MELLORY — entre Deuses e Reis

66 Segredos do templo de Mellory


Notas iniciais
Magnifico, mais uma vez, conheceram partes do templo!

VIAJEM AO TEMPLO LOTUS DE TODOS OS ESCOLHIDOS

Todos decidiram que uma coisa deveria ser feita logo: Os escolhidos visitarem o templo juntos! Alias depois de Luna contar que Lótus não era do cervo, mas sim da mãe natureza, a curiosidade dos escolhidos do Dragão Negro e Leão ficou aberta.

O verão estava muito quente, mais do que dos anos passados. E quaisquer viajem no sol era cansativa. Só que nada impedia o espírito aventureiro daqueles jovens. Eles fizeram conquistas que toda Wakanda duvidada, então nada mais os barrava.

Findoram com a “nova” Kalisse estava festiva, porem organizada, nunca aquele reino foi tão feliz na economia quanto agora. Os soldados de Draken não residiam mais lá, já voltaram para seu reino natal. E a parte mais surpreendente é que a raposa realmente estava tentando ser amiga e prestativa, e seu povo começou a ter um sentimento de afeição por ela. O que enchia a raposinha de alegria. Uma deusa feliz e amada sem duvidas era melhor do que uma amargurada sem devotos.

Golty tinha um novo alfa a ser coroado, uma criança saudável: o Gustavo, filho de Lisa e Daniel, infelizmente Lunally ainda não pode conhecer seu sobrinho, mas Hatori prometeu para ela que logo os dois iriam visitar seu país natal.

— Quero que tenham em mente uma coisa. — Dhiren pediu meio angustiado, aquele deus era uma caixinha de surpresas. Estavam na saída de Draken, os dragões, o cervo e os escolhidos. Iriam para o templo, já avisaram a todos de Draken. Amom não apareceu mais, porem logo os outros deuses tomariam providencias sobre o assunto. Algo não foi esclarecido. — Mellory vai mudar, não duvidem, a mãe natureza não está nem um pouco feliz.

— O que quer dizer? — Miguel indagou, odiava os rodeios que os deuses faziam, ainda mais quando soube que eles também erravam. Helias justificou que realmente achava que Zara era inocente, e foi desculpado pelo casal, porem Miguel ficou mais atento com os pedidos dos deuses.

— Vocês mataram na floresta. — contou Caius, receoso e muito aflito. O cervo não falava mais com a mãe natureza da forma que antes. Isso o preocupava muito. — Serena você entende que para os selvagens a terra deles é sagrada e não se derrama sangue nela. Para mãe natureza a floresta Mellory é assim, e muito mais! — quase gritou em desespero ao explicar a magnitude que poderia se desenvolver a coisa, mas nem conseguir transmitir corretamente sua aflição.

Serena suspirou. — Ela não estará do nosso lado mais? — perguntou angustiada. Sabia muito bem, quem era a mãe natureza, ela era o verdadeiro Deus. E ainda mais depois da historia que Amom contou, sabia muito bem que ela era muito poderosa, até mesmo perigosa se a incomodassem.

— Só não ajudara mais, e fechara a floresta. As bestas andaram livremente. — respondeu Helias. Ele mesmo que nunca teve uma relação de amizade com o equilíbrio sentiu também a falta das dádivas dela. No templo, no reino, em todo o lugar, cada deus sabia que tinha o equilíbrio os resguardando. Mas agora parecia que este avia sumido. — Hoje será uma exceção, por todos nós que pedimos por vocês, entraram para ir ao templo, depois devem ficar em suas casas. Em seus reinos. Praticamente será o último dia segura em Mellory.

— Nós magoados ela, certo? — Lunally sentia como erraram e fitava seu patrono. Ela havia certa vez comentada com Hatori que a floresta era segura porque a mãe natureza os amava, mas agora, ela não amava mais tanto assim.

— Talvez. — Caius respondeu para todos, aproximou da médica. — No templo entregue o que tem de Serena. A alma. — falou baixo para somente sua escolhida escutar. Logo se afastou e fez menção para todos. — No momento temos que importar com o agora e assegurar os quatro reinos bases de Wakanda. — se referiu ao objetivo inicial que tinham. Recuperar os reinos e fazer a paz.

— Sei que está chateada, mas Amom fez o que deveria ser feito. — explicou Helias para Serena que se mantinha seria perto de seu marido. — Ele pecou, mas todos pecaram uma vez. Ele é seu patrono. E acredite brigar com o escolhido é horrível. — olhou para Miguel que também parecia incomodado com a briga de sua esposa com o leão, isso a deixou triste e bastante afetada. — A confiança que depositamos em vocês é a esperança que temos de nós perdoar.

— Acha que esse falso moralismo vai me fazer ser amiga daquele que destruiu minha família? — questionou rispidamente a ex-bastarda de Premim, agora a que deveria ser coroada como legitima.

— Se assim for, então Miguel abandone essa mulher. — Dhiren se intrometeu na conversa. O resto ficou tenso de como poderia se desenvolver essa discussão. — Não foi Amom que fez isso, foi sua mãe: Georgiana! Por mais que eu odeie admitir, Amom foi inocente, no quesito lesar teu irmão, pois o que ele queria é destruir o equilíbrio. Porem, o egocentrismo dele foi quebrado ao entrar em sanidade. Ele nem se quer tinha contato com Georgiana quando ele casou com Mathias, tanto que estavam de mal da humanidade neste tempo!

— Se for colocar desta forma, Amom ficou no mesmo estado que você em relação a Miguel. Foi seus pais que mataram os dele. Não você. Assim como foi Georgiana que aleijou teu irmão e não o leão. — Helias completou, não entendia a mágoa que aquela garota levava. Sim, Amom traiu o equilíbrio e fez Georgiana forte, e ainda fechou os olhos para quando ele entrou em seu reino. Mas não fez nada diretamente contra sua escolhida.

— Não sei como seu patrono lhe contou, mas ele ajudou a deusa caída do corvo, até o momento em que ela tentou tomar o trono dele. Depois o corvo foi expulso de Premim e banida como deusa, e assim, sua mãe fez o resto sozinho. Amom pediu perdão ao equilíbrio quando viu o erro dele. — Caius disse ofegante, ele mesmo tentou ajudar o leão a parar de ser enganado por Georgiana.

Serena se encontrava apática. Que merda estava acontecendo? — pensou enquanto organizava os pensamentos. Amom disse que ele ajudou em tudo, e que deixou sua mãe aleijar teu irmão, e levá-lo para longe. O que estavam tentando dizer?

— E como queriam que ela o perdoasse? — Gritou Miguel raivoso. Ele não aguentava mais toda aquela briga. Algo estava mal entendido no local.

Serena chorava pelo erro que poderia ter cometido. Amom sempre foi tudo para ela, seu amigo, mentor e deus. Ela estava tão confusa que não conseguia colocar os pensamentos em ordem. A raiva e tristeza se moldavam cada vez mais forte em apatia.

— Amom simplesmente disse tudo que Georgiana fez e que ele ajudou! Minha esposa pensou que ele tinha feito tudo! — Miguel escandalizou. Ele estava lá quando Leão conversou com Serena, deu a entender que Aslma era o vilão.

— Oh minha santa mãe! — bradou Helias. Ele ficou perplexo da burrice que estava presente ali. — Amom tem problema de dicção, não soube nem contar a história direito! — falou bravo, mesmo não sendo problema dele, era problema da esposa do escolhido dele, ou seja, indiretamente era problema dele. — Não estamos brigando com você! Estamos apenas contando a verdade! Serena, você deve fazer as pazes com seu patrono! E vá assumir seu reino! — insistiu para garota. — Amom nunca quis lhe fazer mal. Não verdadeiramente, até porque quando ele te conheceu, foi à ligação mais forte que ele teve com um humano em toda a vida dele.

Lunally chegou perto de Serena. Ela podia imaginar a bagunça que a cabeça de sua amiga estava no momento. Deu um abraço apertado nela, porém breve e sorriu de coração.

— Que benção, não é? — Lunally disse e os outros não entenderam o que ela estava tentando expressar. — Teu Deus não é mal. Ele te ama. Agora vamos ao templo, e lá vocês reatam.

Serena sentiu um alivio tão confortante. Ela tinha perdido a noção d que faria, e pensou que nunca mais iria voltar para Draken, ou ao menos ver Amom. Que viveria em Draken sendo esposa do alfa menor. E isso não lhe agradava, pois ela tinha um sonho, seu objetivo foi sempre reinar em Premim. Ao lado de Miguel e Amom.

Ela sorriu de maneira piedosa para Lunally. Amom não foi inocente, pode até não ter feito mal a ela e a seu irmão, mas também não impediu. Contudo ela entendia que ele não queria mais lidar com a deusa do corvo. O equilíbrio poderia interpretar mal.

Recompôs-se, não admitiria ficar neste estado de dó. — Vamos para o templo lótus! Agora!

Os deuses ficaram felizes. E já até planejam o que iriam pedir em troca para Amom, ora eles fizeram a escolhida dele voltar. Deveriam ter algo em troca! Logo os espíritos desapareceram no ar. E os escolhidos cavalgaram no sol ardente até o meio da floresta, em seu ultimo dia de paz.

*

Quando a porta de vidro fosco desapareceu e Miguel juntamente com Serena ficou surpreendido e com cara de bobos. Luna e Hatori pensavam se tivessem ficado daquela forma também. No grande corredor que tinha os mapas dos reinos. A casal que nunca entrou no templo explorava cada detalhe. Lunally e Hatori faziam posse, dando a impressão de que tudo aquilo fosse normal. Mas na verdade também queriam explorar mais o templo lótus.

Na sala retangular, a qual contava a historia de todos os reinos e lugares, a fonte de água que era iluminada por uma luz que não tinha origem permanecia com as quatro portas fechadas. Da ultima vez, Luna e Hatori passaram pela ultima porta a esquerda.

Miguel e Serena lendo tudo o que podiam, estavam muito perplexos, lembra-se de Hatori e Lunally falando brevemente de como era o local, mas não detalharam direito.

Um som forte foi ouvido na sala. As duas portas de trás se abriram. Os escolhidos se encaravam. Cada casal para um lado. — Lunally escutou uma voz feminina e elegante, ela sabia que era a mãe natureza. Talvez, ela não estivesse com raiva deles, só estava sendo mais reservada.

— Serena. Você e Miguel entrem nesta sala. — mandou o casal que ainda estava tentado a ler as escrituras. — Eu e Hatori vamos por essa aqui. — apontou para porta de trás dela. — Leve isso com você. — entregou a alma de Georgiana para Serena. — Sua mãe veio falar comigo em Golty, pediu ajuda, ela queria que eu fosse ao jardim dos milagres, onde a solar nos levou, para que eu curasse a alma dela e colocasse no altar dos deuses.

Serena olhou confusa. Então Hatori e Lunally sabiam de sua mãe já. Encarou o broche que reconheceu ser o presente que o alfa maior deu para a médica. Desta vez estava com a cor diferente, preta com tons de cinza. Ela estremeceu o corpo ao segurar aquela joia.

— Certamente. Não fiz o que a deusa caída me pediu. — Lunally falou sem jeito, realmente não saiba quais palavras certas deveria usar. — Não sei nada sobre ela, nem sobre os deuses. Acho que isso deve ficar com você. Fale com Amom. Não estou jogando a responsabilidade em você. O que decidir fazer, eu ajudarei.

Serena acenou com a cabeça. Lunally era uma grande amiga. Ela iria ver o que faria, mas antes de tudo seguiria por aquela porta. Algo bom lhe esperava lá.

Os casais se separaram. Cada um entrou um uma porta, onde novos mistérios seriam revelados. A angustia e curiosidade cresciam dentro de cada um.

HALU

Lunally e Hatori de mãos dadas seguiam pelo correndo que tinha trepadeiras coladas nos muros, verde vivo, indicando o verão. O casal estava com um humor divino, não teria motivos para o contrario. A única coisa que incomodava Lunally era a preocupação com seus amigos (Serena e Miguel), mas ela tinha certeza que daria tudo certo. Hatori ficava preocupado com seu irmão também, porém ainda tinha o reino para cuidar, mas graças aos dragões estava tudo bem.

A garota parou no meio do caminho, quase fazendo Hatori esbarrar nela. Seus olhos que guardavam uma galáxia inteira fitou Hatori. E em um movimento voluntario ela deu um beijo suave nele.

Hatori enrugou o cenho. — Luna?

A garota sorriu e apertou a mão de seu marido. — É fantástico como tudo está dando certo. — proferiu baixinho. Hatori a abraçou. Ficou preocupado com sua esposa. Antes de ele falar algo Lunally sorriu radiante. —É que neste lugar eu sinto tudo. É como se eu pudesse manipular, mas ao mesmo tempo não. Você não acha estranho?

— O que? — indagou o rapaz pacientemente, mas não entendia o que Lunally falava.

— Você lembra? Eu te mostrei, eu consigo controlar alguns animais. E sei quando uma planta é boa ou não, e justo agora a mãe natureza coloca animais por toda a floresta? E como se ela proibisse, mas desse uma brecha. — a garota falava mais para si do que para seu marido.

— Sim, mas aonde quer chegar? Não estou entendendo, desculpe. — o alfa passou a mão na face dela e Luna escorou de lado a mão apreciando a caricia.

— Ela me deu um jardim. Ela me deu um dom. — ditou os fatos para seu marido. — Hatori, a mãe natureza vai nos dar uma nova missão em breve, e tenho certeza que envolverá muito a Serena.

Hatori refletia os fatos. Não lhe agradou nem um pouco isso. Ainda mais que tudo que envolvia os espíritos era extremamente perigoso.

— Mas no momento devemos focar em Draken. Em seu desenvolvimento. E no comercio com os outros reinos e relações amigáveis. — Hatori tentou mudar de assunto.

Lunally entendeu. Ele não queria que ninguém mais fosse colocado em risco, e como alfa maior, tinha uma grande responsabilidade. — Ok. Vamos seguir? — seu marido confirmou com a cabeça.

*

A sala depois do corredor era toda escura. Hatori e Lunally trajavam roupas típicas de Draken: pretas, quase não se identificavam no cômodo. A sorte é que não soltaram a mão um do outro. Ambos se mantinham em silencio, e como Hatori tinha um instinto protetor colocou Luna atrás de si.

E um flash brilhoso estrelas, constelações, planetas, variadas formas astrais apareceram no local, enfeitando toda a escuridão com cores múltiplas que mudavam a cada movimento. Lunally de imediato fitou seu marido, ele estava hipnotizado. Ele sempre amou as estrelas, continha um sorriso bobo na face.

A garota sabia que era um presente dos deuses e agradeceu em seu pensamento por aquela visão tão bela.

— Agora é a hora que me arrependo de não saber tanto quanto meu pai sabia sobre astronomia. — lamentou o alfa, reconhecia muita coisa. Mas tinha curiosidade por outras que nem sabia identificar. — Constelação Ofiúco. — pronunciou baixo.

— Hum? — Lunally não tinha escutado muito bem.

— Uma nebulosa sem estrelas. — Hatori parecia ter seis anos novamente. Aquela foi à primeira constelação que ele soube identificar. — Eu te mostrei aquele dia.

— Ah, sim, nas montanhas! Ofiúco! — expressou felicidade. Ficou rubra, ao pensar que nesse mesmo dia Hatori a levou nos braços para casa dele. Era algo que nunca mudaria, ela poderia já estar anos casadas com o alfa, ter muitos filhos, mas sempre coraria com os mais simples pensamentos.

Hatori identificou mais algumas. Contou mais historias para Lunally sobre ele e a família. Quase todas envolviam o alfa maior e menor, Helio e Will. Luna adorava ver ele assim, despreocupado, liberal e entusiasmado.

— Helio é um medroso. Nunca quis lutar, por isso virou beta de escritório. — Dedurava os amigos para sua esposa. — Ele ama mexer com papelada. Will é reprimido, Miguel era um sozinho na vida e não deixava o beta sair com outros, acabou que Will ficou do jeito que é.

Lunally não continha os risos, os meninos eram muito levados.

— Brigávamos muito, batíamos um nos outros, mas depois tudo se resolvia. — revelou Hatori. Sentados ao meio da escuridão que acendia estrelas de tempos em tempos. — Era sempre eu e Helio, contra Miguel e Will. Helio só atrapalhava. Eu acabava perdendo porque tinha que pedir trégua para levar Helio para casa. — Bufou de raiva.

Lunally apoiou a cabeça no ombro de Hatori e escutava tudo que ele lhe contava. Até que escutaram um som do outro lado do cômodo. Luna levantou a cabeça, contudo Hatori já se levantava. Era um macaco. Branco, definido, alto, com uma cicatriz no olho.

— Saia daqui pulguento! — gritou Dhiren que apareceu do além. Parecia bastante irritado, algo raro para um deus tão brincalhão quanto ele.

— Uma Goltyana com um Dragão? — o macaco falou em escárnio.

— E? — Dhiren respondeu como uma criança.

— Pensei que seria um massacre, porém parece uma cena de amor. — o macaco disse em desdém.

— Cale a boca Bruce, o que você veio fazer aqui? Volte para sua casa! — o dragão albino resmungou. Hatori puxou Lunally para se aproximarem dos deuses, concluíram que o macaco era um também.

Dhiren fez um gesto para que os humanos o seguissem. Passaram por um arco escondido em toda aquela escuridão e foram para na porta de cristal rosa, onde ficavam as almas dos deuses. Ao entrar no cômodo, este se encontrava lotado, em cada pilar, onde tinha as rosas tinha um deus. Só duas estavam vazias, a do corvo e do Leão.

Hatori olhou para Lunally que também não entendeu nada.

— Esperem um pouco! — o dragão branco pediu e foi para seu lugar. O macaco voltou também. Tinha gato, cachorro, cobra, tigre, peixe, todas as espécies de animais estavam lá, algo muito confuso para os humanos, que apenas aguardaram.

Era uma reunião dos deuses, quem no mundo imaginaria que humanos participariam de uma? Ao mesmo tempo em que era fantástico era assustador, divindades com impressões diversas, características diferentes e relações duvidosas.