Maçã Envenenada.
12 Capítulo XII
Notas iniciais
não se assustem se a história "correr" demais no fim... é um upgrade necessário para maiores entendimentos u.u
enjoy.
Apesar do alívio de terem conseguido chegar a tempo de salvar Hinata, não foi muito difícil pra nenhum dos outros três disfarçar a verdade. Pois por mais feliz que estivessem por terem conseguido salvar Hinata daquele destino trágico, tanto o Príncipe, quanto Sasuke ou Sakura se irritavam profundamente com a óbvia euforia de Kurenai.
Ela estava simplesmente exultante, afinal havia recebido o “coração” de Hinata em mãos e ela mesma o havia dado para os cães devorarem. Kurenai amava a morbidez nas faces daqueles que se preocupavam com a princesinha que agora estava “desaparecida”, ela sentia vontade de gargalhar. Presenciar a dor na face Príncipe toda manhã era implacável, olhos vermelhos e rosto inchado e ela ainda queria proporcionar ainda mais dor aquele moleque prepotente. Minato já estava de volta e suas maçãs estavam quase roxas de tão maduras.
O clima entre Asuma e Sasuke era o mais tenso possível, não faziam questão alguma de estarem presentes no mesmo ambiente, isso ainda mais por parte do Guarda Real, mas quando se encontravam, sempre trocavam um olhar bastante significativo.
Tsunade muito desesperada com o sumiço da filha entrara numa busca implacável durante vários dias seguidos, quase sem dormir ou parar para descansar, mas sua ficha acabou por cair e agora ela tinha quase certeza de que Hinata estava morta. Ela sabia que isso seria coisa da Rainha Kurenai, de algum jeito ela devia ter descoberto sobre a verdadeira descendência da garota, mas como não tinha certeza de nada, não podia falar nada, seria a palavra de uma serviçal contra a da Rainha. Ela não culpava o Príncipe Naruto, mesmo com uma vontade insana de soca-lo e perguntar-lhe porque ele foi mexer naquela história, afinal Tsunade tinha certeza que foi por causa do enxerimento dele que Kurenai acabara descobrindo sobre sua filha.
E Sakura se entristecia ao ver a mãe definhando. Ficava louca para contar para a mesma que a irmã se encontrava viva e muito bem, mas ela não podia fazê-lo, o Uchiha era um dos que a lembravam todo dia dessa sina, quando a mesma ia desesperada atrás dele e do Príncipe, implorando para que a deixassem abrir o jogo para a mãe. Mas a resposta era sempre a mesma. Ela não podia, ou entregaria Hinata de mão beijada para a Kurenai e aí então ela seria realmente morta.
...
Hinata ainda não sabia o que pensar daquela história toda, estava confusa com tudo o que se passara, a sua “quase morte”, a história de ser a “princesinha morta” e depois o fato de morar sozinha numa casinha abandonada no meio da floresta, mesmo que não tivesse nem tempo de se sentir só.
Ela recebia todos os dias a visita do Príncipe e de pelo menos um dos outros dois, levando-lhe notícias e alimentos. Ficava feliz ao saber que Kurenai nem se quer desconfiava que a mesma ainda estava viva, mas se entristecia ao lembrar do sofrimento que causava à mãe.
Ela ainda insistia para que Sakura arrancasse da mãe a verdade, só assim ela teria certeza de que não vivia um sonho e sim que estava dentro de um verdadeiro pesadelo. Mas a rosada ainda queria dar um tempo à Tsunade, que ainda estava muito abalada, além de que Naruto queria estar junto dela quando a mesma contasse sobre a historia de Hinata, mas agora o mesmo andava muito preocupado com a saúde do pai que há alguns dias voltara de viajem e não passava muito bem.
...
Certo dia, Sakura caminhava sofregamente em direção ao castelo Real carregando um pesado cesto de batatas na cabeça. Ah, e o sol quente só piorava a situação dela, de suas têmporas chegavam a eclodir suor.
Sasuke que passava sobre a ponte movediça, montado em seu alazão negro de pelo lustroso, não deixou de rir ao ver uma Sakura que caminhava em sua direção cambaleando de cansaço.
Num insight, o sorriso perverso nos lábios dele apareceu, então rapidamente aumentou a velocidade do trote do cavalo e quando passou pela Rosada puxou com facilidade o cesto da cabeça dela, fazendo com que batatas rolassem pelo chão a fora.
- HEI, SEU DESGRAÇADO! – gritou ela.
Sasuke ainda sorrindo de canto, parou o andado do cavalo e olhou para trás, a tempo de ver a mais perversa carranca de ódio da Rosada ir em sua direção.
- Hm, está se referindo a mim, subalterna?_ perguntou entediado.
- É LÓGICO QUE É A VOCÊ! QUEM MAIS SERIA O FILHO DE UMA QUENGA QUE NÃO RECEBEU EDUCAÇÃO E POR ISSO TEVE UM FILHO MAL CRIADO QUE NÃO TEM NADA DE CAVALHEIRO?! – Sakura cuspia as palavras, cerrando um dos punhos brutalmente, se imaginando socar a cara do Uchiha convencido e pra finalizar passar o cavalo várias vezes sobre o corpo dele.
- Hm – o moreno levou a mão enluvada até a base do queixo. – Talvez você esteja certa, cabeçuda. Agora, passar bem. – quando ele voltou a olhar para a frente, pronto para arrancar com o cavalo dali, subitamente levou uma batata em cheio atrás de sua cabeça, que só não doeu tanto porque seus cabelos ouriçados amorteceram a pancada – Ai!
- Cabeçudo é você, viu?! E pra piorar ela é coberta por esse cabelo de rabo de pato! – Sakura desabafava, já com outra batata em mãos prontas para acertar no Uchiha.
Ao perceber que a Rosada estava muito estressadinha pro seu gosto, Sasuke apeou do cavalo e agora caminhava lentamente em direção a ela.
- Sabe, Sakura, você me lembra muito uma criança carente de atenção.
Aquilo foi a gota d’água para ela lançar a batata nele, o qual a pegou facilmente com uma das mãos, continuando a ir em sua direção.
- Carente? – bufou de raiva. – O carente aqui é você que vive atrás de mim, me atormentando!
- Não resisto. É bom te ver estressada. – desdenhou com as mãos.
- Seu traste. Deveria ver o meu lado e não o seu, não sabe o trabalho que eu tive para carregar essas batatas. – agora ela apontava o dedo para o chão. – Anda! Vem me ajudar a catar todas elas, seu maldito.
- E o quê mais?
- Bruto!
- Esse é fraco.
- Porco espinho!
- Muito sem graça.
- Branquelo!
- Infantil demais.
- Leite Azedo!
- Mais infantil ainda.
Sakura percebendo que sua criatividade de xingamentos fúteis tinha se esgotado, logo ficou pensativa tentando achar outros adjetivos que desqualificavam o moreno, que já estava na frente dela, rindo internamente do que via.
- Mais algum, Sakura?
- Não, espera aí eu ainda estou pen... Argh! – ela ergueu a cabeça para cima e deu um sorriso vitorioso, pronta para se referir infantilmente sobre a franja dele, porém quando ia falar: — Mmmmmmmh, o q...
Sasuke já tinha a prendido em seu corpo e seus lábios nos dela. Sakura tentava rebater, mas aquela boca macia se movendo contra a sua estava boa demais para ela parar. Receber a língua dele dentro de sua boca estava excitante demais para ela não correspondê-lo. Sentir a adrenalina ao ter o coração quase saindo pelo peito, e o frio lhe percorrendo a espinha estava mais excitante ainda, para não querer parar com aquele sentimento que se tornava intenso a cada segundo que se passava.
Ela já estava em seu laço. Sasuke não conseguia por um fim naquilo. Para ele não importava se estava em um local aberto, com todos os empregados o olhando segurar possessivamente a fina cintura da camponesa, que acabou de enlaçar o seu pescoço em um abraço, erguendo-se nas pontas dos pés, para tocar os lábios dele com mais liberdade.
Já animado com aquele toque dos dedos da rosada em sua nuca e os cabelos que batiam nela, fora tê-la presa a si beijando-o como uma fera que ficou dias sem se alimentar, Sasuke não se segurou e acabou por ficar excitado.
Não se controlando, uma das mãos dele escapuliu da cintura apertada por um laço do avental, e desceu até os glúteos dela, onde apertou ali com vontade, e sem querer Sasuke acabou pensando alto:
- Ah, como é durinha.
Com os olhos arregalados, Sakura rapidamente se despertou do encanto e se soltou do corpo que a prendia, ficando á metros de distância.
- SEU SEM VERGONHA! – o olhar dela tentava ficar no rosto dele, mas não adiantava, ele baixava para o volume pulsante dentro da calça escura constantemente. – Não te dei o direito para pegar na minha... – ruboresceu envergonhada, mas continuou – Na minha bunda!
- Ai, ai, vai dizer que não gostou? – ele indagou de braços cruzados, chutando as batatas em sua volta, pouco se importando com o volume pulsante em seu corpo.
- Eu não sou desse tipo que se entrega facilmente, viu! Mantenha esse seu negócio longe de mim! – disse enraivecida, se referindo ao membro dele, mesmo não sendo mais uma moça pura há bastante tempo, Sakura ainda tinha um pingo de princípios.
- Está me pedindo algo impossível de se cumprir. – vendo que ela só ia falar mais e ficar ainda mais estressada, Sasuke decidiu voltar a montar em seu cavalo e ir logo fazer o que tinha de fazer, mas antes se deitaria com uma qualquer para apagar seu fogo – Tchau, Sakura. – disse já montado e seguindo seu trajeto, deixando uma Sakura furiosa e um tanto excitada para trás, que tentava inutilmente acertar mais batatas nele.
- VOLTA AQUI, SEU IMPRESTÁVEL! AINDA NÃO JUNTOU AS MINHAS BATATAS...
...
Se passaram algumas semanas quando Sakura e Naruto foram conversar com Tsunade, escondendo tal fato de praticamente todo mundo, aliás, o único que sabia era o Uchiha.
Tsunade ficou surpresa quando a filha mais velha trouxe o príncipe para sua humilde casa, mas nem teve tempo de se sentir honrada, sabia bem o que os dois iriam lhe perguntar.
- Desembuchem de uma vez, não vou ficar nisso a noite toda. – falou ela secando as mãos molhadas por estar lavando algumas louças, se sentou por fim numa das quatro cadeiras da pequena mesinha de madeira que havia na cozinha.
- Mamãe... – começou Sakura – É... – ela não terminou, tinha receio do que sua mãe iria falar.
Mas Tsunade percebendo que sua filha tinha mais a dizer, resolveu dar um empurrãozinho. A linda senhora loira dos olhos cor de mel, não era nada ingênua.
- Sem rodeios, Sakura.
A Rosada sorriu tenso, então começou mais uma vez, timidamente:
- Fiquei sabendo de algumas coisas sobre Hinata... Sobre ela ser a princesa Hyuuga Hinata que morreu no parto junto da Rainha Riza... isso... é impossível?
- Não. – Tsunade respondeu firme, não tinha mais motivos pra esconder a identidade da garota, pelo menos da irmã da mesma. – Hinata é sim uma Hyuuga.
Naruto praticamente soltou fogos por dentro, mesmo mantendo a fachada cabisbaixa por fora, afinal: “Hinata está morta!”.
Sakura sentiu seus olhos marejando, se sentindo traída pela própria mãe.
- Por que...? – começou fungando tentando segurar as lágrimas – Por que nunca me disse? Ela era minha irmã! Eu tinha o direito de saber!
- Nem ela mesma sabia Sakura, por que você deveria saber? – disparou Tsunade massageando as têmporas – Para dar com a língua nos dentes?
- Eu nunca faria isso. – sibilou a rosada – Não acredito que não confia em mim!
- Sakura, não é tão simples. – falou Naruto baixinho – Deixe-a explicar tudo, depois você pensa se tem o direito de cobrar qualquer coisa de sua mãe. Tsunade, por favor?
A mulher o olhou por alguns instantes um tanto espantada com a frieza aparente no Príncipe, será que ele realmente gostava de sua menina? Suspirou cansada, aquilo não fazia diferença agora, então assentiu e começou:
- Riza e eu sempre fomos amigas, antes dela se tornar Rainha e até mesmo depois, ela confiava mais em mim do que no próprio Rei, seu marido, me contava todos seus segredos e angustias, e eu acabei por descobrir, entre suas histórias felizes ao lado de Hiash, que o mesmo era muito possessivo. Ela o amava demais então não percebia o quanto aquela obsessão dele era doentia, ele não queria dividi-la com ninguém, tanto que ele não se sentiu muito a vontade quando a mesma soube estar gravida, ela ficou muito triste durante um tempo quando o marido se negava a aceitar que ela esperava um filho seu. Mas por fim ele pareceu se adaptar a ideia.
“Na mesma época me descobri grávida de Dan, seu pai, mais uma vez. Riza ficou quase tão feliz quanto eu, fazíamos planos, igual às duas jovens sem juízo que éramos, para o futuro de nossas crianças, porém nossa felicidade não pareceu durar muito.
“Não sei se lembra, Sakura, afinal você ainda era muito pequena, mas o começo de minha gravidez foi muito difícil, comecei a ter um aborto espontâneo, mas Iba, a antiga cozinheira desse castelo e também a parteira que te fez vir ao mundo, me deu um chá para segurar o bebê, mas mesmo assim a coisa foi difícil, tanto que seu pai, em uma busca frenética por uma planta que podia me ajudar a ficar melhor, acabou sofrendo um acidente e falecendo.
“Sofri bastante durante os primeiros seis meses de gravidez, mas chegando a meu oitavo mês eu já me sentia muito mais disposta e então resolvi conversar com minha amiga, a qual eu já não via a um bom tempo, desde que ficara acamada. Riza, já entrando em seu nono mês devia ficar sempre em repouso, mas mesmo com um cansaço visível, estava extremamente feliz, tagarelando sobre roupinhas e nomes, ela já tinha escolhido o de sua filha... Hinata. Riza nem se deu ao trabalho de pensar num nome masculino, sempre teve certeza absoluta de que seria uma menininha, assim como ela pedira aos céus. Ela mesma me disse, que queria que sua filha fosse alva como a neve, rubra como o sangue e negra como a mais escura noite.
- Isso não é meio contraditório? – perguntou o príncipe cortando a historia de Tsunade.
A mulher deu um sorriso cansado e o encarou.
- Realmente não viu essas características em Hinata? A pele alva? A cor de sua boca ou tom que sua face atinge quando fica com vergonha? E também a cor de seus cabelos? – falou ela simplesmente.
Naruto pareceu compreender, Tsunade tinha razão, já Sakura a olhava espantada.
- C... como a Rainha sabia? – exclamou a menina.
- Não me pergunte. Eu mesma me surpreendi ao ver que o desejo de minha amiga havia se feito mais do que presente em sua menina. Mas continuando... Naquele dia Riza me pediu que fosse sua parteira, ela sabia que eu estava passando por uma gravidez difícil, mas mesmo assim implorou pelo menos pela minha presença no parto de sua filha. E é claro que eu aceitei.
“Uma semana depois ela entrava em trabalho de parto, eu e Iba participamos do mesmo. Mas a gravidez que se mostrou tão saudável teve um desfecho difícil, a criança nasceu completamente bem e pode até aproveitar alguns minutos no colo de sua mãe, mas Riza teve uma hemorragia muito forte, não conseguimos estanca-la. Ela ficou fraca, desmaiava frequentemente e um febrão se apossou de seu corpo, em um de seus momentos de delírio ela me confessou que estava morrendo. Desesperada eu falava para que ela parasse, que ia ficar bem, mas ela me negava com um sorriso. Ela me pediu para ser a mãe de sua filha daqui para frente, ela sabia que Hiash não seria capaz de nada sozinho, pediu para que eu o ajudasse, me fez prometer. E quando eu aceitei... ela se foi.
Tsunade suspirou encarando o nada atrás dos dois jovens a sua frente, perdida nas lembranças.
“Mas a reação do Rei Hiash a tudo aquilo foi pior do que Riza imaginara. Ele não conseguiu simplesmente não ser capaz de cuidar da filha sozinho, ele na verdade se negou a aceita-la como uma filha, a criança havia lhe tirado o que era mais importante, ele não podia perdoá-la. Hinata foi renegada pelo próprio pai e ele seria capaz de mata-la se eu não intervisse. Por fim ele me disse que fizesse o que bem entendesse com o bebê, para ele não importava, disse que dali em diante, como a mãe, aquela criança estava morta, e era isso que seria dito a todo o povo.
- Mas isso é ridículo! – exaltou Sakura batendo na mesa com os punhos cerrados.
- Eu sei. – falou Tsunade – Mas Hiash falava sério, se eu deixasse a criança a seus cuidados ele a mataria, por isso a levei para casa, eu cuidaria dela como se fosse uma mãe, assim como minha amiga me pedira, e diria que ela era a irmã gêmea de meu próprio bebê.
“Poucos dias depois eu comecei a sentir as dores do parto, nunca passei por coisa tão difícil quanto aquela, enquanto Iba cuidava de mim eu só conseguia pensar no que seria da sua vida e da outra criança se eu me fosse. Não podia decepcionar nem a seu pai, Sakura, e nem a Riza, eu precisava cuidar de vocês. Eu precisava viver. O parto levou quase doze horas, de tão exausta acabei desmaiando depois que meu bebê nasceu. Quando acordei no dia seguinte, Iba me disse que por ser prematuro e, provavelmente, também por causa do meu inicio de aborto nos primeiros meses da gravidez, a criança nascera morta. Era um menino. Lindo. Idêntico a seu pai. Não pude nem dá-lo um nome ou enterro descente, fazendo o seu tumulo aqui no inicio da floresta, para que ninguém desconfiasse, porque daquele momento em diante, a criança que nascera naquela noite era uma garota, uma garota alva como a neve, rubra como o sangue e negra como a mais escura noite. Hinata se tornou minha filha a partir daquele momento.”
Tsunade terminou aquela história e se debruçou sobre os a mesa chorando baixinho. Sakura também chorava e até o Príncipe se emocionara. Mas ele ainda tinha algumas duvidas em sua mente por isso perguntou:
- Mas e Hiash? Ele simplesmente fingia que Hinata não era sua filha? E essa tal de Iba? E quando Kurenai entra nessa historia?
- Calma aí, Alteza, eu sou só uma. – murmurou Tsunade se erguendo novamente e secando suas lagrimas – Sim, Hiash agia como se Hinata não fosse sua filha e como se tivesse morrido, tanto que na cripta da família Hyuuga, nas masmorras do castelo, tem uma lápide com o nome de Hyuuga Hinata.
- Espera aí... – comentou Naruto um tanto espantado – Tem um cemitério em baixo desse castelo? É isso que está dizendo?
A loira e a rosada reviraram os olhos para o príncipe.
- Sim, há um cemitério em baixo desse castelo. Por que a surpresa? – falou Tsunade.
- Bem... é que as masmorras do castelo de Namikaze eram empoeiradas sujas e ninguém ia até lá. – defendeu-se o príncipe – Para mim que os mortos deviam ser mais bem tratados.
- Já foi até as masmorras desse castelo? – perguntou Tsunade sorrindo – Vai se surpreender em como os mortos são bem tratados. E continuando as suas perguntas, Iba era velha, compartilhou de meu segredo por apenas mais um ano antes de partir dessa vida. Já Kurenai, ela era uma Condessa, viúva do Conde de Breeth*. Era “amiga” de Riza, mesmo que esta não gostasse nem um pouco da Condessa, agora Rainha. Kurenai se aproveitou do momento de fraqueza de Hiash e o fez se apaixonar por ela. – Tsunade deu de ombros no final de sua sentença.
- Assim como fez com meu pai. – comentou o loiro.
- Exato. E se eu fosse seu pai, o Rei, eu tomaria muito cuidado com o que aquela mulher me desse para comer.
Naruto franziu o cenho.
- Por que está dizendo isso? – falou o rapaz.
- Porque até hoje desconfio da morte de Hiash, ele tinha uma saúde de ferro e de repente uma doença muito parecida com uma simples gripe o matou.
- E não pode ter sido só a gripe a matá-lo? – falou Sakura também estranhando sua mãe.
- Como eu disse Hiash tinha uma saúde de ferro, uma gripe não o mataria. Kurenai não deixou ninguém cuidar dele, dizendo que ela mesma podia fazer aquilo. Desconfio que ela o tenha envenenado.
- Mas... essa mulher é louca!? – exclamou Naruto e então sua expressão se tornou lívida. – M-meu pai... ele... tem passado muito mal ultimamente, e Kurenai insiste em faze-lo comer de suas maçãs! Ela! Ela está matando o meu pai?!
Nesse mesmo momento, quase arrebentando a porta da casa de Tsunade, Sasuke entrou na mesma sem nem avisar ou pedir licença, parecendo desesperado.
- Mas o que...?
- Sasuke-kun...?
- Naruto... – falou o moreno arfante – O seu pai...
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CONTINUA...
Notas finais
então... comentem.. xD
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