Made to Suffer
1 Capítulo 1: Prologo.
Notas iniciais
O vírus Gênesis foi criado pelo cientista Albert Johnson, um velho que ao enfrentar a solidão de perto, cria um vírus completamente letal. Com sua morte, após adquirir o vírus, os melhores cientistas foram escalados para tentar destruí-lo. Dentre eles acabei sendo escalada para atuar sozinha na região de Atlanta.
O vírus era invencível. Todas as formulas, anticorpos e parasitas criados para derruba-lo, deixava-o mais forte, criando uma barreira indestrutível. Com o passar do tempo, o governo começou a receber notícias dê que muitos cientistas acabaram, por engano, contraindo o vírus para si e virando um transformado. Por medida brusca, ele decidiu que as outras corporações deixasse o vírus confinado para não causar maior holocausto.
A Umbrella Corporation contrariou todos os recursos e continuou a atuar com o vírus, o que acabou gerando uma devastação de 90% da massa humana do planeta, transformando-os em infectados, ou zumbis – nome adquirido com o passar do tempo -, agora todo o planeta terra não passa de um mero breu de devastação, há poucos seres-humanos vivos e capazes de sobreviver a essa maldição.
Como consegui sobreviver sozinha a exterminação foi completamente sorte. Antes que os atiradores do estado chegassem a UC, consegui arrumar um carro e sair despercebida pela noite, estou há meses na estrada, sobrevivendo apenas por enlatados e garrafas d’águas. Para não enlouquecer encontrei alguns cd’s para ouvir durante a viagem longa até o sul.
A paisagem pela estrada é de toda muito bonita, grande arbustos e folhagem cercam a estrada, mostrando assim, um inicio de primavera muitíssimo bela. Quando a solidão te atinge, coisas que antes eram meras bobagens, hoje são paisagens de muita apreciação.
No mapa que tenho guardado na mochila, mostra um desvio que dá diretamente a fazenda de meu pai. Escolher ir para o sul ao invés de sua fazenda atormentou minha cabeça durante semanas, mas, o medo em ser rejeitada por Hershel – mesmo quê quando era criança, tínhamos uma relação incrível – me apavorou, fazendo com quê a difícil viajem até o sul torna-se a primeira opção.
A história envolvendo meu pai é difícil de explicar. Sou gerada de uma traição vinda da parte de meu pai, mesmo sendo uma traição, Hershel não deixou de me visitar durante quatros anos, sua última visita fora no meu aniversario, quando ele me contou que estava preste a ganhar um filho e que suas visitas demorariam a acontecer. Mas ele nunca mais voltou. Mesmo assim, nunca guardei rancor ou raiva de Hershel, no tempo em que estivemos juntos, ele foi um ótimo pai e soube dividir e conciliar seu tempo em cuidar de mim e de Maggie.
— Droga... — praguejo a olhar o painel de uma mercedez azul.
Estaciono o carro próximo ao posto de gasolina abandonado na estrada, o local parece abandonado há anos. Deixo a mangueira da bomba enchendo o carro e caminho até a lojinha, observo bem, esperando algum infectado aparecer e só então adentro. O cheiro de mofo e de morto predomina o lugar, certamente deve haver algum morto lá dentro, mas tento ignora-lo ao máximo.
Nas primeiras prateleiras, pego mais enlatados e pequenas cartelinhas de chocolates, sigo o caminho até encontrar um morto, sua pele é ao todo asquerosa, a mandíbula certamente fora quebrada, deixando assim que lhe caísse mais que deveria, ele nota minha presença e rapidamente começa a me procurar.

Pego um taco de baseball, junto a outros tacos, e acerto diversas vezes em sua cabeça até o próprio cair morto no chão. A única forma de mata-los era acertando no ponto onde o vírus se instala na cabeça. Com o corpo no chão, consigo enxergar uma prateleira cheia de produtos de higiene e alguns medicamentos simples, que poderiam ser vendidos em qualquer lugar.
Antes de realmente sair da loja, pego algumas garrafas de bebidas na geladeira, que magicamente ainda funciona, e volto ao carro, guardando a mangueira em seu devido lugar. Deixo as coisas encima do balcão e pego a mochila dentro do carro, tiros os potes de enlatados vazios e coloco os novos dentro, com o tanto que consegui pegar agora, consigo fazer uma viajem tranquila até boa parte do caminho.
Algumas pedrinhas sob o capô começam a pular, encaro àquela confusa e só então me dou conta de que uma caminhonete preta se aproxima. De lá, um homem alto, rosto fino e cabelos negros se aproxima, ele parecia estar muito bem para um apocalipse zumbi.
— Sozinha? — ele pergunta. A voz é fria e rouca, deixando seu ar totalmente misterioso.
— Sim. — respondo. — E você?
Ele ignora minha pergunta e caminha até meu lado, analisando o mapa.
— Bom. O sul está cheio de infectados. — ele disse.
— E como...
— Não acha que tentei a vida lá também? — me responde. — Qual é seu nome?
— Angelina. — encaro seus olhos.
— Scott! — aperta minha mão. — Eu tenho um lugar seguro, posso te levar até lá, mas, tem que prometer que você é uma pessoa boa.
Demoro a responder. Encara-lo dá uma certa insegurança, seus olhos parecem não transmitir a verdade além de deixar você desconfortável.
— Tudo bem.
— Acho melhor irmos no meu carro, quando chegarmos ao acampamento, peço para um dos homens pegar seu carro. — ele diz. — Mercedez! Um bom carro.
Ele logo dá a partida, contornando a estrada e seguindo pelo caminho que veio. Seu carro era bem equipado, não pude deixar de notar algumas armas e munições além de alguns cd’s clássicos. Scott não parecer ser um homem que curte Mozart, ele não aparenta muito mostrar sua real aparência.
Desvio o olhar ao ver que estou encarando Scott demais, ele dirigia mal, porém, rápido demais. Seus olhos quase nunca chegaram a sair da estrada, exceto pelas vezes em que ele fazia alguma pergunta.
— Está sozinha desde o inicio? — perguntou.
— Eu sei como sobreviver. — respondo arrogante.
— Sério?! Por sua aparência, você não parecer ser alguém muito forte. — ele retruca.
— Eu era uma antiga cientista e técnicas de sobrevivências na floresta, foi um dos meus trabalhos no terceiro semestre da faculdade. — conto.
Ele sorri e volta a encara a estrada. Ficamos em silêncio até chegarmos a um casarão antigo com cercas com um número razoável de zumbis. Scott estaciona o carro um pouco longe do local, parece mais um estacionamento com uma pequena cabana ao lado.
O local parece bem afastado de qualquer estrada, as árvores grandes e altas o escondem de qualquer coisa, até mesmo do sol, deixando a umidade baixa. Alguns pássaros piam nos lugares mais altos das árvores, alguns zumbis perambulando ao longe da paisagem perturbadora.
Sinto uma dor horrível na minha cabeça, minha vista começa a ficar embaçada. Paro de caminhar no exato momento em que sinto minhas pernas fraquejarem, aos poucos não consigo ouvir mais nada e meus olhos são tomados por uma escuridão. A última coisa que sinto antes de desmaiar é o solo gélido e grama em meu rosto.
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