Notas iniciais
Espero que apreciem a leitura, comentem o que acharam, é muito importante... sem mais delongas, bora para a história...

—Mãe? – a chamei sem respostas. – Mãe? Por favor acorda? Estou atrasada pra escola.

Bati mais forte na porta do seu quarto e nada, qual é?

—Ok, se é assim, vou entrar. – abaixei a maçaneta e empurrei a porta e lá estava ela, dormindo, ou melhor roncando, fui até a beirada da cama e a chacoalhei pelos ombros. – Mãe é sério, acorda! Tenho trabalho de aula hoje.

—Só mais cinco minutinhos... – reclamou e virou o rosto pro outro lado.

—É, o problema é que você já dormiu tipo uma meia hora a mais mãe. – respondi mexendo com ela novamente.

—Que horas são? – perguntou se enfiando em baixo do travesseiro.

—São sete e vinte cinco mãe... – mal pude responder e ela deu um salto da cama.

—Meu Deus, por que não me chamou antes Lucy? – perguntou indo ao banheiro escovar os dentes e ao mesmo tempo penteava os cabelos.

—Hã, eu tentei.... – sentei na sua cama observando Layla Heartphilia se tornando o Flash. – estou desde as sete horas batendo na porta. Que horas foi dormir ontem?

—Isso interessa? – minha mãe perguntou como sempre.

—É claro, quando isso acarreta nos meus estudos. – respondi seriamente.

—Ah, não se preocupe, você está indo bem na aula. – ela afirmou.- Não é?

—Sim. – respondi vendo ela passar maquiagem e colocar os sapatos.

—Voalá... prontinha... viu e só demorei.. – ela olhou no relógio e arregalou os olhos. – vinte minutos? Merda!

—Sério mãe, isso tem que parar! – falei enquanto a acompanhava da porta da frente até o carro. Morávamos num apartamento pequeno mas aconchegante, tínhamos nossa garagem junto com os outros carros.

—Não posso! – respondeu ela ligando o carro enquanto eu colocava o cinto.

—Por que não? – perguntei indignada.

—Eu tenho meus motivos. – ela respondeu e acelerou, estávamos na estrada.

—Seu chefe não chama sua atenção por chegar atrasada quase todos os dias? – perguntei curiosa.

—Bom. – ela deu uma risadinha. – É por isso que eu sempre vou trabalhar de decote.

—Oh, droga. Hahahahahahahahaha – eu ri, não sei o motivo certo para esses atrasos, mas amava muito minha mãe, embora ela sempre teve esse problema de dormir muito tarde, acarretando poucas horas de sono e se atrasando todos os dias.

Mas ela sempre faz o possível e o melhor que consegue por nós, minha mãe trabalha pra um jornal, ela é quem confere todas as páginas antes de serem publicadas, suspeito que seja isso que ela faça até madrugada, que leve pra casa pra conferir. Mas ela nunca menciona nada, mesmo que eu pergunte.

Você deve estar se perguntando, e o seu pai Lucy?

Minha mãe e meu pai são separados desde que eu me conheça por gente, o motivo da separação, ninguém nunca me explicou e minha mãe não quer tocar no assunto. Enfim, nem lembro mais do rosto de meu pai por que não o vejo desde então.

—Chegamos! – minha mãe parou o carro na frente da escola, na qual o pátio estava vazio, pois provavelmente estavam todos nas salas. – tenha um bom dia filha!

—Obrigada mãe, você também. – sorri pra ela e desci do carro, indo em direção aos corredores.

Quando cheguei a minha sala já fui batendo e abrindo.

—Aham... com licença senhorita Lucy.. – a professora me pegou no flagra, de novo. – terá que ir a secretaria pegar uma autorização pra entrar na sala.

—Ah sério? – perguntei, poxa já estavam acostumados mesmo. – por favor?

—Me desculpe Lucy, mas seria errado e injusto com seus colegas. – Polyushka negou meu pedido, olhei para meus companheiros, Levy, Gajeel e Juvia, eles estavam me olhando com pena e perguntando de novo?

—Ok! – voltei e fechei a porta e mais uma vez em mais um dia seguido fui até a direção, bati na porta e ouvi o diretor Makarov dizendo pra mim entrar. – Desculpe, eu de no... vo...

—Lucy? – Makarov me olha com olhar reprovador, mas meus olhos ficam fixos para ninguém menos do que Gray Fullbuster, ele estava ali sentado na cadeira diante do diretor. Antes que perguntem, eu gosto dele há muito tempo. – Lucy!

—Ah sim.. – olhei para Makarov.

—Atrasada? De novo? – ele olha indignado.

—Me desculpe. – baixei a cabeça. Queria ter decotes como minha mãe pra não ter que passar por isso todo santo dia.

—Por que se atrasa todos os dias? – Makarov pergunta.

—Tenho dificuldade pra dormir, e então perco a hora de manhã. – menti, eu não queria que o conselho fosse interrogar minha mãe.

—É a última vez Lucy, se acontecer de novo, vou ter que entrar em contato com sua mãe para irmos ao médico. – Makarov fala e começa a fazer uma autorização pra entrar na sala. – E o senhor, espero que seja a última vez que se atrase também. Aqui está.

—Obrigada senhor Makarov! – peguei o papel e saí da sala. Gray veio logo atrás de mim, estudávamos juntos, mas nunca conversamos.

—É mentira que se atrasa por que dorme. Pude ver no seu rosto naquela hora. – ele disse olhando seriamente pra mim.

—Ah... bem... – comecei a disfarçar.

—Eu entendo, eu me atraso por que meu pai sempre está bêbado, é complicado, também minto para o diretor. – ele explicou.

—Nossa... bem eu não sei por que minha mãe dorme de madrugada, ela não quer me dizer. E de manhã preciso da carona dela sabe, minha casa fica meio longe daqui. – confessei a Gray.

—Entendo. E você nunca tentou espiá-la? – ele perguntou.

—Não, eu nunca faria isso. – respondi sinceramente. – Eu confio nela.

Gray deu de ombro e abriu a porta da sala para que eu entrasse antes dele.

—Obrigada!. – agradeci e passei pela porta, logo ele entrou atrás de mim, muitos olhares se voltaram para nós, mas apenas ignorei e levei o papel a professora.

—Muito bem, os dois podem fazer uma dupla já que estão sem par, logo passo o trabalho a vocês. – a professora explicou o conteúdo da aula e então sentamos juntos.

—Me desculpe se soei intrometido antes. – Gray pediu baixinho pra mim. – Eu só queria puxar um assunto.

Olhei pra ele e sorri, apesar de nunca ter conversado com ele, eu sabia que ele era uma pessoa bacana, Juvia minha amiga, nunca gostou dele, ela diz que ele não vale a pena.

—Não tem problema. – respondi sussurrando. – Eu sinto muito pelo seu pai.

Ele sorriu de canto.

—Eu também sinto. Queria poder ajuda-lo.

O observei por alguns instantes até que ele virou pra mim, então desviei o olhar.

—Não tem problema me olhar ok? Fico contente que uma menina bonita e legal como você repare em um cara como eu. – ele ficou envergonhado.

—Desculpe, mas o que quer dizer com isso? – pedi ainda baixinho.

—Todos acham que por meu pai ser assim, sou assim também. – ele contou e puder ver em seus olhos o trauma que ele tinha por isso. Juvia era uma dessas pessoas.

—Eu sinto muito. – falei, sentia mesmo, era injusto. – mas se serve de consolo, sempre gostei de você.

Ele olhou pra mim vermelho e espantado.

—Ah.. quer dizer, sempre te achei legal... desculpa, me expressei mal... – fiquei tão vermelha quanto ele, virei o rosto pro quadro, a professora já estava de olho em nós.

—Tudo bem.. fico feliz em saber que não é igual aos outros. – ele falou.

Apenas sorri e assim foi a aula, logo chegou o intervalo, Gray se levantou e pediu se eu queria companhia, mas Juvia veio logo atrás de mim e respondeu que não.

Percebi que Gray ficou chateado e foi em direção a porta de saída, então levantei da cadeira brava.

—Juvia o que sabe sobre ele? – falei um pouco mais alto do que deveria.

—O que? – ela ficou ofendida. – Juvia é sua amiga. Não ele.

—E o que isso tem haver? – perguntei.

—Devia confiar na Juvia, Gray não presta, assim como o pai dele. – Juvia completou.

—E seus pais são perfeitos né Juvia? – toquei num ponto fraco dela. – Você não deve julgar alguém pelos pais ou sei lá, deve conhecê-la antes, depois criar seu conceito sobre ela.

Neste momento todos os alunos da sala ficaram boquiabertos com minhas palavras, assim como Juvia, ela se emburrou e saiu sem falar mais nada, olhei pra porta e Gray ainda estava lá ouvindo, ele sorriu pra mim e saiu da sala.

—Meu Deus garota. – Levy passou o braço por cima de meu ombro.

—Isso tudo é amor? – Gageel veio do outro lado.

Eles eram meus amigos a mais tempo do que Juvia, parece que sempre estiveram ao meu lado. Levy é uma garota inteligente, meiga e gosta de leitura, e Gageel toca numa banda de rock, é extressado e um pouco lento.

—Calem a boca. – falei rindo. Eu os amava.

—Ok, vamos comer. – disse Levy.

Então fomos até o pátio e ficamos jogando conversa fora.

—Você perguntou a ela? – Levy pediu depois de um tempo.

—Sim, mas ela se recusa a me responder. – contei.

—Normal. – falou Gageel. – Mulheres são assim.

—Fique quieto você. – Levy tacou salgadinhos nele.

—Exceto você baixinha. – Gageel se desvia da comida. Eles namoravam a três anos já, desde o fundamental.

—Lucy, isso pode ser grave, Deus sabe o que ela está fazendo, você precisa confrontá-la, você precisa saber se isso a faz mal, por que se sim ela precisa parar. – Levy aconselhou-me.

Fiz sinal positivo pra eles e olhei para o céu aberto, eu precisava saber o que estava acontecendo.

Voltamos às aulas e lá estava Juvia emburrada no canto dela. Nem me olhou, tudo bem, logo ela percebe que está errada sobre sua opinião.

Me sentei em minha cadeira normalmente e então vejo Gray entrando e se sentando na dele, era outra aula, com outro professor, mais rígido, Laxus.

A aulas de química sempre passam rápido, então no final da aula, guardei minhas coisas, reparei que Juvia passou sem se despedir, a birra vai mais longe do que imaginei, Levy e Gageel mandaram um beijinho e logo saíram também.

Estava tão lenta que nem reparei que só havia sobrado a mim na sala, então peguei a minha mochila, mas quando fui sair, Gray estava vindo em minha direção.

—Gray?.. você... – fui interrompida por seus lábios, eu nunca havia sido beijada antes, aquilo era estupendo, agora entendo por que Levy e Gageel namoravam, era muito bom. Uma de suas mãos estava em meu rosto delicadamente, só não me peça pra dizer qual por que meus sentidos de localização se desligaram neste momento e a outra mão em minha cintura impedindo que eu fugisse, mas meu bem nem precisava. Meus braços foram até seu pescoço e o entrelaçaram, sua língua pediu espaço e logo dei aprofundando o beijo, era incrível a sincronia que tínhamos sendo que nunca nos tocamos antes, o seu hálito era de café e quente para combinar. Por mais que estivesse bom e eu não queria soltá-lo, eu precisava de ar e acho que ele também, então paramos e nossas respirações estavam ofegantes.

—Eu queria saber... – a voz dele saiu um pouco trêmula. – se posso te beijar de novo amanhã?

Eu apenas sorri pra ele, um belo sorriso e me despedi dele.

Posteriormente fui pra esquina de minha escola e então entrei na lanchonete onde eu sempre almoçava e é claro trabalhava meio período pra ajudar minha mãe com as despesas.

—Bom dia Lucy! – Virgo, a garçonete chefe me cumprimentou.

—Luuuuucyyyyy! – E esse era Loki, o garçom pedreiro, chamávamos ele assim pois toda mulher que entrava ele lançava uma cantada. Então pra cumprimentar-me ele sempre me abraçava. – o que é isso?

—O que? – perguntei dando risada pois ele parecia um cãozinho me cheirando.

—Sinto cheiro de outro homem... – ele cruzou os braços e viu que meus lábios estavam um pouco inchados. – AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH.... Você me traiu!

—Não... – ri dele e o ignorei, afinal ele sempre foi assim.

—Quem é seu namorado Lucy? – Aries me pediu toda tímida. – desculpe por pedir.

—Tudo bem! – ri dela. – Ele não é meu namorado, ainda.

—Explique melhor minha pupila. – Aquarius a chefe da lanchonete veio até a nossa rodinha.

—Ah... bem... ele me beijou hoje. – expliquei.

—Quem Lucy? – todos pediram ao mesmo tempo.

—Gray... – respondi.

—Ahhhh eu sabia...

—Sabia nada Loki...

—Que legal Lucy...

—Bem, já que todos estão satisfeitos em saber do beijo da Lucy. – Aquarius falou sorrindo. – voltem ao trabalho, e você depressa beijoqueira, almoce que precisamos de você na cozinha, abrimos em cinco minutos.

—Sim senhora. – falando isso fui até a cozinha e já estava lá no cantinho preparado o meu almoço.

—Ó, Lucy, que bom vê-la, que fuzuê era aquele ali fora agora. – o bigodudo me pergunta curioso, todos chamamos ele assim, por que ele nunca falou seu nome, então geramos um apelido pra ele, por causa de seus exagerados bigodes. Bigodudo era chefe de cozinha e meu amigão. Ele aparentava ter seus sessenta anos de idade e era gordinho também, e todo esse tamanho só simbolizava o quanto amoroso ele era.

—Bom dia Bigodudo. – cumprimentei ele com um sorriso. – Foi por minha causa, Gray me beijou hoje.

A cara de surpresa dele foi hilária, ele simplesmente parou de funcionar, e ficou piscando lentamente.

—Você está bem? – perguntei levantando uma sobrancelha e começando a comer meu almoço.

—Sim, mas como isso aconteceu? – ele ficou feliz, mas preocupado pelo fato de nunca termos nos falado e de repente ele me beija. Contei a ele e quando percebi já era hora de colocar meu avental e ajudar o senhor Bigodudo na massa.

Sim eu era auxiliar de cozinha, e sério, não tem profissão melhor, é divertida, é deliciosa, não estou falando isso por que vire e mexe como alguma coisa, e sim por que toda a hora como alguma coisa.

Exato meio dia abrimos a lanchonete aquárius, sim tem o nome da dona, mas até que é legal, e temos tantos pedidos, quando abrirmos as portas é como abrir um portão de boiada, falo isso por que quando era pequena eu morava no interior, sei como é, mas enfim, tínhamos muitos pedidos, e ao fim do dia, estávamos exaustos.

Chegando a hora de fechar a chefe nos reunia numa mesa da lanchonete e sempre agradecia pelo ótimo trabalho de todos, e depois pedia se precisavam de alguma coisa, Loki sempre falava a mesma coisa:

—Eu preciso que jante comigo! – e sempre ignorávamos ele.

Enfim, eram 20 horas e eu estava cansadíssima, mas ainda precisava ir para casa fazer os trabalhos de aula.

Pegando um ônibus, chego em casa, fui direto pro banho, minha mãe ainda não tinha chegado, que escravidão.

Então fui pro meu quarto e fui fazendo os temas enquanto ouvia música, logo ela chegaria. Lá pelas 21 horas, ouço a porta se abrindo e vou vê-la, como sempre estava com expressão cansadíssima e pedia se eu já havia jantado, como sempre nego, mostrando a mesa da janta pronta que preparei esperando pra jantar com ela.

—Eu amo você minha Lucy! – ela me abraça tão forte que meus ossos estralam, mas eu não ligo, ela havia chegado em casa.

Depois de jantarmos decido contar a minha mãe sobre Gray. Ela ficou surpresa, mas feliz.

—Que ótimo filha, já estava na hora de arrumar um namorado, está com dezessete anos na cara e nunca tinha ficado com nenhum menino. – minha mãe riu, estávamos no sofá assistindo um filme.

—Eu só estava me guardando mãe. – me defendi rindo também. – Como foi o trabalho?

—O de sempre. – ela sempre respondia isso, mas eu nunca sabia como era o de sempre.

—Mãe.. – ela olhou pra mim e vi que seus olhos estavam cheios de lágrimas, rapidamente fui mais perto dela e a abracei. – Está tudo bem! Vai ficar tudo bem!

Fiquei abraçada a ela durante o restante da noite até ambas pegarmos no sono, mas logo fui acordada pelo despertador matinal.

Levantei e desliguei o mesmo, no caso meu celular. Vi que minha mãe não estava no sofá então levantei e decidi procurá-la pela casa.

—Mãe? – a chamei, e nada. – Mããããee?

Fui até o quarto dela e ela não estava lá. Estranhei então entrei e fui até o banheiro, deparando-me com ela caída no chão.

—Mãe?! – me abaixei e tentei levantá-la, havia um pouco de sangue em sua cabeça, provavelmente ela caiu e se machucou, com todas as forças que eu tinha, consegui levá-la até a cama então fui até a sala, peguei meu celular e liguei para a emergência.

Logo chegaram ali, e levaram minha mãe numa maca pro hospital, fui junto e quando chegamos lá todos abriram espaço nos corredores, e então ela foi levada para dentro de uma sala na qual eu não podia entrar.

Fiquei lá por horas, liguei para Levy avisar os professores que eu não iria pra aula hoje e já mandei uma mensagem pra Virgo avisar minha chefe.

Perto do meio dia, meu amigos chegam pra me fazer companhia, quero dizer, Levy, Gageel e Gray, pois Juvia ainda não tinha me perdoado.

—Alguma notícia? – Pediu Levy.

—Não, estou aqui desde as sete e nada. – falei sentando-me. Eles ficaram ali comigo, em silêncio, quando era 14 horas decidiram me contar o que estava acontecendo.

—Com licença. – disse o doutor. – é a única parente viva de Layla?

—Sim, sou a filha. – respondi.

—Receio ter que dar essa notícia a você. – ele começou e meu coração já estava acelerando. – pelos exames sua mãe estava tomando muitos medicamentos antidepressivos nos últimos tempos, sem prescrição médica, e ontem parece que ela não tomou nenhum, e devido a dependência que isso causa quando alguém toma seguido um remédio, sua mãe teve uma parada respiratória.

—Ah meu Deus! – levei a mão a boca, então era isso. – Mas ela vai ficar bem?

—Senhorita. – o doutor olhou com todo o pesar que tinha para mim. – Ela faleceu há poucos minutos, tentamos reanima-la mas não conseguimos, não podemos fazer mais nada, me desculpe.

Tudo o que ele falou depois de faleceu eu nem ouvi, minhas pernas falharam, minha audição, visão, tudo, eu apenas me lembro de Gray me chamando e segurando-me.

Acordei com as luzes fortes do hospital, eu estava deitada numa maca, Gray e Levy estavam ali.

—O que houve? – pedi. Percebi que eles se olharam sem saber o que fazer. – Onde está o Gageel?

—Foi pegar água pra mim. – Levy respondeu. – Se lembra de alguma coisa?

—Difícil dizer. – coloquei a mão em minha cabeça que estava doendo muito, logo. — lembro-me de cair, mas por que eu desmaiei? O doutor me falou alguma coisa. Era algo sobre medicamentos. Espera, minha mãe? Como ela está?

Levy e Gray olharam para baixo tristes, então me lembrei e as lágrimas vieram como se eu tivesse aberto uma torneira. Logo os dois vieram me abraçar, Gageel entrou no quarto e se deparou com a cena, então veio abraçar-me também. Ficamos assim um bom tempo.

—Lucy? – Levy me chamou e colocou meu rosto entre suas mãos. – vamos ajuda-la no que for preciso.

Gray pôs sua mão em cima da minha e Gageel sorriu solidariamente.

Logo ganhei alta e me levaram pra ver o corpo de minha mãe. Entrei no necrotério e lá estava ela, belíssima, deitada, pelo menos agora você não precisa mais se preocupar com o horário de acordar mãe.