Magia Do Destino

15 14. A melhor ideia


Notas iniciais
Oi, queridos!

Primeiro, quero agradecer a recomendação deixada pela leitora A C Branco. Fiquei emocionada de verdade! Obrigada de ♥, sua linda!!

Segundo, quero pedir desculpas a vocês por não ter postado na quarta-feira, que é o dia da semana em que costumo postar. Mas é que eu realmente não tive nenhum tempo pra escrever. Gostem de mim ainda, please!!

Converso mais com vcs nas notas finais.

Boa leitura!

Capítulo 14

A melhor ideia

A semana que se passou foi uma loucura. Tínhamos muito a fazer. Nós mesmos pintamos o apartamento, e Nimbus me ajudou a colocar papel de parede no meu quarto. Fomos a várias lojas para comprar os móveis e eletrodomésticos. Mônica e eu escolhemos tudo; os meninos não entendem muito de decoração. O resultado final ficou ótimo: nosso apartamento novo era pequeno, mas aconchegante e bonito.

Também fomos à universidade. Faltavam alguns dias para o início das aulas ainda, mas nós tínhamos que fazer a matrícula em disciplinas. Nós quatro faríamos uma disciplina juntos — Inglês Básico I. Esta era obrigatória para alunos estrangeiros. Nimbus, Mônica e eu tínhamos mais uma disciplina em comum, e as restantes eu faria sozinha. Do Contra, o único que não estava fazendo um curso da área de saúde, estudaria em outra parte do campus, na parte de Humanas.

Por falar no campus, ele era enorme. Os prédios históricos eram lindos. Mas só a fachada era antiga. Por dentro, as instalações eram bem modernas. Havia vários laboratórios e bibliotecas, e as salas de aula eram como aquelas que a gente vê nos filmes. Tudo de primeiro mundo.

Depois da ida ao campus, fomos almoçar num restaurante em Chinatown. Segundo o Do Contra, seria uma reunião de negócios.

— Seguinte, gente — ele nos chamou a atenção. — Agora que nós já resolvemos as questões de moradia e estudos, agora nós precisamos tratar dos negócios.

— O show vai estrear daqui a dois meses. É muito pouco tempo — Nimbus esclareceu. — Por isso, a ajuda de vocês, meninas, vai ser fundamental.

— Nós temos que dividir as tarefas — DC explicou.

— De acordo — Mônica respondeu.

— Eu também — concordei.

— Ótimo — DC sorriu. — Eu estou encarregado da parte comercial. Vou cuidar dos contratos e das finanças. Também vou ser responsável pela direção artística do show. Mônica, você vai ser minha assistente. Vai me ajudar no contato com fornecedores, com o público e com a imprensa.

Mônica assentiu com a cabeça.

— E você, Magali, vai ser a assistente pessoal do Nimbus.

— O quê? — Nimbus e eu perguntamos ao mesmo tempo.

— Ele é o artista, ué. Precisa ser acompanhado de perto. Você vai providenciar tudo que ele precisar, e vai cuidar da agenda dele, do figurino, da aparência, da saúde... Essas coisas.

— E a Mônica não pode fazer isso? Acho que eu prefiro ser sua assistente — tentei argumentar com Do Contra.

— Na verdade, Magá, eu estou contando com a sua experiência no showbiz pra cuidar dessa parte. Você já foi cantora, conhece os bastidores, as peculiaridades de ser artista, de se apresentar pro público. Além disso, pra gerenciar a vida do nosso astro, precisamos de alguém de confiança. Não podemos contratar qualquer pessoa. Por isso nós te chamamos pra vir pra Nova York. Não é, Nimbus? — DC olhou para o irmão, em busca de apoio.

— Ahn... é, exatamente. Foi por isso — o mágico respondeu, sem muita convicção.

— Então, Magá, você concorda? Diz que sim — DC suplicou.

— Parece que eu não tenho opção — suspirei, derrotada.

Olhei para Nimbus, que estava sorridente, e tratei logo de avisar:

— Se você tá achando que vai agir comigo igual à Miranda Priestly de O Diabo Veste Prada, pode tirar seu cavalinho da chuva.

Ele, sem desfazer o sorriso, disse:

— Eu não estava pensando nisso. Mas sabe que você me deu umas ideias?

— O quê? Vai pedir mil toalhas brancas no seu camarim? Vai querer comer morango colhidos nos alpes suíços?

Ele riu:

— Morangos suíços... Parece bom.

— Não começa — ameacei.

— Pra uma assistente, você é muito nervosinha — Nimbus reclamou.

— Se quiser me demitir, fique à vontade.

— Eu não vou te demitir. Eu faço questão de que minha assistente seja alguém do Limoeiro, e vai ser muito difícil achar outra pessoa pra colocar no seu lugar.

— Tem a Mônica bem aqui — sugeri.

— Esta assistente aqui já tem um chefe, e sou eu — DC abraçou a namorada, marcando território.

Mônica e eu nos entreolhamos, e ela respondeu, irritada:

— Nós podemos ser as assistentes nos negócios, mas em casa, somos nós que mandamos, ok?

— Ok — os irmãos deram de ombros.

Peguei meu celular e abri o calendário:

— Vou anotar minha primeira tarefa como sua assistente — disse ao Nimbus.

— Qual é? — ele perguntou, curioso.

— Não te matar — falei.

— Isso vai ser difícil — ele disse, em tom provocador.

— Vai ser praticamente impossível. Mas eu vou tentar.

— Sabia que você fica muito sexy quando tá assim brava?

— Desisto. Eu vou te esganar e pronto.

Mônica nos olhava, incrédula:

— DC, eu não acho que essa foi uma boa ideia.

— Confia em mim, linda. Vai dar certo — DC sorriu, confiante.

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Esta seria a nossa última noite no hotel. Amanhã, os móveis seriam entregues, e nós poderíamos, enfim, nos mudar para o apartamento. Era uma terça à noite, e eu estava exausta. O dia foi bastante cansativo para todos nós. Preparar um show na Broadway era extenuante.

Liguei meu notebook, e abri o Skype. Quim estava online. Desde que cheguei de viagem, ainda não falei com ele. Inicio uma chamada, e ele atende rapidamente:

— Oi, querida!

— Oi fofo! Como você tá?

— Tudo ótimo, e com você?

— Eu tô bem cansada, mas feliz.

— Como estão indo as coisas por aí?

— Tá dando tudo certo. O contrato com o teatro já tá assinado, e já temos dois patrocinadores. O teatro é incrível, fica bem no coração de Manhattan. Nós estamos correndo pra ajeitar tudo. O show tá marcado pra iniciar em dois meses, então a gente tem muita coisa pra decidir. Por isso tá tudo tão corrido. Desculpe não ter ligado antes.

— Tudo bem, querida. Eu imaginei mesmo que você devia estar numa correria danada.

— Nem me fale.

— E vocês já conseguiram lugar pra morar?

— Já! Nós nos mudamos amanhã. Você precisa ver, fofo! Nossa casa tá ficando uma gracinha. Meu quarto tem vista pra Estátua da Liberdade, acredita nisso?

— Nossa!

— Ah, Quim, você precisa vir conhecer Nova York! A cidade é linda, e tem tanta coisa pra fazer! Tem cada restaurante incrível, você vai adorar. Eu já tô me sentindo em casa. E o campus da universidade também é incrível, você tinha que ver! É muito diferente das faculdades daí. Parece um sonho.

— Que bom, Magá — ele sorriu com minha empolgação.

— Nós ainda não conseguimos ir à Estátua, mas já fomos a alguns musicais, e também fomos à Times Square, e ao Empire State, e ao Museu de História Natural, e amanhã nós vamos a uma ópera no Metropolitan. Aqui, a vida cultural parece inesgotável. E as compras, então? É de enlouquecer qualquer um. Nós mobiliamos a casa gastando muito pouco, comparado com o Brasil. Este lugar é muito incrível. Mas e você, meu bem? Me fale de você. O que você conta de novo?

— Bem, eu... eu fiz uma torta de limão hoje que ficou uma delícia — ele falou sem entusiasmo.

— É uma pena que eu não possa provar — lamentei.

— É. É uma pena — ele ficou com o olhar triste.

— Eu vou precisar desligar agora, Quim. Nós vamos sair pra jantar.

— Tudo bem. Nos falamos depois.

— Beijo, meu fofo.

— Beijo, querida — ele disse, e desligou.

Mal encerrei a chamada, e não pude deixar de pensar no quanto eu estava a anos-luz do Quim. Não é só a distância física; agora, minha vida é completamente nova e diferente, dinâmica, cheia de desafios, e ele está parado no mesmo lugar, fazendo as velhas coisas de sempre.

Será que, algum dia, ele irá me alcançar?

Espero que sim.

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Na quarta-feira, nós quatro nos separamos para resolver diversos assuntos de negócios. Do Contra foi comprar equipamentos eletrônicos para a iluminação e som do show. Mônica foi à livraria, providenciar todos os livros de que nós quatro precisaríamos na faculdade — a lista era bem extensa — e os demais materiais de papelaria e escritório. Eu fiquei responsável por comprar alguns itens para os números de mágica — incluindo um coelho — e para a decoração do cenário. Nimbus estava ensaiando. Ele tem se dedicado muito aos ensaios, e passa o dia inteiro no teatro, sem parar para descansar.

A caminho do teatro, passo por uma vitrine de uma loja de roupas orientais que me chama a atenção. Entro para dar uma olhada, e encontro uma camisa de seda azul com bordados brancos, que lembra um quimono. É exatamente o que eu estava procurando.

Cheia de sacolas, paro num restaurante e peço dois pratos para viagem. Sigo de táxi para o teatro. Chegando lá, encontro Nimbus sozinho, praticando um número com sua cartola.

— Pausa para o almoço — chamei sua atenção.

Ele sorri ao me ver:

— Chegou em boa hora. Onde você quer almoçar?

— Eu já trouxe o almoço — entreguei-lhe uma embalagem de isopor.

Ele abriu-a e sorriu em satisfação:

— Salada de atum. Minha favorita.

— E é saudável. Você precisa se manter em forma. Por falar nisso, te matriculei naquela academia do lado de casa.

— Você fez isso sem me consultar?

— Fiz. Eu estou encarregada da sua saúde, não é? Tomei a liberdade de montar uma agenda com os horários dos seus exercícios e das suas refeições — estendi a ele uma folha de papel.

Ele olhou a folha por alguns instantes, e disse:

— Eu não sei se tenho disciplina o suficiente pra isso...

— Eu sei que você não tem. Por isso, eu vou malhar junto com você. E eu mesma vou providenciar suas refeições.

— Acho que posso me adaptar a essa rotina — ele disse, mastigando a salada.

— Você come muito rápido. Tem que mastigar cada garfada pelo menos 33 vezes.

Ele revirou os olhos.

— Você é uma assistente eficiente até demais.

— Também trouxe o Tofu.

— Tofu?

— Sim. Este é o Tofu — tirei de uma sacola uma caixa de transporte de animais, e de dentro dela tirei um filhote de coelho. Ele era bem pequeno, e seria completamente branco, não fosse pelos olhinhos vermelhos.

Os olhos de Nimbus brilharam, e ele pegou o bichinho no colo, acariciando-o.

— Tofu. Ele é... perfeito.

— Sabia que você ia gostar dele.

— Obrigado.

— Não me agradeça ainda. Ainda preciso te mostrar o seu figurino novo.

— Figurino novo?

— Claro. A gente tem que trocar aquela sua roupa medonha.

— Você não gosta da minha roupa?

— Ela é muito cafona! Não combina com você, e não combina com seu show. Comprei tudo novo, olha só — entreguei a ele uma calça preta, sapatos de couro novos, uma capa de seda vermelha e uma cartola. Tudo de primeira qualidade.

Ele colocou a cartola na cabeça, e depois a tirou, enfiando a mão dentro dela e tirando o coelho de dentro. Eu ainda não sei como ele consegue fazer essas coisas.

— Serviu direitinho.

— Ainda falta a parte principal — mostrei a ele a camisa de seda azul.

Ele olhou a peça, maravilhado, e a segurou, sentindo o tecido:

— Nossa. Ela é tão... diferente.

— Exatamente. Você quer se destacar dos outros mágicos, não é? Então você não pode ter a roupa igual à deles. Por isso, eu imaginei que nós poderíamos aproveitar sua ascendência japonesa pra usar uma roupa que remetesse ao Oriente. Uma camisa com jeito de quimono. Que tal?

— É perfeita — ele começou a tirar a camiseta.

— Ei! — tapei meus olhos com a mão.

— Não tem nenhuma novidade aqui, Magali. Eu continuo o mesmo desde aquela noite no hotel.

Quando abri os olhos, Nimbus estava abotoando a nova camisa. A roupa, que já era bonita fora do corpo, tinha ficado simplesmente maravilhosa nele.

— E aí? Ficou boa?

— Ficou ótima.

— Você é a melhor assistente do mundo. Trazer você pra Nova York foi a melhor ideia da minha vida. Sério mesmo.

— Eu não sei como você vivia sem mim.

Ele se aproximou de mim, segurou meu queixo e me olhou nos olhos:

— Eu também não sei como eu vivia sem você — ele disse, com o rosto a milímetros do meu.

Notas finais
Por hoje é só, meus amados!

Tenho uma má notícia: eu não vou poder postar na semana que vem, pois tenho uma prova de concurso no domingo que é muuuuuito importante. Ou seja, vou poder postar um capítulo novo só depois do dia 7. A princípio, eu também não poderia estar postando hoje, porque tinha que ter estudado. Mas eu não queria sumir durante a próxima semana sem dar nenhuma notícia... Sei que vcs ficam preocupados quando eu sumo.

Eu preciso muito desse emprego, então eu preciso muito me sair bem nessa prova. Torçam por mim no domingo!

Não se esqueçam de comentar, ok?

Beijo grande a todos =*