pena... Bom, e os jogos.
– Alguns deles, Rukia queria alguns prêmios, e ficou me pedindo inúmeras vezes que os conseguisse... – e bufou cansado no fim da frase; a irmã sabia como ser persistente.
Droga! Rukia não havia deixado nenhuma brecha a ele! Tinha de pensar logo em alguma coisa ou ficariam parados feito duas varetas no meio do festival.
– O passeio de barco! – exclamou alegre por ter lembrado.
– Passeio?
– S-sim, eu vi no meio do caminho, é um passeio de trinta minutos, podemos tentar, isso é, se o senhor quiser...
Byakuya respirou fundo, ponderando. A noite não poderia ficar pior, e, na verdade, gostaria de passar algum tempo sozinho com Renji; o porquê ainda não sabia, mas queria tirar as impressões de Ichigo do aluno, preenchendo-o apenas com as dele. É, havia se tornado um homem amargo e egoísta.
– Estamos sem opções, vamos logo.
Respondeu iluminando o rosto do ruivo. Onde estava se metendo? Depois de ter jurado a si mesmo que passaria por cima desses sentimentos tolos, acabava por remoê-los. Talvez fosse o tanto que Renji havia comentado sobre o garoto de cabelo laranja, e a importância com a qual se referia a ele. Isso ia além da amizade, do afeto, podia notar nos olhos do ruivo quando o mencionou pela primeira vez. Apesar desse brilho ter desaparecido, o garoto ainda era importante a Renji; uma importância que o incomodava, que machucava.
No entanto, precisava abraçar essa dor, imergir nela, pois só assim se livraria do passado, insistindo em persegui-lo, só assim perceberia que não fazia falta na vida de Renji. Tinha de sangrar tudo aquilo guardado por anos, e enfim estaria livre.
Mas ainda prendia-se aquele corpo moreno tentador. Ainda desejava encontrá-lo com o seu. E isso era bom, pois se fosse apenas o corpo, poderia afogar as carências, apagando a presença do sentimento no peito. Era apenas carnal, pele contra pele – nada de mais.
Quando deu por si os barcos apareceram diante dos seus olhos. Brancos, adornados com desenhos de flores nas laterais. Aparentemente, muitos casais faziam o passeio... Ah... Aquilo havia sido uma péssima idéia.
Renji entrou num deles, estendendo a mãos ao moreno. A face iluminada dele, sorridente, fez o coração de Byakuya bater acelerado. Os cabelos vermelhos caindo sobre os ombros, os olhos castanhos tremeluzindo a luz das lanternas. Era belíssimo quão bem as feições dele combinavam com o ambiente, aquelas roupas; ou melhor: combinavam com qualquer coisa. Ele era lindo.
A mão alcançou a dele por impulso. Sentou-se na outra extremidade do barco, ponderando suas ações tão imprudentes. Renji guiava o barco, remando devagar pelo lago. A maioria do gelo havia derretido devido ao movimento das águas sendo impulsionadas pelos barcos.
A vista estava belíssima. Os pequenos pedacinhos de gelo resvalando na madeira, às lanternas refletidas na água deixando sua fraca luz iluminar em tons diferentes o agradável passeio.
– A noite está muito bonita mesmo. – Renji comentou mirando o céu.
Byakuya ficou calado, mas concordou com a cabeça.
Voltando seu olhar ao moreno Renji deixou-se perder na visão do professor. A lua fraca conseguia ressaltar as feições serenas de Byakuya, o kimono destacando o ébano dos cabelos. Lindo como sempre. Aquele homem ali, tão próximo dele, e ao mesmo tempo, inalcançável. Realmente, tinha muita inveja de Ichigo...
Um solavanco repentino fez o barco balançar. Havia atingindo uma pedra, e a distração do tatuado contribuiu a sua quase queda. Byakuya tentou segurar-se nas bordas, mas seu encontro com o a água congelante, era inevitável. Nisso, arregalou os olhos sentindo o braço ser puxado para trás e outro corpo cair na sua frente esparramando a água para cima.
– Renji! – exclamou devido ao susto.
Batendo o queixo o ruivo boiou no lago procurando pela borda do barco.
– E-e-estou bem sensei... – respondeu ao subir, ainda tremendo.
– Vamos voltar você precisa de roupas secas.
– O-o-o senhor n-n-não se m-m-m-molhou?
Numa hora dessas tão preocupado com ele... Byakuya ficava até sem jeito, mas respondeu, curvando as sobrancelhas:
– Pare de ser tão imprudente.
Puxando o remo o moreno começou a remar de volta a terra firme. Depois caminham entre a multidão. Renji espirrava uma vez ou outra quando um vento forte batia em suas roupas molhadas.
Chegaram ao quarto de Byakuya. Por ordens suas, Renji fora obrigado a tomar banho ali, e tomar um bom chá quente antes de dormir.
E, enquanto ouvia o som do chuveiro, Byakuya recostava a cabeça ao lado da porta. Os espirros de Renji apenas aumentavam sua raiva. Ele era tão gentil, tão atencioso, mesmo quando o tratava feito lixo, mesmo quando falava tantas mentiras a ele a fim de afastá-lo. E mesmo assim, fazia de tudo para protegê-lo, para ajudá-lo. Era cruel demais.
A porta de abriu. O tatuado já usava um pijama, mas o corpo ainda parecia gelado, mesmo depois do banho.
– Seu chá está pronto.
Byakuya falou chamando sua atenção.
– O-obrigado senhor. Mas eu posso me cuidar agora...
– Não seja ingrato, estou retribuindo o favor, então, sente-se e beba de uma vez.
– Sim senhor!
Obedeceu-o. Sentando-se à mesa. O chá desceu rápido esquentando a garganta, mas mesmo assim o corpo continuava gelado. Esfregou os ombros espirrando outra vez. Precisava deitar um pouco.
– Ainda com frio?
Byakuya perguntou ao vê-lo abraçar a si mesmo.
– Um pouco, mas depois de uma noite de sono eu...
E Byakuya o beijou cortando sua fala. Quis fazer novas perguntas, mas o moreno tinha um olhar obstinado, prendendo qualquer que fosse a frase dentro dele.
– Vamos para a cama.
– Sensei?!
Exclamou sem entender conforme era carregado pela mão pelo professor.
– Sensei eu... Deveria voltar ao meu quarto.
O moreno aproximou os lábios outra vez aprofundando a língua na do ruivo, mordendo o lábio na volta. Depois, aproveitando a letargia dele, o jogou na cama, pondo cada braço ao seu lado, ficando por cima de Renji:
– Dois corpos esquentam um ao outro bem melhor do que dez cobertores.
Ah, era isso o que ele tinha em mente; Renji podia ter desconfiado. As tremedeiras continuaram a se alastrar, gelando até mesmo a espinha, mas não ia deixar um possível resfriado o impedir de... Obedecer ao seu professor. Puxou-o pelos cabelos tornando a beijá-lo, girando pela cama, trocando carícias violentas e estalos entre os ósculos.
Quanto a Byakuya, ele só queria fazer o tatuado esquecer, retirar da memória as lembranças de Ichigo, daquele garoto tão importante a ele. Novamente, o lado egoísta apossava-se das suas ações, da carência de ter Renji apenas para si. Estava traindo a si mesmo, mas naquela hora, depois de ouvir tanto o nome do garoto de cabelo laranja... Já não mais sabia o que fazer...
Rukia chegou bem a tempo dos amigos irem ao templo antes que este fechasse a visitação. Desculpou-se pela saída repentina, começando a se divertir com eles. Grimmjow e Ichigo pareciam perdidos em seu próprio momento, caminhando juntos um pouco atrás deles. Deixou-os em paz das piadinhas, afinal, eles já haviam sofrido demais com a repentina aparição de Renji.
– Eu te disse... – o ruivo repetiu apesar do cenho franzido de Grimmjow – Somos apenas amigos.
– Foda-se, eu ainda não gosto dele. – replicou cruzando os braços.
– Ao menos pode tentar não socar a cara dele toda vez que o vir?
– Posso tentar, mas não prometo nada.
Ichigo bufou, esfregando o rosto:
– Você não tem jeito... – respondeu ao maior.
– Eu já estou prometendo tentar, isso já não conta para mim não?!
– Bem, agora que você comentou, é um grande avanço.
Grimmjow ergueu uma das sobrancelhas com o comentário esperto do garoto. Não ia se dar bem com Renji tão cedo, mas, ao menos, sabia que Ichigo era apenas dele... Ah, ele tinha confirmado isso mais de uma vez agora há pouco...
Então, ao menos, podia segurar o punho ao ver a cara sem vergonha de Renji. Mas ele que tentasse alguma gracinha!
– Vamos Grimmjow, eles vão se afastar de nós.
Ichigo comentou quando viu Rukia correndo na direção de um vendedor.
– Não vamos ter um único momento de paz?
O ruivo riu:
– Relaxa, depois de andarmos tanto hoje, teremos toda a paz do mundo!
Dois dias depois, na cidade, Gin chegava ao prédio da empresa satisfeito com sua descoberta. Logo entrou no elevador, dirigiu-se ao escritório principal do edifício. Entrou depois de receber a autorização de Aizen.
Fechou a porta com cuidado procurando por seu velho bule de chá, a xícara, e os pequenos saches guardados devidamente numa caixa na escrivaninha.
Aizen esperou o subordinado terminar o ritual de sempre, fazendo a pergunta tão importante aos seus planos futuros.
Sorrindo, o homem raposa deu um gole no chá, puxando de dentro do paletó um envelope marrom. Depositou-s sobre a mesa de Aizen observando sua face tornar-se um sorriso de orelha a orelha, ao ter as passagens em mãos.
– Partimos ainda hoje a noite, senhor. – disse, dando outro gole no chá de camomila.
– Perfeito. – sorriu ainda mais – Acho melhor arrumar minha mala então; apesar de que será uma breve visita.
– Uma breve visita que trará muitos resultados senhor.
– De fato. Bom trabalho Gin.
– Estou aqui para servi-lo.
E Aizen sorriu novamente.
Continua
Notas finais
Enfim, relacionamento do Renji e do Byakuya só vai piorando, mas acreditem em mim quando eu digo q eles tem jeito xD Só precisam de um empurrãozinho!
Kissus meus amores, até o próximo! E como sempre: muito obrigada pela paciência, e por continuarem a acompanhar a fic ^^ bye bye
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