Magia Do Destino

22 21. Dia de comemorar


Notas iniciais
Oi, amores! De novo, entrando rapidinho... Mas no próximo eu faço os agradecimentos direitinho, juro! Se tiver algum erro, por favor me avisem... É que eu tou correndo mesmo, então posso ter deixado passar algo. Ah! Aqui no meu trabalho não dá pra acessar o Youtube, pra eu procurar um link da música do capítulo pra vcs, mas podem procurar, ela é muito linda ^^ Boa leitura!

Capítulo 21

Dia de comemorar

A estreia de Nimbus foi um sucesso. Ele fez truques incríveis, pulou, sapateou; ele dominou completamente o palco. Diante do público é quando Nimbus mostra seu verdadeiro brilho. E o público, em resposta, estava fascinado pelo mais novo mágico de Nova York.

Depois do show, Nimbus foi rodeado por novos fãs, que pediam fotos e autógrafos. Algumas moças tentavam investidas mais ousadas. Depois de dar atenção aos espectadores, foi a vez de atender aos jornalistas. Nimbus concedeu algumas entrevistas para os jornais locais e também para blogs.

Enquanto isso, Mônica e eu aguardávamos por ele e DC do lado de fora do teatro.

— Tchau, meninas — Lindsay se despediu.

— Não vai esperar pra falar com o Nimbus? — Mônica perguntou.

— Não. Tenho uma festa de fraternidade pra ir. Tem certeza que não vai comigo, Mags?

— Não posso. Agora nós quatro vamos a uma festa de gala que um patrocinador está promovendo.

— O Harrison vai ficar arrasado por você não ir.

— Mande lembranças. Diga que eu estarei entediada no meio da alta sociedade de Manhattan, rodeada de champanhe, canapés... — comecei a salivar.

— Aposto que a festa da fraternidade vai ser bem mais divertida — ela me mostrou a língua.

— Aposto que sim. Na próxima eu vou — pisquei para ela.

— Acho bom — ela respondeu, antes de entrar no táxi.

Mônica segurou minha mão e gritou:

— Amiga!! Me conta tudo!! TUDO!!!

— Tudo o quê?! — levei a mão ao coração, tentando me recompor do susto.

— Eu sei que o Nimbus passou a noite no seu quarto. Quero saber de todos os detalhes.

Suspirei, sem vontade de falar sobre o assunto:

— Foi normal, Mô. Não aconteceu nada de mais.

— Não acredito. Nem um beijinho, nada?

— Não!! Eu tenho namorado, esqueceu?

— Não. Mas é que...

— É que você é team Nimbus, eu sei. Já percebi.

— Sou mesmo — Mônica falou com um ar arrogante. — E eu sei o poder de sedução que aquela família tem! Ah, se sei! Por isso, eu duvido que não rolou nem um pensamento mais quente da sua parte.

— Você me perguntou o que rolou. Não o que eu pensei.

— E o que você pensou?

Escondi o rosto com as mãos:

— Não quero falar sobre isso.

— Rá! Sabia! Te peguei, Magá! A mim, você não engana!

— É que... — hesitei.

— Que o quê?!

— Ele recitou Vinícius de Moraes.

Mônica levou a mão à boca, em choque:

— Ele não fez isso!

— Fez, amiga. Pior que fez.

— Mas isso é golpe baixo!

— Né?!

— O DC faz isso também. Eu sei como é difícil resistir.

— Todo mundo naquela família é fã de Vinícius?

— A dona Keiko gosta bastante. Daí, os filhos acabaram aprendendo a gostar também. Mas me conta... O Nimbus recitou Vinícius assim, do nada? Sobre o que vocês estavam conversando?

— A gente tava falando sobre o término dele com a Ramona, e mais um monte de coisas. Eu conheci um lado do Nimbus que eu ainda não conhecia.

— Aham! Sei! — Mônica carregou a voz de sarcasmo.

— Oi, meninas! — a voz de Nimbus nos interrompeu.

Eu espero do fundo do coração que ele não tenha escutado nossa conversa.

Virei de costas para vê-lo. Ele estava absolutamente maravilhoso, vestido num smoking alinhado.

Abri os braços, esperando que ele viesse ao meu encontro.

Ele correu para me abraçar, e me rodopiou no ar.

— Eu consegui, gatinha! Eu consegui!!

— Você foi incrível, Nimbus.

Mônica quebrou o clima:

— Você arrasou, cunhado! — ela o abraçou também.

— Obrigado — ele retribuiu o abraço.

Do Contra se juntou a nós, e ficamos os quatro pulando e comemorando na calçada, até que uma limusine encostou ao nosso lado.

O motorista desceu, cumprimentou Do Contra e abriu a porta, pedindo que nós entrássemos.

— Sério que a gente vai pra festa de limusine? — perguntei.

— Serinho — DC respondeu, rindo, ajudando Mônica a entrar no veículo e entrando em seguida.

Nimbus me estendeu a mão, ajudando-me a entrar também.

— Nossa! Tô me sentindo num filme de Hollywood! — comentei ao ver o luxuoso interior da limusine.

— Este é o começo da nossa nova vida, gatinha — Nimbus beijou minha mão. — Preparada?

— A-acho que não — fiquei nervosa com o que aquilo significava.

DC entregou uma taça a cada um, e Nimbus estourou uma garrafa de champanhe.

Brindamos, e, sem desviar os olhos de Nimbus, pensei em voz alta:

— Talvez eu ainda não esteja preparada, mas acho que posso me acostumar com isso.

–---------

A festa era deslumbrante. Até tapete vermelho tinha. Todos ali pareciam pessoas importantes. Uma festa da alta sociedade, realmente.

— Cadê a comida? — exigi. — Tô com fome!

Nimbus chamou um garçom e cochichou algo no ouvido dele.

— Pronto. Ele já vai trazer comida pra gente. Eu pedi pra ele tomar conta dos seus pedidos a noite toda.

— Ai, obrigada! — abracei-o e dei-lhe um beijo no rosto.

— Eu posso me acostumar com isso — ele sussurrou.

— Pois não se acostume — retruquei, mas com um sorriso.

–---------

Depois de vários canapés — algumas bandejas — eu estava finalmente satisfeita. Peguei uma taça de champanhe e arrastei Mônica para a pista de dança.

— Os meninos sumiram. Cadê eles? — indaguei.

— Ali, ó — Mônica os apontou numa rodinha de homens tomando whisky e fumando charutos. — Estão dando atenção pros patrocinadores.

— Então vamos aproveitar — falei.

Dançamos várias músicas, até que começou a tocar reggaeton. Mônica e eu, já alegrinhas por causa do champanhe, não hesitamos: começamos a sensualizar.

— We are in New York, baby!! — gritei.

— Vamos comemorar!! — minha amiga gritou de volta.

Dançamos da forma mais provocante que conseguimos, o que chamou a atenção das pessoas na festa. Ignorando os olhares, dançamos até que a música acabasse.

Nimbus e Do Contra estavam nos encarando, boquiabertos.

DC puxou a namorada pela mão:

— O seu namorado sabe que você dança assim? E que fica deixando os homens malucos por aí?

— Acho que não — Mônica respondeu, sapeca.

— Eu espero que ele não seja ciumento, porque eu vou te agarrar agora.

Os dois, aos beijos, sumiram para um canto qualquer.

Nimbus se colocou à minha frente, com um olhar divertido:

— Eu não sabia que garotas do Limoeiro sabiam dançar desse jeito.

— Então você não sabe de muita coisa — cutuquei.

— Estou disposto a aprender — ele me lançou um olhar convidativo.

Eu o puxei pela mão até o bar. Eu estava com muita sede depois de dançar tanto.

Nimbus pediu duas taças de champanhe e me entregou uma delas. Virei de uma vez.

— Ei! Calma lá, mocinha — ele repreendeu. — Você não é jovem demais pra beber assim?

— E você não é jovem demais pra ser tão rabugento? — retruquei, insolente. — Hoje é dia de comemorar! Me deixa!

— Depois, quando acordar de ressaca, não venha reclamar.

— Pode deixar, eu não vou reclamar.

Fiz sinal ao barman para que providenciasse mais uma taça.

Começou a tocar uma música lenta. Uma música velha e um pouco brega. Acho que “I Knew I Loved You” do Savage Garden.

Os olhos de Nimbus brilharam:

— A gente precisa dançar essa!

— Por quê?

— Eu AMO essa música.

— Não sabia que você curtia essas músicas bregas dos anos 90.

— Para! Não é brega.

Logo, estávamos na pista de dança novamente. Nimbus envolveu minha cintura com as mãos, e, com as minhas, eu segurei sua nuca.

A letra da música falava sobre um cara que se apaixonou à primeira vista por alguém que ele esperou a vida toda. Que brega.

— Por que você gosta tanto de Savage Garden?

— Eu não conheço tanto assim a banda. Gosto só dessa música.

— E por que você gosta tanto dessa música?

— Ah, não sei bem. Acho que é porque ela fala de um amor que é... mágico.

— Um amor mágico. Às vezes você é tão óbvio.

— Eu tô falando sério! Escuta só: o cara fala que sabia que amava a menina desde antes de conhecê-la. São duas pessoas que nasceram uma pra outra. Não é mágico isso?

— Eu não sabia que você era tão romântico.

— Então você não sabe de muita coisa — ele devolveu.

Não sei se era efeito do álcool no meu sistema, ou se eu tinha perdido a sanidade de vez, mas respondi:

— Estou disposta a aprender.

Notas finais
Por hoje é isso, amores! O próximo capítulo tá quase pronto já! Portanto, se tiver bastante reviews, eu devo postar rapidinho ^^ Beijo grande a todos =*