Magic

21 Capítulo 21


Notas iniciais
Destino? Eu odeio isso.

Ismael caminhava lentamente ao lado de Stelar. Ele se sentia mal por deixar Marck e Paul sozinhos, parecia que eles estariam desprotegidos sem ele por perto. Mas ele não podia ficar lá, havia muito garoto em uma casa só, e todos bonitos. Isso seria o sonho de qualquer garota, ou nesse caso, garoto.

~ Que pensamento mais egoísta e idiota.~

– Por que você ta tão calado? Pergunto Scarlet sorrindo. — Eu sei que você gosta do Paul, mas precisa superar, um boy vai aparecer pra você.

– Sabe Stelar, nunca pensei que podia surgir tanto garoto gay, por causa de um só. Isso ta parecendo sei lá,aquela suruba louca em Sense8.

Stelar riu, enquanto Ismael ria junto.

– Olha. — disse ela colocando uma mecha do cabelo para trás da orelha. — Eu shippo Pinny, mas torço por Pael.

– Pera, o que? Ismael a encarou confusa.

– Eu shippo o Paul com o Vini, mas torço pra que um dia ele fique com você.

– Obrigado. — ele corou e olhou para os próprios tênis. — Mas ambos sabemos que isso é impossível.

– Ninguém sabe, o futuro é bagunçado, as vezes ele pode mudar só com uma palavra ou com um olhar.

– Ta, que seja. Eu achei legal o fato do Andrew ter deixado eu ficar com o gremorio.

– Também acho, ele é lindinho. — Stelar deu de ombro. — E tava olhando pra você toda hora.

– Caraca, mais um pro bando, já podemos montar uma liga dos gays nessa cidade. — Ismael deu um sorriso sarcástico. — Sério, já ta começando a ficar estranho, cadê o povo hetero daqui?

– Olha, eu achei que você iria gostar de mais um pra você poder pegar. — Stelar deu de ombro. — Olha, ainda tem o ex do

Paul, ele é muito lindo, pena que é gay.

– Eca, pegar o ex do garoto que eu to afim? Isso é estranho e sem ética. Agora, podemos mudar de assunto?

– Claro, quer falar do que?

– Eu quero tentar fazer algumas coisas que tão aqui nesse livro.

– Eu quero ver. — disse Stelar animada.

– Okay,mas se eu errar, você não vai rir. ,

– Ta, vamos logo.

O sol começava a surgir em meio a cadeia de montanhas, o vento gelado da manhã fez os pelos de Ismael se arrepiarem, havia algo de errado no ar, algo sombrio, como se as trevas estivessem por todos os lados.

– Você sentiu isso? Perguntou ele enquanto empurrava o portão de casa.

– Isso o que? Perguntou Stelar enquanto passava pelo portão.

– Deixa pra lá.

– Okay né. — ela deu de ombro e seguiu Ismael. Eles deram a volta na casa e se sentaram embaixo de uma árvore.- Pensei que iria ser la dentro.

– Não. — Ismael cruzou as penas e apoiou o livro sobre elas. — Magia vem da natureza, então, o melhor é praticar ela aqui fora.

– Okay entendi. — Stelar deu de ombro. — Eu tava me perguntando uma coisa.

– Aé, e o que seria? Perguntou Ismael com um olho aberto e outro fechado.

– Temos alguma importância nisso tudo? Tipo o Paul é a chave e o coisa dos lobisomens, e nós? Por que estamos nisso tudo?

– Boa pergunta. — Ismael abriu o outro olho. — Talvez sejamos metade das chaves, tipo, existes quatro pedaços, tipo, o Paul é a chave mestra, e talvez a gente seja as reservas.

– Credo, quero ser substituta não. — Stelar se inclinou para a frente, tentando ver o que estava escrito no livro. — O que ta escrito ai?

– Começa tipo contando a história das pessoas que possuíram esse livro. — respondeu Ismael sem tirar os olhos do livro.

– Tem muita gente?

– Deve ter umas cem pessoas aqui.

– É, isso é muita gente.

– Agnes Bernauer. — sussurrou Ismael levantando os olhos, e olhando para Stelar. — Bernauer não é seu sobrenome?

– É sim. — respondeu ela assustada. — O que ta dizendo ai?

– Não muito. Diz que ela foi a terceira a usar este livro, e que acabou sendo descoberta, e queimada na fogueira.

Stelar estendeu as mãos e puxou o livro para si.

Um vento forte, veio do leste, carregando folhas secas. O livro se fechou e Stelar se viu em meio a um pequeno tornado. Era como se milhões de vozes estivessem gritando ao mesmo tempo

– O que você fez? Gritou IIsmael.

– Nada, eu juro. — gritou ela em resposta.

Então tudo caiu no mais perfeito silêncio.

Ismael trocou um breve olhar com Stelar, e depois encarou um ponto por cima do ombro da garota.

– O que foi? Perguntou ela se virando para ver também.

Ela sentiu seu coração afundar dentro do peito. Ali, parada a alguns metros, estava a avó de Stelar.

...

Durante a noite, ele havia atacado um grupo de garotos que estavam acampados em meio ao bosques, não que ele quisesse ferir os garotos, ele apenas queria algumas roupas. O garoto usava uma calça jeans rasgada, na altura do joelhos, ele estava sem camisa, os pés descalços. Seus olhos haviam voltado a cor normal, um azul acinzentado. Era como olhar para o céu em um dia nublado, uma coisa engraçada em ser lobisomem, é o fato dos seus olhos mudarem de cor durante a transformação. Mas quem era ele? Nem ele mesmo saberia responder a essa pergunta, pois tudo o que se lembrava era que seu nome era Finch, e que deveria achar um garoto chamado Ismael, e lhe avisar que as bruxas estavam a caminho.

Ele caminhou pelas ruas vazias da pequena cidade de Collen, todos ainda deviam estar dormindo, em segurança dentro de suas casas, sem saber que as Trevas estavam tão próximo deles.

Finch havia falhado em sua missão de achar o lugar aonde Daungher estaria enterrado, por isso queria tanto encontrar o tal Ismael.

Sua cabeça começava a doer, assim que o sol começava a surgir em meio as montanhas. O vento gelado da manhã lhe fustigou o rosto, fazendo seu cabelo balançar.

Daungher acordaria em menos de 4 semanas, o tempo corria, cada segundo contava.

...

Stelar não sabia se chorava ou ria. Ela levantou em um salto e correu até a avó.

– Vovó. — gritou ela abraçando a velha senhora.

A avó de Stelar possuia cabelos brancos, com uma mecha preta, que caia até sua cintura, seus olhos eram tão escuros, que nem era possível ver sua pupila. Seus lábios se abriram em um largo sorriso e ela abraçou a neta.

– Oh querida, eu senti tanto a sua falta. — disse ela.

– Mas como é possível? A senhora esta... — Stelar deixou o resto da frase se perder no ar.

– Morta? Não precisa ter medo de dizer isso. — ela limpou uma lágrima que escorria pelo rosto da neta. — Pode acreditar, foi mais difícil para mim. Mas eu não estou aqui para isso. — seu sorriso murchou e ela olhou para Ismael. — Ismael, venha cá, precisamos ter uma conversa séria.

O garoto se aproximou, e deu um sorriso fraco.

– Olha, dona Linda.

– O que vocês estão fazendo? Perguntou Linda carrancuda.

– Eu não entendi a pergunta vó. — disse Stelar, tirando uma mecha do rosto.

– No que vocês dois se meteram? Por que tinham que se envolver com aquele garoto, e com o terrível destino que o aguarda.

– A senhora deve estar falando do Paul, e do lance todo com Daungher. — disse Ismael.

– Não pronuncie esse nome garoto. — retrucou Linda. — Ele só traz morte, dor e desgraça, para todos que se envolvem com qualquer um que se envolva com coisas relacionadas a ele.

– Sinto muito dona Linda, mas o Paul é meu amigo, e eu não vou deixar ele sozinho em meio a isso tudo. — Ismael encarou os olhos da velha senhora, e se arrependeu logo em seguida.

– Eu não sei se lhe dou os parabéns por sua coragem, ou lhe dou meu pêsames por sua estupidez. — ela se virou e olhou para Stelar. — Acho que esta na hora de lhe passar o legado da família.

– Como assim? Do que a senhora esta falando vó?

que as bruxas estavam a caminho. Você é uma Cryein.

– Uma o que? Perguntaram Stelar e Ismael juntos.

– Crien, é um termo usado pra uma Bruxa caçadora. Somos caçadoras de monstros, apenas as mulheres de nossa família nascem com tal dom.

– Isso é incrível. — Stelar deu um largo sorriso, e deu alguns pulinhos.

– Calma, você sabe que...

– Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades. — disse Stelar interrompendo a avó.

– Não me interrompa. E não era isso que eu ia falar. Eu ia dizer que com grandes poderes vem o sacrifício.

– Como assim? Perguntou Stelar, enquanto seu sorriso murchava.

– Vocês estavam se perguntando, qual seria o seus papéis em meio a isso tudo. — E esse é o seu. Quando tudo começar, você será a responsável por levar o garoto, até lugar do sacrifício.

Stelar deu um passo oara trás e olhou incrédula para a avó.

– Como assim? Do que a senhora esta falando?

– Não pergunte o que eu acabei de explicar. Quando chegar a hora, devera ser você e mais ninguém. — ela se virou e olho para Ismael. — E você.

– O que tem eu? Perguntou ele assustado.

– Guarde esse livro muito bem, não deixe que mais ninguém o veja. Seu papel nessa guerra será um dos mais importantes.

– Okay, eu vou guarda-lo em segurança.

– Se tudo ocorrer bem, talvez vocês saiam vivos de tudo isso. — Linda deu um sorriso gentil. — Stelar, eu amo você, e nós aqui do outro lado, estaremos ao seu lado até o fim.

– Eu também te amo, vovó. E nós vamos conseguir, eu prometo para você.

Linda sorriu e se virou, ficando de costa para os dois.

– Eu preciso ir. Elas estão me esperando. Lembrem, apesar de tudo, ele ainda ira acordar, isso não pode ser mudado, assim como algumas mortes e sacrifícios serão necessários para que Daungher morra de uma vez.

O vento forte fez os cabelos de Linda e Stelar se agitarem. Então tudo mudou, e Stelar e Ismael caíram inconscientes no chão.

...

O sol estava alto, quando Finch finalmente parou para comer alguma coisa. Seu estômago roncava tanto, que parecia um trator velho.

Ele entrou na primeira lanchonete, e pediu um hambúrguer dos grandes.

O lugar parecia meio vazio, tirando a garçonete, um senhor careca, e uma mulher. Esta possuia cabelos ruivos, de um vermelho fogo, seus olhos eram da mesma cor, o que era meio estranho, sua pele parecia ser feita de marfim. Ali, sentada a poucas cadeiras a sua frente estava uma bruxa. Ele se perguntou como sabia disso, mas a informação simplesmente surgiu, como se sussurrada em sua mente.

Ela lançou um longo olhar para Finch, e este logo soube que estava ferrado, pois ela não parecia preste a lhe dar as boas vindas.

Notas finais
Cap dedicado só aos outros persos. Obg vcs que tao acompanhandos, isso é bem importante pra mim. Divulguem pros abigos. E comenta ae. Qual seus persos favoritos e o que vcs acham que vai acontecer. Bjs ♡♡♡