MELLORY — entre Deuses e Reis
65 SEMI - love♥
SERENA E MIGUEL HAPPY DAY
A noite estava cinzenta, anunciando a chegada de uma drástica tempestade. A cada trovoada, Serena suspirava de encontro ao peito de seu marido. Estava um pouco assustada em meio a tanto barulho. O quarto, de tempos em tempos, era iluminado por um clarão provindo dos relâmpagos que pendiam do céu revolto. A primavera drakiniana absolutamente era repleta de surpresas. Outro baque ensurdecedor. A Alfa abraçou forte o corpo quente e adormecido de Miguel, sentindo-se um pouco mais protegida com a proximidade.
— Com medo? – Ele disse baixinho sem abrir os olhos. A mulher cobriu-se quase até o pescoço.
— Não costumava chover tanto assim em meu país. – Constatou tremendo um pouco, com os novos sons violentos.
— Sente falta de lá? – Perguntou o Alfa despertando lentamente. Observou a face pensativa de sua esposa e aguardou uma resposta.
— Querendo ou não, Premin foi meu lar. – Ela falou séria, olhava para o teto recordando algumas memórias. – E sim, estou desconfortável por não retornar quando meu reino passa por um momento tão delicado.
— Sabe que irei lhe acompanhar para onde quer que você vá, não é? – Miguel perguntou passando um braço por sua cintura final, a cabeça do militar encostando na nuca cheirosa da morena. – Se é para Premin ou para o inferno, eu não me importo. – Completou sussurrando.
— Mas, não posso voltar ainda. Não com a minha discussão com meu patrono pendente. – Serena remexeu-se aflita.
— É simples, meu amor. Converse com ele e façam as pazes. – Aconselhou o Alfa, beijando o ombro dela. Sua pele macia se arrepiando com o toque.
— Mas, querido, ele foi egoísta. Talvez se não tivesse ajudado minha mãe no começo, Nathan ainda estaria aqui. – Ela começou a argumentar, mas foi interrompida.
— Nada de mas, minha senhora. Pense menos. Sinta mais. – Virou sua dama na cama, fazendo-a fitá-lo com um olhar confuso. Colocou a mão por cima do coração da preminiana e disse. — Usar a mente com as pessoas que amamos não é uma boa opção muitas vezes. Já o coração... Ele sempre tem as respostas certas.
— Não sei se consigo. Não com ele. – Negou-se incorruptível. – Mas, no seu caso, você tem razão. Se eu tivesse usado meu cérebro, nunca estaria aqui com você neste momento. – Roçou os lábios carinhosa nos do Alfa. Não iria começar uma discussão tão tarde da noite.
— Adoro quando você fica fofa assim. – Ele elogiou sorrindo. O hálito da mulher, mesmo na madrugada, tinha gosto de menta. Como ela podia ser tão perfeita? Decidiu não insistir na conversa, o assunto parecia incomodá-la.
— Acho que ando mais emocional esses dias... – A morena comentou por alto.
— É mesmo? – Miguel apoiou um cotovelo em seu travesseiro macio e observou a expressão serena da militar. – E o que mais você está sentindo? – Questionou intrigado.
— Onde exatamente o senhor deseja chegar? – Sorriu brincalhona e passou a mão pelo peito do homem. Miguel a abraçou para esconder sua própria face esperançosa.
— A nada, querida. – Acomodou seu corpo preguiçosa ao de sua amante e disse por fim. – Vamos dormir, Serena. A chuva parou.
[...]
— Vem cá! – Chamou a Alfa puxando seu marido pela gravata folgada que pairava em seu pescoço. Eles iriam almoçar na casa de Will, o melhor amigo e beta de confiança de Serena. – Deixe-me arrumá-lo. – Pediu, apertando o acessório com delicadeza e fazendo com que um sorriso escapasse dos lábios do militar.
— A senhora está belíssima. – Enalteceu Miguel rodopiando Serena pela sala. Dalila e Kalifas assistiam a cena um tanto felizes. Era bom que as coisas no chalé tivessem voltado ao normal. Puxou a Alfa para perto de si e beijou seus lábios só por um momento, fazendo-a ficar rubra.
— Obrigada, senhor militar. Digo o mesmo. – A morena agradeceu, observando o terno bem alinhado que deixava a beleza do Alfa ainda mais exaltada. Ela trajava um vestido banhado de uma estampa floral alegre e calorosa, que ia até um pouco antes de seus joelhos. A saia rodada realçando suas curvas esculturais. A velha cigana havia trançado os cabelos da preminiana e os enfeitara com pequenas margaridas delicadas.
— Desculpe-me por interromper o momento romântico, mas chegaremos atrasados ao almoço se não nos apressarmos. – O príncipe peregrino avisou. Vestia uma camiseta acetinada e o brinco de rubi, típico de seu povo, brilhava em sua orelha. Era um homem maravilhoso. Desejado por muitas.
— Ok. – Serena ajeitou uma última vez o traje de seu marido, apalpando-o devagar e uniformemente. Miguel entrelaçou seus dedos nos da Alfa e a conduziu para o lado de fora, logo atrás, vinham os demais. Trancou a porta e esperou que a carruagem que viria os buscar chegasse.
[...]
Will abriu a porta, com sua seriedade usual, mas cumprimentou educado todos que haviam vindo. Os visitantes adentraram o local, estranhando de início o ambiente. Era uma casa rústica, emoldurada em tons de madeira escura e por tábuas corridas bem enceradas. Basicamente, dividia-se em um espaço amplo, com um teto de vidro que dava uma visualização direta do céu. Um jardim de palmeiras e uma varanda paradisíaca adornavam a área de lazer, dando-lhe uma impressão de oásis. O beta parecia ser um leitor assíduo. Centenas de exemplares estavam dispostos em prateleiras enormes nas paredes da sala. Um cheiro delicioso provinha da copa, atiçando o paladar dos que acabavam de chegar.
— Saibam que é um prazer recebê-los em minha residência! – Comentou alegre, estendendo uma taça de cristal a cada um e regando-as com um vinho tinto, que segundo ele possuía quase sem anos. Estava mais relaxado do que normalmente. Seus cabelos estavam recém lavados e não fizera questão de se vestir muito socialmente, ao contrário de Miguel. Apenas, trajava uma camiseta de mangas longas acompanhada de uma calça de corte reto. Obviamente, sapatos bem engraxados cobriam seus pés.
— Mora sozinho? – Serena perguntou tentando puxar assunto. Percebera a ausência de porta-retratos ou qualquer coisa, indicando família. O beta lançou um olhar fuzilante para seu chefe.
— Bem, não tive tempo desde que comecei a trabalhar na FMR. – Concluiu acostumado, dando uma boa golada em sua própria bebida. Miguel o fitou fingindo braveza. Seu beta era um ser humano crítico ao quadrado. Serena riu com a afirmação revolta do homem. – Venham, vou leva-los até a mesa. – Will os conduziu até um local descampado, onde em meio a parreiras de uva, uma mesa devidamente forrada e enfeitada aguardava os convidados. Puxou a cadeira educadamente para as damas e indicou os lugares dos rapazes. Sentou-se na ponta, como indicava o livro de etiquetas que havia foliado mais cedo. Não recebia amigos em casa há algum tempo.
— O senhor é um excelente cozinheiro, Will. – Elogiou Dalila, desfrutando de uma salada grega.
— Sinto-me lisonjeado com suas doces palavras, cigana. – Ele agradeceu. Era um homem de porte e refinado em termos de vocabulário. Mudou de assunto, querendo simpatizar com os demais, mesmo o clima já estando bem leve entre eles. – Soube que planejam adotar os irmãos de Findoram. É um ato que considero muito nobre.
Os Alfas sorriram. – Eles precisam de um lar. Seria de extrema crueldade deixar dois adolescentes a mercê do mundo. – Serena concordou. – Após o verão, virão morar conosco e receberam nossos sobrenomes.
— Entendo. – O beta concluiu. – E você, Kalifas, não pretende se casar em breve?
— Ciganos casam aos vinte e um anos. – O príncipe respondeu sem parecer se importar com o erro do militar. – Minha noiva provavelmente virá até mim, nessa época, acompanhada de sua própria caravana. Usualmente, duelarei com meu pai e com o pai dela e uma vez vencedor, nos uniremos e governaremos meu povo.
— É uma tradição interessante. – Will opinou. Simplesmente, adorava a cultura dos nômades. Dalila pareceu incomodada com o significado das palavras de Kalifas. Elas pesavam muito para a velha senhora.
— Se eu e Serena formos para Premin, precisaremos fazer as pazes com Amom antes. Mesmo que minha esquentadinha ainda permaneça um tanto contrariada com essa possível conversa. – Miguel disse.
— Ele me traiu, Miguel. – A Alfa constatou confusa. – Não é algo fácil de se perdoar.
— E posso saber com quem planeja deixar a liderança da FMR, caso faça essa viagem? – Questionou Will curioso. – Pois, você bem sabe, meu caro amigo, que irei com vocês.
— Matt. – O Alfa respondeu firme. – Darei minha indicação a ele. É um homem honesto, forte e justo. Organizará as tropas com inteligência. Além disso, é um dos betas de confiança de meu irmão.
— Com certeza, Hatori se alegrará com sua escolha. – O beta sorriu, sempre tivera vontade de conhecer o reino do ouro. Quem sabe a mudança de ares não despertaria no coração de seu líder a decisão de lhe conceder umas férias, para que talvez ele conhecesse uma bela e adorável moça.
— Provavelmente, será a escolha dele também. – Miguel consentiu alegre. Percebeu que Serena reagia com calma a suas palavras, parecia animada em voltar a sua terra.
Terminaram de comer e conversaram sobre banalidades até a hora em que consideraram que o Sol já iria se por. Os convidados retornaram para casa ao notar os primeiros sinais de embriaguez no anfitrião.
[...]
O amontoado de cobertas fofinhas mantinha Serena e Miguel aquecidos do frio oriundo das chuvas. Mas, o Alfa não conseguia dormir. Havia bebido um pouco no almoço mais cedo e pegava-se pensando no passado aflito. Deslizou em meio as cochas e desceu da cama para beber um copo de água em uma pequena mesa a frente, seu movimento deixando som algum para trás. Engoliu o líquido com calma e dirigiu-se logo em seguida, para a toalete. Lavou o rosto com afinco, tentando fazer com que suas preocupações desaparecem, sem muito sucesso. Caminhou então até a sacada e decidiu tocar uma melodia tristonha e bem baixinha em seu bandolim, apoiando somente as costas na mureta e sendo banhado pelo brilho das estrelas. Concentrado, demorou a notar que sua mulher, vestida em um robe de seda, ia de encontro a ele.
— Não consegue dormir? – Perguntou, beijando o ombro dele em uma tentativa de acalmá-lo. O rapaz sorriu com o gesto carinhoso. Sua esposa continuava bela mesmo imediatamente após despertar. As madeixas castanhas formando cachos pesados e os olhos brilhando pela inquietação da luz repentina sobre eles. Deixou o bandolim de lado e convidou a Alfa para que se sentassem no chão do espaço. Enquanto pensava um pouco, acariciou a mão da morena.
— Sinto falta dos meus pais. – Suspirou inquieto. Aquele assunto sempre iria o desagradar. Serena o fitou compreensiva.
— Como eles eram? – A Alfa tentou fazer com que seu marido enxergasse as memórias boas. Um sorriso feliz emoldurou-se no rosto do militar, aquelas eram lembranças emocionantes e singelas.
— Minha mãe era uma mulher forte, uma autêntica rainha. Chamava-se Veronica, uma Alfa Dócil exemplar e muito sábia. – Comentou por alto. Era o pouco que se lembrava sobre a personalidade de sua progenitora. – Era uma mãe carinhosa e engajada em nossa criação, mesmo lotada de afazeres.
— O nome dela é adorável. – Serena elogiou, encostando a cabeça no ombro de Miguel, ele dando-lhe um beijo suave no topo da cabeça. – Gostaria de poder tê-la conhecido.
— Ela iria te amar. Sempre admirou grandes líderes feministas. – Ele sorriu cálido.
— E seu pai? – A Alfa deu progresso ao diálogo.
— Vejamos... – O jovem pensou um pouco. – Como Alfa, era muito sério e rígido. Mas, ao chegar em casa, embora regasse-nos de disciplina, provava-se uma pessoa amável. Era um amante do cosmo, mas Hatori aproveitou esse lado dele melhor do que eu. Desde pequeno, gostei mais das batalhas e sempre cogitei a ideia de me tornar um herói nacional defendendo nossas fronteiras e expandindo nosso território com um exército forte e comandado por mim. Meu pai me apoiava muito e a maior parte que sei de defesa pessoal é oriunda de nossos treinos de fim de tarde. Seu nome era Órus. Mais do que um Alfa, mais do que um pai, um amigo.
— Não te incomoda às vezes dormir ao lado da filha do assassino deles? – Questionou a mulher, mesmo sem duvidar em nenhum instante dos sentimentos do Alfa.
— Querida, meu amor por você é maior que qualquer coisa a respeito de seu passado. Eu não costumo mais julgar as pessoas por erros alheios à vontade delas. – Fitou-a com respeito. Repetiria aquelas palavras quantas vezes sua senhora desejasse.
Ela pensou por um momento, satisfeita com a resposta. Um silêncio gostoso e até um pouco recheado de suspiros pairava entre os dois. Ela passou a mão pelo abdômen dourado do rapaz e parou-a sobre seu coração, que batia mais calmo. Olhou-o travessa e disse baixinho:
— Posso curar-te se você quiser... – Roubou um beijo apaixonado dos lábios desejáveis de seu marido. Ele não reagiu imediatamente, porém logo entregou-se, sentido a doce e sedutora sensação de ser provocado. Retribui a carícia traçando um caminho de beijos pelo pescoço da mulher, fazendo-a gemer baixinho. Ela segurou a mão dele e o conduziu de volta para dentro do quarto, deixando seu robe cair pelo caminho, revelando uma camisola de seda. Empurrou o corpo do homem sobre o dossiê e subiu lentamente acima dele, passando as unhas por seu abdômen e beijando a região.
— Serena... – Ele sussurrou baixinho cego de desejo.
— Calado. – A Alfa sinalizou com um dedo. — Hoje quem vai cuidar de você serei eu. – Deslizou com um progresso lento as alças de sua roupa para baixo e deixou que seus seios saltassem fartos. Passou o cabelo para o lado e mordiscou o próprio lábio, Miguel atento a cada movimento. Terminou de retirar toda a vestimenta e conduziu as mãos de seu marido a seus seios, fazendo com que ele sentisse a maciez. Ele tomou imponderado a boca desejável da militar e a deitou sobre seu corpo, quase nu. Ela tocou o órgão do homem e percebeu que ele já se encontrava excitado, sem conseguir esperar rancou a cueca do rapaz e os uniu. O Alfa adorando que ela pulasse as preliminares.
— Eu te amo. – Ele disse, beijando seu pescoço. Ela gemeu com a estocada ganhando velocidade. Envolveu o cabelo semicerrado do Alfa com os dedos e esperou atingir seu ápice realizada. Sentiu o corpo de Miguel relaxar, quando os dois alcançaram o orgasmo.
[...]
A manhã já despontava no céu e Miguel permanecia em um sono profundo e relaxante em sua cama espaçosa e macia. Um vulto veloz disparou cômodo adentro, recolhendo toda e qualquer bagunça que estivesse um milímetro fora do lugar. – Trate de acordar, Alfa! – Uma voz desgastada, mas não menos imponderada declamou séria. O homem revirou-se no colchão e cobriu o próprio rosto com um travesseiro próximo. – Mais cinco minutos... – Murmurou reclamão, concentrado em voltar a dormir.
Dalila, então, tratou de despi-lo de quaisquer cobertas que ali se encontrassem. Ainda bem que ele havia se vestido depois da noite anterior. Um vento frio que atravessava as janelas recém-abertas do quarto percorreu a espinha do rapaz, que gemeu estremecendo. – Pode ser um rei ou até mesmo, um deus, mas pelo menos deveria ser um marido honrável! – Esbravejou ela, dobrando impecavelmente os edredons. As tarefas domésticas do chalé eram divididas entre os habitantes por dia da semana. Desta vez, a incumbência cabia aos ciganos que lá moravam. – Serena já está desperta há horas! – Completou, fazendo com que Miguel abrisse os olhos preguiçoso. A luz matinal forçando sua vista. Incrédulo, percebeu que nem notara a saída de sua esposa durante a madrugada. Ela havia proporcionando-lhe uma noite inesquecível.
Um baque estrondoso vindo do subterrâneo atinou a atenção do militar. Ele saltou da cama desperto, pensando que fosse um possível invasor. A velha peregrina riu da pressa do Alfa, sabia muito bem quem estava no andar de baixo.
[...]
No subsolo da residência do líder da FMR, uma oficina repleta de ferramentas e protótipos de armas erguia-se. Miguel chegara esbaforido ao local e logo avistara Serena coberta por completo por pigmentos coloridos. Ela tentava a todo custo limpar-se, mas a tarefa parecia árdua demais até mesmo para a mulher. O Alfa sorriu aliviado, estava tudo bem afinal. A morena virou-se e o encarou sem jeito. Sua situação era um tanto embaraçosa. – Mudando de carreira, minha senhora? – Ele provocou.
— Bom dia para você também. – Ela fugiu do assunto. Estava totalmente colorida, como um verdadeiro arco íris.
— Bom dia ... – Miguel passou a mão pelos cabelos curtos e escuros. Sua cara ainda estava amassada. – Quer ajuda? – Ele perguntou, segurando uma mangueira nas mãos.
— Bem, não estou em posição de recusar. – Ela rendeu-se sorrindo. O Alfa pediu que ela fosse para a varanda e saiu logo em seguida. Ligou um jato de água corrente e começou a lavá-la. Tentando a todo custo não molhar a si próprio. – Você só pode estar de brincadeira! – Queixou-se a preminiana, comprimindo a ponta da mangueira e lançando uma rajada mais forte em seu marido que logo ficou encharcado da cabeça aos pés.
— Ei! – Ele protestou, contra-atacando. Uma batalha infantil iniciava-se.
— O que foi? – Questionou ela. – É só que você fica extremamente sexy molhado! – Serena disse com um sorriso travesso.
— Ah é? – Ele aproximou-se e a tomou pela cintura firme. – Então pode me molhar o quanto quiser. – Sussurrou, beijando-a logo em seguida. Ela arranhou de leve as costas dele, pedindo a ele que continuasse. – Você anda muito levada, sabia? – Miguel mordiscou os lábios carnudos e convidativos da mulher. – Não pode fazer isso comigo. Fico louco. – Tornou a tocar suas línguas com certa volúpia. Ergueu o corpo definido da morena apenas com um braço, arrancando-lhe um sorriso divertido. – Adoro quando sorri assim. – Ele tocou a testa dele na dela e apenas, a fitou profundamente. Retornou ela para o chão e colocou as madeixas longas e molhadas da preminiana para trás de sua orelha. A blusa colada da Alfa devido a água fazendo-o fantasiar um pouco.
— Mais tarde, senhor militar. – Ela sussurrou sedutora, tamborilando com os dedos o físico musculoso de Miguel. Prendeu os cabelos em um coque alto. Sua pele parda brilhava, bronzeada pelo sol.
— Acho melhor nos secarmos e depois você me conta o que estava fazendo em meio a esse amontoado de tintas. – Opinou ele, remexendo em uma das gavetas e encontrando uma toalha. Jogou-a para a mulher que tratou de se enxugar ali mesmo, o mesmo fez o militar e os dois entraram novamente na casa.
— Sugiro um piquenique para essa manhã, o que acha? – Perguntou ele, passando um braço pelo pescoço da Alfa e apertando seu ombro. Ela beijou o rosto dele sorridente. – Acho uma ideia maravilhosa. É um bom jeito de me retribuir... Você sabe, pela noite passada. – Provocou a mulher.
— Quer dizer que você não estava aproveitando? – Questionou ele cético.
— Estava... Mas, você não precisa saber. – Serena respondeu. Miguel consentiu fingindo fragilidade e ambos subiram para se trocar no andar de cima. Aproveitaram o dia como um casal comum, livre de muitas preocupações e apenas, gostando de passar um tempo agradável um com o outro.
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