Notas iniciais
Olá :3 Primeiramente eu e a Luna, devemos pedir desculpas pela demora! Então Sorry! kkk Não foi por mal, mas nossa inspiração resolveu viajar junto com a maioria das pessoas nessa época de fim de ano! kkk E finalmente ela apareceu e aqui estamos hoje, nesse domingo friozinho e chuvoso,postando o capitulo! kkkk Sem mais delongas. Boa leitura!

Harry Potter, o menino que sobreviveu, acordou pela décima vez na noite, ofegante, sentindo sua T-Shirt húmida e se sentindo confuso. Algumas gotas de suor, até que escorriam pela sua testa, lhe dando ainda um ar doentio e cansado, de mais uma noite mal dormida.

Passou o dorso da mão no rosto, limpando o suor, meio desajeitadamente e se levantou da cama, não querendo acordar Rony, que parecia também não estar em seus melhores momentos, em meio a um sono conturbado, balbuciando algo como “Córmaco…está com ela…Harry”.

É ,ele não estava sonhando coisas boas, mas quem seria essa tal de ela?

Mas naquele momento, Harry encontrava-se incrivelmente atordoado demais, para pensar nisso, fechou a porta do quarto com cuidado e se encaminhou para a cozinha do pequeno apartamento, querendo tomar um pouco de ar.

Se encostou no balcão, observando pela janela, a rua lá fora, vendo o dia clarear e o movimento já enchendo de vida por Londres, de quem tinha que madrugar para procurar seu sustento, suspirou profundamente.

Já tinha algum tempo, em que ele andava tendo sonhos com alguém que simplesmente apareciam como um borrão em seus sonhos, sensações estranhas que assaltavam-no durante o dia, como deja-vus intermináveis, como se tivesse esquecido de algo importante e de que tinha necessidade de recordar do quê, o porque e quem era.

Era alguém, isso ele tinha a certeza e sentia um amor...fraternal!

Como se tivesse a um irmão, ou uma irmã...desconhecida, mas ele sabia que era o único Potter ainda vivo, por isso essas sensações estranhas e angustiantes, não faziam o menor sentido.

Não sabia ao certo como isso começou, mas no começo, achava que tinha haver com Voldemort, mas a medida que os sonhos aumentavam, pareciam mais como lembranças que ele próprio havia esquecido.

Relativamente a Riddle, esse andava meio sumido e longe dele o que de si era bastante estranho, já que a missão principal de sua vida era querer exterminar a sua, isto desde que tinha um ano de idade, e esse silêncio era de facto bem estranho.

Mas ás vezes, quando a Oclumância dele caía ou sentia fortes emoções, ele conseguia vislumbres do que ele fazia e isso que tornava tudo ainda mais estranho.

—Não esta conseguindo dormir também?

Harry virou-se, dando de caras com Rony no batente da porta, com grandes olheiras no rosto, todo amarrotado no seu pijama de Chudley Cannons.

Harry não duvidava que se olhasse a si próprio no espelho naquele momento, estaria que nem o Ron. Completamente acabado.

Harry negou, e o ruivo suspirou caminhando lentamente até a mesa, sentando-se de frente para o amigo.

—Temos reunião da ordem, daqui a uma hora...

—Eu sei...

Harry ficou em silêncio, voltando a olhar para a janela.

—O que está acontecendo?

—Não estou entendendo ,Rony.

Rony arquejara a sobrancelha, como lhe dizendo que “Ei sou seu melhor amigo, te conheço muito bem…”, fazendo Harry esticar as costas, suspirando, procurando um copo de água para beber, mas o ruivo tinha que continuar a conversar, mesmo ele não desejando nem um pouco.

—Primeiro Voldemort desaparece, segundo, eu tenho sonhos bizarros e...sensações estranhas durante o dia... e sei que você tem andado igual…- o moreno somente olhara o seu melhor amigo, continuando a ouvi-lo, vendo se ele próprio conseguiria entender alguma coisa.-Esses dias eu pude jurar que não estava completamente dormindo quando tive um vislumbre confuso de um garota dentuça com o cabelo todo armado. Parecia até com o cabelo da minha tia -avó...

Ao concluir a sua frase, Rony se arrepiou , provavelmente tendo alguma lembrança familiar desagradável, Harry semicerrou os olhos, ele estava passando pelo mesmo que ele? Isso estava ficando intrigante.

—Você também está tendo isso?

—Você achou que eu não estou conseguindo dormir direito por ter saudades do colo da minha mãe? Claro que não Harry! Eu mal posso fechar os olhos e tenho sonhos confusos com essa garota e o estranho é que eu pareço gostar dela.

—Gostar?

—Sim Harry! E como se…fosse a Gina! E eu posso te garantir que ela é tão irritante quanto minha irmã!

—Ai ,meu Deus! Estamos ferrados! Temos uma segunda Murta Que Geme, invadindo nossos sonhos…-Concluiu Harry, sentando-se de frente para o Rony, na mesa, tentando fazer uma piada, que Rony entendeu de primeira e riu. Porém, passado segundos, desfez o sorriso, voltando a ficar mais sério.- Já faz um bom tempo que tenho sonhos estranhos. Você se lembra no primeiro ano, quando aquele Troll montanhês que apareceu na escola?

—Claro, nos quase morremos, e eu ainda tirei ranho do nariz de um Troll e era bem na época do Quirrell!

—Sim, mas você se lembra do que nós fomos fazer no banheiro da meninas nesse dia?

—Sim nós estávamos salvando...alguém...

—Isso Rony! Nós estávamos salvando alguém, mas quem?

—Eu não sei...parece que quando tento me lembrar, algo fica borrado na minha cabeça Harry.

—Exato, como eu, Ron, e se de alguma forma, essa menina que não conseguimos recordar a fisionomia, e que nos andamos sonhando, tem haver com tudo isso? E tem mais, além desses sonhos…

—O que mais?

—Você sabe que tenho conexão directa com a mente de Voldemort…

Rony distorceu seu rosto numa expressão séria, velhos hábitos nunca mudavam, já que cresceu temendo o nome do bruxo das trevas, mas em vez de interromper apenas continuou escutando Harry falar, limitando somente em assentir.

—E de vez em quando ele deixa baixar a barreira da mente dele…

—Não devia deixá-lo entrar na sua mente, Harry…

Harry suspirou meio impaciente, como se para ele fosse fácil, fazer Oclumância tendo como mentor, aquele intragável professor de poções.

—Eu sei, Ron mas ele anda estranho…

—Como assim?

—Ele está sentindo, tipo…bons sentimentos…

—Como ? Tortura, morte e etc…sim já ouvi falar,mas bons sentimentos aquele…ser?

—Sim…

—Que tipo de sentimentos…?

Mas, Bichento aproveitou esse momento para aparecer na cozinha, dando pequenos miados, se fazendo presente, que fez com que os meninos se distraíssem um pouco mais.

Ron se levantou e foi colocar comida ao gato em questão, sempre olhando desconfiado e o pequeno e gordo felino olhando do mesmo jeito, Harry achava certa graça.

—E algo me diz, que esse gato não é nosso.

—É, eu também acho que não.

—Inferno Sangrento, me esqueci completamente! -Se levantou da cadeira, praguejando baixinho, ajeitando os óculos redondos nos olhos e lançando uma boa olhada a Rony — Temos a bendita reunião na Ordem, daqui a poucos minutos!

—Ai Relaxa Harry, ninguém vai morrer se esperar um pouquinho...- Harry lançou-lhe um olhar ensonado e mal humorado, que ele começou a caminhar mais rápido na direcção do quarto.-Okay então vamos logo! Tem alguém aqui que não se aguenta ficar sem ver a Ginny...-Brincou, ganhando um boa olhada cortante de Harry, que rendeu uma boa careta, tentando segurar o riso.

Ambos foram, trocar o pijama e fazer as higienes necessárias e quinze minutos depois, já estavam aparatando no esconderijo da Ordem, no Largo Grimmauld.

(...)

Freya estava entediada, tinha visto tantas reuniões em sua vida, como esta que estava acontecendo, que estava achando que seria apenas mais uma com a qual cresceu ,vendo.

Tinha tantas pessoas ali na grande mesa, a qual Dumbledore estava no lugar de anfitrião, aguardando pacientemente e …tricotando, ele de facto era um ser muito estranho!

A morena se surpreendeu por ainda ter tantas pessoas na tão famosa Ordem da Fénix, ela realmente estava ali porque o velho praticamente a “obrigou”, usando somente o único argumento que podia convencê-la a ficar, seu irmão, falando nesse não o via desde o outro dia, isso a estava deixando preocupada, mas havia lugar e momento para tudo.

Desviou o seu olhar em redor da mesa, viu Lupin, Tonks, uma senhora que ela nem sabia porque motivo ainda estava na ativa, aparentando ser esquelética, Kingsley, McGonagall, vários bruxos ruivos, que sem dúvida alguma eram Weasley's, mas mesmo assim, o tédio prevaleceu.

Talvez, se não fosse seu querido irmão gémeo, apenas talvez ela apenas estaria sentada em sua suíte de luxo, fumando seu cigarro e bebendo seu hidromel em paz, vendo seu pai enlouquecer mais um pouco, com a perda de sua mãe.

Engolindo em seco, afastou esse pensamento infeliz e continuou olhando em volta, só para constatar, que nada era diferente do que estava acostumada, só mudava pequenas coisas.

Como quando viu dois rapazes, um ruivo e outro moreno...entrando pela porta da sala de reuniões, caindo um em cima do outro com impacto da porta, se entreolhando enfadados e envergonhados, pois a atenção se centrou toda neles.

—Desculpem o atraso! -Disse o moreno , se levantando do chão e sentando-se na primeira cadeira vazia que viu, que por um acaso era de frente com Freya e ao lado de Gina Weasley.

—Eu e Harry perdemos a noção do tempo. -Se desculpou Rony, se sentando do outro lado do amigo, tendo o cuidado de não olhar para o olhar de Dragão Fêmea cuspidora de fogo que sua mãe tinha naquele momento.

—Droga! -Praguejou Fred, entregando um saquinho de moedas a George, lançando um olhar mortal ao irmão mais novo que não entendia o que acontecia e ao famoso menino que sobreviveu, para depois distorcer num sorriso maroto ao olhar de volta para George, que também captara a atenção.

—Obrigado garotos! -Agradeceu George, sorrindo.- Nós apostamos que vocês dois se atrasariam, e como sempre são previsíveis e eu acabei enriquecendo mais um pouco…

—Ah, cala a boca...eu e Harry, tivemos um imprevisto!

Freya revirava os olhos, tamborilando os dedos com longas unhas da cor vermelho vivo, arquejando a sobrancelha ao escutar a conversa deles e achando-os meio infantis para o seu gosto.

Enquanto a senhora Weasley puxava as orelhas dos filhos, o que lhe rendera umas risadas contidas com as expressões contrariadas, é ela com certeza gostou da matriarca Weasley.

Mas havia algo que lhe estava incomodando, uma sensação de estar sendo observada incessantemente, desviou o olhar da cena e olhou para outro local, notando só agora que Potter, estava olhando para si, como uma criança fascinada, olhava para um doce.

Ela sorriu levemente para ele, achando bastante hilário, se havia algo que Freya adorava era sacanear com os babuínos idiotas que lhe olhavam e aparentemente o rapaz que sobreviveu não era imune ao charme dela, mas um som indignado e irritado bem do seu lado chamou-lhe a atenção, quando olhou tinha uma ruivinha possessa, a fitando como se fosse matá-la, e para Harry Potter como se lhe fosse cortar a coisa que o fazia ser homem, algo que Freya teve que admirar, não eram muitos que se atreviam sequer a olhá-la na cara com aquela ousadia, coisa que fez Ginny ganhar pelo menos um pouco de seu respeito. Ela gostava de pessoas autênticas.

—Acho que já podemos começar...-Balbuciou Dumbledore, coçando o queixo e guardando seu tricôt, olhando entre os membros que enfim se aquietaram. -Nós formamos a reunião hoje, para...

—Desculpe me professor Dumbledore, mas quem é ela? -Perguntou Harry, engolindo em seco por causa da fúria de Gina,sem entender porque, o que a ruiva que bufou ainda mais irritada, enquanto ele apontava para Freya que deu de ombros, sorrindo agora bem humorada e não tediosa, ganhando a atenção de todos a mesa, inclusive Ron, que agora a fitava com interesse.

—Esta é Freya, ela me ajudou muito com o último ataque de Andrey Sven em Hogwarts, se não foss...

—Não se esqueça, senhor Dumbledore que meu irmão também tem parte dos méritos e não é só em Hogwarts não é...- Dumbledore só sorria para a moça que muitos ali acharam petulante e arrogante, por interromper sem problemas o director-...mas, tenho uma boca e uma língua para responder, obrigada por ser tão solícito… prazer Potter, meu nome é Freya. -Interrompeu a morena, dando um meio sorriso.

Todos os membros da Ordem a encararam com um misto de indignação e desconfiança, quem era aquela garota de só um nome e sem sobrenome.

—Freya do que...?-Perguntou Rony entrando na conversa, sorrindo abobado.

—Somente, Freya...ruivo…

O mesmo temperamento...e arrogância de sempre... pensava Dumbledore, se preparando para dar continuidade a reunião.

—Além da fascinante presença de Freya, temos assuntos importantes a discutir, tal como as tarefas que tenho a passar a vocês…o que aconteceu na Rússia, recentemente…e sem contar, claro da nova missão…

E o olhar dele pousava sobre Harry, Ron e por fim…Freya, que deixou os membros mais antigos e os mais recentes, surpresos e ainda mais curiosos.

(…)

Hermione não podia se sentir mais culpada, angustiada, confusa e envergonhada, enquanto tomava café da manha, ao lado de Voldemort, era um cocktail de sentimentos que ela mal conseguia suportar, sendo que teve que fazer uma forte oclumência para difundir os sentimentos dele da percepção dela.

Este por sua vez, olhava para ela em questionamento, vendo a reacção dela, mas ela não ousava de nenhum jeito ,cruzar seu olhar com o dele, ela não iria aguentar, seu rosto espelharia tudo que ela vinha tentando conter e ainda mais com todos os comensais ali presentes, ela tinha que se manter firme.

A noite anterior estava fortemente vivída em sua mente, de todas as coisas que ela podia ter feito, que ela já tinha feito, que podiam ser objeto de reprovação de muitos, era demais para sua cabeça aguentar e o que mais se recriminava era que tinha gostado.

As carícias, a forma que ele a possuiu...a sua primeira vez tinha sido…incrível, mas a pessoa com quem havia passado a noite, ela nunca fora de muitas ilusões extremamente românticas, mas ela havia tido a sua primeira vez e havia praticamente admitido que…

Céus, ela não conseguia nem completar o próprio pensamento com vergonha de si mesma. Corou relembrando da forma que gostou das mãos grandes pelo seu corpo, os beijos, o modo como a abraçou no fim, como se fosse algo incrivelmente valioso.

Por Merlin! Ela cruzou uma linha na vida dela, que nunca mais poderia reverter essa ação. E era isso que a estava matando.

Não era só Dumbledore que estava contando com ela, mas também Draco, Harry, Ron...

Todos! E na primeira oportunidade e na primeira fraqueza, ela...

—Hermione... -Disse Voldemort baixinho, franzindo a testa , semicerrando seus olhos verdes,vendo o comportamento dela, sentindo as emoções conflituosas e contraditórias que ela estava tendo, e aquilo estava afectando ele, que não conseguia se concentrar de modo algum, porque era aquela constante tensão e agonia que ela sentia.

—Sim... ?- Ela não ousou fazer contato visual com o Lord, quando ele pousara a mão sob o braço dela, querendo que ela o olhasse, mas ela não queria, sabia que quando ela o encarasse, ela desabaria.

O muro que criou para tentar fingir que nada conteceu, ruiria como se nunca estivesse estado ali, e isso era o que ela menos queria no momento. Precisava ser forte.

Ela sabia que não poderia evitá-lo para sempre, mas era sufocante sentir que estava perdendo o rumo de seus planos, de sua cabeça e deu seu coração. Era tão frustrante!

Quando ele se machucou, ela nem pensou, somente arriscou a própria vida salvando a dele, e consequentemente quase morrendo no processo, entrando em coma induzido pela falta de energia mágica e de sangue, desejando mais que tudo que ele sobrevivesse, mais do que a própria vida, mesmo ele sendo cruel e vil. E isso era incrivelmente assustador e aterrador.

Qualquer um estando no lugar dela, poderia ter acabado com a tirania de Lord Voldemort de uma vez por todas, mas naquele momento, ela viu que não poderia.

Aliás na realidade, ela viu que nunca poderia fazer algum mal a ele e por mais que custasse admitir, não era pela manipulação da Horcux que vivia nela, era algo mais profundo...que a fez ficar se questionando por horas a fio depois de ter acordado do coma.

Ela se lembrava claramente, de ter dito que o amava e para satisfazer seu coração, ela colocou a culpa no calor do momento, jogando os problemas em uma caixinha e trancando a sete chaves no fundo da sua mente...mas depois de ontem, ela constatou que isso só piorou seu estado. Desde quando ignorar o problema era uma solução?

As três palavrinhas tão pequenas e tão mágicas que ela disse a Voldemort moribundo na cama, não tinham sido da boca para fora e foi esse sentimento que a fez ser uma menina tola e ingénua, na noite passada.

Diabos, no momento tinha parecido tão certo ter se entregado a ele, mas agora, puff, ela tinha plena certeza de que aquilo traria muitos problemas, ainda mais com ele ainda segurando seu braço de maneira possessiva esperando uma reação dela.

Como que ela iria resolver essa situação, Merlin?

Darius entra pela sala de jantar, chegando perto da poltrona do Lord, ganhando a atenção deste, que olhava seu comensal com um olhar incrivelmente sério e para a sorte de Hermione, completamente distraído, o que ela agradecia a Merlin interiormente.

Salva pelo gongo!

—Meu Lorde! -Reverencia Darius, ajoelhando-se servilmente, a castanha se encontrou feliz pela primeira vez ao dia, com o acontecimento que seu amigo estava vivo.

Se bem que de outros cantos da mesa, onde Bellatrix sentava-se , olhando olhava desconfiada para esse comensal, como se quisesse matá-lo, que vindo dela não era de estranhar-se, tentara reclamar com Rodolphus que olhara seriamente, irritado e cansado de a ouvir, sairá deixando-a falando sozinha, surpreendendo esta pela primeira vez na vida.

Aproveitando a deixa de Rodolphus, Hermione sairá da sala de jantar, tentando manter-se o mais distante possível dele, ela precisava pensar e reflectir sozinha.

(…)

Voldemort dera um leve sinal com sua mão na direcção do seu escritório térreo, deixando os outros comensais curiosos com o fato mas em nada dizeram, vendo somente seu mestre e Darius sumir pela porta.

Ao chegarem no escritório, o Lord das Trevas fechara a porta, indicando a poltrona de frente para a lareira e encaminharam-se os dois para lá.

—Por onde andou, Darius?

—Tive uns problemas com uns feitiços lançados por Soldaty…e estava me recuperando, não pude avisar, meu senhor…

Por algum motivo, ele tinha suas desconfianças com um dos seus mais confiáveis comensais, muitas das missões ao longo do Globo, podia ter dado errado se não fosse enviá-lo, missões no povoado que cercava o Castelo Bruxo no Brasil, Ilvermony nos EUA,povoado com uma forte presença de animais mágicos nativos que ele havia lidado perfeitamente, sim, ele era incrivelmente útil e bem preparado, sem contar da reclamação de Bellatrix, que o surpreendera em absoluto, uma comensal que ele havia treinado pessoalmente e segundo esta, ainda na Irlanda, havia-a torturado formidavelmente. Ele era exímio feiticeiro e o intrigava.

—Engraçado, demorou tantos dias, Darius? Precisei de você aqui…

Darius olhara para o Lord das Trevas, dando um mínimo sorriso contido. Mais uma curiosidade com ele, todos ficavam com um ego engrandecido quando os elogiava, mas não ele…era muito , muito curioso!

—Lamento mais uma vez, meu senhor.

—Darius, onde você aprendeu esse alto nível de magia?

Este remexera-se desconfortável, como se o assunto não fosse de todo agradável, mas após um curto período de silêncio, ele começara a pronunciar-se.

—Meu pai…

—Seu pai deve ser incrivelmente inteligente…

Este engolira em seco, distorcendo a sua expressão num esgar de desgosto, olhando as labaredas de fogo, Voldemort sentia que estava a tocar um ponto fraco e ele amava saber.

—Bastante, acho que o único modo de me dar bem com ele…era somente quando ele ensinava algo…e não era o professor mais paciente…e nem o pai…mais presente do Mundo…na realidade…

Darius voltara o olhar para seu mestre, extremamente sério e fervilhando em raiva, ao que o Lord das Trevas incentivara.

—Na realidade?

—Se tivesse ficado órfão, minha existência não teria precisado de tanto preparo e tanto conhecimento mágico…

Lord Voldemort distorcera o seu sorriso, num mais macabro. Darius tinha verdadeiro ódio do pai. O ponto fraco do rapaz era o pai, nisso ele podia identificar-se, ele próprio matara o seu.

—Era um pai horrível, mas pelo menos transmitiu importantes conhecimentos…

—É suponho, que seja verdade…

—Bem vindo de volta, coma algo…vá fazer alguma coisa inútil e apareça-me aqui por volta das quinze horas, tenho uma missão para você…

(…)

Enquanto a conversa transcorria no escritório de Voldemort, Hermione encontrava-se passeando pelo belo jardim, sentindo-se incrivelmente intrigada, em questões cada vez mais complicadas, sua cabeça parecia prestes a explodir e sentia tudo tumultuar, mas quando pensava em gritar para estravazar, ouvira um som que vinha do seu lado direito, caminhara na direcção do som, vendo detrás de uns arbustros, Astoria acabando de discutir sem muita surpresa com Draco, não dava de ouvir, mas parecia que o loiro havia saído furioso, sem nem olhar para trás, vendo a expressão de angustia e aflita que a morena detinha.

Vendo que ele já ia longe, ela não sentia-se com coragem de o encarar sem sentir-se…suja, caminhara na direcção de Astoria que mal ela dera dois passos, já tinha a varinha apontada certeiramente no seu nariz, enquanto a sua já estava apontada por reflexo no coração desta, que ao ver quem era, baixara em seguida, suspirando aliviada para depois arquejar a sobrancelha em questionamento.

—Está tentando morrer, Hermione?

—Bem, seria uma morte calma e feliz?

O seu humor negro de facto estava se aprimorando, que Astoria piscara os olhos, notando que ela não estava no humor habitual.

—Está tudo bem?

Ela já estava dando a resposta ensaiada na ponta da língua, quando notara que seu cérebro mandara a informação real.

—Não, está tudo péssimo...

—O que aconteceu?

Hermione olhara para os olhos azulados de Astoria, vendo preocupação genuína, por detrás da habitual braveza. Ela sorriu e só esse gesto a fiz toldar os olhos em lágrimas, quando se de por si, sentia a mão direita da morena afagando suas costas, enquanto ela encharcava o seu ombro e por consequência sua blusa, chorando como se lavasse sua alma.

E aquilo havia-lhe feito um bem incrível, quando erguera-se, dera com a expressão compreensiva de Astoria.

—Desculpa, te encharquei toda…

—Tudo bem, está se sentindo melhor?

—Sim…obrigada…

—Quer me dizer que aconteceu?

—Bem…uma situação complicada…que não vejo um fim ou caminho para seguir, mas…eu queria falar com voce…

Astoria vira que ela tinha deliberadamente mudado de assunto, ao que respeitou.

—Sobre?

—Sobre aquilo do livro de runas, você levou a culpa por mim…pensei que não quisesses se encrencar.

Hermione olhava com um meio sorriso de “te peguei…” a qual a morena fez um bico aborrecido, suspirando.

—Tudo bem, você é uma pessoa até que tolerável, Hermione…

Esta sorriu, sendo acompanhada da morena, mas quando ela iria responder, alguém apareceu e ela reconheceu a sua presença, mais que imediatamente.

—Bom dia, miss Greengrass…miss Hermione…

Ambas ergueram-se, fazendo a vénia. A castanha manteve seu olhar para baixo, não olhando seu mestre, ao que este notara, ficando ainda mais serio e sem desviar o olhar dela, dispensando Astoria com um gesto que ela obedecera, dando ainda duas olhadas para Hermione que a tranquilizara.

—Precisamos conversar, Hermione…

E pela primeira vez no dia, erguera o olhar para ele, engolindo em seco e voltando a desviar, ela definitivamente não podia mais fugir daquele assunto e do medo do que o desfecho, traria para a sua vida.

Notas finais
Leitor: Mesmo esquema de sempre, se gosta dessa fanfic ou capítulo, participe com o seu comentário, favoritos, recomendação, acompanhamentos, sinal de fumaça, MP, etc. Sua contribuição ajudara para a actualização dessa história. E como vocês sabem, nos possuímos outras historias também, quem se interessar fiquem a vontade! E amore, comentem bastante, nos digam suas teorias, se comuniquem, para que nossa inspiração volte com tudo! kkk Beijos.