Magia Do Destino

19 18. Sedução


Notas iniciais
Oi, meus amores! Quero muitíssimo agradecer às recomendações das leitoras Layanaa da Silva e Thá Briel! Daqui a pouco esta vai superar a marca de recomendações de "Escrevendo o Destino", que tem nada menos do que vinte recomendações. Marca da qual me orgulho muito, e que nenhuma outra história de TMJ no Nyah atingiu (pelo menos até a minha última conferência). Sobre o meu novo sumiço: pura falta de tempo, aliada a um bloqueio de escritor e a uma chateação com o Nyah, que me emitiu uma advertência e reclassificou minhas histórias para maiores de 18 anos. Não concordei com a punição, achei que a classificação etária do Nyah é bem mais rigorosa do que a das livrarias, dos programas de televisão... Mas enfim, temos que acatar, e eu achei que devia avisar vocês sobre a mudança. Espero que não traga maiores problemas pra nenhum dos meus leitores. Reviews: eu vou responder todos! Juro! Este mês de dezembro está uma loucura aqui no meu trabalho (sim, estou no trabalho no sábado à tarde), por isso não consegui responder vcs ainda, mas li todos! Vcs que me acompanham sabem que a prioridade é sempre pra escrever capítulos, e de hoje não podia passar: eu tinha que entregar um capítulo pra vcs. E eu gostei dele, espero que gostem também =) Então vamos ao capítulo, que, além de grande, tem fortes revelações! Boa leitura!

Capítulo 18

Sedução

O primeiro dia de aula transcorreu sem maiores problemas. Fiz amizade com uma moça chamada Lindsay, que também estava no primeiro semestre de Nutrição. Ela é bem legal, e acho que vamos nos dar muito bem. Minha primeira amiga americana.

À noite, Mônica e eu fizemos o jantar, e todos comemos enquanto conversávamos sobre o primeiro dia na universidade. Todos estávamos bastante empolgados.

— E aí, mano? Conheceu alguma mina? — Do Contra perguntou.

Nimbus ficou um pouco sem graça:

— Ahn... Algumas meninas me entregaram uns papeizinhos com telefones.

— E alguma delas te interessou? — questionei.

— Acho que não.

DC estranhou:

— Você tá doente?

— Não!

— É que não é do seu feitio essa indiferença com as mulheres.

— Eu tô com a cabeça muito cheia! A estreia do espetáculo é daqui a duas semanas. Não tenho tempo pra essas coisas agora.

Mônica interrompeu:

— Chega de discussão. Já que Magá e eu cozinhamos, vocês vão lavar a louça enquanto eu converso com ela.

Os meninos começaram a recolher os pratos da mesa, e Mônica me puxou pela mão até o sofá. Ela tinha uma expressão preocupada.

— Aconteceu alguma coisa, Mô?

— Aconteceu, amiga.

— O quê?

Ela me encarou por um momento. Parecia estar procurando as palavras certas para me contar algo grave.

— Fala logo, Mônica! Que agonia!

— É que... O Quim me ligou hoje mais cedo.

— O Quim? O que ele queria?

— Ele falou que tirou o visto pra vir pra cá, e que já tá olhando as passagens.

— Disso eu já sei.

— Ele me ligou pra pedir conselhos. Quando ele vier, vai te pedir em casamento.

Um prato caiu no chão. Nimbus estava ao lado da mesa de jantar, fitando-me com os olhos arregalados.

— Quer que eu te ajude a recolher os cacos? — perguntei. Eu queria uma desculpa para escapar daquela conversa.

Mas Nimbus não ajudou:

— N-n-não, não precisa. Eu quebrei, eu limpo. Vocês estão no meio de uma conversa importante, eu não quero atrapalhar.

Ele entrou na área de serviço, e voltou em seguida com uma pá e uma vassoura.

— Você não vai dizer nada, Magá? — Mônica retomou o assunto.

— Eu... Eu não sei o que dizer.

— Ele queria fazer surpresa, e pediu que eu não te contasse nada. Mas eu tinha que te contar, amiga. Você precisa decidir o que vai fazer da vida.

— Eu... Eu não posso me casar. Estou começando a faculdade agora, pelo amor de Deus! E como ia ser esse casamento à distância? Não tem a menor condição.

— Ele quer te levar daqui — Nimbus se intrometeu. Ele largou a vassoura e a pá, aproximando-se. — Ele nunca se conformou que eu tenha te trazido, e ele acha que, se ele se casar com você, você vai ter que voltar com ele pro Limoeiro.

— Na verdade... Ele tá pensando em vir pra cá — disse Mônica.

— Ele está? — espantei-me.

— Ele me falou que entende que você tá trabalhando aqui com a gente, e que você tá feliz aqui, e que ele não se sentia no direito de te pedir pra voltar. Mas que ele tá disposto a largar a padaria, o curso de gastronomia, e se mudar pra cá pra ficar com você.

— Ele disse isso? — Nimbus não escondia a revolta em sua voz.

— Disse — Mônica assentiu com a cabeça.

Ponderei:

— Bom... Isso muda um pouco as coisas.

Mônica perguntou, cautelosa:

— Você tá pensando em aceitar?

— Eu não sei ainda! Eu preciso pensar!

Nimbus se indignou:

— Você precisa pensar? Nem um minuto atrás você disse que não podia se casar porque você tá começando a faculdade.

— A sua preocupação é que eu não seja mais sua assistente, não é? Pois, se ele vier pra cá, eu vou continuar trabalhando pra você. Pode ficar tranquilo.

— Sim, mas...

— Mas o quê? — irritei-me.

Ele não respondeu.

— Mas o quê? — repeti.

— Nada.

— Se importa de nos deixar a sós?

— Claro. Desculpe — Nimbus voltou a pegar a vassoura, derrotado.

Esperamos que ele terminasse de varrer tudo, e, quando ele entrou na cozinha, tornamos a conversar.

— Amiga, o que eu faço agora? — apertei as mãos de Mônica com força.

— Você precisa pensar direitinho. Se você disser não, ele vai ficar arrasado.

— Eu sei. Mas eu também não acho que eu esteja pronta pra dizer sim.

— Eu sei que você não tá.

— Você viu o futuro, Mônica. Eu vou me casar com ele?

— Eu não posso dizer. Você precisa tomar essa decisão sozinha.

— Poxa! Custa me ajudar? Se você já sabe o que eu vou fazer, por que não me conta? Assim eu não preciso ficar me torturando em busca da resposta.

— Se é uma tortura pra você, então é porque você não tá pronta.

— Se o DC te pedisse em casamento, você aceitaria?

— Claro que aceitaria. Sem hesitar.

Lembrei-me da procura do DC pela aliança perfeita, e sorri por ele. Eu tinha que contar isso a ele mais tarde.

Mônica disse com gentileza:

— Se você não tem certeza, é porque a resposta é não.

— Mas eu não quero partir o coração do Quim.

— Acredite, ele vai sobreviver.

— Você acha mesmo?

— Tenho certeza.

— Acho que vou pro meu quarto. Pensar na vida.

— O que quer que decida, eu tô do seu lado — Mônica abraçou-me.

Entrei em meu quarto, fechei a porta e peguei, sobre a cômoda, um porta-retrato com uma foto minha e do Quim.

Se eu não estava pronta para me casar, será que havia sentido em continuar com esse namoro?

Esta é uma pergunta difícil.

–---------

No dia seguinte, quando acordei, já estavam todos de pé, tomando o café. Juntei-me a eles, pegando uma fatia de bolo de laranja que eu havia feito ontem.

— Bom dia.

— Bom dia — Mônica e Do Contra responderam, ainda sonolentos.

Nimbus ficou em silêncio, imerso em pensamentos.

— Bom dia, Nimbus — falei mais alto.

Ele finalmente percebeu minha presença:

— Ah. Bom dia, Magali — ele respondeu sem entusiasmo algum.

— O que foi?

— O quê?

— Por que esse mau humor?

— Eu sou mal humorado de manhã.

— Mas não tanto assim. Aconteceu alguma coisa?

Ele me encarou por um bom tempo antes de dizer:

— Não quero conversar a respeito.

— Oh. Tudo bem — dei de ombros. — Vou me arrumar depressa, pra gente não chegar atrasado na faculdade.

Terminei de comer rapidamente e fui me trocar. Quando voltei à sala, somente Mônica e Do Contra estavam ali.

— Cadê o Nimbus?

— Ele foi pra aula — DC explicou.

— E por que não esperou a gente?

— Ele disse que não podia esperar mais, que tinha uma coisa pra fazer, e resolveu ir sozinho. Daí nós ficamos pra te esperar.

— Ah. Que estranho. Aconteceu alguma coisa com ele?

— Eu não sei. Vou tentar conversar com ele pra descobrir o que tá pegando.

Durante o trajeto até a faculdade, não consegui tirar o Nimbus da cabeça. Ele estava triste. E eu, preocupada. Havia algo errado com ele, e eu iria descobrir o quê.

–---------

Durante a semana, Nimbus continuou esquisito, calado. Por mais que eu tentasse conversar com ele, ele sempre dava um jeito de fugir de mim. Minha preocupação só aumentava a cada dia que passava.

No sábado, quando acordei, ouvi vozes na sala. Nimbus e Do Contra estavam conversando.

Abri a porta do meu quarto devagarinho, para que eles não ouvissem que eu já tinha acordado. Fiquei escondida atrás da porta, tentando escutar o que diziam.

Eu sei que é feio bisbilhotar assim, mas eu queria descobrir o motivo de Nimbus estar tão triste.

— Eu acho que você devia falar com ela — DC falou, em tom imperativo.

Ela quem? De quem eles estão falando?

— E vou falar o quê, cara? — Nimbus questionou.

— A verdade. Fala que você ama ela.

— Parece que você não conhece a figura! Ela ia sair correndo de mim se eu dissesse algo assim.

Nimbus disse que ama alguém?! Quem?!

— Mas, se você não falar nada, nunca vai saber o que ela pensa.

— Ela não tá pronta pra essa conversa, DC. Pra que apressar as coisas e estragar nossa amizade?

— Você não tem tempo sobrando. Você precisa falar logo com ela.

— E se ela me disser que não?

— Você nunca levou um fora na sua vida, Nimbus?

— Me deixe pensar... Acho que... não. Não, nunca levei um.

— Os caras levam foras o tempo todo.

— Mas é muito diferente levar um fora quando você diz “Oi, te vi aqui na balada e te achei super bonita e queria ficar com você” de quando você diz “Eu te amo, você é a mulher da minha vida, eu não vivo sem você e quero que você seja a mãe dos meus filhos”. Se ela me disser não, eu vou ficar devastado.

De quem eles estavam falando? Deus, eu precisava saber.

— Então você precisa conquistar ela. Rápido.

— Eu preciso ganhar a confiança dela. Ela precisa ver que eu tô diferente, que eu não fico mais com um monte de meninas.

— Há quanto tempo? Cinco dias?

— Ora, é um começo, não é? Eu tenho evitado contato com qualquer mulher que seja, só pra mostrar que eu não quero saber de mais ninguém. Você viu, não é? Na faculdade, não dei chance de aproximação a nenhuma menina.

Então é por isso que ele tá distante de mim. Pra não causar ciúmes na outra. Agora tudo estava fazendo sentido.

— A Mônica viu vocês dois juntos. Pronto, falei.

— Ela nos viu juntos onde?

— No futuro, cabeção!

— Sério?

— Sério. Por isso eu acho que você não devia ter tanto medo.

— Mas a própria Mônica também viu que ia ficar com você, mas soube esperar o momento certo de fazer as coisas. Se ela tivesse se precipitado, talvez tivesse dado tudo errado.

O telefone de um deles tocou, e a conversa se encerrou.

Eu precisava descobrir a verdade, e bem rápido.

Entrei na sala, com meu sorriso mais meigo:

— Bom dia!

Do Contra, que estava ao telefone, apenas acenou. Nimbus abriu um sorriso tímido quando me viu:

— Bom dia.

Um sorriso pequeno já era melhor do que nada. Talvez eu conseguisse conversar com ele hoje.

— Vamos dar uma volta no parque hoje? Só você e eu.

Nimbus hesitou:

— Não sei se é uma boa ideia...

— Eu preciso conversar com você. Tá decidido. Vamos fazer um piquenique.

Peguei uma cesta e comecei a enchê-la com diversas comidinhas.

— Magá, eu não sei...

— Eu não aceito não como resposta.

— Neste caso... — ele deu-se por vencido. — Vou calçar um tênis e já volto.

Quando ele voltou, já estava tudo pronto para sairmos. Caminhamos silenciosamente até o High Line Park, que ficava a apenas alguns minutos da nossa casa.

Chegando ao parque, escolhi um pedacinho de grama que parecia aconchegante e estendi a toalha. Sentamo-nos, e Nimbus serviu-se de um pão.

— Você queria conversar? — ele perguntou, sem vontade.

— Eu tô preocupada com você, Nimbus. Notei que você anda muito triste. Desde o nosso primeiro dia de aula, você tá assim. O que tá acontecendo?

— Eu ando com a cabeça cheia. Só isso.

— O dia da estreia tá se aproximando, e blá blá blá. Já sei de todas essas desculpas. Agora eu quero saber o real motivo. Você tem agido estranho comigo. Você tá com raiva de mim? Eu fiz alguma coisa errada?

— Ahn... Não.

— Então por que você tá tão diferente comigo? Não quer mais ser meu amigo?

— É claro que eu quero.

— Eu ouvi sua conversa com o DC hoje mais cedo.

Nimbus ficou branco feito papel:

— Você ouviu?

— Ouvi parte. E eu sei que você tá assim por causa de alguma menina. E ela, provavelmente, sente ciúmes de mim. Por isso você tem se afastado de todas as garotas na faculdade, e de mim também. Tô certa?

— M-m-mais ou menos.

— Quem é ela?

— Eu não quero falar sobre isso.

— Você ficou assim no nosso primeiro dia de aula. Ela estuda lá na faculdade?

Nimbus hesitou, mas respondeu:

— Estuda, sim.

— E você se apaixonou tão rápido por alguém que você conheceu na segunda-feira?

Ele pensou um pouco e disse:

— Eu já a conheço há alguns anos.

Deve ser alguém que ele conheceu durante o intercâmbio dele em Boston, há três anos. Tudo está se encaixando.

— E por que você tem medo de falar com ela? Acha mesmo que ela vai ter dar um fora?

Ele riu sem humor:

— Eu tenho certeza disso.

Segurei a mão dele, e tentei incentivá-lo.

— E por que ela faria tamanha estupidez? Perder alguém assim como você?

— “Alguém como eu”?

— Sim.

— E como eu sou?

— Ah, Nimbus, você sabe.

— Não, não sei. Me fala.

— Você é lindo, inteligente, legal... O sonho de qualquer garota.

Ele sorriu:

— Você acha isso?

— Claro.

— Esse “qualquer garota” inclui você?

— Nimbus, não começa. Eu tô falando sério.

— Eu também. Você não me respondeu.

— E você não me respondeu. Por que ela daria um fora em você?

Nimbus ficou com a expressão triste:

— Ela vai se casar com outra pessoa.

— Ah. Entendo. Nossa, que complicado.

— Muito.

— E você nunca conseguiu tirar ela da cabeça durante todos esses anos?

— É... É difícil. Se eu explicasse, você não ia entender.

— Lembra do dia da morte do seu Sousa?

— Claro.

— Naquele dia, eu ouvi uma conversa sua com a Ramona.

— Você fica ouvindo todas as minhas conversas?

Fiquei um pouco sem graça com o comentário, mas continuei:

— Naquele dia, você me defendeu. Disse que, se ela exigisse que você escolhesse entre mim e ela, que você escolheria a mim, que sou sua amiga há tantos anos. E, por mais que eu torça por você e queira que você seja feliz ao lado de alguém legal, eu fico muito triste que essa garota misteriosa esteja te afastando de mim agora.

— É que... Eu não sei mais como agir perto de você.

— Aja normalmente. Ainda somos amigos, não somos?

— Somos, claro.

— E nada pode mudar isso. Por que você não me conta quem é?

— Exatamente porque, se eu te contasse, tudo mudaria entre a gente.

— Como? Por quê?

Ele sentou um pouco mais perto de mim, e segurou meu rosto com as duas mãos:

— Eu não posso explicar agora, gatinha. Mas, no dia em que eu estiver pronto pra falar sobre isso, você vai saber de tudo. Prometo.

— Promete?

Ele assentiu com a cabeça, e beijou minha mão.

— Ela é bonita? — perguntei por impulso.

— A garota mais linda do mundo.

Confesso que senti um pouco de ciúmes.

— Nossa, você tá mesmo apaixonado. Mas, se ela vai se casar, não é melhor desistir?

— Eu não posso desistir dela. Não sem pelo menos tentar.

— E o que você vai fazer?

— Eu vou lutar por ela.

— Boa sorte.

— Obrigado. Vou precisar.

— Então, voltamos ao normal?

Ele me olhou, sorridente.

— Voltamos. E por isso, agora... Eu vou fazer cócegas em você.

— Não! — supliquei.

— Sim!

Ele me puxou pela cintura e começou a fazer cócegas em minha barriga. Já exausta de dar tanta gargalhada, implorei:

— Para, Nimbus!! Para!!

Ele parou, e, quando consegui parar de rir, notei que ele me olhava com um sorriso enorme.

— É assim que eu gosto de te ver. Com esse sorriso.

— É assim que eu gosto de te ver. Rindo nos meus braços.

— Voltamos ao normal mesmo. Você já tá até flertando comigo de novo. Você não vale nada.

— Vou te provar o contrário.

— Veremos — desafiei-o.

Ele sustentou meu olhar. Sempre que ele fazia isso, eu me esquecia de respirar.

Quem é essa garota? Imune ao charme de Nimbus?

Certamente, devia ser louca.

E eu quero saber quem é ela. Eu preciso saber.

Se ela está achando que vai roubar o Nimbus de mim...

Magali, que tipo de pensamento é esse?

Eu estava com ciúmes. Sim, eu estava morrendo de ciúmes.

Nimbus sempre saiu com um monte de meninas, e acho que eu preferia quando era assim. Agora que ele está se guardando pra essa mulher, essazinha, eu me sinto mais... Ameaçada.

Ele é meu melhor amigo. É por isso que estou com ciúmes. Eu tenho medo de perdê-lo.

— Eu tenho medo de te perder — confessei em voz alta.

— Você não vai me perder, gatinha. Isso nunca vai acontecer.

Ele me abraçou e desabafou:

— Sou eu quem vou te perder, quando o Quim vier pra cá e vocês se casarem.

— Eu não tô pronta pra me casar. Ainda não. Talvez mais tarde. Mas, quando eu me casar, pode ter certeza: você vai ser meu padrinho. Você vai estar do meu lado no altar.

Ele deu aquele sorriso provocante que só ele sabe dar:

— Se algum dia eu for seu padrinho de casamento, eu juro que te sequestro em pleno altar. Eu fujo com você.

— Você é louco.

— Sou. Aliás, que tal a gente fugir agora?

— Já esqueceu a garota?

— Não.

— E a faculdade?

— A gente tranca.

— E o show?

— A gente cancela.

— Você tá mesmo louco.

Sentado ao meu lado, ele me abraçou pela cintura e me puxou mais para perto dele, sussurrando em meu ouvido:

— Talvez eu esteja.

— Você tá tentando me seduzir?

— Estou praticando.

— Pra tentar seduzir a outra garota mais tarde?

— Ou a mesma.

— Às vezes, suas brincadeiras são tão convincentes que eu quase acredito nelas.

Ele começou a beijar o meu pescoço:

— Você acha que eu tenho chance de seduzir minha garota?

— Com certeza — respondi, sentindo arrepios na espinha.

Notas finais
Por hoje é só, queridos! Tou morrendo de saudade de vcs! Comentem! O que acham que Magali vai fazer? Será que Quim vai pedi-la em casamento? Será que Nimbus vai deixar? Estive pensando: já que a fic foi classificada pra maiores de 18, acho que eu vou fazer jus a essa classificação. Vou caprichar na sensualidade. Estão de acordo? Beijo grande a todos =*