Macabro
11 mudanças
Notas iniciais
foi mal pela demora, mas é que do nada fiquei sem computador.
Mas to de volta postando novos capitulos. ja ja posto umas das minhas partes favoritas. bjs.
Gabriela se arrumava toda, como nunca tinha feito antes. Dando os últimos toques no cabelo e no batom em frente ao espelho da sala. Fernanda ficou olhando desconfiada e a curiosidade falou mais alto do que a voz que gritava para deixar a garota em paz.
— Aonde você vai toda arrumada?
— Não importa muito pra onde e sim com quem.
— Você não gaguejou nem uma vez. Não ta nervosa? E desde quando você fala assim toda decidida de alguém?
— Minha vida está passando e eu não posso ficar parada olhando. E ele é um cara bem legal que eu conheci enquanto passava lá naquela rua do lado da escola onde todos matam aula.
— A rua do dane-se. Lá é um bom lugar pra dar um amasso na calçada encostada no muro do prédio. – mandou uma piscadela pra garota que olhava risonha.
— Eu sei que você entende bem do dane-se. Adoraria me aprofundar mais na sua experiência, mas eu já estou meio atrasada e marquei um cinema pra daqui a pouco. Deseja-me sorte. Beijos e tchauzinho. – pegou a bolsa que estava encima da mesa e saiu correndo.
— Boa sorte! – Fernanda já falou sozinha na sala.
— Quem é Alessandra? – perguntava Joana com extrema curiosidade.
Por um breve segundo o filme da própria vida passou pela cabeça dele. O momento em que ele conheceu a mulher loira mais velha que ele oito anos. Quando ela o salvou de morrer de pneumonia ao relento, o transformou em seu amante, o levava aos locais que profanam a alma. Ele se voltou para a menina que usava suas roupas e se balançava sentada na bancada.
— Você ouviu minha conversa? – Voltando à realidade.
— Foi sem querer e eu não ia comentar com você, mas a curiosidade falou mais alto.
— Uma desilusão que aconteceu há muito tempo.
— Você é muito novo pra já ter sofrido uma desilusão há tanto tempo assim.
— Não sabe nada de mim. Já está na hora de parar de brincar de menina rebelde e voltar pra sua casa. Pegue qualquer roupa do baú e vá embora.
— Mas...
— Ainda hoje. – falou interrompendo a linha de defesa da garota.
A campainha tocou a foi logo atender, não podia ficar nem mais um minuto olhando pra cara da intrometida. Do outro lado estavam lábios carnudos formando um largo sorriso, os olhos safiras eram maliciosos e alegres. O corpo esbelto estava agitado e molhado. A moça dona daqueles olhos não esperou o convite do dono da casa e adentrou a recinto.
— Matou sua vitima aonde? Na piscina do condomínio. – com ar de deboche.
— Não seu bobinho. Achei uma cachoeira e matei a saudade de me refrescar em uma.
— Onde tem um chuveiro? – falava Eliza entrando pela porta.
— Você realmente esta precisando. – notando as roupas sujas de lama – no fim daquele corredor. – a garota já estava na metade do caminho.
— Foi tão emocionante. Você tem que me ensinar mais. Só que eu esqueci de pedir um nome. – falava fazendo biquinho.
— Tem uma garota aqui na minha casa. Acho que ela conhece algumas das pessoas que estavam no cemitério.
— O nome dela tem que ser dito, ou ela tinha que estar lá.
— Não necessariamente. Mata ela quando ela estiver fora daqui. Não quero limpa a bagunça depois e tem umas roupas que você pode usar lá no baú que fica no terceiro quarto da direita.
Chegou correndo no cinema procurando pelo garoto moreno de cabelo preto e cachos compridos, ele é alto e bem magrinho e anda de uma forma bem engraçada. Logo ela bateu o olho nele. Estava lá parado com um jeans rasgados nos joelhos, uma corrente pendurada no cinto, uma blusa com umas estampas de caveiras, all star de cano alto preto e fazem movimento engraçados com a língua.
— Oi! Estou atrasada né?
— Não você chegou bem na hora. Já comprei os ingressos ainda dá tempo de comprar pipoca. Quer?
— Tudo bem. Pra que filme você comprou os ingressos Pedro?
— Pode me chamar de Grego. A hora do pesadelo.
— Ual! filme de terror.
Pela primeira vez ele notou como ela estava diferente do habitual. A saia branca de renda e a blusa princesa verde com uma estampa divertida de sapinho dando língua; o all star verde com cadarço rosa pink. O cabelo estava solto, era a primeira vez que a via assim. Várias pulseiras no braço, uns bottons na blusa. Ela estava sem óculos.
— Você está mais bonita. Não que você não seja bonita, mas hoje você caprichou.
— Obrigada. – ficou corada e parou de olhar pro garoto diretamente.
— Vamos entrar. Já esta na hora.
Notas finais
ate o proximo capitulo
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