Made to Suffer

2 Capítulo 2: Em mãos erradas.


Notas iniciais
Primeiramente, queria agradecer a todos que comentaram minha história, cada comentário, cada elogio e crítica me deixou muitíssimo feliz. Sinto que vocês adoraram essa história e estou empenhada em alegrar vocês! Eu demorei muito pois estava trabalhando o capítulo, todos que me conhecem de íntimo, sabe como criei e recriei esse capítulo. Especial a todos vocês! Enfim, obrigada pelos comentários! Espero que continuem gostado! Boa leitura. (Me perdoe quem ficou instigado com o Scott, aqui está uma imagem dele: http://rack.2.mshcdn.com/media/ZgkyMDEzLzA5LzExLzA2L2lhbnNvbWVyaGFsLmU4NThmLmpwZwpwCXRodW1iCTk1MHg1MzQjCmUJanBn/b7ef0f7a/5f0/ian-somerhalder-mashable.jpg)

Tudo parecia muito distante de mim. Uma música clássica tocava longe dos meus ouvidos, o som era parecia estar distante. Minha cabeça doía e minha nuca também, meus movimentos eram pesados e exaustivos.

Eu não me lembrava de definitivamente nada do que aconteceu. Os flashes na minha mente pareciam impossíveis de decifrá-los, toda vez que eu me esforçava para lembrar de algo, minha cabeça doía. Sentia algo molhado sobre meu rosto, era algo refrescante e prazeroso.

Ainda com a visão turva consegui ver quem estava praticando essa ação, era algum tipo de senhora com um rosto sereno cheio de rugas. Ela balançava a cabeça conforme a música ia passando, abri meus olhos com dificuldade e então, ela sorriu ao ver meu pulo.

— Veja quem acordou Scott! — ela falou, pude sentir o prazer nessa fala e desconheci o motivo do gosto.

— Tudo bem Abigail, você está dispensada. — um rapaz de cabelos negros e olhos azuis, certamente Scott, conforta a mão no ombro da senhora. — E lembre-se, esse é o nosso segredo.

A velha assentiu e rapidamente foi embora. A dor na minha cabeça quando tento me levar é intensa, coloco a mão no local tentando me controlar e me sento melhor na cama. Scott sorri e puxa para si uma cadeira, sentando diante de mim.

— Está melhor? — ele pergunta.

— Sim, mas a dor de cabeça está me matando. — respondo dando uma leva risada. — Onde... onde estou?

— Em um lugar seguro. — ele disse. — Está com fome? Estive preparando algo para você...

Scott se levanta e caminha em direção a um tipo de minipia implantada na parede.

O quarto era bem pequeno, um simples cômodo dava espaço para uma cozinha, com um fogão antigo e uma geladeira que não funcionava; duas poltronas velhas e a cama que estou. Os móveis e todo o quarto pareciam eram bem antigos, as paredes de pedra deixavam o clima já dentro ainda mais frio. Tento me levantar, mas não consigo. Uma corrente me mantém presa à parede.

— Scott... Por que estou presa? — franzo o selo ao encara-lo.

— Eu saberia que você iria fugir com a proposta que te falei, achei que essa seria a melhor opção. — ele fala.

— Scott, me solta daqui, por favor! — falo entre silabas. Minha respiração começa a ficar aguçada, meu coração começa a bater mais rápido.

— Infelizmente eu não posso. — ele fala.

Tinha algo em Scott que me deixava com muito medo. Seus olhos nunca demonstravam sua reação emoção e algo nele nos deixa instigada, como se cada pensamento seu fosse algo demoníaco. As batidas do meu coração aumentaram, era o único som presente naquela sala.

Scott colocou o prato branco sobre uma bandeja e deixou-o sobre a mesa. Com um gesto no dedo indicador, ele pediu que eu me sentasse. Eu não conseguia me mover, minhas pernas não reagiam a nada que meu cérebro ordenava. Scott foi ficando cada vez revoltado até que me puxando pelo braço, me faz sentar diante da mesa.

O conteúdo dentro do prato parecia ser horrível, a água era incolor e os pedaços de carnes pareciam crus. Meu estomago embrulhou só de vê-los.

— Não vai comer? Não vai querer morre de fome, vai? — Scott arqueia as sobrancelhas enquanto mantém seu corpo curvado.

Sem resposta, coloco a primeira colher na boca. O gosto é tão horrível quanto à aparência, me esforcei bastante para fazer aquela nojeira descer pela minha garganta.

— Talvez você não lembre, mas já nos conhecemos. — ele permite contar enquanto me observa. — Nos conhecemos na estrada, prometi um lugar seguro a você e cá está.

Isso é seguro?! — pergunto mentalmente.

— Espero que aqui você seja tratada como uma verdadeira rainha por Abigail. É ela quem fará suas luxurias enquanto eu estiver fora, tratando dos assuntos com os homens lá encima...

Enquanto Scott fazia seu discurso de homem, minha atenção ficou voltada para os talheres sobre a mesa. Ele estava tão distraído, a luz das velas, penduradas em alguns lugares, reluziam no prato, essa era o melhor momento para apanhar Scott e fugir desse lugar.

Em um pulo, consegui me levantar rápido e bater com a bandeja na cabeça de Scott. Ele cambaleou até encostar na pia, procurando entre seus bolsos consegui encontrar a chave e abrir o cadeado que me prendia a parede. Foi tudo mundo rápido, em questão de minutos eu já estava na superfície. O enorme casarão estava com suas luzes acessas, minha única reação foi ir para lá, mas antes mesmo de me aproximar, alguns homens notaram minha presença.

A forma como eles me chamavam, a maldade em suas vozes me fez trocar de direção e correr pela floresta. A falta de iluminação me fazia bater em diversos galhos baixos na floresta, a falta de sincronia entre meus pulmões e minhas pernas me davam o triplo de cansaço. Mas eu não poderia parar.

O vento frio batia em meu rosto, os arranhões provocados pelos galhos mais finos já ardiam em minha pele. A pouca luz que iluminava a floresta era a luz da lua. Minha frequência cardíaca estava alta, a palpitação do meu sangue era acelerada. Além dos homens me perseguindo, ainda existia o perigo de me encontrar com qualquer infectado. Eu só precisava escapar desse lugar.

De repente, meu corpo meu jogado contra o solo e algo tão duro quanto ele estava diante de mim. A mão fria tampava minha boca, pelo pouco relance de luz, pude ver Scott olhando para o lado enquanto algumas vozes continuavam a chamar pela ‘’bonequinha’’.

Eu me debatia, tentava tira-lo de cima de mim a qualquer custo, mas minha luta era inútil e aos poucos acabei cedendo. Ao nosso lado, numa distante não muito curta, alguns homens estavam parados, rindo do acontecimento e pronunciando palavras horríveis. Eles não iriam me ajudar, como imaginei, queria coisa tão pior quando Scott.

—A vadiazinha deve estar perdida pela floresta, pela manhã nós a procuramos, ela não deve estar tão longe assim. Está sozinha e desarmada. — comentou um deles e todo meu corpo se arrepiou.

A única coisa que quero saber é como o chefe não está aqui, conosco caçando uma vadiazinha tão boa quanto àquela. — um outro comentou.

— Você viu? Você quer acabar nas mãos deles? — Scott sussurra no meu ouvido enquanto algumas lágrimas já rolavam pelo meu rosto.

Quando todos os homens foram embora, Scott me levou novamente para o cativeiro. Em tentei de todas as formas escapar dele, mas sua força era muito maior que a minha. Quando a porta se abriu, ele me lançou contra a parede, fazendo todo meu corpo estremecer.

Um fervor surgiu em meu rosto depois de seu primeiro tapa, no canto direito.

— Eu espero que isso não se repita. — ele falou neurótico, se aproximando de mim. — Eu estou aqui, dando abrigo e proteção a você.

— Vá à merda! — cuspi as palavras em sua cara.

Os olhos de Scott me davam medo, ele respirou fundo e chutou bruscamente uma das cadeiras antes de fechar a porta e ir embora. Em segundos meus olhos se encheram d’água, ficar naquele lugar presa e sem escolha me torturava de uma maneira estranha. Eu me sinto traída por acreditar tão fácil assim. Desabei em lágrimas, irritada comigo mesma.

Havia amanhecido. o sol era intenso e pela janela, podia ver um dia bem claro. Eu não consegui dormir a noite, meu corpo estava cansado e meu corpo completamente inchado. Eu permanecia da mesma posição por horas, com o rosto afundado entre minhas pernas. Eu não queria pensar em nada naquele momento.

Um barulho estrondecedor fez a porta se abrir. Sujeitei-me apenas em levantar a cabeça e encarar a imagem de Scott aparecer, carregando uma montanha de livros nas mãos. Não fiz nada quando ele pegou a corrente e me amarrou novamente.

— Sabe; você é uma vadia mal agradecida que merece um castigo. — ele começou a falar. — E você vai se arrepender de negar sua sobrevivência.

Scott saiu e tempo depois trouxe uma criança – assustada – com ele. Scott mantinha o garoto louro em sua mira enquanto me encarava.

— Escolhe, tenta fugir mais uma vez e esse garoto aqui morre, ouviu? — ele falou.

— Scott, abaixa essa arma! — pedi calma, tentando controlar.

— Prometa! — ele gritou, ajeitando o gatilho.

— Scott... Largue o garoto!

— 1,2...

— Eu prometo! — gritei.

— ótimo.

O som do gatilho disparando me fez gritar. O corpo do garoto estava estirado no chão, de uma cabeça minava sangue. Scott apenas viu o corpo desmoronar no chão e se retirou. A cena da brutalidade me fazia chorar. Scott era um louco sem consequência, sua brutalidade e loucura me faz ter mais medo do ele é capaz de fazer.

Notas finais
Bom. Por enquanto é só, prometo não demorar tanto no próximo capítulo. Espero ver todos nos próximo. Quem quiser me mandar uma MP para ler suas histórias, pode mandar, sou boa com críticas e elogios. Enfim, é só isso! COMENTE, FAVORITE, ACOMPANHE E FALE COM SEUS AMIGOS! Até a próxima!