Magic Online Dramione

8 Caminhadas, dialogo , surpresa...


Notas iniciais
Quero agradecer a minha querida Byah, *-* com o nome de BiaJovi, pela primeira recomendação. Ah, amei demais sua linda, perfeita ! *-* Obrigada, emocionou-me, que foooofa, nhac. ♥ Esse cap é dedicado a ti , viu? UEHEUEEUE.


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Acordei no dia seguinte ainda nua e com a cabeça apoiada no peito de Malfoy. Corei levemente devido a situação em que eu me encontrava. Levantei-me devagarzinho para não acordar o loiro e sai do sofá. Estranhei o rapaz não acordar , já que da outra vez, ele acordou só com o fato de eu me aproximar dele. Mechi em meu menu holográfico e coloquei minhas vestes vermelhas de guerrear e comecei a preparar o café-da-manhã de Malfoy, um incrível bolo de chocolate que deixei em cima da mesa. Fui tomar um banho, fazendo minha higiene pessoa e em seguida já que, eu estava completamente sem fome, sai da casa de Malfoy e caminhei para o pequeno jardim que havia ali e sentei-me no gramado para observar as vastas colinas. Pensei se aquele ambiente era privado, ou seja, só quem tivesse permissão de Malfoy poderia ficar naquele lugar ou se era em um lugar livre, onde jogadores poderiam passar por sua casa livremente mesmo que fosse impossível adentrá-la. Senti o vento bater em meus cabelos e o sol iluminar e esquentar minha face, voltei-a mais em direção ao sol e fechei os olhos, sentindo uma mistura de frescor do vento com o calor vindo do sol. Depois de um bom tempo assim, ouvi a porta da casa de Malfoy abrir-se revelando o rapaz que usava suas vestes de guerreiro. Fiz uma aceno com a cabeça cumprimentando-o , recebi como resposta um sinal com a mão junto a um prolongado bocejo.

_O que faz aqui, Granger? — perguntou sentando-se ao meu lado e observando as colinas exatamente onde meus olhos estavam direcionados.

_Estava sem fome. Não quis acordá-lo, pensei em relaxar aqui fora.

Não sabia o que dizer. Fizemos algo que não deveria ter acontecido. Ou deveria ?Sentia-me confusa. Por vezes sentia que eu havia feito aquilo com o Malfoy pois fora só no embalo, e em outras, sentia que meus sentimentos gritaravam o nome de Malfoy naquela hora , meio como se dissessem " Ei, garota se liga você gosta desse cara." E pelo jeito, Malfoy também parecia estar tentando escapar deste assunto. E nessas horas eu ficava mais confusa ainda! Será que ele se sentia confuso também? Será que ele não gostou do que aconteceu? Será que ele gostou mais estava demasiado preocupado com relação ao fato de eu talvez não ter gostado?

_Eu estava pensando... — murmurou Malfoy umedecendo levemente os lábios. Ao contemplar essa cena lembrei-me do gosto daqueles doces lábios, por um momento desejei-os junto aos meus, mas controlando-me e vendo que minha amiga racionalidade estava dando uma passeadinha voltei minha atenção ao rapaz. — Poderíamos treinar mais tarde e dar uma volta por uma floresta que eu adoro. Não tem nenhuma criatura para nos atacar ali. E também, tem bastante pescador. Normalmente, eles vendem os peixes que capturam para vender nas feiras que tem em alguns locais aqui. Poderíamos tentar conversar um pouco , já que... não conseguimos fazer isso ontem direito...

Estava demorando para o assunto do dia anterior rolar. Fiquei quieta e contemplei o chão firmemente, visivelmente acanhada. Confirmei com a cabeça e com a voz quase sumindo disse-lhe:

_Eu ia gostar.

* * *

_Estou ficando cansada. — disse em meio a caminhada na trilha. A Floresta era densa mas muito acolhedora, e ao meu lado corria uma espécie de rio no qual haviam as vezes na margem alguns pescadores. — Eu devia ter comigo algo no café.

_Posso carregá-la, Granger? — perguntou Malfoy agachando-se. Dei de ombros e fiquei por cima de suas costas, o rapaz ergue-se segurou minhas duas pernas enquanto eu envolvia firmemente meus braços envolta de seu pescoço e caminhamos assim.

_Malfoy.. — murmurou. — Você ainda me odeia? — percebi que a pergunta que eu fizera era totalmente sem nexo e totalmente repentina. Mas eu precisava saber. Não queria estar na companhia de um garoto que me odiava.

_Não a odeio, Granger. — disse ele. — Mas também não morro de amores por você.

Essa frase cravou-se em meu coração como uma faca de dois gumes. Depois de tudo o que rolara os sentimentos de Malfoy não iam mais além? Ah, claro.Como eu era ingênua. Não quer dizer que só porque um rapaz fez amor com uma garota que signifique que ele a ama. Eu estava me auto-iludindo e teria de parar com isso. Era melhor deixar o assunto de lado. Talvez o rapaz quisesse eu ao seu lado, mas não com um compromisso envolvido. Talvez aquele momento fosse devido o embalo e nossos corpos que estavam totalmente fora de si, pedindo pelo o que não deveria ter acontecido. Fiquei quieta durante o percusso esperando que Malfoy disesse algo, já que ele disse que poderíamos tentar conversar, mas pelo jeito, nenhum de nós tinha algum assunto. Em uma parte do percusso vimos um pescador que nos encarou e acenou sorridente para a gente enquanto exclamava " Que casal lindo, que casal lindo."

Acabei sorrindo timidamente e acenei para o pescador enquanto Malfoy o encarava com uma expressão de reflexão. Prosseguimos com a caminhada , ambos mudos.

_Escuta... — comecei tentando arranjar um assunto. — O que aconteceu com seus pais após a guerra? Soube que alguns ex-Comensais da Mortes foram presos, outros receberam beijos dos dementadores em Azkaban.

Malfoy empalideceu, se é que isso era possível. O rapaz já era extremamente pálido. Ele não me respondeu de imediato mas após uns dez minutos de caminhada o rapaz finalmente disse algo:

_Estão bem.

_O quê?

_Estou respondendo a sua pergunta anterior.

_Ah!

_Meus pais eles foram perdoados. Mas, claro. Eles inventaram um monte de desculpas ambos dizendo que foram obrigados, que havia se juntado ao Lord das Trevas para minha própria proteção, que em alguns casos ficaram sob o efeito da maldição Imperius.

_Hm.

_E eles entraram em desespero. Eles depois da guerra decidiram se tornar os pais mais perfeitos do mundo. Carinhosos, atenciosos e sempre com beijo para lá e para cá. — disse Malfoy deixando sua voz sumir ao dizer a ultima frase. — E você , Granger? Soube que você lançou um obliviate em seus pais e esse feitiço é permanente.

_Sim , é permanente. Mas, a Mcgonagall ficou comovida com a minha história e arranjou uma casa para mim, onde nenhum trouxa consegue enxergá-la, é meio que camuflada com feitiço sabe? E ela disse que eu não preciso mais pagar para fazer o sétimo ano em Hogwarts. Meio que ela teimou em cuidar um pouco de mim. Sinto saudades dos meus pais, mas Mcgonagall ofereceu-me de apagar minha memória sobre meus pais. Ela achou que podia amenizar meu sofrimento, mas achei melhor ficar com as lembranças mesmo. Mesmo eu sabendo que não terei meus pais de volta. Eu tive pais, sabe? E não quero esquecer dos bons momentos que tivemos juntos.

Lágrimas cairam de meus olhos, algumas delas cairam nas vestes de Malfoy já que meu queixo estava apoiado em seu ombro e a mira de minhas lágrimas era o Malfoy. O rapaz pareceu não se importar apenas disse:

_Não precisa chorar, Granger. Foram momentos bons, não foram? Começar a vida do zero significa novas experiencias, novos momentos. Se você ficar apenas vendo o lado ruim com relação a perda de seus pais você vai sofrer ainda mais.

Comecei a soluçar ainda mais.

_Ok... acabei falando besteira , não? Pará de chorar , Granger. Faz uma forcinha.

_Não, não falou besteira. — confirmei secando minhas lágrimas equilibrando-me com dificuldade utilizando apenas uma mão. — Obrigado.

Malfoy parou de andar repentinamente,o rapaz aregalou os olhos e começou a olhar para o lado esquerdo atentamente. Olhei na mesma direção que ele e não compreendi o motivo de tanta atenção. Cutuquei-lhe tentando tirá-lo daquele transe , mas o rapaz deu um tapa leve em minha mão para que eu parasse. Malfoy parou de me carregar, pôs-me no chão e caminhou em direção ao local onde ele estava observando. Fiquei parada no lugar onde o rapaz me deixara esperando ver o que acontecera. Apenas consegui ver o rapaz adentrando todo aquele matagal e desaparecendo. Olhei a volta e vi-me sozinha e quase entrei em pânico, qualquer som de folhas, ou de movimento que tivesse me faziam ficar atenta. Depois de um tempo, Malfoy reapareceu por trás de todo o matagal por onde ele entrara, mas agora em seus braços, havia uma garota desacordada. Parecia uma criança, seus olhos estavam fechados, seus cabelos eram negros como a noite e sua pele branca como a neve.

_Vi um vulto adiante... — murmurou Malfoy. — estirado no chão e achei melhor olhar o que era.

_Como você conseguiu enxergar?

_Tenha duas habilidades muito úteis aqui no jogo: Tenho uma audição super sensível e consigo enxergar mais distante do que alguns jogadores.– respondeu-me o rapaz contemplando a garota que carregava.

_Ela é linda ! Quem será?

_Eu não sei. Tentei olhar na lista de jogadores presentes e ela não consta na lista. Tem apenas nossos nomes.

_Então ela não é uma jogadora? — perguntei.

_Não, não é... — disse Malfoy. — Mas mesmo que não seja uma jogadora.... não deixa de ser uma criança. Temos de leva-la para casa.

_Acha seguro? Levar alguém desconhecido? Ela não é nem uma jogadora... vai que é uma armadilha ou algo assim... — disse , não acreditando em minhas próprias palavras. Normalmente, eu não hesitaria em ajudar aquela criança mas eu estava ficando bastante cautelosa. Deixando o racional acima do emocional.

_Está tudo sob controle. — disse ele. — confie em mim.

Levamos a estranha criança para a casa de Malfoy e quando ela acordasse , deveria estar preparada para as perguntas que viriam a seguir.