Notas iniciais
Hello amoris lindos e adorados, daqui Luna *-* com o Cap. da semana, só espero que segurem os corações promete emoção forte!!! Nos vemos lá em baixo!

Há sempre aqueles momentos na vida, que definem quem nós somos e em que nos tornamos, é realmente nesses momentos pequenos e particulares que tudo faz diferença, neles reveremos quem nós realmente somos.

E foi num desses momentos que são pequenos e especiais que Hermione Granger se encontrou desesperada, ao olhar sob a cama do quarto do Lord das Trevas vendo ele se esvaindo em sangue, convulsionando, com o corpo frenético, remexendo sem que ela o conseguisse parar.

Pior de tudo era que encontrava-se sozinha, sentindo em seu corpo e coração a dor forte e voraz que a consumia e a ele por consequência, era tanta agonia que ela sentia que iria desfalecer a qualquer momento, mas notara que o desespero e querer mantê-lo bem e vivo.

—Her-mi…

—Não fale, por favor…eu vou- te salvar…- As lágrimas toldavam todo o rosto de Hermione, ao que Voldemort mesmo em meio em sua agonia, não podia deixar de admirar aqueles olhos chorosos, tornando-se estranhamente obediente, limitando-se a olhar para ela, conforme, ela pegava a varinha, conseguindo parar ao menos a convulsão, com um feitiço que tinha lido num dos livros sobre medicina bruxa, que estavam na biblioteca de Dublin, correndo para a biblioteca, percorrer algum feitiço ou algo que parasse aquele sangramento dos infernos, que parecia não esvair.

O cheiro de sangue impregnava seus sentidos e suas roupas, mas ela não se importava com isso, tudo que sua mente pensava naquele momento, não era nos seus próprios ferimentos que podia estar em estado crítico ou no quão o caos ressoava ainda lá em baixo, ela somente importava-se com salvá-lo, como se fosse vital para ela.

Pegando num dos livros que ela recordara com rapidez, sentindo-se feliz de pelo menos ter pensamento lógico e rápido mesmo em desespero, vendo o feitiço que ia contra ao que Sven gritara contra Voldemort naquela hora, lera rapidamente, era alta magia negra, podia ter efeitos nefastos para ela.

“ Perda de energia magica, coma …”

Nada com morte, mas aquilo era bem grave os sintomas, ela podia não acordar…

Ela aproximara-se dele novamente, que naquela altura já havia perdido a consciência, mesmo com sangue ainda esvaindo acompanhado de uma substancia nauseante que parecia amarelado, parecido com pus, ao que ela quase vomitara, devia de ser efeito do amaldiçoado feitiço de Sven.

E fora ai que ela pensara no porque do seu desespero, tocando a varinha sob os ferimentos e recitando o contrafeitiço.

Porque sentia tudo aquilo? Era o ideal, o que ela procurava…desde que ali ingressara, porque não o matava de uma vez…?

Recuperaria a sua vida, seus amigos, seus pais…salvaria todo o Mundo…mesmo que tivesse que morrer depois, ela não se importava.

Mas havia algo que a estava impedindo… seu coração doía só de pensar na possibilidade, deixando cair mais lágrimas, aquilo não era causado por marca, por Horcrux nenhuma, era algo mais profundo… aproximara-se de seus lábios lívidos e de um tom roseado quase branco, sussurrara o que lhe parecera ir de encontro com o que sentia.

“ Eu te amo…”

Como acontecera? Porque com ela? De todas as coisas ruins que poderiam ter acontecido, aquela era a última coisa que sonharia .

Mas sem pensar muito mais, começara a recitar.

Aufer a morbo, sanguinem restituindo” *

Fora repetindo e repetindo, sentindo muito de sua energia esvair-se e de seu sangue ser transferido via aérea para o corpo dele, deitara-se na cama ao lado, quase sem voz recitara pela última vez, sentindo que não aguentaria consciente muito mais tempo, vendo ele recobrando cor e abrindo os olhos aos poucos, conforme ela ia fechando os dela e o som de madeira caindo no chão, provavelmente sua varinha e um toque quente de uma palma sob seu rosto, fora a última coisa que dera conta antes de cair na inconsciência.

Aquele fora sem dúvida, um dos momentos que havia definido sua vida e quem ela seria dali para a frente, por mais que isso lhe custasse.

(…)

Enquanto isso, Voldemort olhava para si mesmo, vendo que não tinha nenhum resquício do que havia acontecido com ele, há minutos atrás, vendo que Hermione…o havia cuidado e salvo a vida, alisava seu rosto ao ver que ela estava inconsciente, pegando a sua varinha rapidamente, analisara o corpo dela, notando que sua energia e mente estavam fracas, ela estava em coma mágico.

Quando é que alguém arriscara assim a própria vida, por ele? Ele não conseguia recordar nenhum louco que o houvesse feito na vida, nem sua mãe o havia feito…nem era algo que ele próprio faria na vida por alguém.

Havia poucas coisas que ele dava valor nas outras pessoas, mas aquele era um dos momentos que ele dava.

Com um nó na garganta, pegara o mesmo livro que ela tivera mexendo, procurando os efeitos do contrafeitiço que ela fizera nele, ficando com os olhos arregalados, diante o que lia, ocorrendo-lhe que ela era louca, como ela fizera aquilo?

Ela podia …não acordar! E aquilo deixara…com uma estranha sensação de peso sobre seu coração, como se não conseguisse aguentar a sensação de que ela não fosse acordar.

Lentamente começara-se a afastar do corpo dela ainda coberto de seu sangue , olhando para ela como se não estivesse realmente vendo, relembrando de como havia chegado naquela situação e constatando com amargura que Sven poderia ter razão .

“ De todos os animais exóticos que Sven poderia ter, é claro que ele teria que ter um exuberante como um dragão, pensou com um pouco de divertimento, ao ver o animal destruindo metade da casa, provavelmente furioso que seu tesouro a guardar tivesse sido roubado, não podia deixar de sorrir ao desviar-se dos feitiços de Sven, que estava enormemente furioso com a audácia dele e sem contar com provavelmente as suas comensais estariam com o livro de runas que ele precisava, destruindo-lhe a mansão no processo.

Realmente, Hermione e Astoria eram brilhantes, pensava desviando-se de mais um feitiço e contra- atacando com um “Altum Sectis” e este rebatera com “Protego”.

Mas, ele decidira falar novamente, aproveitando que eles estavam meio isolados do caos e da fuga tanto de Soldaty como de Comensais, sendo praticamente os únicos que duelavam ainda, enquanto os outros fugiam do dragão ou tentavam pará-lo.

—Me diga, Andrey…como pondera realmente usar o poder das runas, você sabe que não pode me vencer… tão fácil não é?

Sven sorrira olhando-o mais fixamente, sorrindo de modo jocoso, como se achasse grande graça ao que ele havia dito.

—Mas realmente, mesmo sem runas, velho amigo….consigo acabar com você e provar de uma boa vez, que aquele velho gugu lá na Albânia, para todo o Mundo na realidade, que eu sou o maior feiticeiro de todos e de caminho, vingo Natasha…

—Natasha não foi minha culpa…

—Eu sei , mas por sua causa, ela não está aqui …

—Simplesmente, precisava de uma vítima para fazer a Horcrux do diadema, ela estava bem disponível…

—Ela era a minha noiva… maldito…

—Eu lembro, mas o que dizer…ela simplesmente colocou-se na frente da pessoa que eu era para mim matar…ela escolheu esse destino…

—Ainda admite, mas não se preocupe…que logo, logo sua querida amada também terá o mesmo fim…

—Que amada…?

Sven rira-se da cara dele, como se entendesse algo que ele não entendera ainda e isso irritara-o mais do que pretendia.

—Só você não nota…o quão está apaixonado por ela …mas lembre-se bem da minha lição de quando perdi Natasha, “ amor é uma fraqueza…” e eu descobri a sua…

Voldemort sentia-se fortemente irritado e surpreso, afinal aquelas palavras, não deviam afectá-lo, mas haviam afectado. Maldito fosse….

Aproveitando-se da distracção do seu antagonista, Sven atirara com um “Avada Kedavra” que por pouco não errara, mas ele contra-atacara com um “Altum Sectis” poderosíssimo que Andrey não conseguiu desviar, sentindo como os seus ossos dentro do corpo viravam pó.

Rapidamente, Sven apressara-se a fazer o contrafeitiço e com um longo sorriso, Voldemort sentia que finalmente iria acabar com aquele incomodo de uma boa vez, já girando a varinha na direcção dele, para pronunciar o “Avada Kedavra”, mas Andrey olhara para o rosto dele, com um sorriso de triunfo, ao que ele ficara sem entender, hesitando por um segundo, quando sentira alguém atira-lo para a frente e ele cair bem com a cara no chão, sentindo seu nariz quebrar, quando sentira um frio agourento errar sua cabeça e olhar para o lado, vendo quem o havia atirado no chão…consequentemente, salvado ele de morrer naquela hora, qual não é seu espanto quando vira Hermione, toda desconjuntada e arranhada de frente para ele, bem aos seus pés, acabando de atordoar um Soldaty , provavelmente o que o ia atacando pelas costas e ouvira o som de uma vassoura espatifar-se na árvore, atrás de Andrey.

Aquela louca tinha em pleno voo, salvado ele de morrer, ficara olhando para ela, que erguera-se ao mesmo tempo.

—Você é louca?

—Não tem de quê…- Retorquiu meio enfadada, como se não sentisse sua perna, que ele não duvidava em nada, ao ver que ela ia caindo, segurara-a bem a tempo de ver que Sven ia erguendo a varinha e pronunciando um feitiço que ele não entender direito, somente puxara Hermione da frente dele, fazendo com que o feitiço de seu antagonista o atingi-se em cheio. Ainda em meio a sua dor que viera com força, ouvira Sven pronunciar.

—Oh, que pena…Voldemort acaba vitima de uma fraqueza…que irónico!

E agonizando de dor, vira a expressão de choque e susto de Hermione que parecia não sentir a sua perna e vendo Sven, ela olhara rapidamente para Bellatrix que tambem via a cena, e limitara-se a assentir, podia ser louca, mas sabia ser competente quando convinha, retornando o olhar para cima , vendo Astoria que tinha Draco bem atrás dela, noutra vassoura que ela não sabia como ele havia arranjado, ambos entenderam a mensagem, tal como Bella. Hermione aparatara com Voldemort, deixando os comensais ao encargo dos três.

E a última coisa consciente que ele recordara-se fora de aparecer nos seus aposentos em Londres. “

Ele tirara a varinha, sentindo como a sua mão tremia ao olhá-la, notando que o que Sven havia falado confirmava-se , engolindo em seco.

“—Só você não nota…o quão está apaixonado por ela …mas lembre-se bem da minha lição de quando perdi Natasha, “ amor é uma fraqueza…” e eu descobri a sua…”

Seu coração batia a mil, conforme ele assistia o peito dela subir e descer de acordo com a sua respiração, ele sentira um movimento ao seu lado, seguindo de um sibilar conhecido, vendo que Nagini ponha-se defensivamente de frente para Hermione.

—”Não, mestre…”

Mas, ele não respondera, simplesmente desviara a cobra, pronunciando a primeira palavra do feitiço e notando com pavor, que simplesmente não conseguia terminar.

Por muito que lhe custa-se, ele não a conseguia matar…ele não o desejava.

E movendo a varinha, encontrara-se, tapando-a do frio da noite que começara á pouco, sairá dos aposentos, precisando de distância dali para colocar a cabeça em ordem e deixar os seus homens em ordem e saber as baixas, tudo que lhe pudesse manter a mente afastada do pior medo de sua vida, naquele momento, que ele constatara com amargura que não era mais tanto a temida morte, mas sim aquela garota que estava em coma sob sua cama.

Isso era muito grave! Isso não podia ter acontecido!

(…)

Os dias foram passando, até que numa linda manhã ensolarada, Hermione sentia que seus olhos abriam, se bem que a sua vontade era de voltar a dormir, de tão cansada que ainda se sentia, rodara seus olhos, vendo que não estava nos seus aposentos como seria de esperar, não ela ainda estava nos aposentos dele, tentara sentar-se mas uma tontura fizera-a deitar novamente.

Até que um sibilar característico, fora ouvido bem do lado dela, que fizera-a rodar a cabeça com dificuldade na direcção, vendo Nagini, olhando para ela.

Fique deitada, senhora…

—Que aconteceu, Nagini?

—A senhora chegou aqui, com o mestre muito mal…começou a tratar dele, mas depois a senhora caiu sem forças na cama e o mestre desde então tem cuidado da senhorita…

—Sério?

A surpresa tomara conta de si, tal como um sentimento cálido no peito que ela preferira ignorar para não ter que pensar sobre ele, focara o tecto, voltando a olhar a cobra que olhava para ela, sem responder.

Nagini, quanto tempo estou nessa cama?

—Está ai mais ou menos, três dias…

Mas essa voz não era da cobra, era ele…desviara o olhar para a porta, vendo que ele entrava como sempre imponente, com seus cabelos e corpo impecáveis, olhando-a com uma expressão que ela não conseguia decifrar.

Simplesmente, ela sentia que sua garganta havia secado, não conseguia pronunciar ainda palavras decentes na realidade, Voldemort aproximara-se dela, com uma bandeja de prata que continha um reforçado café da manhã.

—Tive que lhe dar poções reforçantes e outras coisas…mas ficou esse tempo…

—Tanto tempo…- Fora as únicas palavras que ela conseguira pronunciar, antes de começar a devorar a comida, mais para escapulir-se da conversa tensa do que pela fome.

Ele fora no seu escritório trabalhar, ao que ela comera, aliviada de poder escapar um pouco que fosse da conversa, mas quando voltara, ele não parecia tão determinado quanto ela a esquecer o assunto.

—É, mas poderia não acordar sabia?

Hermione mordera o lábio inferior, deixando cair um pedaço de pão no prato, conforme olhava nos olhos dele.

—Eu sei…

—Porque foi imprudente na Rússia?

Ele tinha que perguntar, claro que tinha…ela tentara desviar o olhar, mas ele deslocara novamente com um toque algo gentil na direcção do seu rosto novamente, não deixando que ela desvia-se dos seus olhos um minuto que fosse.

—Eu vi …um Soldaty apontando a suas costas…e…não pensei, só…me atirei…

—Obrigado…

Ela abrira a boca, vendo o quão ele estava perto e roçava os seus lábios, com o polegar, isso a fizera passar a língua involuntariamente, humedecendo os lábios, ao que ele parecia meio concentrado no movimento que eles faziam e quando ele ia beijando-a, uma coruja entrara no quarto, distraindo os dois, fazendo a castanha corar e ele recriminar-se por ter quase cedido ao que desejava naquele momento, amaldiçoando-se a si próprio.

Sairá novamente dos seus aposentos, deixando Hermione desconcertada e meio angustiada para trás, deixando a bandeja no chão, vendo o elfo aparecer em seguida levando, enrolara-se entre seus lençóis, tapando a cabeça, voltando a dormir instantaneamente, que agradecera a Merlin, evitaria ter que pensar muito mais.

Enquanto isso, chegando no seu escritório, fechara-se dentro do mesmo, com a carta da coruja sob as mãos, sentindo que ele havia chegado numa situação que ele não podia mais ignorar e nem fugir.

Ele tinha que fazer alguma coisa!

(...)

A rotina estava voltando ao normal na Mansão Riddle, conforme Hermione caminhava agora na direcção do escritório térreo de Voldemort, felizmente ainda naquele dia que acordara tivera permissão de ir para seus aposentos, mesmo que fosse no mesmo andar dele, mas ainda assim, era uma barreira física que ela de todo precisava.

Mas, ela sentia que seu corpo provavelmente não iria sobreviver aquele encontro…quando contasse que o livro de runas ficara queimado pelo Dragão.

Suspirando bem fundo, batera na porta, ao que recebera um “entre”, ato que fizera de seguida, vendo que ele encontrava-se olhando pergaminhos, parecia meio insatisfeito, o que a fizera quase arrepender-se de ter decidido ter ido ali naquela hora.

—Ah, é você…

Ele havia erguido os olhos. Bem podia ter tido recepção pior, vira que ele voltara o olhar para os pergaminhos.

—Posso sempre voltar outra hora...

—Não, Hermione…

Ela via que agora não tinha grande escapatória, e ele com certeza podia sentir sua ansiedade, ao que vira ele arquejar a sobrancelha, a medida que semicerrava os olhos, suspirando ligeiramente.

—Problemas?

—É…bem, relativamente com o livro de runas…hm…

Ele semicerrara ainda mais, revirando os olhos, encostando as costas na poltrona.

—Já soube…

Hermione levantara os olhos, como interrogando como e quando, ao que ele apressara-se a responder a suas silenciosas perguntas.

—Srta. Greengrass disse que enquanto fugiam, ela deixou cair o livro de runas e o dragão incinerou ele…bem mas como ela , Draco e Bella lidaram bem com a situação na Rússia e quase não houve baixas…só sofreu uma dose de tortura, além de claro ter que transcrever as runas que preciso para estes pergaminhos…- Indicando os que estavam sobre a mesa, Hermione seguira com o olhar, ainda não acreditando no que Astoria havia feito por ela, seu coração enchia de gratidão com a morena.

—Ahm, que baixas houve…?

—Alguns idiotas que sinceramente não me fazem falta, demos pela falta de Darius, mas o corpo dele não apareceu…não sei se morreu ou só está desaparecido…

Isso enchera o coração de Mione, com uma premente tristeza ao ouvir a noticia, mas voltara seu olhar a Voldemort que parecia muito sério agora.

—Preocupada ?

—Era meu amigo…foi o primeiro comensal que me aceitou aqui…

Voldemort assentira, erguendo-se de sua poltrona, ao que ela notara seu aproximar bem perto dela, engolindo em seco, mas incapaz de escapar dele, olhara seus olhos, vendo o quão ele encontrava-se distraído, puxando-a para ele, ao que ela não conseguia, nem queria afastar-se.

E como se fosse algo imensamente certo, ele a beijou e ela sentia como se fosse… céu, aquele toque, tanto que se aproximou mais a ele, quase colando-se nele, aprofundando o beijo, sentindo sua língua invadir a boca dela, fazendo com descargas bem enérgicas espalhassem por seu corpo.

Sua mente gritava que era fortemente errado, tinha tudo para dar errado, mas seu coração queria, desejava, ela não conseguia simplesmente evitar, até que ele parou o beijo, olhando nos olhos dela, como se estivesse travando a mesma batalha que ela. Ele suspirou fortemene levando a boca ate o ouvido dela, sussurrando.

—Eu devia de matar você… sabe o porque…

Ela limitara-se a assentir, conforme ele passava seus dedos longilíneos por seu pescoço, fazendo-a fechar os olhos, mediante ao arrepio que aquele gesto causava.

—Mas não consigo fazer isso, vou te dar uma escolha Hermione, podera ir...e nunca mais te importunarei desta forma…mas se ficar, você sabe que seu destino…é ser minha…

Hermione ouvia aquele ultimato e olhara para os olhos dele, procurando algum resquício de artificio ou mentira, mas nada…ela podia simplesmente levantar e ir embora, ela devia fazer isso…mas, tudo que ela via naqueles olhos era um pouco do que ela reconhecia em si própria e lentamente o seu coração começou a aceita-lo, deixando a razão e a consciência para outro plano e para outra hora.

E a resposta para a pergunta dele, foi os lábios dela conectando aos lábios dele, ao qual ele correspondeu de forma igual, a mantendo colada a ele.

E em seguida, aparatara com ela para seus aposentos, deitando-a sob a cama ao que ela sorriu ao olhar seus olhos, o puxando para si, o beijando, sentindo seu peso sob o seu corpo.

Ele se ajoelhou na cama, começando a desabotoar a camisa vermelha que ela portava, abrindo botão a botão, numa lentidão que estava com toda a certeza a torturando, mas ele não parecia se incomodar, na realidade parecia estar amando ouvir os bufos irritados dela.

Com uma calma, que ela jamais sonhou em ver no senhor das trevas , ele levou a boca, lambendo e mordiscando a pele dela, passando os lábios, numa lenta descida pelo vale dos seios e pelo seu ventre, sentindo como ela ia se contorcendo, com leves suspiros. Passou a mão grande e máscula pelos seios dela, massageando de leve, enquanto subia rapidamente para acima, roubando beijos sôfregos dos lábios dela, ao que ela sentia-se em um sonho molhado, e ficando cada vez mais entregue conforme sentia as carícias em seu corpo.

Lentamente, como se quisesse torturá-la ele levou a mão que antes estava nos seios dela para detrás de suas costas, sem parar de sentir a pele dela nos dedos, tirando seu sutiã. Se afastando dela, a uma distância pequena, para ter uma boa visão de seu corpo a achando simplesmente linda.

Hermione não pode evitar corar, se sentindo incrivelmente vermelha, ao ser exposta ao olhos bélicos verdes que ele possuía e com uma constatação muda, ela viu que o olhar dele brilhava de puro prazer, a deixando um pouco consternada. Que claro, ele nota facilmente e com isso, algo lhe passa a cabeça.

—Hermione, você…é…virgem?

—Sim…eu…

Ele não pode deixar de se sentir extasiado, então calou seus lábios, colocando dois dedos indicadores sob a boca dela, antes que ela tivesse chance de divagar ficando nervosa. Ele sorriu sensualmente, e em seguida a beijou. Mas dessa vez, era um beijo transmitindo todo o prazer que ambos possuíam, ela ainda estava tímida, mas ousou colocar as mãos sob as vestes dele, acariciando as costas dele e indo até o ábdomem na frente, apertando, tocando, que em troca ele gemeu baixinho entre o beijo, dando um voto de confiança para ela continuar.

Hermione se sentia maravilhosa, e a cada minuto que passava mais relaxada, Voldemort conseguia fazê-la sentir coisas que nunca imaginou, era tudo muito prazeroso, aquele calor que subia pela barriga dela, ao sentir as caricias que ele fazia por seus seios, ou os beijos molhados e sensuais que ele passava por seu corpo, era tão quente.

E quando ele descera novamente seus carinhos sob seus seios, contornando com a língua e beijando-os, ela dera-se conta do quão era prazeroso e gemera bem alto, fincando as unhas por sua pele, algo que pareceu o agradar, dedicando um bom tempo a fazendo sentir que seus olhos iriam revirar de prazer, e mesmo que sem perceber, ela arqueja as costas mais para perto da boca dele, só para sentir mais o contato íntimo, ao que ela com esse ato não notara no olhar satisfeito que ele fazia olhando-a e admirando cada movimento que ela fazia.

Lentamente voltara a descer o ventre, deixando um rasto molhado por onde passava com seus lábios, até chegar no botão da jeans que ela portava, se bem que era bom ponto ela usar roupas muggles, ele nunca havia-se questionado o porque, mas também não seria a hora, ele nem queria saber na realidade, sentara-se na beirada cama, esticando as pernas dela para cima, retirando-as, mas não deixando que ela as baixasse novamente, colocando os tornozelos sob seus ombros. Ele olhava bem nos olhos dela e via seu olhar extasiado olhando para ele e para a posição incrivelmente erótica que ela encontrava-se, sendo que a calcinha era a única peça que sobrava sob seu corpo.

Hermione parecia incrivelmente dividida entre a vergonha e a curiosidade com aquele ato em si, para Voldemort de fato, ela era incrivelmente curiosa para tudo e tinha uma vontade a todos os níveis de saber o que fazer, mas ainda era bem cedo para isso, ao que sem desviar os olhos dela, reposicionara as pernas dela do lado da cintura dele, ao que começara a retirar o seu próprio manto, que fazia a castanha olhar qual hipnotizada, á medida que as mãos dele iam para a camisa desabotoando-a, ficando somente de calças perante ela.

Suas mãos percorreram as pernas dela acima, chegando as coxas, detendo-se ali massajando e provocando, ao que ela saira do seu estado de contemplação, recomeçando a gemer audivelmente.

—Tom…

Ele ouvira seu nome, mas não sentia nenhuma necessidade de corrigi-la, como se na boca dela não fosse um nome tão comum quando pronunciado com tanto desejo e vontade em sua voz. E sentia vontade de ouvir mais, com esse objectivo bem firmado, tocara com o dedo indicador sob sua calcinha, ao que ela dera um gemido mais grave que os outros, começara a mexer num movimento ascendente e descendente, ao que ela ia ficando mais molhada e ao mesmo tempo, falava algo que ele não lograva entender e gemia na outra metade do tempo.

Entre seu estado extasiado, ele retirara seu calcinha e isso parecera-a acordar para o Mundo, sentia que agora de fato, estava completamente exposta a ele e ao seu poder, ela sentia isso em cada movimento e gesto que ele fazia, ele queria demarcar de uma vez, que ela era dele e mais do que isso, que só ele teria esse poder sobre ela.

Ele sentia que a tensão que havia afastado por momentos havia voltado novamente, ele sentia a erecção dentro de sua calça apertar ainda mais, só de ver a beldade que ela era e a perfeita que se mostrava em sua inocência nua, mas ele tinha que perguntar.

—Tem certeza?

Hermione limitara-se a assentir, com os olhos nublados de desejo, mesmo com aquela tensão involuntária. Ele beijara seus lábios, desabotoando ao mesmo tempo suas calças e abaixando sua boxers, libertando seu membro. A castanha arriscara-se a olhar para baixo, engolindo em seco ao ver Voldemort em sua plenitude nú, mas o beijo firme que ele tornou a dar nela, foi a libertando da tensão.

E os movimentos que ele fazia com os dedos matreiros que ele movia entre suas pernas, na sua entrada, estavam conseguindo levá-la ao delírio ao que ela sentia uma estranha sensação de urgência tomar conta dela, como se fosse necessário, ao que ele sussurrara ao ouvido dela, numa voz eroticamente sedutora.

—Goze para mim…

Ao que ela sentia algo como plenitude tomar conta de seu corpo, sentindo o corpo dela estremecer de prazer, ela olhava para ele respirando fundo, nisso via ele posicionando-se entre suas pernas e lentamente, sentia a sua intrusão dentro dela, começando a abri-la e estica-la, ao que ela mordera o lábio inferior para não dar um gemido de dor, mas isso fora inevitável quando sentira ele romper o que seria a sua virgindade e sentir o sangue escorrer á medida que ele entrava inteiro dentro dela, ficando parado para que ela acostumasse-se, ao que Hermione sentia-se mais calma, olhando bem no fundo dos olhos verdes dele. Ela o beija sendo retribuída vorazmente por ele, que recomeçara a se mover, ao que inicio era um leve incomodo dela, mas a medida que ele ia indo e vindo dentro dela, a castanha sentia-se cada vez mais solta e involuntariamente começara a mexer seus quadris, enlaçando suas pernas na cintura dele, acompanhando seus movimentos.

Por sua vez, Voldemort ia controlando-se para não investir dentro dela conforme desejava, para não machuca-la, movimentava-se conforme o corpo dela o ia aceitando e quando ela começara a mover-se no seu ritmo, ele não conseguira controlar-se muito mais, sentando-se sob a cama e puxando-a para seu colo, aprofundando a ligação entre os dois, sentia que Hermione colocava seus braços sob seus ombros, sendo tão carinhosa ao mover suas mãos no corpo dele, explorando curiosa e movendo-se em seu colo , olhava seus olhos vendo tudo que eles diziam naquele momento, puxando-a mais para si, beijara-a ao que ela retribuirá com a mesma voracidade que ele e lentamente, ambos chegaram no orgasmo que tomara conta de seus corpos violentamente, se abraçando fortemente um ao outro, sentindo os espasmos em seus corpos com força, até que foram acalmando.

Lentamente, retirara Hermione de seu colo, deitando-a na cama e deitara-se ao seu lado, puxando-a para si, ao que ela não recusara, repousando a cabeça sob seu peito, roubara-lhe um beijo, sorrindo satisfeita e fechara os olhos.

Passado momentos, Voldemort adormecera, mas Hermione não, que abrira os olhos novamente ao notar que ele dormia profundamente, habilidosamente desviara-se , enrolando-se no lençol, indo até á varanda dos aposentos dele.

Pensando e com razão, que ela havia escolhido um caminho tenebroso e não sabia o que fazer agora.

E sentindo-se angustiada, sentia as lágrimas percorrerem novamente seu rosto, voltara o olhar para ele, ao vê-lo dormir, parecia um anjo , algo que ele absolutamente não era.

Ela não conseguia matá-lo, nem fugir…ou sair de perto dele. Que seria dela?

Ela estava perdida.

(…)

Olhando a Lua, encontrava-se uma bela mulher morena de olhos verdes, fumava um cigarro comprido estilo francês dos anos 50, absolutamente distraída e com o pensamento longe, um homem que parecia ter a mesma idade dela, aproximara-se encostando-se no parapeito da varanda onde os dois encontravam-se, olhando na mesma direcção que ela.

—No que pensa, irmã?

—Em como você é inconsequente…

—Freya…

Esta olhara para o seu irmão, com um rosto sério, ao que ele guardara silêncio sabia que não era de bom-tom contrariá-la quando fazia aquela cara, ao que esperara e deixara que ela falasse, se bem que sabia o que provavelmente ela iria dizer.

—Não, ouça você Rurik, está tentando ser morto? O que pensou vindo aqui?

Rurik parecia fortemente contrariado, querendo sair de perto, sendo barrado pela irmã que continuava com a mesma expressão, ele forçara o seu olhar para ela.

—Eu pensei…que…

—Pudesse mudar alguma coisa? Fazer algo diferente?

—Sim…

Freya parecia olhar para ele, sua expressão era incrivelmente dura quando apertara o queixo do irmão que sentia que lágrimas iriam cair de seus olhos multicolores, mostrando seu sofrimento, ao que ela suspirara, abraçando-o fortemente.

Ao sentir-se mais calmo, afastara-se e seu olhar era incrivelmente determinado.

—Eu tenho que conseguir, Freya…

—Só se tornando um assassino, é isso que você quer ser? É isso que quer se tornar?

Rurik engolia em seco, não querendo reconhecer que Freya era mais realista, sentindo-se incrivelmente angustiado.

—Irmã…

—Rurik…

—Volte comigo…esqueça essa ideia…

—Não posso…

—Rurik, isso é loucura…

—Porque veio?

—Porque vim te salvar de fazer uma enorme besteira…

—Freya…

—Ela morreu, Rurik…- O tom aparentemente frio que ela usara magoara mais do que seria possível a Rurik que não queria conformar-se , tapando seus ouvidos.- Você precisa aceitar isso de uma vez, ela morreu …nada a vai trazer de volta…

—Não…

—Rurik…

—Não sei o que aconteceu com o seu coração, que gelou dessa forma…eu quero a minha irmã de volta…- Ele gritava naquele momento, saindo da varanda com as lágrimas brilhando e rolando por seu rosto, conforme saia dali. Ele não se envergonhava nenhum pouco, em expressar sentimentos, mesmo ja sendo um rapaz formado, mas Freya...

Freya ficara somente observando por onde saia seu irmão, voltando a fumar, engolindo o ímpeto de choro que ameaçava tomar conta dela, mesmo que tentasse ser dura, com o irmão, as palavras dele a machucaram. Engoliu o choro, escutando passos, se virou para ver quem era, dando de caras com Albus Dumbledore.

—Você tem razão, Freya…

—Eu sei que tenho velho, não preciso que confirme…

—A mesma petulância…

Isso parecera enfurecê-la, virando–se para Dumbledore que tinha uma expressão bondosa encarando-a. Ela suspira meio irritada.

— O que quer, Dumbledore?

—Nem Rurik, nem Hermione, nem qualquer outra pessoa pode, mas…você tem a frieza necessária para fazer…

Freya olhara para ele, sorrindo de modo bem irónico, voltando a fumar um trago de seu cigarro.

—Admirável o seu raciocínio frio, Dumbledore…

O director de Hogwarts desviou o olhar da moça, olhando para a Lua, aumentando seu sorriso, conforme Freya analisava o que ele lhe propôs, e lançava um olhar para baixo do castelo, na relva, identificando seu irmão caminhando em direção a floresta proibida e sumindo pela na noite.

Notas finais
:D like?? :3 Deixe o seu agrado ♥ seja de que forma for, nem que seja como Jazz disse, mande sinal de fumaça kkkk EOE mas se manifeste ahuahauhau