Magic Online Dramione

9 Se você não é de ninguém, seja nossa.




Fiquei sentada na poltrona na casa de Malfoy olhando a criança misteriosa que repousava no sofá dormindo serenamente. Malfoy bebia chá despretensiosamente com um ar de miníma preocupação olhei-o totalmente atônita.


_Malfoy... — comecei. — como pode ficar tão calmo?


_Granger não sou emotivo como você. — replicou o rapaz bebendo o último gole do chá e colocando a xícara em cima da pia. — Simplesmente vamos aguardar a garota acordar e vemos como resolvemos esse caso.



Olhei para a criança e encaminhei-me em sua direção. Toquei em sua madeixa negra do cabelo e soltei um sonoro suspiro.



_Ela é muito linda.


_O que a levou a comentar isso do nada?

_Não sei, só sei que a feição dela me prende de alguma forma. Tão pura, tão límpida , tão calma e serena. Com esses cabelos negros e a pele branca lembra-me até a "Branca de Neve".

_O que é isso? Uma doença? — perguntou Malfoy rispidamente erguendo uma sombrancelha. Bufei não crendo no que o garoto havia perguntado e tornei a contemplar a criança. Malfoy mecheu em seu holográma e fez Davil a raposa aparecer, levou o mascote em direção a pia e colocou um pouco de água nas mãos, em seguida, ofereceu-a para Davil que bebeu a água sentindo-se grato. Os olhos totalmente escuros de Davil voltaram-se para mim e o bicho correu animadamente em minha direção, em seguida colocou suas patinhas em meu ombro e deu-me uma lambida que deveria ser uma troca de afeto. Afaguei-lhe a lateral da cabeça com carinho com doçura enquanto Malfoy contemplava-nos descrente, como se não aceitasse que Davil gostasse tanto de mim.

Assustei-me com um movimento repetino da criança que deitava no sofá, do nada ela havia saído de seu sono e se sentara no sofá enquanto coçava os olhos circurlamente. Recuei assustada do sofá enquanto Davil estava na minha frente arreganhando os dentes para a desconhecida, como se ela pudessse se tornar uma ameaça. Malfoy soltou uma exclamação e andou em direção ao sofá e ficou perto da criança com um pingo de medo sequer.

_Olá... — murmurou ele olhando para a criança que encarava-o com os olhos vidrados. — Quem é você, pequena?

Malfoy sendo carinhoso com alguém? Isso para mim era novidade. Mas parecia que ele tentava amansá-la para melhor diálogo. Talvez se ele fosse demasiadamente sombrio e indelicado a criança ficasse com medo dele e tentasse fugir. Pois quando Malfoy queria, ele conseguia transmitir medo para quem estivesse perto dele.

_N-não sei. — respondeu ela.

_Como não sabe? — perguntei aproximando-me da criança cautelosamente. — Achamos você na floresta inconsciente , você não estava ferida, não parecia nem sequer doente e não transmitia sinais de que tivesse sido atacada nem nada.

_Sério? — perguntou a garota olhando a sua volta totalmente aturdida. — Mas eu não me lembro de nada. Não sei onde estou...

_Só sabemos que você não é uma jogadora. — interrompeu Malfoy em busca de respostas. — Quem é você então?

_E-eu já disse que não sei. — disse a garotinha começando a chorar. Olhei-a com uma expressão de compreensão e dei-lhe um abraço no qual a garotinha retribuiu, reparando bem ela aparentava ter seus oito anos. Malfoy não se moveu mas olhou para a criança com a testa franzida parecendo sinceramente preocupado.

_Calma, não precisa chorar. Estamos aqui. — disse-lhe fazendo a criança pausar seu pranto.- Sabe, não faremos nenhum mal a você. — acariciei-lhe a cabeça fazendo-a limitar-se apenas a alguns soluços.

_O-obrigada. Estou com m-muito m-medo.

_Pelo menos sabe qual o seu nome?

_N-nem isso eu sei...

_Posso chama-lá de Madeleine ? — prôpus recebendo um olhar de reprovação de Malfoy, ignorei-o. — Eu acho esse nome lindo ! E você precisa de um nome.

_Granger, parece até que você está adotando essa criança que nem ao menos você conhece. — disse Malfoy revirando os olhos e cruzando os braços.

_E se eu estiver? Essa criança mesmo desconhecida não deixa de ser uma criança e onde ela ficará, com quem ela ficará se não com a gente? Não vou deixar essa garotinha nas mãos de quem eu nem conheço. Precisamos ajudá-la! — abracei mais forte a criança e olhei fixamente para Malfoy. — Eu não me importo de me comprometer a cuidar da criança, é uma responsabilidade que vale a pena. Nunca me perdoarei se eu deixar essa criança largada na floresta e algo de ruim acontecer a ela. Então , pequena? Tudo bem eu chamá-la de Madeleine?

_Adorei o nome, mamãe. — respondeu Madeleine dando-me um beijo na buchecha.

_Mamãe? – perguntou Malfoy ainda mais descrente. — Você, a sabidinha, mãe? Não acredito !

_Então você é meu pai, né? — perguntou Madeleine com os olhinhos brilhando em direção ao Malfoy.

O rapaz não teve reação alguma, seus braços continuavam cruzados em desaprovação mas sua expressão se suavizou com o brilho que havia nos olhos de Madeleine. Malfoy desfez os braços que estavam cruzados e agachou-se para ficar cara-a-cara com a criança. Ele tentou abrir a boca para dizer algo mas Madeleine o abraçou antes que ele pudesse dizer qualquer coisa. Por um momento Malfoy apenas recebeu o abraço, atônito demais para tomar qualquer atitude que fosse. Mas recompondo-se , o mesmo retribuiu o abraço que recebera e sua expressão tornou-se paternal. Contemplei a cena curiosa e Davil estava em cima de minha cabeça com um olhar igualmente curioso.

_Pode me chamar de pai. — murmurou Malfoy parando de abraçar Madeleine e encarando-a com carinho. — Vamos cuidar de você , tá? A mamãe e eu.

Madeleine sorriu radiante, Davil pulou de minha cabeça e pulou no colo da garota que começou a rir divertindo-se com o mascote. Prostrei-me ao lado de Malfoy e olhei-o com um ar de quem pede respostas.

_Ela não se lembra de nada. — disse a ele. — Como se alguém tivesse lhe lançado um Obliviate.

_E não sabemos ainda quem ela é. — disse Malfoy mordendo seu lábio inferior demoradamente.

_Quem sabe a gente não tenha respostas mais adiante. Talvez ela se lembre do que houve com ela com o passar do tempo...

_È... pode ser...

_Então, papai? -perguntei enfatizando a palavra " papai" . — O que o fez aceitar essa garotinha com tanta facilidade?

Malfoy entortou a boca e fez uma expressão pensativa. Fiquei sem obter uma resposta por um bom tempinho, finalmente ele suspirou fundo e respondeu-me :

_Se ela não é de ninguém, ela pode ser nossa , não pode? E me afeiçoei a ela... o jeito vivo dela, carinhoso, como se estivesse grata por alguma coisa.

_Isso que é gostar de alguém , Malfoy. — disse-lhe sabendo que ele desconhecia esse sentimento. Um gostar meio paternal. — Não como gostar de uma namorada, ou dos pais...

Ele apenas ficou calado.

_Com relação a mim... qual é seu tipo de gostar? — perguntei.

Malfoy balançou a cabeça totalmente confuso e deu de ombros seriamente.




Notas finais
Eu sei que está diferente da cena no anime, mas digo a vocês, eu não quero fazer uma história idêntica ao Sword Art Online, algumas idéias são baseadas atráves do anime. Com o decorrer da história vocês irão ver. E essa cena amei escrevê-la , Malfoy mostrou seu lado mais humano creio eu. E acabei soltando um risinho meio maternal quando escrevi sobre Madeleine enquanto ouvia ColdPlay - Paradise.

Até o próximo cap amores e amoras . ;3

(PS: Mas Malfoy continua teimoso como sempre u_u)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.