MELLORY — entre Deuses e Reis
58 Julgamento
Notas iniciais
JULGAMENTO DE SERENA
Lunally e Hatori não demoraram a chegar ao reino do dragão, que estava belo pelas flores da estação. Helio os recebeu logo na porta da fortaleza, nas montanhas já avisaram que muita coisa tinha acontecido, Hatori esperava o pior, era a primeira vez que Miguel ficava no comando e até lhe causava arrepios sobre os fatos que ocorreram em sua ausência.
— Pan morreu? — Hatori perguntou perplexo para Helio que caminhava junto com ele para a cúpula. O beta narrava tudo o que aconteceu nas ultimas semanas. Lunally estava do lado de Hatori, e se preocupava mais a cada palavra de Helio. Mandaram guardar os cavalos e cuidar do resto, o casal não teria tempo de descansar pelo visto. Era sempre muito caótico chegar em Draken, todas as vezes eram recebidos com varias noticias e deveres impostos imediatamente.
— Ele foi assassinado. —Matt apareceu do outro lado contando. — E Zara está na prisão até segunda ordem. — completou;
— Quem o matou? — questionou Lunally, era algo serio. Pan era um homem mau, porém deveria quem matou ele e quais os motivos.
Os dois betas pararam de andar e Miguel vinha do outro lado. Hatori o encarou e seu irmão parecia triste e confuso. Não sabia nem como resolveria tantos conflitos.
— Serena lutou com ele, mas parece que o homem se matou, e depois ela tentou assassinar Zara. — contou Matt por fim antes que o alfa menor chegasse mais perto.
Miguel chegou perto de seu irmão. Ele de fato fez falta. — Marcio confirmou tudo sobre os atos de Serena. Pan era um espião... — tentou antes de tudo defender sua esposa, mesmo que Hatori e ela estavam em um clima de amizade antes do alfa maior partir, nunca poderia abaixar a guarda e achar que Hatori aceitaria tudo o que ela fizesse.
— Eu sei. — declarou o alfa maior interrompendo seu irmão. — Matt me dê um papel e tinta. — o beta logo entregou o que ele pediu e todos caminhavam até a porta da sala de reuniões. — Descobri muitas coisas no templo de lótus. — informou Hatori para os que estavam com ele.
— Zara, foi usada como Kohana. — Miguel tentou explicar antes de Hatori entrar na sala. — O único culpado foi Pan. — Miguel não queria que inocentes fossem culpados. Já basta a vida miserável que tiveram.
— Zara é culpada também. — Lunally disse no meio do assunto. — A própria mãe natureza revelou para nós. Não tem como duvidar.
— O que? — Miguel falou sem entendeu muito. Até poderia falar um “bem vinda Lunally”, mas não achou que o momento seria bom. Porém ficou contente de Hatori voltar com ela e aparentemente em paz com a goltyana. — Helias disse que ela é usada. — lembrou de quando o dragão negro praticamente o obrigou a deixar a estrangeira na casa dele.
— Onde fomos meu irmão, os deuses não conhecem nem mandam. Quem manda lá é o equilíbrio, tivemos acesso à informação de nem o leão e muito menos o cervo tinham ideia que existia. — Hatori relatou para o menor. — Os deuses não tem tanto conhecimento assim. Tem coisas que eles não deduzem, só veem e podem ser enganados como nos. A prova foi o jantar que Kalisse fez, e meteu toda a humanidade em confusão por uma mentira. — concluiu e entrou na sala de reuniões.
Miguel ficou pensativo. Não duvidava de todo de sua esposa, só que eram tantos fatos que tinham sobre a questão que ele não achava uma saída. Justo o homem que nunca quis confiar nos deuses foi levar a palavra do dragão tão a serio. Mas Hatori disse que este podem ser enganados, Miguel não pode deixar de pensar que talvez, Helias, tivesse boas intenções.
Na sala de reuniões da cúpula de Draken, continha o GCA (grande casa dos anciões), CB (conselho dos betas) e FRM (forças reias militantes). Hatori dobrou o papel foi até onde os integrantes do FRM se encontravam na sala e entregou o papel para Will. — Quando eu te chamar prenda todos esses que estão no papel. — ordenou e foi para seu lugar, na frente de todos na ponta do local.
Lunally viu Serena sentada em um banco. Mostrou um sorriso confortante e sentou do lado dela. Abraçou a amiga e sussurrou algumas palavras sobre estar com saudades e desculpas por não comunicar. Serena ficou feliz que ver a amiga, mas não sorriu ou demonstrou alegria, pois o momento estava muito tenso para tal reação.
— Parece que cheguei ao momento certo. — esclareceu Hatori. Observou todos na sala. — A morte de Pan foi aceita, certo? — olhou para Helio que confirmou com um gesto de cabeça. — A questão é somente Zara. — Encarou Miguel por um estante.
O líder dos militares encarava Serena sem parar. Ele não poderia deixar isso continuar. Sentiu-se tão miserável por fazer sua esposa sofrer assim. — Ela é culpada. — falou alto para todos escutarem. — Zara fez suas ações por vontade não por indução. — continuou sua fala. Um pequeno reboliço entre os presentes começou.
Serena olhou descrente para seu marido, acredita cada vez mais que ele fosse bipolar. Cruzou os braços e esperou o alfa maior falar. Ela não sentia muito raiva de Miguel, apenas estava farta de tantas brigas sem fundamento.
—Silencio. — Hatori ordenou aos que falavam. — Marcio. — chamou o alfa maior. — Suponho que tenha provas sobre todos os que estão me traindo? — falou no plural intencionalmente para que os outros notassem que ele já tinha conhecimento sobre os infiéis.
— Claro senhor. — o ancião falou certo que não tinha como refutar suas pesquisas e buscas.
— Will. — Hatori chamou e o beta militar que apenas fez um gesto e os soldados prenderam metade do conselho dos anciões, um pouco de betas e militares. Era depressiva a quantidade de desleais que possuíam no governo.
Miguel apenas deixou, era o certo. Ele fechou o punho de raiva por ter sido tão burro. — Peço perdão pelas minhas ações e que reconheçam o ato de minha mulher totalmente justificável. — implorou para os demais.
— Claro! As suas ordens. — Hatori sorriu de forma satisfeita. — Agora peço para que Marcio e Helio resolvam as prisões e justificativas. Acabei literalmente, de chegar de viajem e necessito descansar.
E o julgamento foi encerrado. O julgamento mais fácil e rápido que já ocorreu em Draken. Hatori levou Lunally para o Hotel, mas essa ficou em outro quarto, porque tinha enjoada do outro. O alfa foi para sua casa rapidamente, pois tinha que resolver algumas coisas do governo.
PRIMEIRA NOITE DE SEMI
Folheando um livro, fingindo uma ávida leitura, Serena fitava o avançar do Sol no céu inquieta. Estava na estufa, seu lugar favorito de todo o chalé, cercada de flores que exalavam uma fragrância singular. Algumas abelhas efetuavam o restante de seu trabalho, produzindo quase inaudíveis zumbidos. A Alfa aguardava respostas. Dependendo do que chegasse a seus ouvidos, ela partiria de solo drakiniano imediatamente. Segurou com força seu colar de noivado e fez uma prece baixinho para Amom. Não era muito de orar às divindades, mas naquela noite aguardava, freneticamente, que seu marido lhe pedisse perdão.
A morena estava coberta por um vestido perolado e acinturado, bem diferente de suas roupas típicas. A peça ia até um pouco antes dos joelhos e seguia acompanhada por um par de sapatilhas creme. Apenas a joia que carregava no pescoço destacava-se. O rubi brilhando, banhado pela luz do luar. Sem conseguir se concentrar em sequer uma página do clássico que trazia nas mãos, decidiu podar alguns galhos furtivos de roseiras. Apanhou uma tesoura pequenina e começou a tratar das plantas.
Empurrou suas preocupações para um buraco negro dentro de sua mente e apenas, concentrou-se na atividade de cortar delicadamente os ramos secos daquelas flores da paixão. Miguel era realmente um homem especial. Ao invés de dar-lhe um buquê de flores, deu à sua esposa um jardim inteiro. Serena sorriu ao se lembrar do primeiro dia que havia vindo à estufa. Ficara espantada pelo bom gosto do Alfa. Perdida em seu devaneio, acabou por furar um dedo com um espinho pontiagudo. Deixou que o líquido avermelhado surgisse em sua pele, sem espanto algum. Observando o caminhar do sangue, assustou-se quando sentiu uma mão a segurá-la firme pela cintura e percebeu que não conseguia se virar. Conhecia aquele perfume. O cheiro de âmbar penetrante. Um caminho de beijos foi traçado de seu ombro ao pescoço e ela suspirou rendida. Não queria jamais deixar aqueles braços. – Demorei? – Uma voz sedutora arrepiou sua nuca.
— Mais do que eu esperava. – A mulher respondeu, conseguindo virar e encarar o homem belíssimo que a abraçava fortemente. Passou o indicador pelo lábio inferior do rapaz antes de se aproximar e mordiscar sua boca carnuda, provocando-o.
— Parece que a demora valeu a pena. – Miguel disse sorrindo. Beijou a morena com intensidade, percorrendo com a língua cada espaço. Olhou as esferas carameladas de Serena e desculpou-se, sincero. – Meu amor, falhei com você, não é? – Perguntou com carinho. – Nunca deveria ter desconfiado de quem eu sou completamente apaixonado. Perdoe-me, minha senhora. Fui um idiota. – Desferiu um beijo suave nas costas da mão da Alfa.
— Foi mesmo. – Serena riu e acariciou os cabelos recém cortados de seu homem. Ele havia os estilizados em um corte curto, usual no exército, desaparecendo com seus cachos e deixando no lugar uma impressão de fios lisos. – Mas, penso que agora posso ficar despreocupada. Minha afirmação prossegue, senhor militar? – Tamborilou os dedos no peito musculoso do jovem. Esperou uma confirmação positiva.
— Obviamente. – Ele respondeu sorrindo travesso, entrelaçou sua mão na da Alfa e os dois caminharam pela estufa. – Gosta daqui, Serena?
— Como eu poderia não gostar de algo que você me deu com tanto amor?
— Bem, naquela época, eu ainda mantinha algumas dúvidas a respeito de meus sentimentos. Mas, hoje, sinto que meu coração foi roubado cruelmente. – Dramatizou brincalhão, depositando uma margarida delicada sobre a curva da orelha de Serena.
— Posso saber quem foi a responsável por um crime tão hediondo como esse? – A morena indagou entrando no jogo de seu marido.
— Quem mais a não ser você, minha musa? — Miguel prendeu a Alfa em das paredes de vidro. Seus braços bloqueando qualquer saída. Aproximou-se e sussurrou. – A senhora é mais perigosa do que pensa, Vossa Majestade. – Serena ficou nervosa com a proximidade, mas tomou uma atitude ousada. Enlaçou o pescoço do homem maravilhoso a sua frente e o beijou como nunca antes. O mundo parou por um instante. Ela sentiu como se só houvesse seu amante em todo o lugar. A saudade dos lábios dele fazendo-a delirar. Conseguia sentir o calor que emanava da pele bronzeada de Miguel e arfou um pouco sem fôlego. Ele a segurava firme pela cintura e não dava sinais de querer soltá-la.
Mesmo com todo aquele fogo momentâneo, o Alfa mantinha-se controlado. Respeitando as vontades da preminiana em seus braços. Deixava ela liderar os movimentos. Gostava de quando a mulher tomava o controle. Ele ouvia o coração dela batendo forte, ritmando-se com o dele. Miguel desejava ir com calma, desvendando cada parte daquela preciosidade que era sua esposa. Ela lhe arrancava os mais doces suspiros. Em um certo tempo, eles se sentaram em um banco de madeira de demolição e o rapaz deitou-se no colo de Serena, esperando que ela o acariciasse. – Você não me deixou. – Sorriu com esse pensamento alto.
— Eu prometi, não foi? – Serena respondeu tocando suavemente os lábios do Alfa com os dedos. – Sou sua esposa. E te amo mais do que minha vida. – Pensou um pouco. – Acho que estou pronta, meu amor.
— Para que? – O homem abriu as pálpebras curioso.
Um sorriso doce surgiu na boca da preminiana. – Para ser sua. – Ela completou e ele a olhou, um desejo brotando em seu peito. Levantou-se e a puxou para que sentasse sobre suas pernas. Desenhou pequenos círculos na lateral do braço da mulher, estava tímido, diferente do habitual. Serena estranhou a reação. – Não me quer? – Questionou quase em um sussurro, corada.
— Não. – Ele negou firme. — Pelo contrário, você é tudo que eu mais desejo. É só que não consigo acreditar que você esteja me dizendo isso. – Abaixou um pouco a voz e chegou mais perto dela. – Saiba que você é a minha fantasia, Serena. – Riu um tanto pervertido, mas logo recobrou sua sanidade.
– Adoro excitar a ideia de um amor recíproco. – A Alfa mordiscou o próprio lábio. Miguel beijou-a com calma, como se ela fosse uma boneca prestes a partir. Como se aquilo fosse um sonho e ele fosse acordar.
– Podemos fazer isso lá dentro? – Perguntou ele sorridente, interrompendo a carícia. Era um sujeito tradicional quando se tratava de sua mulher. Queria que fosse especial. Inesquecível.
— Vire-se. – Serena pediu. O homem obedeceu sem remediar interessado. Ela subiu em suas costas e pediu que ele a levasse de volta para o chalé. Os dois partiram correndo banhados por flores que se despendiam das árvores do bosque. Miguel nem ao menos sentia o peso de Serena. Ela ria próximo a seu pescoço, provocando cócegas.
Quando entraram na casa, Miguel inverteu, em partes, a posição em que os dois se encontravam. Passou a carregar a morena em seus braços, mantendo a respiração quente dela próxima a seu peito. Subiu as escadas devagar. Ninguém estava em casa. – Onde deseja ir, Serena? – Questionou indeciso. A preminiana aproximou-se do ouvido do Alfa e falou baixinho.
– Seu quarto. – A sonoridade rouca em sua pele, mexendo com a mente do homem. Abriu a porta da maior suíte da casa sem dificuldades e a fechou com a ajuda de apenas um pé.
– Enfim sós. – Miguel desceu a jovem e esperou pela reação dela. Ela se dirigiu até um canto do cômodo e ligou o toca-discos, colocando um tango lento para tocar. Seu marido a segurou pela cintura e eles começaram a dançar. Olhavam um ao outro nos olhos e Serena o provocava. Insinuando que iria beijá-lo e depois deixando-o a ver navios. Ela rodopiou em seus braços e depois efetuou um passo, no qual permaneceu inclinada por um tempo, revelando um decote tentador em seu busto. Miguel deliciou-se com a vista.
O Alfa era um excelente bailarino. No ápice de sua adolescência e rebeldia, ia a bailes todas as noites, flertar com diversas mulheres. Mas, nenhuma produzia o mesmo efeito de Serena sobre ele. Ela era magnética. Não desviava o olhar. Permanecia com naturalidade, como se os passos desenhassem seu corpo. Em determinado giro, Serena ficou de costas para seu marido e ele ousou beijar seu pescoço, soltando um gemido baixinho dos lábios da morena. – Está me deixando louco sabia? – Roçou o nariz na pele da garota e sentiu seu perfume de jasmim. Ela cheirava a paixão. A perigo. Virou-se para ele e passou a mão por seus músculos apertando-os.
— Vejo que andou treinando, meu senhor. – Traçou insinuações de retirar a camisa do Alfa, mas deteve-se deixando-o enlouquecido.
— Devo estar à altura da mais bela das madonas. Você, meu amor. – Beijou-a apaixonada. Ela cedendo a seus carinhos. Desmanchando-se com seu toque cuidadoso e não menos, sedutor. Após alguns minutos, os beijos tornaram- se mais intensos e Miguel ergueu Serena e a pôs sobre uma mesa do recinto, sem desgrudar seus lábios. Seu hálito de amora fazendo-o adorar continuar as carícias. Uma das alças do vestido dela já pendia convidativa em seu braço. Revelava o início de seios fartos e macios. O Alfa beijou o local, fazendo um progresso lento e silencioso pelo corpo da mulher. Serena gemia de prazer com a audácia do rapaz. Ele retirou a outra alça e seduzido pela visão, não tardou a despi-la do vestido. Uma lingerie preta de renda em estilo retro revelou-se por debaixo do amontoado de tecido.
O homem contemplou a visão embasbacado. Possuía a mulher mais sexy de toda Wakanda. Suas curvas pareciam ter sido desenhadas minuciosamente pelos deuses e ela se divertia com o olhar safado do Alfa. Abraçando-o, deitou a cabeça do militar sobre seu busto e acariciou seus cabelos curtos. Sentiu sua intimidade roçar a dele e isso pareceu atiçar algo na mente do homem. Ele tocou ousado a ponta dos seios da mulher, mordiscou a região e ela soltou uma arfada desejando mais. Começou, então, a deliciar-se com a pele da morena. Beijando cada centímetro já nu até encontra-se novamente com sua boca carnuda entreaberta e curiosa pelo avanço gostoso. Uma química palpável entre os dois. Segurou firme as coxas da preminiana e deixou que ela o beijasse à vontade. Com força, Serena rasgou a camiseta do Alfa e pulou em seu colo, deixando que ele desfrutasse e apertasse à vontade suas nádegas. – E se alguém nos ouvir? – Questionou ela levada.
Miguel sorriu com malícia. – É só você gemer para mim. — A garota riu e tornou a beijá-lo. Pode sentir a ereção dele próxima a seu clitóris e tratou de tocá-la, fazendo-o gemer também. Começou a fazer movimentos circulares, mas os interrompeu deixando o Alfa ainda mais inquieto e extasiado – Por Helias! – Ele exclamou surpreso por quanto estava excitado.
— Sabe, Miguel, quando estou sozinha, fico imaginando seus braços a me envolverem. – Conduziu as mãos do Alfa até seus seios e fez com que ele a acariciasse, sua respiração ficando mais pesada. — A me apertarem fortemente de encontro a sua pele. – Rebolou em cima da intimidade do homem, provocando-o. — Sinto o rastro de seus beijos a preencher meu corpo. – A Alfa fechou os olhos, relembrando seus sonhos acordados. E o Alfa começou a chupá-la no pescoço. — Eu te quero, Miguel. Te quero agora. – Serena disse, beijando o peito definido do rapaz. Totalmente imersa em seu prazer. – Como eu te amo! – Falou enquanto o beijava repetidas vezes.
— Eu também te amo. – Miguel cedeu aos carinhos ousados da mulher belíssima que o agarrava apaixonadamente. Percorreu com uma série de beijos a clavícula de Serena, enquanto ela gemia baixinho com a carícia. Ela era intocada, ele sabia. Teria que ir devagar. A mulher roçava o nariz em seu pescoço, fazendo-o enlouquecer. Após alguns instantes, a Alfa entregou os pontos e pediu em um sussurro, próximo ao ouvido de seu marido.
— Me leva para cama. Eu preciso de você. Agora. — O Alfa sorriu vitorioso. Ela o queria. Para ser seu. Só seu.
Os beijos se intensificaram, ficando mais quentes e imponderados. Os lábios não se desgrudavam a não ser para respirar. Miguel a carregava ávido para o dossel, observou, atento, enquanto os cabelos da Alfa se esparramavam em meio aos lençóis, a pele morena de Serena brilhando pela luz das velas. Miguel continuou a beijá-la, explorando novas regiões como sua barriga, coxas e seios. Ele podia sentir Serena fechar os olhos e aproveitar cada mimo. Olhou em seus olhos por um momento. – Tem certeza, querida? Não quero te obrigar a nada. – Completou, ansiando por uma resposta positiva.
— Você é o melhor homem deste mundo e eu sou completamente louca por você. Meu maior desejo é poder ser sua. – A mulher consentiu, retirando com astúcia e brincadeira a calça do Alfa. Ela queria mais. Queria seu corpo colado ao dele. Unidos como um só.
O Alfa sorriu novamente, experimentando um sentimento arrebatador que preencheu todo seu interior. – Não vou te deixar escapar então. – Provocou, tocando com mais posse o corpo da jovem. Foi retirando, alça por alça, a parte de cima do sutiã de Serena e quando a peça desceu, os seios da jovem praticamente saltaram para fora. Revelando uma mulher tentadora como o pecado. Beijou a região e ouviu Serena gemer várias vezes, eles rolaram na cama e a Alfa ficou por cima dele, passando as unhas de leve por seu abdômen e peito, sentido cada um de seus músculos, experimentando cada centímetro da pele dele com os lábios.
Miguel não estava mais se aguentando. Ele gostava do joguinho que sua mulher estava fazendo. Deixava-o inebriado. Serena percebendo a reação do Alfa, parou por um segundo e pediu, ponderada:
— Miguel, sou virgem. Seja gentil. – A fala inocente dela por algum motivo atiçou ainda mais a excitação do militar.
— Serei o maior dos cavalheiros. – O homem respondeu sorridente. Ele nunca pensou que um dia se deitaria com uma preminiana. – Mas, antes preciso saber, minha senhora, o que te excita? – Perguntou com uma voz rouca, atrevendo-se a descobrir as formas de agradá-la.
Serena mordiscou de leve o lábio do Alfa antes de responder. – Você. – Afirmou, sorrido sapeca.
O militar ficou satisfeito com a resposta e seguiu desamarrando a parte debaixo do lingerie da mulher. Retirou eufórico e feliz a meia de renda e contemplou a tentadora visão do corpo nu da Alfa. Descendo um pouco mais abaixo, o homem roçou a língua na intimidade de Serena e instigou que ele prosseguisse. – Ah! – Gemeu. – Mais rápido. – O Alfa demorou a atender deixando-a louca. Serena puxou, um tanto audaz, a cueca de seu marido para baixo e esperou pela ação dele. O Alfa sorriu intrigado pelo atrevimento de sua noiva. Percebendo que Miguel estava a fantasiar, sussurrou irresistível:
— Continue. Adoro quando me toca. – Exibiu um sorriso travesso. Essa foi a permissão que o Alfa queria para continuar.
— Só estamos começando. Pode esperar muito mais de mim. – Gabou-se o homem, querendo transparecer experiência. Acariciou com os dedos a intimidade de Serena e esperou o som dos gemidos. Abriu as pernas da jovem, devagar e ela já entorpecida pela demora adiantou o processo. Miguel avançou em uma investida delicada, unindo-se, finalmente a carne de sua mulher. Sentiu um arpejo de Serena e percebeu que ela sentiu um pouco de dor, mas a mulher sempre foi mais forte do que qualquer uma, questionou se ela estava bem e a garota consentiu e pediu que ele continuasse. As estocadas de Miguel eram lentas e cautelosas, a beijava e a acariciava, evitando a todo custo machucá-la, desejava que a Alfa sentisse o mais profundo dos prazeres e se orgulhava por ele ser o primeiro e o último a proporcioná-la os deleites do sexo. Em um certo tempo, os movimentos foram ficando mais frenéticos e os gemidos preenchiam todo o quarto. Miguel nunca amara alguém antes e por isso, dividir a cama com sua amada era totalmente diferente de dormir com uma mulher qualquer. O casal desfrutava de um amor íntimo e uma paixão implacável.
As mãos da jovem seguravam firmes as costas do Alfa, aquele homem a fazia delirar. Mexeu-se no ritmo de seu marido, sentindo-o dentro dela. Miguel beijava cada canto de seu ser, idolatrando a musa que era sua dama. Serena gemeu uma última vez. Os dois pararam de respirar por um momento e atingiram o ápice juntos. Após relaxarem um pouco, Serena comentou:
— Agora sou sua, Miguel. Espero que saiba que é responsável por mim. – A Alfa prometeu, dando um último beijo em seu marido. Sorria de orelha a orelha, grata pela noite inesquecível. – E por nossos filhos.
— Filhos? – Ele perguntou, claramente interessado. Beijou o rosto da mulher. – Teremos uma dúzia de filhos! – Exclamou animado com a perspectiva de uma família com Serena. Encostou sua testa na da Alfa. — Eu a farei muito feliz, minha senhora. – Miguel confirmou, triunfante. Sua amante era o sinônimo de perfeição a seus olhos.
— Já disse. Você é a minha felicidade. – Serena deitou sobre o peito do Alfa e adormeceu. Um sono tranquilo. Ela nunca imaginara que sua primeira vez seria com um homem tão espetacular como Miguel.
*
— Penso que Helena seria um ótimo nome para nossa primogênita! – Miguel sorria contando seus planos futuros para sua mulher. Ele impulsionava o balanço de madeira para que Serena voasse pelo jardim e sorri-se alegre. O homem adorava aquele sorriso gostoso da Alfa.
— Quer dizer que deseja ter uma menina como herdeira? – A preminiana arquejou uma sobrancelha confusa. Preocupou-se por um momento com a fala de Pan sobre sua futura criança. Mas, tratou de esquecer aquela conversa sem fundamento.
— Óbvio que sim e tomará que ela puxe a mim, por que seus genes são um tanto... digamos... perigosos. – Ele respondeu brincando com a paciência da jovem. Essa riu sarcástica.
— Fico impressionada com seus comentários. O revoltado teimoso achando-se superior a garota intensa. Pobre alma. – Serena disse em escárnio, a brisa batia em seu corpo e esvoaçava o saiote de seu vestido.
— Ok. Ok. Não está mais aqui quem falou. – Miguel defendeu-se entregando os pontos. Onde estava a menina doce da última madrugada? Cedera lugar para a mulher má que só pisoteava o coração amável do militar.
Serena pensou um pouco, enquanto observava seus próprios pés descalços a roçarem na grama verde. – Miguel, posso lhe perguntar uma coisa?
— Estou às ordens, querida. – Ele parou de balança-la. Não gostara do tom melancólico de sua mulher. – Um dia, se você me permitir, eu gostaria de pedir perdão a seus pais. – Ela o fitou com um sorrisinho torto. – Gostaria de dizer a eles que irei cuidar de você. – Tocou a face do Alfa e beijou a lateral de seu rosto. – Contar a eles o quanto você cresceu. Desde que te vi, no Mercado, há anos.
— Como é? – Miguel questionou sem entender.
— Nos conhecemos, Miguel, no dia da morte de seus progenitores. Eu era aquela garotinha no Basílio.
— Então sempre foi você? – Ele riu incrédulo. – Sabia que mandei te procurar por anos. Mesmo estranhando sua feição dura na época, fiquei extasiado com sua beleza. Requeri que Will mandasse cartas para os quatro cantos de Wakanda dois anos atrás. Hatori desejava que eu me casasse e a única pessoa que sequer havia prendido minha atenção inteiramente era aquela menina morena que me fitou naquele dia. As outras mulheres da minha vida foram apenas por diversão. Banalidades, eu digo. – Ficou um pouco envergonhado ao perceber a expressão ciumenta de Serena.
— Bem, o importante é que me achou. – Sua esposa abraçou a cintura dele. – E não pretendo mais deixa-la fugir. – Completou o militar, beijando o topo da cabeça da preminiana. – Iremos no próximo inverno ver meus pais. Quando completarmos um ano de casamento. – Serena consentiu feliz.
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