Mahoi

4 Yuna - The Black Spot


Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo, Sundaes. Ah, se quiserem comentar sobre a capa ou dar sugestões, como por exemplo qual vai ser o primeiro conto (spin-off), qual personagem querem no próximo capítulo ou até mesmo sugestão para a capa. Ah, e capítulo pq sim.

Yuna sentiu as quentes gotas de sangue baterem em seu rosto, e logo a arena desapareceu. Estavam de volta, entre as pessoas caídas no chão, desacordas, enquanto a fonte esguichava sua água fazendo um calmo, mas mesmo assim, irritante barulho.

Como o de esperado daquela noite sem estrelas, alguns pingos de chuva começaram a cair em direção da terra, limpando as gotas de sangue dos rostos e roupas de todos ali presentes. Nem mesmo o cheiro e o barulho de chuva era forte o suficiente para acalmar as pessoas, até mesmo pelo estranho aspecto presentes nas poças. O pó, ou melhor dizendo, Lyliath, se misturou com algumas poças d' água, deixando-as num tom esbranquiçado.

Foi quando Flavia percebeu que o feitiço alucinógeno de seu companheiro havia falhado, acabando em poucos segundo, encarou Alucino com um olhar completamente intimidador, que expressava claramente a desaprovação. Foi só Yuna fechar seus olhos por um segundo, que mais poças brancas surgiram, enquanto outras gotas de sangue eram retiradas de seu rosto pela água que caia dos céus.

— Sem falhas agora. — Disse Flavia, mostrando seus brancos dentes com um sorriso maligno presente no rosto. Levantou suas mãos e uma esfera negra começou a surgir. Marca negra! — pronunciou, e a bola escura mudou sua forma, dividindo-se em correntes púrpuras.

Yuna sentiu suas mãos sendo presas. Quando as correntes as liberaram, uma estranha marca preta estava na palma de sua mão direita, causando uma dor excruciante. Sua pele ardia e sua visão ficava um pouco trêmula. Alguns segundos depois, o lugar trêmulo foi se tornando escuro, diminuindo seu campo de visão. Ótimo. Ela teria que lutar sem sua visão completa, e o pior, a luta era contra uma bruxa.

— Então... Hora de lutar, eu acho. disse Yuna, invocando uma espada em sua mão direita, e um escudo em sua mão direita. Logo depois, uma lança surgiu nas mãos de Mika e um arco na mão de Virion, o arqueiro Corte cruzado! Exclamou, e, andando com Leya no outro tempo, surgiu próxima de Flavia.

Com a espada recém surgida na mão de Leya, tentaram fazer um corte mútuo em formato de X no abdômen da bruxa, que, antes mesmo delas atacarem, desferiu uma bola de fogo para cima, para tentar espantar as magas, que logo recuaram, parecendo estar assustadas.

Foi então que Mark surgiu atrás da bruxa, enquanto uma adaga materializava-se em sua mão. Deu um sorriso de canto, e tentou acertar Flavia pelas costas.

— Seria uma pena se alguém aqui fosse imune ao fogo. — Disse, e mesmo estando relutante quando matá-la, cravou a adaga em suas costas.

— Seria uma pena se alguém aqui fosse um clone Disse "Flavia", alguns segundos antes de sua cabeça ser arrancada do corpo, dissipando-se no ar numa espécie de poeira dourada.

Yuna começou a ficar preocupada. Se aquela era o clone, onde estaria a verdadeira? Ela não parecia estar em nenhum lugar naquele campo molhado, entre várias pessoas encharcadas e desmaiadas.

Quando sentiu uma mão passando pelo seu pescoço, enquanto os outros estavam distraídos, começou a gritar. Os outros não entendiam a situação, afinal, aos olhos deles e de Yuna, afinal, a bruxa estava invisível não tinha ninguém ali. Apenas quando a maga das armas sentiu as mãos se fecharem em volta do seu pescoço que algo uma flecha, para ser mais exato rasgou o vento e atingiu a mão direita da bruxa, que gemeu um pouco. Não tardou muito para ela ser revelada pouco a pouco, logose teletransportando para trás de Mark com uma adaga em mãos.

— Não!— Exclamaram Leya e Mika ao mesmo tempo, lançando suas armas em direção de Flavia, que desapareceu numa fumaça negra.

E então, para Yuna, aconteceu o que parecia ser o fim. Talvez todos estivessem com o campo de visão melhorado, pois pelo jeito, a magia da bruxa havia parado, ou pelo menos era aquilo que parecia ter acontecido quando todas as pessoas da cidade levantaram do chão automaticamente e voltaram a viver suas vidas, como se nada tivesse acontecido. Mas, para Yuna, o terror apenas havia começado. Seu campo se visão, que já estava limitado, começou a estreitar-se. O tapador do olho direito havia sido "costurado". Sem furo. Sem visão. Sem seu olho direito.

****

A viagem no segundo trem havia sido bem confortável.

O trem novo parecia ser mais estiloso e mais rápido, mas realmente tinha umas engrenagens barulhentas e irritantes, que ao mesmo tempo que perturbavam, dava a sensação de tranquilidade para Yuna. Agora, sem a visão de um olho, teria que se acostumar a se guiar pelos sons, e o treino promovido pelas engrenagens havia sido bom, se não contar os esbarrões que ela levou nas coisas do trem, como nas mesas, nas cadeiras, e, claro, na parede.

Quando o trem parou, umas seis horas da manhã, eles estavam em Hollyet, a cidade Branca. Diferentemente de Vinney, a cidade era quase que sagrada, de tantos milagres que aconteceram lá.

A cidade era cheia de pessoas curiosamente boas e felizes, que andavam animadas de um lado para o outro. Se tivesse sua visão completa, Yuna tinha certeza que ficaria boquiaberta com as construções, mas completamente sem a visão do olho direito e o pequeno campo de visão fornecido pelo seu olho esquerdo não a permitia ver quase nada. Pelo o que ouvia das bocas ao seu redor, o lugar era claro e bonito, e os pégasos em estátuas, desenhos, placas e até mesmo no céu davam um efeito belo na paisagem sagrada do local. O único lugar que Yuna tinha certeza de ver era o grande templo na cidade, que podia ser visto de qualquer canto da cidade, menos de dentro dele mesmo.

Naquele primeiro dia na cidade, a escola decidiu que os alunos poderiam escolher para onde iriam. Sem nem perguntar para alguém, Maribelle começou a puxar Virion, Mika e Yuna para uma casa de chá, para aliviar um pouco a tensão da luta que ainda estava entre eles, mas, antes deles começarem a realmente se mover, Yuna disse:

— Maribelle, entendo sua ideia, mas tenho que ir ao templo primeiro...

— Yuna, o templo pode esperar, afinal, ele fica aberto o tempo todo. A casa de chá mais famosa daqui, o Visperiun Pegasi, só funciona entre seis e dez horas da manhã! Insistiu Maribelle.

— Desculpa, Belle, mas é urgente — Disse Yuna, livrando-se da amiga. Mesmo estando cega, correu para a grande escadaria, se guiando atrapalhadamente pela escada tumultuada.

Quando finalmente subiu o último degrau, a um passo de entrar no meio daquela multidão dentro do local, sentiu um puxão em seu braço, e sua mão começou a arder. Ninguém percebeu quando ela sumiu misteriosamente, "evaporando" do lugar.

****

Acordou gritando. Em sua frente, só via o escuro, o vazio. Estava completamente cega.

— Mika! — Exclamou, assustada — Maribelle!, Virion! Mika, Maribelle, Virion! — Continuou, chorando. Sentou no chão frio e áspero do local, numa posição onde era possível abraçar suas pernas. Continuou gritando, com medo.

— Ah, fique quieta! — Disse uma voz familiar, pouco tempo antes dela levar uma batida em sua cabeça.

Notas finais
Ah, sim, eu sei que a luta ficou podre rçrçrç Se tiverem sugestões, críticas ou até jeitos de decrever uma luta melhor, podem dar. Ah, tem 10 pessoas acompanhando a fic. Quero agradecer bastante vocês estarem me ajudando a estar nesse número, mesmo no terceiro capítulo. Ah, você que não comenta, n estou bravo com vocês, mas poderiam me ajudar? Tipo, me dar uma sugestão de capa, qualquer coisinha assim? Se estiverem tímidos de comentar na, podem me mandar uma MP, eu não mordo :3 E se não quiserem, larguem de preguiça, seu comentário é importante pra mim!