Notas iniciais
Oi, queridos!

Passou um pouco da meia-noite, mas por favor façam de conta que postei o capítulo na quarta-feira =P

Quero agradecer às recomendações de Beatriz Maslow, nesta fic, e de kagome higurashi, na fic anterior! Muito, muito obrigada!!

Ah! Também coloquei todos os reviews em dia!!! Se por acaso tem algum review seu que não recebeu resposta, é porque o Nyah não me notificou!

Vamos ao capítulo, pois tá tarde e eu preciso ir nanar. rsrsrs

Boa leitura!

Capítulo 9

Resposta



Quando chegamos ao restaurante, Nimbus pediu um kebab e eu pedi dois, para começar. Enquanto aguardávamos o pedido, fiquei nervosa com o que meu namorado pensaria se visse aquela cena. Ele não me perdoaria.



— Preocupada com o Quim? — Nimbus perguntou.

Eu odiava quando ele lia o meu pensamento.

— É claro que eu tô. Ele vai ficar uma fera se ficar sabendo disso.

Ele ficou pensativo.

— De todos os seus amigos, por que ele resolveu ter esse ciúme logo de mim?

Confesso que fui pega de surpresa com o comentário.

— Você acha que ele não devia ter ciúme de você?

Ele parecia indignado:

— Eu sempre fui amigo do Quim. Nunca dei motivo pra que ele desconfiasse de mim. Logo eu, que nunca fiquei com nenhuma menina da nossa turma! Nunca faltei com respeito com nenhuma amiga! Com a namorada de um amigo, então, nem se fala. Como ele pode achar isso de mim?!

Então o Nimbus me via somente como amiga. Ele não tinha nenhuma segunda intenção comigo. Não que eu achei que ele tivesse. E também não queria que ele tivesse. Não, eu não queria. Eu não estava desapontada. Não, eu tinha que me sentir aliviada e feliz por ter essa situação finalmente esclarecida.

Tentei não mostrar minha decepção, e falei casualmente:

— Ah, é coisa de homem. Não liga não.

— “Coisa de homem”? Que “coisa de homem”?

— Você sabe. Isso de querer ser o macho alfa, de marcar território. Ele te vê como uma ameaça.

— Ele tem motivo pra me considerar uma ameaça?

Senti-me ficar vermelha, e tentei remediar:

— N-não, é claro que ele não tem motivo nenhum pra isso. Eu só tenho olhos pra ele, e todo mundo sabe disso.

— Todo mundo sabe mesmo. Por isso eu realmente espero que o Quim não comece a agir como um babaca. Ele tem que entender que você tem amigos.

— Mas ele sempre entendeu! — defendi meu namorado. — Ele nunca teve ciúme de mim com nenhum menino da turma! Nem dos meus fãs, daquela vez em que fiquei famosa. É só com você que ele age assim.

— E você tem alguma teoria pra explicar por que ele resolveu implicar comigo? Já que eu não sou uma ameaça?

Ele deve ter percebido que eu sinto uma atração física inexplicável por você, pensei. Mas é claro que eu jamais falaria isso.

— Não, realmente eu não sei o que se passa na cabeça dele.

— Se você não sabe, imagine eu.

O garçom chegou com nossos kebabs, enfim. Nossa, eu estava com muita fome. Depois de um dia tão estressante, minhas energias tinham se esgotado.

Fiquei perdida em meus pensamentos enquanto saboreava a comida. Nimbus me chamou de volta à realidade.

— Dizem que, em Nova York, há ótimos restaurantes.

— Ah, é?! — interessei-me pelo assunto.

— Sim, muitos! De tudo quanto é lugar do mundo. E pra todos os bolsos e gostos. Lá, até a comida das redes de fast-food é diferente. É tudo muito caprichado.

— Você já foi a Nova York?

— Eu passei alguns fins de semana lá, quando tava fazendo intercâmbio em Boston. Mas foi o suficiente pra me apaixonar. Mal vejo a hora de chegar lá.

— Lá deve ser muito legal mesmo — suspirei, imaginando todos os restaurantes que deviam ter em Manhattan.

— Eu sei que você vai adorar — ele sorriu.



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No dia seguinte, Mônica chamou Nimbus, Do Contra e eu à casa dela. Ela queria conversar sobre a viagem, evidentemente.



Mas ela parecia não saber o que dizer.

— Pessoal, eu chamei vocês aqui pra saber o que vocês estão pensando sobre a ida pra Nova York. Precisamos conversar só nós quatro, que somos os envolvidos.

— Eu estou decidido a ir — Nimbus declarou.

— Eu tô a fim de ir, linda — DC acompanhou.

— E você, Magali? — minha amiga perguntou.

Todos os olhos estavam em mim. Sob pressão, eu só conseguir dizer:

— E-eu... não tenho certeza ainda.

— Você tá mais inclinada a ir ou a não ir? — ela insistiu.

Nimbus me olhava, suplicante.

Lembrei-me de nossa conversa ontem, no parque, e depois no jantar.

— Acho que eu tô mais inclinada a ir — respondi.

— Então eu acho que vocês três devem ir.

— Nós quatro, você quer dizer. — DC corrigiu.

— Não, amor. Vocês três. Eu não posso ir.

— Por que não, linda?

— É que tudo mudou, gente. Agora minha mãe é uma viúva com um bebezinho recém-nascido. Eu não posso ir e deixar ela aqui sozinha.

— Você já conversou com ela sobre isso? — Nimbus indagou.

— Não, mas... eu não teria coragem.

— Nesse caso, eu também não posso ir — Do Contra falou.

Senti-me obrigada a concordar:

— Bom, se a Mônica não vai, então não faz muito sentido que eu vá.

Nimbus ficou desapontado.

— Eu entendo, Mônica. É uma pena. Acho que vou ter que ir sozinho, então.

Mônica interrompeu:

— Não!! Vocês três precisam ir! Chega de alterar o destino, gente!!

— Então você viu a gente lá? — DC perguntou.

Ela sorriu enquanto pensava na resposta:

— Foi onde eu me apaixonei por você.

Do Contra deu um beijo na mão da namorada, com cara de bobo.

— Como assim?! Vocês dois nunca foram a Nova York. — reclamei. Já não aguentava esses dois, vivendo nesse mundo paralelo deles.

— Ainda não. Mas nós vamos — ela disse.

Nimbus se lembrou de algo que eu, já há muito, havia me esquecido:

— Uma vez você leu minha mão, Mô. Você disse que viu uma trajetória de sucesso profissional. Eu me lembro! Você disse: “Vejo arranha-céus. Holofotes. Tapetes vermelhos. Plateias lotadas”. E também disse que eu devia me aliar a uma pessoa que gosta de fazer tudo de um modo inusitado.

Mônica assentiu com a cabeça.

O mágico continuou:

— Então o DC não é doido! Quando ele fala que você sabe de tudo, é porque você viu tudo! É claro! Agora esses devaneios de vocês dois fazem muito mais sentido.

Se ele entendeu tudo, eu continuava perdida.

Do Contra se lembrou também:

— Você disse que eu seria uma pessoa influente no showbiz, mas nos bastidores.

Seu irmão mais velho estava empolgado com as lembranças:

— Exato!! Você disse isso mesmo!! E você disse que a Magali e eu... — ele olhou para mim, pensativo. — Que nós íamos nos entender muito bem um dia.

Do Contra cochichou algo no ouvido de Mô, e ela apenas balançou a cabeça em afirmação. DC sorriu, olhando para mim e para o irmão.

— Vocês estão falando da gente? Pois eu quero saber também — exigi.

— Você se lembra do que ela disse de você, Magá? — Nimbus tentou me puxar pela memória.

— Mais ou menos... — tentei me lembrar. — Lembro que ela falou algo sobre eu ter que renunciar à minha zona de conforto se eu quiser ser feliz. E que eu ficaria dividida entre a amizade e o amor. Algo assim.

— Ela estava falando deste exato momento agora! Em que você precisa decidir entre ir pra Nova York com sua amiga ou ficar no Limoeiro.

— Mas, Nimbus... se a Mô não vai, então não tem decisão a ser tomada. Minha melhor amiga e meu amor vão ficar aqui, então eu também devo ficar.

— Tem certeza de que seu amor vai ficar, Magali? — Do Contra perguntou.

— T-tenho. É claro que eu tenho! Que espécie de pergunta é essa?! — revoltei-me.

Nimbus ficou pensativo com meu comentário, e perguntou:

— Mônica... Na ocasião você não me contou... como vai ser minha vida amorosa?

Ela hesitou em responder:

— Vai ser feliz.

— Com quem?

Até eu fiquei curiosa por essa resposta.

— Tem coisas que não devem ser conhecidas antes do tempo, Nimbus — ela se fechou em silêncio.

— Tem certeza de que ela não te contou sobre sua vida amorosa, mano? — DC questionou com um sorriso enigmático.

Nimbus riu sem humor e balançou a cabeça em negação:

— Não! Você tá maluco, só pode.

— Eu acho que ela contou. Você é que tem medo de admitir a verdade — o irmão mais novo provocou. — Mas isso tudo não importa mais, porque se a Mô não vai, eu não vou também.

— Você precisa ir, amor — Mônica suplicou. — Eu preciso ficar pra ajudar minha mãe, e você precisa ir pra ajudar seu irmão.

— O que você tá sugerindo então é que nós nos separemos?

— Eu não tenho alternativa, DC — ela ficou triste.

— Eu não acredito em você!! — Do Contra gritou. — Você viajou no tempo, voltou, teve um trabalhão pra despistar o Ângelo, mandou o Cebola ir me buscar no Japão, e tanto você quanto eu sofremos um pelo outro por um ano e meio, Mônica!! Você perdeu o seu pai, você fez um enorme sacrifício em prol do futuro que você quis construir ao meu lado!! E tudo isso pra quê?! Pra você se separar de mim agora?! Eu já falei que não vou sair do seu lado nunca!!

— Mas eu não quero que seu irmão pague pelos meus atos! — ela argumentou.

— Então vem com a gente!! Vem comigo, linda.

— Mas e minha mãe? E o Rodolfinho?

— A gente vai achar um jeito de eles ficarem bem.

Pela primeira vez, Mônica parecia dividida:

— Eu... não sei.

Nimbus tentou persuadi-la:

— Você quer que meu irmão e a Magali me acompanhem, pois assim acha que o futuro não vai se alterar tanto, não é?

Mônica assentiu.

— Mas, se você quer mesmo garantir esse futuro que você viu, então temos que ir os quatro.

— Meu irmão tem razão. Talvez as consequências de nós dois não irmos sejam terríveis.

Ela ficou sem ação.

— Eu... eu não suportaria mais nenhuma tragédia na minha vida.

— Então não mude mais nada — Nimbus sugeriu.

Ela pensou por um momento antes de responder:

— Bom... eu acho que vocês têm razão.

Nimbus sorriu, triunfante:

— Agora só falta uma pessoa se decidir — ele olhou para mim.

Dividida entre a amizade e o amor. Renunciar à minha zona de conforto.

Parecia que meu futuro já estava traçado, então não havia sentido em resistir:

— Eu também vou.



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No caminho de volta para casa, passei na padaria para dar a notícia ao Quim. Nós ainda estávamos brigados, mas eu tinha que falar com ele.



Entrando lá, logo o vi:

— Oi, Quim.

Ele correu ao meu encontro:

— Magá! Eu preciso tanto falar com você!

— Eu também preciso falar com você.

— Me deixe falar primeiro — ele segurou minha mão e me olhou de forma suplicante. — Eu quero pedir desculpas por ontem. Eu tava nervoso e falei um monte de bobagem. Mas eu retiro tudo que eu disse, Magá. E eu acho que você deve ir pra Nova York.

— Você acha?!

— Acho. Eu não me perdoaria nunca se você perdesse uma oportunidade dessas por minha causa. E eu prometo que vou lá te visitar. E nós vamos nos falar pelo Skype todo dia, e vai dar tudo certo! Eu juro.

Pega de surpresa, apenas afirmei:

— Então está decidido. Pode marcar as passagens pra ir lá me visitar.

Nos abraçamos, finalmente nos reconciliando.

Dividida entre a amizade e o amor.

A pergunta de Do Contra não queria calar: quem é meu amigo, e quem é meu amor, afinal?

Eu já não sei mais.

Mas algo me diz que a resposta está em Nova York, e eu irei buscá-la.

Notas finais
Por hoje é só, meus fofos!

Eu sei que tou devendo uma pancada de capítulos extras, mas eu tou postando o mais rápido que consigo...

Não desistam de mim, tá? Eu vou cumprir meu acordo com vcs, que responderam tão maravilhosamente com recomendações e reviews ^^

Ah! A partir do próximo capítulo, poderá haver forte conteúdo sexual, mas pra isso eu preciso saber se vcs têm alguma objeção com esse tipo de conteúdo. Por favor, deixem reviews me informando se estão de acordo ou não!

Agora eu preciso ir nanar mesmo!

Beijo grande a todos =*