Madly Living

6 ♛ - Vantagens, por Jack Frost - II


Notas iniciais
Eu tinha escrito coisas tão lindas aqui e lá embaixo ;-; Porcaria de internet. Se eu não dependesse tanto de você, te metia o martelo. Enfim, bláblábla, não me matem, blábláblá. Duas semanas sem postar, eu sei. Eu tenho uma explicação boa para isso, Coringa? Não 'u' Mas vamos tentar: Na primeira semana sem postar, eu tinha uma programação com a minha igreja. Então viajamos para uma fucking cidade onde NÃO TEM INTERNET. Essas cidades ainda existem? Se sim, onde ficam? Como seus habitantes sobrevivem? Sexta, no Globo Reporter. ~parey Enfim, na outra semana eu fui viajar, blábláblá, problemas de sempre na viajem e no fim sem capitulo. ;u; Mas agora estamos aqui! Vamos, então, ao capitulo:

Segundamente:

Rapunzel suspirou quando finalmente chegaram ao mercado, embora agora levasse um sorriso no rosto. Os dois, Jack e Rapunzel, vieram conversando o caminho inteiro, conhecendo um ao outro. Rapunzel descobriu que, apesar de tudo, Jack era inteligente. Conseguia manter suas notas acima da média da maioria dos alunos e tinha todos os cadernos completos. Só não era nerd — em falta de palavra melhor. Não curtia ler, e também, se pudesse, não estudaria, mas já que tinha de fazer, fazia direito. E Jack, por sua vez, mostrou um grande interesse em Rapunzel, em sua vida no Brasil.

“- O que? – ele exclamara espantado em certo ponto da conversa – Como assim?

— É isso que você ouviu – ela confirmou, rindo – Uma grande maioria não sabe nem sambar, nem tem macacos de estimação.

— Mas que absurdo! Como assim, sem macacos?

— Completamente sem macacos.”

Rapunzel sorriu, e então saiu do carro junto com Jack.

— Tantararam, Morena! – Jack fez uma reverencia exagerada, antes de fazer um gesto largo para indicar o mercado – Bem vinda ao mercado Smile!

Rapunzel riu para ele antes de olhar para o mercado, e franziu as sobrancelhas para o que viu. “Smile” – e que nome estranho para um mercado – era um lugar bem... decadente. Era mais parecido com uma loja de esquina do que qualquer coisa; Era caracterizado pelas cores azuis, brancas e amarelas, mas o branco estava sujo, o azul velho e o amarelo em um tom podre. Havia uma grande porta central e acima piscavam as letras “SMILE” em uma luz branca que devia cegar a noite.

— Horrível, eu sei – Jack riu ao ver a cara dela – Mas tem tudo que a gente precisa, e é perto do colégio, então quebra o galho.

Os dois entraram, e o lugar não era muito melhor por dentro do que era por fora. Ao menos era bem iluminado.

— “Mas tem tudo que a gente precisa...” – repetiu a loira, murmurando para si mesma – E do que exatamente a gente precisa?

— Ovos, farinha... – respondeu com as mãos nos bolsos da calça enquanto os dois entravam no mercado. Rapunzel arqueou as sobrancelhas para ele, mas Jack fingiu não ver – Hum, e cigarros.

— Cigarros? Você fuma? – perguntou, espantada. Olhou para Jack de cima a baixo, como se um cigarro fosse aparecer de repente no bolso do garoto.

— Só quando ‘to bem mal. – deu de ombros, parecendo um pouco tímido quanto a isso. Rapunzel percebeu que ele não gostava de falar sobre isso, e resolveu não insistir, mas Jack continuou a falar – Mas eu gosto de ficar com o cigarro na boca, sem acender, sabe?

— Nossa, Augustus Waters. – caçoou, rindo pelo nariz.

— Por causa dele mesmo! – Jack sorriu para ela – Depois que esse tal de “A Culpa é das Estrelas” virou modinha, todo mundo conhece. Daí, quando eu falo para as garotas do lance do cigarro sem acender, elas acham que encontraram algum tipo de Augustus Waters sem câncer pra elas, ou coisa assim, e eu me dou bem. Não que eu pegue qualquer uma que veja pela frente, não – ele completou, por que Rapunzel o encarava de um jeito cético – Soluço e Merida estavam exagerando. Eu só gosto de ficar com garotas sem compromisso, só isso. – e deu de ombros. Jack dava muito de ombros.

Rapunzel pensou por um momento sobre isso, antes de dizer com cuidado:

— Bom... – começou, falando lentamente as palavras — ...Isso melhora você um pouco no meu conceito. Eu acho. E bem pouco, mas melhora.

Jack sorriu.

— Você é – por favor, não fica brava – bem nerd, né? – ele riu e ela fez um pequeno bico, mas não estava ofendida – Tipo, você fala palavras tipo “conceito”, “sequer” e “completamente”, enquanto eu fico aqui com meus “tipo’s” e “e daí’s”.

— E você me fez me sentir uma velha agora.

Os dois riram, enquanto Jack pegava os ovos, já com três pacotes de farinha na mão. Pegou cinco caixas de ovos, colocando no cesto de compras.

— Mas, hum, por que a gente precisa disso tudo?

— Pra umas coisas ai.

— Hmmm, agora entendi tudo – retrucou, completamente irônica.

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Terceiramente:

Agora, com ovos e farinha no banco traseiro, e uma cartela de cigarros no bolso de Jack – a qual ele tinha conseguido comprar com uma identidade falsa -, os dois estavam seguindo para a Academia Harsden.

— E o que exatamente vamos fazer na academia Harsden? – perguntou Rapunzel, quando viraram uma esquina, o mercado Smile desaparecendo atrás deles.

— Você não faz nem idéia? – e quando Rapunzel fez que não com a cabeça, Jack fez um movimento com a boca, como se pensasse – Merida e eu vamos ter muito trabalho com você... Morena, estamos com farinha e ovos ali atrás, o que espera que façamos?

Rapunzel fez um mínimo movimento com os ombros. Ficaram em silencio por alguns minutos, antes de começarem a conversar. Ficaram nisso até que uma grande construção vermelha se foi vista.

— Huh, chegamos – e estacionou no canto da estrada – Temos que ir daqui, não podemos estacionar lá perto.

Rapunzel assentiu, e os dois pegaram os ovos e a farinha e seguiram num silencio confortável até lá.

Ao chegarem, Jack achou uma falha nos muros; Um pequeno buraco, de quatro tijolos de altura por quatro de largura. Era pequeno e eles tiveram que se arrastar para passar.

— Você vai primeiro – Jack falou, depois de três segundos analisando o buraco – Garotas saem e entram por aqui o tempo todo para encontrar os namorados lá dentro. E eu meio que já sou conhecido por aqui. – ele deu de ombros – Sabe, não é a primeira vez que venho com ovos aqui.

Rapunzel revirou os olhos. Se abaixou, entregando as três caixas de ovos que estavam consigo para Jack, que colocou no chão, e se arrastou para dentro do buraco, usando os cotovelos como apoio para se puxar. Passou a cabeça e os ombros primeiro, dando uma breve olhada. Não tinha ninguém. O lugar dava para a parte de trás de uma pequena casinha de concreto.

Se contorceu até que passou o corpo todo pelo buraco. Ficou de pé, e, dando uma breve olhada para ver se não tinha ninguém atrás da casinha de concreto, que devia ser algo para o zelador ou algo assim, se abaixou e murmurou um “Vem” para Jack fazer o mesmo que ela.

Jack repetiu seu processo, demorando um pouco mais por que teve de passar os ovos e a farinha consigo.

— Foi uma bela visão – ele comentou, arqueando as sobrancelhas em modo sugestivo e fazendo um sinal com as mãos como se desenhasse uma “mulher violão”. Irritada e envergonhada, Rapunzel bateu de leve em seu ombro.

— Não objetifique o corpo de uma mulher. – resmungou, ainda com um leve tom de rosado colorindo suas bochechas.

Jack levantou as mãos em sinal de rendição, com um sorriso divertido no rosto.

— Tudo bem. Mas, olhe só, eu só falei a verdade. Foi uma bela visão.

Rapunzel revirou os olhos.

— Você gira muito os olhos.

— E você dá muito de ombros.

Como se para ilustrar, Jack fez aquele movimento com os ombros. Rapunzel sorriu de canto, antes de se lembrar que estavam numa Escola desconhecida, com cinco caixas de ovos e três sacos de farinha na mão, sem ter idéia do que iriam fazer.

— Hm, vamos logo com isso – resmungou para si mesma, tão baixo que Jack não ouviu – Então, o que vamos fazer agora? – falou em voz alta.

— Olhe para as janelas do prédio dois. – Rapunzel obedeceu. Haviam cinco prédios. Quatro deles tinham um grande numero pintado em amarelo no topo (1,2,3 e 4) e o outro, que parecia ser o prédio principal, tinha “Academia Harsden” pintado em amarelo sobre uma grande fachada vermelha. – Na fileira de janelas do segundo andar, conte quatro da esquerda para a direita.

— Já vi. – murmurou, quando identificou a tal janela.

— O morador daquele quarto é Abdemis Dapper. Nós vamos entrar lá, descobrir a vaga do estacionamento dele, pegar a chave do carro dele, e jogar ovos e farinha, por dentro e por fora. – informou, uma determinação estranha em sua voz.

Rapunzel o encarou, as sobrancelhas muito levantadas.

— E por que vamos fazer isso? – e depois de pensar um pouco – E por que raios você me trouxe para fazer isso?

— Vamos fazer isso por que Dapper e a gangue dele pegaram todos os livros do Soluço e botou fogo em cada um deles, fez um vídeo e ainda teve a cara de pau de nos mandar! – Jack mostrou o dedo do meio para a janela distante de Abdemis Dapper, como se o garoto pudesse o ver, e Rapunzel revirou os olhos – E eu trouxe você por que já que você vai ser amiga da Merida, vai ter que se acostumar com esse tipo de coisa.

— Vou ter que me acostumar a jogar ovos nos carros das pessoas? – indagou, sarcástica, mas iria com Jack. Livros eram livros. Não havia gostado nem um pouco desse tal Abdemis.

— Que bom que você já pegou o espírito da coisa – riu Jack – Agora, vem! – e puxou a mão dela, e juntos correram até a janela de Dapper.

Rapunzel só pode concluir que Jack tinha muita sorte, por que ninguém apareceu enquanto eles atravessavam o caminho do muro até a janela. Ao chegarem, se encararam e Jack começou a analisar a janela.

— É um pouco alta. – e olhou para Rapunzel, medindo sua altura – Olhe, eu sou mais forte e também mais alto. Faço escada para você, você vai primeiro e depois eu te sigo.

Rapunzel suspirou.

— Tudo bem. – ela observou enquanto Jack estralou os dedos e juntou as mãos, fazendo o que ela conhecia como “pezinho”.

— Tire os sapatos, e eu te jogo depois que você passar – falou o moreno, e ela assentiu. Tirou seus All-Star’s, colocou-os no chão e apoiou o pé direito nas mãos do garoto, dando impulso com o pé esquerdo – Se segura no meu ombro – pediu, e Rapunzel colocou as mãos nos ombros de Jack. Dado um leve segundo de equilíbrio, ela rapidamente ficou na altura da janela; Segurou-se na parte de dentro e apoiou toda a força do corpo nas mãos, liberando Jack de seu peso.

Fazendo um esforço descomunal para não cair, Rapunzel colocou o joelho na janela ao qual se apoiava, depois o pé. As janelas eram como aquelas janelas de banheiro, retangulares, que eram de empurrar ao invés de abrir, porém eram maiores.

— Não se preocupa! – disse Jack – Se você cair eu te seguro.

— Como se você fosse conseguir me segurar! – retrucou Rapunzel, por que acabara de se tocar que a janela era muito alta. Se ela caísse, poderia ter um machucado sério.

— Vai logo que está vindo gente!

Tomada por um sentimento de adrenalina repentino – junto com algo que ela não soube definir se era muita coragem ou muita estupidez – Rapunzel jogou o bom-senso de lado e deu um grande impulso, e ela não soube como conseguiu se segurar na janela de cima. A janela de Dapper.

— Agora entra, mas olha se tem alguém lá dentro antes!

— Mas não estava vindo alguém?

— Eu menti pra você ir logo. – admitiu, fazendo Rapunzel soltar um barulho de indignação com a boca, sem estar realmente brava, aquela adrenalina ainda dentro dela.

Abriu a janela – e isso a fez pender perigosamente para o chão, mas ela se segurava com força – e observou lá dentro. O quarto era muito bagunçado e haviam duas malas fechadas pelo chão. Havia uma porta fechada que devia ser a do banheiro, e uma outra porta que estava alguns centímetros aberta, e podia-se ver um corredor lá fora.

— Eu vou entrar! – avisou para Jack, que fez um “Ok” com as mãos, apesar de Rapunzel não poder vê-lo.

Rapunzel, na verdade, não soube direito como entrou. Mas, de algum modo, de repente ela estava caída do lado de dentro do quarto, um pouco dolorida e com um arranhão na bochecha e no flanco esquerdo. Levantou-se e poucos momentos depois Jack havia entrado também – num processo claramente mais rápido do que o dela.

— Você precisa de pratica. – comentou o moreno, batendo na roupa para desamassar.

Rapunzel pensou em protestar, mas era verdade. Então deu de ombros.

Não demorou muito para encontrarem a chave. Para falar a verdade, demorou cerca de nove minutos, e teria demorado menos se Rapunzel não desse um ataque de nervos com cada mínimo barulho que ouvia.

Após saltarem novamente para fora da janela (e Rapunzel novamente não tinha a mínima idéia de como ela tinha conseguido fazer aquilo), eles seguiram para o estacionamento, quase sendo pegos por alguns alunos no caminho.

— O carro dele é aquele ali. – Jack apontou para uma BMW prata. A maioria dos carros do estacionamento pareciam ser bastantes caros – Me sinto numa loja de carros. Viu o que eu disse? Um bando de riquinhos.

— Jack, a Winn também tem um bando de riquinhos.

— Eu sei, mas nós somos inteligentes. – e então, Jack deu um sorriso de lado – E eles também tem Jack Frost, o que melhora muito a escola.

— E a modéstia ataca novamente – resmungou Rapunzel, revirando os olhos.

— Sempre, Morena. – e piscou para ela, e depois deu de ombros. Rapunzel, observando o movimento, revirou os olhos.

— Toda vez que eu revirar os olhos você vai fazer isso com os ombros? – perguntou, e Jack riu, antes de dar de ombros de novo. Rapunzel quase revirou os olhos de novo, mas parou antes de começar o movimento.

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— EI, VOCÊS! – eles ouviram, e Rapunzel gritou – MEU CARRO!

— Corre! – pediu Jack, desnecessariamente, por que Rapunzel já tinha começado a correr.

Ela tentou juntar o cabelo, por que sempre que corria, os cabelos batiam em seu rosto. Jack não demorou a passar a sua frente, e pegou a sua mão para fazê-la correr mais rápido.

Apesar do sangue estar bombeando forte na sua cabeça e ela não estar ouvindo praticamente nada, Rapunzel pensou em quando isso acontecia em filmes e livros, e a garota ficava toda emocionada, pensando no quão aquilo era romântico. Rapunzel agora via como isso era mentira. No momento, ela só conseguia pensar no que Abdemis faria se os alcançasse. Melhor, quando os alcançasse, por que era só questão de tempo. Por que, por mais que Jack fosse rápido – muito rápido -, ele não tinha chance de conseguir levar uma desastrada como ela junto, e Abdemis também era bastante rápido – e realmente gostava do carro dele.

Apesar disso, Rapunzel deu um suspiro de alivio quando enxergou o muro de tijolos com a falha no chão, sem nunca parar de correr. Eles tiveram um breve momento de vantagem quando viraram na casinha do zelador – e foi o que bastou.

— Vai primeiro. – Jack sibilou, puxando-a num impulso para fazer com que ela fosse mais rápido. Rapunzel pensou que não era hora de cavalheirismo, mas ela também não iria recusar.

Ela se jogou contra a abertura, e em menos de dez segundos ela já estava do lado de fora. Jack veio logo depois, e não demorou para ficar de pé e recomeçar a correr.

Apesar de haver uma chance de Abdemis não estar mais seguindo-os, nenhum dos dois parou um segundo para olhar para trás até chegarem no carro. Jack já estava com a chave na mão, e já havia desligado o alarme. Entraram rapidamente e só então puderam olhar para ver; Dapper ainda corria atrás deles.

— Passa do lado dele na hora de passar – Rapunzel pediu, e Jack assentiu, com um sorriso de canto, enquanto eles ouviam o barulho do motor ao ser ligado.

Jack começou a dirigir muito lentamente de encontro a Dapper, que, ao ver o carro indo na sua direção, parou por um momento antes de começar a correr para dentro da escola.

— O idiota acha que a gente vai atropelar ele – riu Jack, enquanto aumentava a velocidade.

Rapunzel abriu a janela, e, pegando um dos ovos que haviam sobrado, colocou a cabeça para fora e gritou:

— EI, BABACA! – e eles estavam passando bem ao lado de Abdemis quanto ele olhou para o carro e Rapunzel jogou o ovo na sua cara.

Ouviram Dapper soltar um palavrão antes de Rapunzel recolher a cabeça para dentro. Ela e Jack se encararam se encaram por alguns segundos antes de jogarem a cabeça para trás numa enorme gargalhada.

— Não... Conhecia esse... Seu lado – ofegou Jack em meio as risadas.

Rapunzel puxou o ar com força, tentando controlar o riso antes de responder.

— Você me conhece há um dia. Um dia e meio. Você não sabe nada sobre mim – ela tentou manter o rosto sério, mas bastou uma olhada para o rosto de Jack para voltar a rir.

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Quartamente:

— Tá, mas o que exatamente é o Macedônia? – perguntou Rapunzel, depois de algum tempo de silencio.

— Um país, como você mesma disse.

— Não, idiota! – Rapunzel deu uma batidinha de leve em seu ombro, rindo – A Macedônia que você vai me levar!

— E por que eu não poderia simplesmente pegar um avião e irmos pra lá? – Jack perguntou, arqueando as sobrancelhas, olhando de relance para ela.

Rapunzel revirou os olhos. Rindo, Jack deu de ombros.

— É um joguinho isso, agora? – questionou, observando o movimento.

— Se você quiser que seja. – retrucou, a encarando sugestivamente antes de voltar os olhos para a estrada.

Rapunzel quase revirou os olhos novamente, mas se conteve.

— Tuuudo bem. – disse Jack – Chegamos. — E então parou o carro.

Rapunzel passou os olhos pelo lugar. O penhasco era a beira de uma cachoeira, e ela viu que o lugar era bem bonito. Tinha bastante natureza, mas pouco verde. As cores predominantes no lugar, na verdade, era o vermelho e o amarelo. Flores mínimas, vermelhas e amarelas cobriam praticamente todo o chão, e uma enorme arvore de flores amarelas estava plantada em um canto. Havia uma placa de madeira perto da arvore, que estava pichada com lata de spray com a palavra “Macedônia”.

— Muito bom, né? – perguntou Jack, com um leve sorriso convencido – Bem vinda a Macedônia.

Rapunzel havia achado o lugar fantástico. Porém, alguma coisa no jeito convencido e levemente arrogante de Jack fazia com que ela tivesse um impulso de contraria-lo. Por isso, com um ar de indiferença, ela apenas comentou:

— É. É legalzinho.

Jack riu. Sabia que ela estava mentindo. Rapunzel era uma garota muito engraçada.

— Legalzinho? Esse lugar é fantástico! – os dois riram, e Rapunzel revirou os olhos. Jack deu de ombros. Rapunzel mostrou a língua para ele, e riram novamente.

Depois de um certo tempo, eles acabaram deitados embaixo da arvore. Era relaxante, com o barulho da cachoeira ao fundo. Rapunzel encostou a cabeça no tronco da arvore, os olhos fechados.

— Eu poderia muito bem dormir agora. – murmurou, sem abrir os olhos. – Sabe, acordei as cinco da manhã, não sei como tive energia pra fazer tudo isso.

— Pode dormir aqui, se quiser – Rapunzel abriu os olhos quando o Jack passou o braço por seus ombros e a puxou para si – Eu te protego, gatinha – e piscou um olho para ela.

Rapunzel sorriu e se afastou. Agora que havia se acostumado com o jeito de Jack, não ficava irritada.

— ‘Tava demorando...

Jack riu. Depois de mais alguns minutos em silencio, quando Rapunzel estava quase pegando no sono, Jack se levantou.

— Hum, tive uma ideia! – disse, e Rapunzel resmungou para que ele continuasse, sem abrir os olhos – Tira os sapatos!

Com essa ordem estranha, Rapunzel abriu os olhos, encarando Jack com as sobrancelhas arqueadas.

Jack revirou os olhos.

— Você é muito desconfiada. – sorriu levemente para ela, enquanto retirava os próprios sapatos – Tira os sapatos! – repetiu.

— Por quê? – questionou, enquanto tirava seus sapatos e depois suas meias. Estava calor, e ela percebeu que seus pés estavam suados. Passou os pés nervosamente pelo chão, tentando disfarçar.

— Porque vamos pular – e fez um gesto indicando a cachoeira.

Rapunzel levou menos de um segundo para processar o que ele havia dito, e quando o fez, levantou-se num pulo.

— O QUE?!

— Vamos pular – repetiu Jack, impaciente, para depois começar a andar em direção a cachoeira. De olhos arregalados, Rapunzel o seguiu.

— Você ‘tá maluco? – indagou, encarando-o com incredulidade.

— Eu já pulei ali – ele deu de ombros, e encarou Rapunzel até que esta revirasse os olhos – Lá em baixo não é muito fundo. Não tem pedras. E a queda não é muito alta.

Rapunzel espiou a cachoeira. Realmente, não era tããão alta, mas era alta o suficiente para fazer seu estomago revirar.

— Não. – disse com firmeza.

— Por faaaavor!

— Jack!

— Ah, vai! Você invadiu uma propriedade privada hoje!

— E você vai jogar isso na minha cara pelo resto da vida.

— Eu não toco no assunto se você for!

Rapunzel o encarou atentamente. E então, lentamente, revirou os olhos. E abrindo um grande sorriso, Jack deu de ombros; Sabia que a batalha estava vencida.

— Se a gente morrer, eu te mato – sibilou, apertando fortemente as unhas contra a palma da mão. Jack riu.

— Se quiser eu te abraço.

— Não ouse. – mas agarrou no braço do garoto.

Ela suspirou, e, de olhos fechados, os dois correram até a ponta, e pularam.

Rapunzel gritou. Foi uma sensação única, o vento passando rápido pelo seu corpo, enquanto ela estava literalmente sem chão. Seu coração batia forte no peito e ela mal percebia que estava gritando. A altura não parecia mais assustadora, e sim divertida, empolgante. Era perigoso e ela se sentia viva.

Ela ria sem parar quando os dois emergiram. Jack olhava para ela e os dois riam, riam sem parar, sem conseguir se conter, por que havia uma alegria genuína em tudo aquilo.

Quando finalmente conseguiram controlar as risadas, se encaram. Jack tinha um sorriso de canto, enquanto Rapunzel ostentava um sorriso de orelha a orelha.

— E então, você gosta de mim agora?

Rapunzel não respondeu. Jogou os braços ao redor do pescoço dele, e ali, com eles molhados, cansados, sorrindo sem parar, que aquela amizade realmente começou.

Notas finais
Eu nunca vou lembrar de todo o textão que eu tinha escrito aqui aquela hora ;-; Pora, internet. Enfim, eu gostei muito de escrever esse capitulo, apesar de que eu estava sem tempo, então saiu meio repicadim #-# Não sei se vocês perceberam, mas eu mudei o ~[asterisco]~ pelo oOo. É que, bom, meu teclado tá uma bousta, então as teclas nove, oito e seis não estão funcionando. Eu to tendo que copiar e colar toda vez que tenho que fazer parenteses. Dificil ;-; Enfim, o Segundamente, Terceiramente e tals que dividem o capitulo é por causa da forma que Jack contou para ela do plano e tals. O Primeiramente não tem, por que só contar eles manobrando o carro e saindo pela porta é meio chatum. [Fantasminhas, mandem simplesmente um Oi] [Responderei os Reviews amanha 'u'] -------------------------------------- Sem pergunta da semana hoje, apenas os meus pesames as familias das vitimas e as vitimas dos desastres ocorridos nas ultimas semanas. #PrayToParis #PrayToJapão #PrayToBrasil . #PrayToTheWorld