Mahoi
7 Robin - The Sorcerer
Notas iniciais
A primeira invocação de Robin, que ele sempre tentava esquecer. Evitava contar a qualquer um sobre ter aquele poder, ou até mesmo que já soubesse qual era sua magia. Aquele desespero havia começado a muito tempo antes, e quando Elsa e Flavia caíram pela garganta do monstro, ele quis correr a ter que precisar lembrar daquela sensação que sentira uma vez. Correu, xingando a si mesmo e chorando, tentando fugir de suas lembranças. Mas, depois daquilo, voltar para aquele dia foi simplesmente inevitável.
Estava dentro de uma floresta escura, cujo qual árvores davam um ar tenebrosamente medonho ao local,diferente da cidade de Hollyeth era, ou melhor, foi, durante o dia, quando ele lembrou–se do passado. Lembrou–se de cada detalhe em sua mente, e eram cenas tão vivídas que ele achou estar naquele local, a algum grande tempo atrás.
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Ele não lembrava direita, mas devia ter cinco anos quando foi visitar uma parte de sua família que por algum motivo não lembrado por ele estava na cidade litorânea de Marlett. O mar batia nas rochas, e o barulho das , que era distante do resto de Mahoi. O som dos pássaros que voavam por ali, como as gaivotas e os pombos, podiam ser ouvidos por toda a cidade, ou pelo menos era aquilo que Robin lembrava.
Ele, então, se viu dentro da casa da tia que era tão ruiva quanto ele. Ah, ela tinha sido uma das vítimas... Mas, não vamos entrar nos detalhes agora, que isso vai pro desfecho.
Mas, voltando para a história... A casa da tia Mary de Robin era muito grande, ao menos para o padrão daquela cidade. Um grande jardim, colorido pelo grande números de flores diferentes que iam das mais simples, com cores frias e claras até as plantas mais exótica, com cores vibrantes e quentes, que deixavam o ar melancólico da mansão ao menos um pouco mais alegre. Logo na frente da casa, que ficava praticamente escondida entre tantas plantas e cores, uma grande porta cinzenta se encontrava no meio da pintura do lado exterior da casa, que tinha uma cor parecida como a de uma hortênsia azul. Já do lado de dentro, se a memória de Robin não estivesse falhando, a primeira coisa que se via era uma parede branca e um quadro pendurado nela, onde a casa estava desenhada. Então, você tinha que escolher entre duas portas. Uma ia para a direita, que, por algum motivo, tinha acesso restrito, e outro que ia para a esquerda. Os cômodos ficavam por ali, ou pelo menos era daquilo que Robin lembrava.
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Robin tentou fugir das memórias, mas os flashes não saiam de lá. Ele sentou, fechando os olhos, mas as coisas estavam apenas ficando mais vívidas. A porta da casa abriu, e de repente, ele surgiu na praia Orius, a mais famosa da cidade de Marlett.
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Nas rochas que estavam próximas da areia, eowyngs que eram pálidas como se não vivessem numa praia, cantavam uma canção melancólica enquanto olhavam para a linha do horizonte com os olhos esverdeados. Batiam suas caldas de coloração negras na pedra, enquanto seus cabelos loiros eram bagunçados pelo vento da praia.
Pessoas andavam de um lado para o outro, conversando animados com seus familiares e amigos. De vez em quando, alguém entrava na água gelada do mar sulista, o Suliertus, mas logo se retirava, tanto pela baixa temperatura da água quanto pelo grande número de água vivas presentes naquele lugar. Os seres arroxeados, que deixavam pequenas queimaduras na pele e causava algumas alucinações, andavam em grupos naquela região, pelo menos pelo aquilo que pareceu para Robin quando lembrou–se de uma garotinha sendo puxada por alguns curandeiros quando, ao ser atingida por um grupo delas, desmaiou rapidamente.
Eram cerca de três horas da tarde quando as águas vivas sumiram, do nada. De acordo com um dos primos do mago invocador, naquele horário todas as águas vivas voltavam para "casa", um pouco longe da areia. Por isso, por mais que a água continuasse gelada, eles entraram na água do mar.
Começaram a andar primeiramente pela parte rasa, onde um Robin pequenino podia andar livremente. Alguns peixes pequenos de várias cores, que iam desde um fraco branco até um forte azul escuro nadavam por aí, sem preocupações, rondando os banhistas. Diferentemente do menino, que tremia de frio, eles pareciam estar bem acostumados com a temperatura da água.
Depois de um tempo no raso, Robin, que lembrou-se ter, na verdade, seis anos, foi colocado na areia para apenas observar seus primos indo um pouco mais para o fundo da água, onde a maioria das ondas quebravam pelo certo número de pedras ali. Ao menos pelo que o menino pôde perceber, algumas eowyngs de caudas azuis e cabelos arroxeados pulavam por entre as ondas, juntamente dos banhistas.
— Hey, gente! Eu quero voltar pra água! — O menino gritou para seus primos, enquanto ficava de pé.
—Vou aí te pegar então — Gritou de volta o menino mais velho, que tinha cabelos negros.
Quando foi pego por seu primo que rapidamente surgiu a seu lado usando sua mágica de teletransporte, e foi levado para uma parte um pouco mais funda, sentiu uma pequena sensação de medo, pois naquele instante a água parecia estar mais escura que o habitual, mas logo perdeu o medo, jogando-se no água escura e fria deSuliertus.
E foi então que a aura arroxeada cobriu Robin pela primeira vez. Por mais que ela fosse um pouco mais clara e escondida do que a do dia em que ele duelara com Elsa e Flavia, a aura arroxeada estava lá. Ninguém estava prestando atenção naquilo, nem ao menos o próprio garoto, por mais que ele sentisse algumas dores pelo seu corpo.
As ondas altas iam e viam, mas na mais alta delas, Robin se viu na areia novamente. O quê havia acontecido? Fácil. Ele havia sido "vítima" da magia alucinógena de seu primo, e pulara na areia como se fosse um louco. Mas, e a aura? Bem, a aura tinha sido real.
— John, isso não teve gra... — Tentou gritar Robin, mas o pior aconteceu. A criatura estranha, que parecia ser uma tartaruga azulada de tamanho gigantesco e nada amigável, estava emergindo da água. Com sua pata, jogou humanos e Eowyngs para cima, e em poucos segundos, os engoliu, sem precisar sem nem usar os estranhos dentes, que não tinham nenhuma
A partir daí, Robin não se lembrava de mais nada. Além do suicídio de sua tia, nada a mais tinha acontecido naquela viagem. Por mais que ninguém soubesse sobre o poder de Robin, ele sentia que havia sido obra dele, de alguma maneira. Mas, outra coisa que ele sentia, era quê algo estava faltando. Uma informação, que, bem, ia para a direita.
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A visão de Robin ficou trêmula, e ele saiu de dentro da sua mente. Uma sensação de tontura se espalhou por seu corpo que tremia involuntariamente. Os seus joelhos flexionaram lentamente, e ele tentou gritar, mas sua voz fraquejou. Fechou os olhos, achando que aquela era a hora de sua morte, e caiu no chão, após sentir algo batenho em suas costas.
Ao abrir os olhos, estava dentro de alguma coisa em movimento. Uma das curandeiras de sua escola debruçava-se em cima dele, fazendo alguns exames de temperatura com alguns objetos mágicos, que mediam temperatura do corpo e identificavam qualquer sinal de doença. E, pelo jeito, o desmaio havia sido sem motivo detectado.
Foi quando a menina sorriu para ele, com um olhar que dizia que tudo estava bem, que percebeu a presença de Virion e Yuna na sala. A menina e o menino olharam para ele, e com um olhar preocupado no rosto, encararam o amigo:
— Robin, tudo bem? — Perguntou Yuna — Depois que o dragão apareceu, você correu entrou num beco, e bem, desapareceu...
— Yuna, você deve ter me confudido. Eu entrei em uma floresta, não num beco — Disse o ruivo, sentando na cama onde estava sendo cuidado pela curandeira.
— Ah,Robin, o quê é isso? — Perguntou Virion, apontando para o bolso do outro — Bilhete da namoradinha?
— Meu... Hã? — Perguntou Robin, e meteu a mão no bolso da calça, e conseguiu segurar alguma coisa. Era um pequeno papel, bem dobrado, que tinha um símbolo desenhado entre todas as dobras. Parecia um olho, que no lugar da pupila circular, tinha uma em formato de nuvem — Numa aula de artefatos... A do professor Henry, sabe? Ele mostrou um artefato que tinha esse símbolo impresso. Ele disse que tinha algo a ver com esconder pessoas, deixá-las invisíveis.
— Então, seja lá o que tenha feito você desmaiar... — Começou Madge, a curandeira que tratou de Robin— Ela era do bem, certo?
— Ou do mal. Isso escondeu ele por, sei lá, 3 horas? E o pior, o fez acreditar estar numa floresta!— Exclamou Yuna.
— Eu ainda acho que é bilhete da namoradinha.
— Virion, cale essa boca. Tem gente tentando desvendar um caso aqui — Disse Yuna, já um pouco irritada com a imaturidade do rapaz.
— Não calo —Retrucou.
— Feiticeiros! — Gritou Hortense, como se tivesse descoberto alguma coisa— Mestres em se esconder, e em esconder outras coisas. No caso, algum deles resolveu esconder Robin, dentro de uma floresta, que nem ao menos existia. Ou, talvez, eles tenham escondido a floresta, com Robin dentro. E esse papel deve ser uma espécie de catalisador mágico, ou qualquer coisa assim — Continuou, cheia de si — Eu sou um gênio!
O silêncio, então, foi feito. Todos passaram um tempo refletindo no que foi dito pela jovem de cabelos pretos e pele amarronzada. Ela podia estar tanto certa quanto completamente errada, mas no fundo, eles resolveram acreditar naquela hipótese.
Durante o silêncio, Robin percebeu que estava no trem, como havia imaginado. O barulho das engrenagens era bem característico, mas só pôde ser ouvido naquela hora.
— Mas, e então, para onde está indo? — Perguntou o ruivo, quebrando o silêncio.
— Para onde o trem está indo? — Perguntou Yuna — Bem, o trem está indo para a cidade-ilha. Ou seja, estamos indo para Marlett.
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