Magia Do Destino

21 20. Ultrapassando linhas


Notas iniciais
Oi, amados! Entrando rapidinho pra postar mais um capítulo pra vcs! Porque vcs são muito lindos e vcs merecem =) No próximo, eu vou agradecer a cada uma das recomendações, e, claro, vou responder os reviews também! AVISO: este capítulo contém conteúdo sexual. Se você se sente ofendido por este tipo de conteúdo, NÃO LEIA. Aos que curtem, boa leitura!

Capítulo 20

Ultrapassando linhas

Estou na sala de estar, assistindo a um programa qualquer, quando Nimbus chega.

— Oi, minhoca — ele me cumprimenta.

— Não me chame de minhoca! Argh!

— Prefere quando eu te chamo de gatinha? — ele pergunta, aproximando-se.

Algo no olhar dele denuncia: hoje ele está mal-intencionado. É melhor eu tomar cuidado.

— Pra você, é Magali.

Ele se sentou ao meu lado no sofá, e assistimos ao programa em silêncio.

Alguns minutos depois, Nimbus, sem esconder o tédio, me abraça e sussurra em meu ouvido:

— A tevê tá muito chata. Vamos fazer algo mais divertido.

— Tipo jogar xadrez?

— Que tal um strip xadrez?

— Eu não vou pra cama com você, Nimbus. Pare de insistir.

— Quer apostar?

— E como seria essa aposta?

— Eu aposto que, depois de um beijo, e somente um beijo, você vai me querer. Se eu ganhar a aposta, você será minha por uma noite.

— E se você perder, você me deixa em paz pra sempre?

— Feito — ele me estendeu a mão.

Ponderei sobre o risco daquela aposta, e achei que valia a pena. Afinal, bastava que eu jamais confessasse meu desejo por ele, e eu ganharia.

— Feito — apertei sua mão. — Mas eu digo onde será o beijo.

— Certo. Pode escolher onde eu vou te beijar.

— No meu pé.

Ele pareceu hesitar por um instante. Certamente, não se humilharia dessa forma e desistiria dessa aposta ridícula.

Ledo engano.

Nimbus, sem tirar os olhos dos meus, desabotoou minhas sandálias e levantou meu tornozelo direito até sua boca. Ele acariciou meu pé vagarosamente, e, com o olhar lascivo, depositou um beijo molhado e demorado no dorso.

Quando terminou, ele parecia confiante:

— E então?

Devo admitir, ele era realmente sedutor. Mas eu queria ganhar a aposta. Queria subjugá-lo.

— Eu continuo não te querendo — menti descaradamente. — Você perdeu.

— Você vai ter que provar.

Ri sem humor:

— Como se prova uma coisa dessas?

Num tom de voz triunfante, Nimbus respondeu:

— Elementar, minha cara. Tem uma parte do seu corpo que vai provar que você me quer. Estou certo disso.

Finalmente percebendo onde ele queria chegar, dei-me conta de que eu tinha caído numa armadilha. Tentei me fazer de inocente:

— C-c-como assim?

— Digamos que... A umidade de seu íntimo será reveladora.

— Você não vai me tocar!

— Você não honra suas apostas, Magali?

Sim, eu honrava minhas apostas. Mas esta era perigosa demais.

Ele continuou:

— Se é verdade que você não me quer, você não tem nada a temer, certo?

Não respondi.

— Com licença — ele subiu a mão por minhas coxas, levantando minha saia e, por fim, segurando minha calcinha.

Quando ele começou a tirar a peça, eu não ofereci resistência. Fechei meus olhos, tentando esconder meu embaraço.

— Abra os olhos — ele pediu. Mas o tom de voz dele, agora, não era dominador, e sim carinhoso.

Obedeci. Seu rosto estava a milímetros do meu, e, nos olhos dele, eu pude ver uma ternura quase palpável.

Nimbus me envolveu pela cintura com uma das mãos, trazendo-me para mais perto dele, e, com a outra mão, ele tateou a parte interna de minhas coxas até tocar meu ponto mais sensível. Eu estava, obviamente, encharcada.

— Acho que eu ganhei a aposta — ele sussurrou.

Com o orgulho ferido, encarei-o com uma expressão altiva, embora as lágrimas que me banhavam o rosto denunciassem o quanto ele me perturbava.

Ele levou a mão até a boca, saboreando minha umidade. Aquela cena serviu apenas para aumentar ainda mais minha excitação. Eu estava, de repente, ansiosa para honrar a aposta.

Nimbus beijou meus lábios suavemente e, depois, intensamente. Enquanto nossas línguas se enroscavam com sofreguidão, ele novamente levou a mão até meu íntimo, e, quando seus dedos me penetraram, eu soltei um gemido alto contra seus lábios.

Com as mãos hábeis de um mágico, ele me conduziu até bem perto do êxtase. Eu o queria dentro de mim. Comecei a desabotoar seu cinto, sentindo todo o volume que havia ali.

— Diga que você me quer — sua voz era provocativa e autoritária novamente.

— Eu preciso honrar a aposta — balbuciei com esforço.

— Não. Eu quero que você reconheça que me quer, e não por causa da aposta.

— Eu preciso honrar a aposta — repeti.

Ele não apreendeu o significado do que eu disse. Eu não estava dizendo que, por honra, eu deveria cumprir o combinado. Eu estava dizendo que eu precisava dele. Eu precisava senti-lo.

Ele começou a diminuir os movimentos dentro de mim. Supliquei:

— Não. Não pare.

— Confesse que você me quer.

Eu faria qualquer coisa para que ele fosse até o fim. Assenti com a cabeça, finalmente admitindo meu desejo por ele.

— Diga em voz alta — ele exigiu.

— Eu te quero. Agora.

— Só agora? Ou pra sempre?

— Agora.

— Ou me terá pra sempre, ou não me terá de jeito nenhum.

Prestes a enlouquecer, consegui dizer:

— Eu te quero pra sempre.

— Eu também te quero pra sempre, gatinha.

— Faça amor comigo — implorei.

Mordi seu lábio inferior, o que o tirou completamente do controle.

Nimbus começou a se livrar de suas roupas, e...

E eu acordei com batidas na porta do quarto.

— Magá! Você tem notícia do Nimbus? — a voz de DC parecia preocupada.

Eu estava deitada em conchinha com Nimbus. Os braços dele estavam em volta da minha cintura, e suas pernas, entrelaçadas nas minhas. Sua respiração no meu pescoço me fazia arrepiar.

Virei-me para ele, sem me livrar de seu abraço.

Ele cochichou:

— O que a gente fala pra ele?

— Não sei! Mas ele não pode saber que você dormiu aqui.

Bastou que eu terminasse a frase para que Do Contra abrisse a porta, flagrando-me numa cena deveras comprometedora.

Encarei-o com apreensão, esperando seu olhar reprovador sobre nós.

Mas, claro, DC nunca age da forma esperada. Ele apenas olhou com indiferença para nós dois, quase com tédio, antes de dizer:

— Até que enfim vocês se entenderam. Já tava me cansando dessa lenga-lenga de vocês.

Apressei-me em explicar:

— Mas nós...

— Poupe-me dos detalhes sórdidos — DC interrompeu. — Nimbus, vai se arrumar, porque a gente tem muito o que fazer hoje. Ligeiro!

DC saiu do quarto, fechando a porta atrás de si.

Nimbus me olhou, suplicante:

— Eu tenho mesmo que me levantar hoje?

Assenti com a cabeça.

— Não quero — ele reclamou, abraçando-me mais forte. — Tá tão bom aqui!

— Folgado — repreendi, sem no entanto me desvencilhar dele.

— E você, dormiu bem?

Maravilhosamente, pensei.

— Razoavelmente — respondi.

— Aposto que sonhou comigo — ele afirmou.

— Eu disse alguma coisa enquanto dormia? — fiquei imediatamente apreensiva. Nimbus jamais poderia saber o conteúdo do sonho que tive.

Mas minha apreensão e meu rubor só confirmaram que eu, de fato, havia sonhado com ele.

Ele riu da minha cara:

— Na verdade, eu tinha jogado verde, sem esperar que você fosse cair tão facilmente.

Escondi meu rosto com as mãos, numa tentativa frustrada de dissipar a vergonha que eu estava sentindo.

— Não se preocupe. Você não disse nada.

Descobri o rosto e respirei aliviada.

— Mas você gemeu um pouco.

— Não gemi! Seu mentiroso — dei um tapa no ombro dele.

— Gemeu sim. O que a gente tava fazendo no seu sonho?

— Eu não estava sonhando com você, seu convencido.

— Com o professor Rubens, talvez?

— Talvez. E você, dormiu bem? — tentei desviar o assunto.

— Deu pro gasto.

— Minha cama não é suficientemente confortável para Vossa Alteza? — falei, carregando no sarcasmo.

— É sim. Mas eu não consegui dormir muito.

— Por que não?

— Muita ansiedade.

Sorri, compreensiva:

— Vai dar tudo certo na estreia hoje. Relaxa.

— Jura?

— Juro.

Ele acariciou meus cabelos e beijou minha mão:

— Se você diz, então eu acredito.

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Passamos a tarde testando, pela milésima vez, as luzes, as cortinas, as câmeras e toda a estrutura do teatro. Tudo estava preparado e funcionando.

Faltavam poucos minutos para o espetáculo. A casa já estava cheia. As primeiras fileiras estavam apinhadas de patrocinadores e jornalistas. Também havia muitos colegas da faculdade, Lindsay entre eles.

Bati à porta do camarim:

— Nimbus! Faltam dez minutos!

Ele abriu a porta e pediu que eu entrasse.

No espelho, havia duas fotos afixadas. Uma mostrava Nimbus com seus pais e DC. A outra era aquela foto de nós dois no dia do passeio à Estátua da Liberdade.

— Por que você tem essa foto aqui? — perguntei.

— Ahn... Eu gosto dela — respondeu Nimbus, concentrado nos botões de sua camisa.

Quando ele terminou, finalmente reparou em mim. Eu estava usando um vestido preto na altura do joelho, sapatos vermelhos, uma bela maquiagem e também um penteado mais elaborado. Nimbus arregalou os olhos:

— Uau! Você tá... Razoável.

Sorri, sabendo que isso significava que ele tinha me achado linda.

— Você tá bem razoável também. Já separou tudo?

— Já. A cartola, a vara, as cartas, o Tofu, está tudo aqui. Você conferiu o resto do equipamento no palco?

— Já sim. Um milhão de vezes.

— Como está a plateia?

— A casa tá cheia. Já chegou quase todo mundo. Inclusive, muitos jornalistas.

— Ótimo.

— Esta é a roupa que você vai usar na festa depois daqui? — perguntei, acariciando o smoking pendurado na arara.

— Sim. Vai ficar bom, não vai?

— Aposto que vai impressionar as garotas.

— Você acha? — ele perguntou, sorridente.

— Sem dúvida — falei, olhando o relógio. — Faltam cinco minutos. É melhor você já se colocar a postos.

— Sim. Vou me concentrar.

— Boa sorte — dei-lhe um abraço e depois ajeitei a gola de sua camisa.

— Obrigado.

— Agora, dê um beijo em seu amuleto da sorte, e vai dar tudo certo.

Ele me olhou por alguns segundos e, para minha surpresa, ele me deu um beijo na boca. Um selinho, somente, mas foi o suficiente para me deixar furiosa.

— O que você pensa que tá fazendo?

— Você me disse pra dar um beijo no meu amuleto da sorte! Você é meu amuleto da sorte.

— Eu estava falando deste amuleto aqui, ó — puxei o pingente de chave de dentro de sua camisa.

— Ah. Este aqui — ele segurou-o em suas mãos, e deu um beijo rápido no pingente.

— Só não te dou um tapa na cara porque você não pode fazer o show com o olho roxo.

— Neste caso, me deixe aproveitar.

Nimbus me puxou pela cintura e me deu mais um beijo, desta vez mais demorado.

Empurrei-o, gritando:

— Você tá louco?? Olha só pra você! Tá todo manchado de batom vermelho! Seu imbecil.

Apressei-me em pegar um demaquilante na minha bolsa, e, com um lenço, limpei a boca de Nimbus. Ele estava com um sorriso enorme.

— Eu ainda posso te dar uns tapas depois do show, sabe? — ameacei.

Ele sussurrou em meu ouvido:

— Promete?

— Você não vale nada, seu Mandrake fajuto. Agora, já pro seu lugar.

Empurrei-o porta afora até chegarmos ao palco.

— Comporte-se — adverti. — E boa sorte.

— Fala “tchau” pra mamãe, Tofu — Nimbus acenou com a pata do coelhinho.

Quando Nimbus é fofo assim, é difícil ficar brava com ele. Sorri, e ele retribuiu o sorriso.

Sentei-me em meu lugar na plateia, aguardando o início do espetáculo.

Mas a verdade é que minha cabeça estava longe. Estava naquele beijo.

Nimbus deixou de lado as brincadeiras. Agora ele estava falando a sério. Eu pude sentir isso. Ele ultrapassou a linha da amizade. E, agora, estávamos num lugar onde jamais estivemos antes.

De agora em diante, nada seria igual entre mim e Nimbus novamente.

O que ele estava planejando?

Será que eu estava preparada para o que há de vir?

Notas finais
Por enquanto é isso, queridos! Não queria deixá-los esperando muito por este capítulo, por isso estou entrando assim tão depressa... Algo me diz que vcs gostaram desse capítulo =) Estou certa? Estou errada? Comentem, please! Beijo grande a todos =*