Magic

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Tudo aquilo que eu amava ficou para trás. Que saco. Odeio mudar de cidade. " Bem vindo a Collen "

Sabe aqueles momentos em que você quer simplesmente morrer? Pois bem, era assim que eu estava me sentindo dentro daquele carro.

Eu estava deixando toda a minha vida para trás; escola, amigos, namorado, passeios no shopping, zoação na rua, e outras coisas que um adolescente normal podia fazer. E tudo por quê? Porque meu pai teve a brilhante ideia de mudarmos de cidade. E aonde era essa cidade? Em algum lugar do fim do mundo, um lugarzinho medíocre chamado Collen. População? Algo em torno de dez mil habitantes.

Eu estava sentado no banco de trás, junto com meu irmão Marcos, que não me deixava em paz.

Marck, como ele gostava de ser chamado, possuía cabelos negros, que estava um pouco grande demais, olhos verdes escuro, extremamente intensos, pele clara, e lábios rosados, que ele devia ter puxado de algum parente bem distante, e dentes que começavam a ficar alinhados, graças ao aparelho.

Bem, e eu? Eu me parecia com ele, e muito. Também possuía cabelo preto, pele clara, e lábios rosados, mas meus olhos eram cor de Âmbar, a maneira como o castanho parecia explodir em meio ao verde, sério, me surpreendia.

– Mãe, o Marck ta me irritando – reclamei pela milionésima vez.

– Marcos, deixe o seu irmão em paz – disse ela impaciente.

Diferente de nós, minha mãe possuía longos cabelos castanhos, olhos cor de caramelo e uma pele bem bronzeada. Ela era uma das mulheres mais incríveis do mundo, sério, era raro vê-la de mau humor ou resmungando de algo. Mas acho que estávamos a tirando do sério.

Meu pai, que estava dirigindo, lançou seu típico olhar mortífero, que ele sempre usava para acabar com uma briga nossa. Ele olhou diretamente para Marck. Tirando aquele olhar, meu pai era incrível também, ele era um típico escritor que trabalhava com contabilidade em uma Multi Nacional. Era raro vê-lo bravo com algo, ta, tirando os dias em que seu time perdia no jogo. Seu cabelo era tão escuro, que me lembrava da asa de um corvo, seus olhos eram verdes, quase cinza, e não havia nenhuma ruga em seu rosto.

Olhei para fora, pela milésima vez, deste que saímos de Oklahoma. Estávamos passando diante de um campo, acho que era de trigo, já que toda a vegetação estava de um amarelo quase marrom. Ao fundo da plantação se via uma pequena construção de madeira e algumas vacas ao redor. Tive minha visão tampada por um longo caminhão. Voltei a olhar para dentro.

– Então, como foi deixar o Jack e todos os seus amigos para trás? Perguntou Marck me provocando.

– Não te interessa – respondi rispidamente.

– Ah, qual é? Até duas horas atrás, você não parava de reclamar, dizendo que como a ideia de mudar de cidade era extremamente estupida.

– Se você não calar a boca, juro que vou lhe dar um murro – virei a cabeça e o fuzilei com os olhos.

– Não provoque seu irmão – disse meu pai voltando a nos encarar pelo retrovisor.

– Não pai, deixa. – sorri maliciosamente – Talvez ele queira nos contar, como foi levar um fora da mesma garota por dois anos.

Meu pai soltou um longo assobio, enquanto trocava um breve olhar com minha mãe.

– Agora você pegou pesado Paul – disse ele.

Marck me encarou, havia uma pequena confusão em seu olhar, ora por choque, ora por raiva.

– Ah, eu te mato fedelho – gritou ele se lançando sobre mim.

Começamos a nos estapear, Marck ficou por cima de mim, me prendendo contra o banco.

– Parem de brigar – disse minha mãe se virando para nos encarar.

– Deixa eles, Meghan, brigas entre esses dois são tão normais – disse meu pai.

– Sai de cima de mim idiota – gritei empurrando Marck pelo peito.

– Isso ainda não acabou – disse ele voltando a sentar no seu lugar. Sua camisa branca estava toda esticada, e rasgada perto da gola.

– Você me machucou idiota – me ajeitei no banco.

– Ah, sério? Desculpa maninho o- disse ele com sarcasmo.

– Babaca – resmunguei.

– Idiota – murmurou ele.

Seguimos em silencio por algum tempo. O sol começava a se por, atrás de enormes montanhas.

Com o passar do tempo, o céu começou a ficar nublado. Pingos de chuvas começavam a bater contra a janela, um por um, depois centenas, e então finalmente a chuva caiu, com força.

Marck dormia pesadamente ao meu lado, sua cabeça estava tombada contra o vidro, com um pequeno travesseiro de panda ao redor do pescoço. Minha mãe também dormia tranquilamente no banco da frente.

– Pai, ainda falta muito? Perguntei soltando um longo bocejo.

– Não muito – respondeu ele sem tirar os olhos da estrada – Só mais uns dois quilômetros.

– Ah – me impulsionei para frente, encostando a cabeça no banco do motorista.

– Por que não dorme um pouco? – o sugeriu.

– Prefiro ficar acordado com você – dei um sorriso fraco.

– Desculpa tê-lo feito abandonar tudo. Sei que esta sendo difícil.

– Tudo bem pai – sorri – às vezes é bom mudar – menti.

– O Jack era um bom garoto pra você.

– Pai eu não quero conversar sobre isso, pelo menos não agora.

– Ata, desculpa. – disse ele sorrindo – Papo constrangedor.

– Não muito, já que o senhor não liga muito para isso.

– Não mesmo.

Ficamos em silencio por um longo minuto, apenas ouvindo o barulho da chuva bater contra o carro.

Um raio cruzou o céu, iluminando toda a estrada. Havia uma pequena placa, a uns dois metros, no canto esquerdo da estrada, era uma daquelas placas de boas vindas, e graças ao raio, eu consegui ver oque estava escrito, “ Seja Bem Vindo A Collen”. Nossa que placa legal!

As luzes da cidade começavam a surgir ao longe, pequenos pontinhos brilhantes em meio a tempestade. Mas conforme nos aproximávamos, ficava mais fácil de identificalas; algumas vinham de postes, outras de casas. É, a cidade até parecia ser grande.

Alguns garotos corriam pela calçada, fugindo da chuva, todos pareciam felizes, já que não paravam de rir.

O carro virou a esquerda, entrando em uma rua larga, com arvores enormes de ambos os lados. Suas copas eram tão grandes, que se juntavam no alto, harmonizando um pouco da chuva.

– Chegamos – anunciou meu pai, estacionando o carro.

– Finalmente – murmurei me espreguiçando – Acorda — estendi o braço e sacudi Marck com força.

– Ahn? Oque? Perguntou ele desnorteado. – Já chegamos?

– Já cabeção – respondi abrindo a porta. Saltei para fora e encarei minha nova casa.

A casa era enorme, ela possuía dois andares, e um gramado, que ia da porta até a calçada, um caminho de cascalho ligava a calçada a porta.

Corri pelo caminho de pedra, tanto por eu estar louco para entrar, e dormir na minha cama, quanto para fugir da chuva.

– Anda pai – gritei após chegar a porta.

Eles correram na direção da casa. Segurei o riso, quando Marck perdeu o equilíbrio e quase caiu no chão. Meu pai tirou as chaves do bolso e destrancou a porta.

O lado de dentro, estava quente e agradável. Após passar pela porta, comecei a observar

o local. O hall de entrada era pequeno, mas amplo, e já estava decorado com algumas coisas da minha mãe. Algumas fotos nossas, estavam penduradas na parede bege. De frente para a porta, tipo a uns dez passos estava a escada que levava ao segundo andar, ela começava reta e se dividia ao chegar no piso superior. Pro lado esquerdo, ficava a sala de visita; nosso sofá, em forma de U, já estava lá, junto com a Tv, presa a parede em frente ao sofá, o X-Box e o Blu-ray estava sobre o mini racker, embaixo da Tv. As janelas eram de vidro, e estavam decoradas com cortinas brancas, que arrastavam no chão. Para a direita ficava a cozinha e a sala de jantar.

Subi a escada, e comecei a procurar o meu quarto. Este ficava do lado direito na segunda porta do corredor, oque significava que eu teria uma varanda, com vista para a rua.

Abri a porta e entrei. Todas as minhas coisas já estavam lá, do jeitinho que era no meu antigo quarto. Minha cama no meio dele, encostada na parede, no meio de dois criados mudos, um de cada lado,, meu Playstation 4 ao lado do Notebook, na escrivaninha embaixo da Tv. Minha estante de livro, ao lado de duas portas de vidro, que davam para a varanda, decoradas com cortinas cinza, daquelas que não passava nenhuma luz. Meu guarda-roupas perto da porta que levava ao banheiro, um metro longe da Tv.

Fui para o guarda-roupa e peguei uma muda de roupa, cueca boxe preta, calça moletom, camiseta e uma jaqueta dos Yankees. Entrei no banheiro, e tirei a roupa, fui para o Box de vidro fumê. Liguei o chuveiro, estremeci ao toque da água quente, mas logo relaxei. Perdi a noção do tempo, no banho. Puxei a toalha e me sequei. Me vesti lentamente e voltei para o quarto. Me joguei na cama e puxei o edredom e fechei os olhos.

Engraçado como o sono chegou rápido, finalmente dormi.

Notas finais
Galera, sério, espero que gostem.Tipo faz uns 3 messes que tento postar. Mas deu problemas aqui e num deu.Sério, comenta, espalha pros abigos. Vai me ajudar pacas.ObgBjs do tio Paul