Magic

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Se entrege ao prazer, as pequenas emoções, e deixe todo o resto de lado.

A noite caiu lentamente. As estrelas brilhavam no céu. Era uma daquelas super luas, e a lua cheia iluminava tudo do lado de fora.
Uma da manhã e eu aqui, olhando pela varanda, pra rua vazia. Todos já deviam estar dormindo, e alguém roncava extremamente alto, pois eu conseguia ouvir daqui. Segurei o riso.
Levantei a cabeça e encarei a lua.
Sabe aquele momento que você sente que alguém se aproxima de você, mas o medo é maior e você não consegue virar? Então você sabe muito bem como eu me senti naquele momento.
Reuni toda a minha coragem, e estava pronto para virar e bater no infelizmente, quando alguém me segurou pela cintura e beijou meu pescoço.
– Você devia ta dormindo. — sussurrou Vini.
– Você já ia levar um muro na cara. — sussurrei em resposta.
– Eita, na próxima eu faço barulho pra avisar.
– Seria uma boa idéia. — sorri, mesmo ele não vendo.
Vini me forçou a virar e me beijou. Retribui o beijo, enquanto minhas mãos deslizavam por sua costas, e paravam sobre sua bunda.
~ Que é? Ele tem uma bunda gostosa de aperta. Vai dizer que vocês nunca fizeram isso durante um beijo? ~
Vini enfiou a mão por baixo da minha camisa e arranhou minha costas. Ficamos assim por um tempo. Até que paramos para respirar. Confesso, eu fiquei excitado. — Eu quero te mostrar uma coisa. — sussurrou ele me puxando.
– Okay.
Saímos de casa na ponta dos pés e entramos na picape de Vini.
– Para onde estamos indo? Perguntei quando ele dobrou a esquina.
– É uma surpresa. — respondeu ele sorrindo.
– Se for ruim, eu te bato.
– Hm. — ele fez uma carinha de safado, que meus deuses, mexeu comigo de um jeito. — Vai bater uma pra mim né.
– Vini. — mordi os lábios e resolvi brincar. — Quem sabe mais tarde. — dei uma piscadela, tentando ser sexy, mas deve ter saído estranha. Acho que não nasci para ser sexy.
– Okay. Vou esperar.
Ficamos em silêncio por algum tempo. Conforme o carro avançava pela estrada, as luzes da cidade iam ficando para trás, e o céu ganhava mais estrelas.
Entramos em uma estradinha de terra e o carro balançou, me fazendo cair sobre Vini.
Havia Eucaliptos de ambos os lados da estradinha, então não dava mais para ver o céu, a única luz que tinhamos era a dos faróis.
– Você é um assassino e vai me matar e jogar meu corpo em uma ribanceira? Brinquei.
– Sou. — disse ele rindo. — Vou te cortar em pedacinhos e espalhar seus pedaços por Collen.
– Nossa, seria um crime muito brutal.
– E é claro, que eu pegaria o Jack e fugiria para o norte, e ninguém ia nos achar.
– Duvido, o Mael ia dar um jeito de te achar, e o Marck te mataria com as próprias mãos.
– Com os pés que não ia ser.
– Idiota. — dei um soco de brincadeira em seu ombro.
– Chegamos. — disse ele parando o carro.
– Aonde estamos? Perguntei pulando para fora do carro.
– Aqui é uma fazenda. — respondeu Vini batendo a porta.
– Invadimos? — olhei para Vini, em meio a luz do farol.
– Não. — disse ele segurando minha mão. — Aqui é meu. Bem, é da minha família. — ele me puxou e caminhamos sobre a luz do luar.
Estavamos em um campo. A luz do luar deixava o chão com um tom prateado. Ao fundo se via a silhueta de uma casa. As luzes estavam apagadas.
– O que você vai querer me mostrar? Perguntei o olhando. Sob a luz da lua, Vini ficava mais lindo. Seu rosto ganhou um brilho sobrenatural.
– Talvez tenha segundas intenções. — disse ele sorrindo.
– Bem que eu desconfiei. — sorri de volta.
– Gosta de acampar, moh?
~ Pera, ele me chamou de Moh? AI MEU DEUS. ~
– Amo. O Marck e eu sempre acampavamos no quintal, quando eramos pequenos. Mas você não trouxe nada que de pra acampar.
– Ta tudo lá dentro. — Vini soltou minha mão e começou a correr. — Quem chegar por último, paga a punição. — gritou ele um pouco a frente.
– Isso não vale. — gritei começando a correr.
– Vale sim. — gritou ele rindo.
Forcei minhas pernas a correrem mais rápido. E em um piscar de olhos, eu já havia passado de Vini, subido a escada da varanda e parado perto da porta.
– Como você fez isso? Perguntou Vini me encarando.
– Sou um lobisomem. — sorri e o puxei para mim, o beijando.
Vini retribuiu o beijo e me encostou na parede.
– Eu te amo, lobo mau. — disse ele sorrindo ainda em meus lábios. Ele se afastou e abriu a porta. — O melhor ainda esta por vir.
O lado de dentro era aconchegante, uma típica casa do interior. As paredes são feitas de de madeira, havia alguns móveis espalhados pela pequena sala. Um pequeno sofá, com umas colchas e travesseiros, jogados sobre ele.
– A quanto tempo ninguém vem aqui? Perguntei enquanto Vini pegava uma colcha e quatro travesseiros.
– Deste que o meu pai morreu. — disse ele jogando um travesseiro em mim.
– Sinto muito. — sussurrei.
~ Não, eu não sabia que o pai dele tinha morrido. Sou um péssimo namorado.~
– Tudo bem. — Vini deu um sorriso fraco e saímos pra fora. — O passado morre assim que o dia amanhece.
– Aonde você viu isso? Perguntei enquanto dávamos a volta na casa.
– Eu que escrevi.
Caminhamos em silêncio por uns dez minutos. Olhei para trás, a casa já estava bem longe, tudo que se via era a sua silhueta.
– Chegamos. — Vini parou de caminhar e jogou a colcha e os travesseiros no chão.
– Aonde estamos? Perguntei jogando o meu travesseiro no chão.
– No nosso cantinho de paz. — disse ele sorrindo.
– Nosso cantinho de paz? — sorri para ele.
Vini se abaixou e começou a arrumar as coisas. Me abaixei ao dele e o ajudei.
– Pronto, já podemos deitar e bagunçar.
Vini se deitou e me puxou para baixo, me fazendo ficar por cima.
– Amo quando você fica por cima. — sussurrou ele de modo safado.
– Essa é a segunda vez. — mordi sua orelha.
Começamos a nos beijar, lentamente. Enfiei a mão por debaixo de sua camiseta e a deslizei por seu peito. Ele levou as mãos até minha bunda e apertou.
– Faz tempo que não sei o que é isso. — sussurrei ainda entre seus lábios.
– Espera, quem vai ser o que? Perguntou ele olhando nos meus olhos.
– Odeio rótulos. Temos que ser o que o momento mandar.
– Acho o mesmo. Mas só perguntei pra garantir.
– Cala a boca e me beija.
Giramos no chão, fazendo com que Vini fica-se por cima de mim. Ele tirou a camiseta, revelando aquele abdômen definido. Tirei minha própria camiseta, e o puxei para perto de mim. Seu corpo estava tão quente quanto o meu. Seu coração batia tão forte que eu o estava sentindo. Seus lábios encontraram meu pescoço, me causando arrepios. Ele foi descendo, beijando meu tronco.
Meu membro endurecia, cada vez vez que os lábios de Vini encontravam minha pele.
~ Vai dizer que vocês não iam ficar de pau duro? É inevitável gente. ~
Vini refez o caminho até me beijar novamente.
Passei uma perna entorno da sua cintura, o prendendo mais contra mim.
Deslizei as mãos por seu corpo e as enfiei por dentro da sua calça, apertando sua bunda de leve.
Vini desabotou a calça e abriu o zíper. A empurrei para baixo, e ele tirou o resto. Ele estava usando uma cueca boxe branca apertada, que estava marcando seu membro duro, o contorno era fascinante.
Ajudei Vini a tira minha calça e fiquei por cima, fazendo movimentos de vai e volta, roçando nossos membros.
Beijei seu corpo, descendo até seu pau, o segurei por cima da cueca e o mordi levemente. Vini soltou um gemido alto de prazer. Baixei sua cueca e o olhei nos olhos, levei seu membro a boca e comecei a chupa-lo lentamente.
~ A qual é? Não me julguem, todo mundo ama fazer e receber um boquete, ninguém aqui é santo. Ta, eu era, mas ai sabe como é, conheci o Jack e isso mudou. ~
Vini ofergava baixinho, enquanto eu passava a língua por sua glande. Deslizei a boca pelo membro e subi, beijando o tronco de Vini.
– Vou me divertir. — sussurrou ele rolando comigo.
– Fique a vontade. — sussurrei maliciosamente.
Vini sentou e rebolou lentamente, enquanto me beijava. Esse garoto sabe como me levar a loucura. Ele enfiou a mão em minha cueca e a puxou para baixo.
Sua mão encontrou meu membro e ele começou a me masturbar, enquanto me beijava. Mordi seu lábio, e segurei um pouco.
Olhei no fundo dos olhos de Vini, e tive a certeza do que eu queria fazer. Ele desceu lentamente, até seus lábios encontrarem minha glande. Soltei um gemido baixo enquanto ele me chupava. Seus dentes rasparam de leve em minha pele. Segurei sua cabeça e o ajudei nos movimentos de vai e volta. Ele parou de me chupar e me olhou nos olhos. Vini segurou o próprio membro e começou a me penetrar.
Soltei um gemido longo enquanto ele aumentava o ritmo das estocadas. Ele se inclinou para a frente e me beijou.
~ Melhor sensação do mundo, poder se entregar ao garoto que você ama.~
Levei uma das mãos ao cabelo de Vini. Ele se jogou para trás, se deitando e me fazendo ficar sentado.
– Isso. — disse ele gemendo baixinho.
Calvaguei lentamente, aproveitando cada segundo.Vini levou as mãos até minhas coxas, seguindo meus movimentos.
Perdi a noção do tempo, enquanto estavamos ali.
– Vou gozar. — sussurrou ele estocando cada vez mais fundo.
Mordi os lábios, sentindo todo o prazer, enquanto ele parava de me penetrar, e gozava em minha bunda. Me inclinei para frente e o beijei.
– Minha vez. — ele segurou meu membro com uma das mãos e me masturbou, até eu enjacular em seu abdômen.
Ficamos ali nos beijando por um tempo.
– Gostei disso. — sussurrei.
– Eu amo você. — sussurrou ele de volta.
– Eu também te amo. — me deitei de lado e olhei as estrelas. — Você me trouxe com segundas intenções, safado.
– Talvez. — Vini rio, beijando meu pescoço. — Vai dizer que não foi bom.
– Você não me viu reclamando. — ri junto.
Vini pegou minha cueca e passou para mim, a vesti enquanto ele vestia a dele.
Ficamos deitado, observando as estrelas. Certa vez, eu li um livro, aonde a personagem dizia que não sabia aonde começava o céu e terminava a terra, era algo assim, acho, tenho quase certeza, preciso ser Por Lugares Incríveis de novo.
Era assim que eu estava me sentindo naquele momento, estava me sentindo infinito.
...

Ele caminhou em meio a mata fechada, seu corpo nu estava completamente machucado, os cortes sangravam. Seus olhos azuis estavam com um brilho de medo, o cabelo negro, estava grudado na testa por conta do suor. Ele caiu de joelhos, e seu corpo encontrou o chão, com um baque surdo.

Notas finais
Gente, oiiii. Ai zeus, eu to tentando gente. Juro. Bem, Soundtrack do cap é Carousel - Melanie Martinez Amodoro vc ♡♡