Maçã Envenenada.

13 Capítulo XIII


Notas iniciais
explicações bobinhas lá embaixo... nada a declarar aqui..
ah, obrigada a todos os que comentam que favoritam e até mesmo aos que apensa leem, *o* cada um de vocês é muito importante, de verdade :3

O velório e enterro de Namikaze Minato foram uma cerimonia íntima, mesmo que todos aristocratas da sociedade houvessem sido avisados sobre a morte do Rei do recente Reino da Folha.

Durante alguns dias Naruto, mesmo muito abalado com a morte do pai, brigou veementemente com a Rainha para que o mesmo fosse enterrado na cripta de sua família ao lado de sua mãe e mesmo com muita resistência de Kurenai ele acabou vencendo essa pequena batalha.

O príncipe, após a conversa com Tsunade e a estranha morte repentina do pai estava cada vez mais desconfiado da Rainha. Por isso exigiu que Tsunade fizesse alguns exames toxicológicos em seu pai, mas como aquilo era um tanto impossível com Kurenai ‘chorando’ o tempo todo sobre o corpo morto, Naruto conseguiu roubar os restos de uma das maçãs que o pai havia comido. Se a loira tivesse razão em dizer que aquilo fora envenenamento, como ela desconfiava ter sido a morte do Rei Hiash, Naruto não deixaria aquela mulher sair impune, Kurenai já estava marcada em sua lista mesmo antes de tentar assassinar sua morena.

Hinata quase não acreditou quando Sakura lhe contou que o Rei havia falecido, ficou tentada a ir atrás do príncipe em sua rápida viagem até o Castelo Namikaze, nas terras do antigo Reino Namikaze, onde ficava a cripta de sua família. Mas foi impedida pela rosada.

Sakura ainda lhe contou sobre sua história, sem esconder detalhes ou aliviá-los. Com todas as palavras e letras que a mãe usara.

No fim a morena chorou a tarde todo no colo da irmã que a acompanhou no choro. Ela realmente vivia um pesadelo agora, nunca havia parado pra pensar em como sua antiga vida de quase escravidão era um sonho maravilhoso perto do que passava agora, ser um princesa não era de modo algum bom como nos contos de fadas.

Tsunade com o pouco de seus conhecimentos médicos e técnicas antiquadas começou a estudar aquele pedaço de maçã que Naruto havia lhe confiado, recebendo constantemente a ajuda de Sakura, muito interessada em aprender mais sobre a medicina.

...

Em cinco dias a comitiva real enlutada voltava para casa. Kurenai tentava de todo modo uma aproximação com o príncipe, mas o mesmo não lhe dava brechas.

O clima no reino estava ótimo na opinião de Naruto, em perfeita sincronia com suas emoções conturbadas, gélido e nevado. Os flocos brancos já caiam a alguns dias anunciando um inverno longo e prolongado por haver neve logo em seu inicio.

O príncipe mal chegou em casa e logo após um banho quente foi até a humilde moradia de Tsunade e Sakura, atrás de algum resultado com base naquele pedaço de maçã. E como Tsunade temia e o príncipe já esperava, aquela maçã realmente estava envenenada. Isso apenas fez crescer seu ódio para com aquela Rainha tirana, ele precisava de calma, ele precisava pensar em algo para fazer, para se vingar daquela estupida sem escrúpulos...

E ele precisava ver sua morena também...

E se aproveitando das sombras que o crepúsculo proporcionava, Naruto se embrenhou na floresta sorrateiro, atrás da casinha de Hinata.

...

O som de batidas na porta despertaram uma Hinata sonolenta que lia um tanto entediada um dos livros de contos que o príncipe lhe trouxera sobre um futon velho estendido na frente da pequena lareira que ardia em chamas aquecendo o ambiente gelado.

Um tanto temerosa ela permaneceu em silêncio, ouvindo apenas o som de seu coração acelerado, reverbando em seus ouvidos e a respiração pesada.

- Hinata, sou eu. Está um gelo aqui fora! – exclamou uma voz trêmula.

Ao reconhecê-la Hinata rapidamente se desfez dos cobertores e correu até a porta, abrindo-a e recebendo junto de uma lufada de vento gelado um abraço avassalador do príncipe Naruto.

- Naruto-kun... – murmurou ela apertando-o em seus braços como num consolo e sentindo o mesmo soltar um soluço.

...

Depois de alguns minutos Hinata convenceu o loiro a se sentar e se acalmar um pouco, ela pode então fechar a porta da casinha, que já se encontrava gelada pelo tempo que ficara aberta. Rapidamente colocou no pequeno fogão à lenha um caneco com agua para preparar um chá, para que pudessem se aquecer.

Quando terminou com a preparação do chá de capim cidreira Hinata levou duas xicaras até o velho futon, onde Naruto estava sentado olhando monotonamente para o fogo crepitante da lareira, lhe estendeu uma das xicaras enquanto se sentava ao lado do loiro, mas o mesmo parecia nem tê-la notado ali.

- Naruto-kun? – ele então olhou para a morena e depois para o chá a sua frente – Tome, vai te fazer bem.

- Obrigado. – falou ele baixinho aproximando a xicara da boca e bebendo um gole lentamente.

- Naruto-kun... não fique entristecido por causa do que houve com o seu pai. – falou baixinho e então deixando sua xícara num canto e um tanto tímida abraçou o loiro de lado, oferecido seu calor a ele – Tenho certeza que ele morreu feliz só por ter tido a oportunidade de ser pai de um filho tão maravilhoso como você.

- Me acha mesmo maravilhoso? – ele a perguntou um pouco constrangido, se sentindo mais aliviado com o abraço caloroso dela.

- Sim. – disse se soltando do abraço e voltando a pegar sua xícara de chá.

Ambos ficaram mudos por um tempo, até que Naruto resolveu cortar o silêncio.

- Então? Como foram seus dias? – perguntou ele sorrindo abertamente.

Hinata ficou um tanto confusa, conhecia o suficiente dele para saber que aquele sorriso era verdadeiro, mas como podia estar preocupado com ela mesmo com tantos problemas o rondando?

- Ér... Eu li. – respondeu ela simplesmente, tentando disfarçar um pouco o desconforto da mudança repentina de assunto, mas logo se iluminou, lembrando-se de algo – E descobri uma coisa interessante.

Naruto olhou para a garota de rabo de olho, agora ela tinha um brilho diferente nos olhos que o deixou claramente curioso.

- E o que foi?

- Um segundo, vou pegar o livro. – Hinata rapidamente se levantou e foi até o “altar” da Rainha, onde guardava todos os livros que o Príncipe lhe trazia, tendo um cuidado ainda muito especial com o Diário da mesma o qual ainda não chegara nem na metade. Logo voltou com um grosso livro de História, mais especificamente, da História do Reino de Impera – Bem aqui. O livro diz que qualquer pessoa que faça parte da família real do Reino, seja filho, irmão, primo, tio e tudo mais, pode reivindicar ao trono Real se não concordar com o modo de governo do atual soberano com a proposta de um duelo, que só se finda com a morte de um dos combatentes.

Ela sorria abertamente para o loiro que a olhou um tanto confuso.

- Não entendi aonde quer chegar Hinata-chan. – falou ele temendo ter entendido muito bem do que ela falava.

- Tudo que preciso fazer é reivindicar o trono e duelar com Kurenai. – disse ela simplesmente.

Naruto deu uma risadinha fraca.

- Você só pode estar brincando não é? – o loiro percebeu que ela não brincava quando a mesma apenas o respondeu com um franzir de cenho – Hinata... Você entendeu bem o que isso quer dizer? Você terá que duelar com Kurenai! Com espadas! Uma de vocês sairá morta! E você nem ao menos sabe com segurar uma espada para se quer ter alguma chance com Kurenai! Hinata essa ideia é ridícula!

A garota matinha a face séria enquanto encarava a incrédula do príncipe a sua frente.

- Pois eu a acho muito sensata, Naruto. – falou a garota fazendo questão de não dizer o kunpara que o mesmo percebesse que ela falava muito sério. – É realmente a única solução que encontrei em um mês de isolamento, tenho tido muito tempo para pensar no que posso fazer, mas o único modo que posso agir sem ser atacada por todos os guardas do castelo a mando de Kurenai seria propondo esse desafio a ela, pois pelo que pude ler, esse costume é antigo e respeitado por todos os cidadãos de Impera, mesmo que agora o Reino seja maior e tenha outro nome isso não pode ter mudado em tão pouco tempo. Eu não sei mesmo nem como se segura uma espada, mas imaginava que me ajudaria nesse problema.

- Acha mesmo que vou te mandar para a morte desse jeito?! – exclamou o príncipe indignado segurando os ombros de Hinata firmemente ao ponto de sacudi-la quando o mesmo falava – Admito que essa sua ideia não é de todo ruim Hinata, mas a esgrima não é uma coisa que vai aprender da noite para o dia! Não terá nenhuma chance contra a Rainha!

- Não morrerei sem leva-la comigo! – exclamou a garota veemente encarando com olhos marejados as safiras do príncipe.

Naruto então parou com um sorriso sarcástico começando a brincar em seus lábios.

- Está me dizendo que sabe que vai morrer se entrar nessa luta, e mesmo assim não se importa? – perguntou ele tentando manter a calma.

- Talvez eu tenha uma chance de mata-la, mas não confio que eu ainda permaneça viva, Naruto-kun. – murmurou a garota deixando lagrimas escaparem de seus olhos perolados – Mas meu objetivo com essa luta é poder proporcionar ao reino um futuro melhor do que esse que visamos agora. Com ela pelo menos gravemente ferida posso abrir as portas para o seu reinado, você é o Príncipe dessa terra afinal.

- Cale a boca. – falou Naruto com o tom de voz baixo, mas mesmo assim não deixando de soar furioso, Hinata arregalou os olhos surpresa – Nunca mais repita tamanha besteira Hinata, eu estou falando sério, nunca mais quero ouvir algo como isso saindo da sua boca. Está me entendendo?!

- Não é esse o trabalho de uma princesa? – falou ela num fio de voz, deixando as grossas lágrimas agora escaparem de seus olhos em abundancia – Só estou pensando no que vai ser melhor para o reino!

- PENSE EM VOCÊ MESMA! MAS QUE DROGA, HINATA! – berrou ele se levantando e trazendo com sigo uma Hinata claramente assustada com suas atitudes e a chocou fortemente contra a morna parede de tijolos que revestia a lareira, prendendo o corpo da morena com o seu próprio, colando sua testa na dela e encarando firmemente aqueles belos olhos que tanto o encantavam, para então murmurar: – Acha que quero que você morra? Acha que quero ser Rei se isso significar a sua morte? O que será desse Rei sem a sua Rainha?

- Naruto-kun...

Hinata se surpreendeu quando a boca do loiro se chocou com a sua de maneira possessiva, logo a invadindo com a língua quente e forçando-a a acompanha-lo num beijo intenso e profundo claramente desejado desde aquele primeiro beijo que parecia ter acontecido há séculos atrás.

As mãos de Naruto se soltaram dos ombros de Hinata, acariciando levemente o rosto da menina. Desceu-as ao colo tocando as curvas nada sutis dos seios de Hinata que se separou minimamente da boca que a devorava para gemer baixinho instigando ainda mais o príncipe.

Os lábios se separaram para atacar pescoço alvo, beijando e lambendo cada parte do mesmo, por fim se detendo na sua base e sugando o local com gosto. Hinata se arrepiou dos pés a cabeça, sentindo a sanidade lhe abandonar e uma estranha sensação lhe queimar no meio das pernas.

O coração era algo desgovernado que parecia querer abrir caminho a força e pular para fora de seu peito de qualquer jeito. A boca de Naruto voltou a tomar a sua com ferocidade. As mãos que acariciavam os seios não se detiveram por ali e a morena quase teve um colapso ao sentir a pressão dos dedos do príncipe em sua intimidade.

- N-n-n-naruto-k-kun... – sussurrou ela entre os lábios do loiro um tanto desesperada – P-pare... p-p-por favor!

Caindo em si e percebendo o que estava prestes a fazer com Hinata Naruto se afastou da mesma com brusquidão ficando virado de costas para ela tentando esconder sua excitação.

- Hinata, desculpe-me...

- N-não... sou eu... Naruto-kun – a garota estava completamente corada e agradecia mentalmente pelo loiro permanecer de costas – Não me sinto... confortável... ainda... acho que não estou pronta...

Ele se virou para ela e a puxou para um abraço.

- Tudo bem. – murmurou ele – Eu sei esperar, não quero que seja algo forçado... Eu amo você Hinata.

Mesmo surpresa Hinata sorriu e enterrou o rosto no peito do rapaz ao responder:

- Eu amo você Naruto-kun.

...

Deitaram-se frente ao outro no futon, agora mais ‘calmos’ e prontos para esperarem o sono lhes chegar. Uma das mãos do loiro acariciavam os cabelos negros de Hinata, observando os olhos dela ganharem uma coloração dourada por causa do fogo que ardia na lareira.

- Naruto-kun... – chamou ela baixinho olhando fixamente a face do príncipe que arqueou as sobrancelhas em sinal de que estava ouvindo – Você vai me ajudar, não vai?

Ele deu um suspiro cansado, parando com as caricias e se virando para olhar o teto da casa.

- Ainda vai insistir nisso? – perguntou.

- Até aceitar. – ela respondeu sorrindo, afinal, percebeu que o tom na voz do loiro era de desistência.

Ele então se voltou novamente para ela fazendo seus corpos ficarem mais próximos. Hinata prendeu a respiração. Não sabia se estava preparada para sentir aquela avalanche de sensações que sentira com Naruto mais cedo outra vez.

Sem nem perceber seus olhos se desviavam das safiras para a boca umedecida do loiro com uma frequência impressionante, o que não passou despercebido por ele que desenhou um sorriso pequeno roçando a boca perigosamente nos lábios da morena enquanto falava.

- Tudo bem. – respondeu ele baixinho – Mas não vou te treinar para perder meu amor, pode apostar nisso.

Hinata então sorriu e o loiro sorriu com ela se afastando para observar a face corada da garota.

- Isso é mais do que pedi. – falou ela, então fechou os olhos e concluiu: – Boa noite, Naruto-kun.

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CONTINUA...

Notas finais
bem, não coloquei muita referencia à morte do Minato porque, bem, porque ele ia morrer desde o inicio da História... kkkkk ele era só um coadjuvante, e sua morte foi necessária para alguns acontecimentos... é isso...
espero que tenham gostado :3
comentários?