MELLORY — entre Deuses e Reis

57 Descoberta no templo lótus e vingança


Notas iniciais
Gente esse templo é lindo d+, leiam com detalhes cada lugar representado e amem essa criação. Pois realmente esgotei toda a minha imaginação escrevendo esse templo!~~kkk Tá gigante o capítulo, mas tá maravilhoso

HALU VÃO PARA O TEMPLO — ERIC VOLTA

Hatori acordou meio desorientado, estava hospedado na casa de Luna, ao quarto ao lado do dela. Como ele estava de visita no local não tinha nada de importante (crucial) para fazer nos dias em que esteve lá. O rapaz que era acostumado a trabalhar até tarde da noite estranhava seus dias de folga, apenas gastando o tempo com Lunally, algo que particularmente, ele adorava, mas tinha preocupações com Draken, sem dúvida nenhuma, Premim irá agir.

Bateu duas vezes no quarto de sua amada, mas ela não respondeu.

— Vida? — Luna apareceu atrás dele. — Acordei cedo hoje. — explicou usualmente. — Lisa está de sete meses e provavelmente não estarei aqui para realizar o parto da criança então deixei instruções básicas para ela se cuidar.

Hatori se virou para encarar aquela figura encantadora. Apenas sorriu. Ele estava sonolento.

— Você está bem? — Luna perguntou colocando a mão na testa dele, Hatori estava curado, então não poderia estar sentindo mais dores.

Hatori a abraçou, este ato se tornou uns dos favoritos dele, ter Luna envolvida por ele. — Estou. Vamos partir hoje? — perguntou.

— Sim. — Luna afirmou. — Vamos comer? — puxou ele para ir à cozinha.

Hatori parou um instante. — Luna. — chamou. Luna olhou para trás para ver do que se tratava, ela sorria, estava sorrindo muito esses dias. — Eu te amo. — declarou Hatori.

A garota abriu mais o sorriso, chegou perto e abraçou o pescoço de seu amado. — Também te amo. — e depositou um beijo nos lábios daquele deus grego.

*

Os cavalos estavam prontos para a viajem. Uma carruagem daria trabalho para passar dentro da floresta, que não tinha estradas próprias, mesmo se fizerem a floresta tem vida e molda a estrutura de sua forma. Lisa despediu de Luna devidamente, a alfa era doce e amava a loira.

Lunally logo se acomodou em seu cavalo, um dos quais ela trouxe de Draken. Viu Lisa conversando com Hatori brevemente.

— Alfa de Draken? — chamou Lisa.

— Sim, alfa? — respondeu ao chamado educadamente.

— Não vou pedir para você cuidar da Luna, nem para fazer ela feliz, pois notei nitidamente que faz isso com muita eficácia. — pronunciou Lisa. — Só peço que nunca a deixe. Ela te ama muito, e você é um bravo guerreiro que trava várias batalhas, lembre-se que sempre vai ter alguém te esperando em casa: Lunally, então tome cuidado e nunca mais quero ver Luna voltar aqui sem você, ok? — pediu encarecidamente para aquele homem que roubou o coração da medica.

Hatori sorriu, era tão bom saber que uma pessoa como esta faz parte da família de sua amada, e que se preocupam com ela. — Ela é minha vida. Nunca vou deixar ela. — declarou e despediu-se.

Subiram no cavalo, mas de longe se via alguém chegando com alguns betas. Era Eric com ex-escravos natos de Golty. Luna viu todos àqueles que cresceram com ela. E ficou feliz de terem voltado, viu que Michelle estava lá. E seu coração ficou acalmado por saber que Eric achou sua amada.

— Já vai alfa? — Michelle perguntou para Luna quando chegou perto, está estava no cavalo e Hatori do lado.

— Perdão por não ter sido capaz de buscar vocês, por ter deixado vocês irem, mas juro, que daqui não saíram mais, é a casa de vocês, e Lisa está tornando ela muito boa. — Luna desculpou-se. Hatori segurou a mão dela, ficava sempre preocupado quando a voz dela ficava chorosa.

— As coisas mudaram. — comentou Michelle. — Você não deve desculpas por algo que não fez. Eu agradeço, Eric contou tudo, disse que você se arriscou indo para outro reino, fez coisas grandiosas. — Michelle olhou para Hatori. — E ainda achou o amor.

Lunally sorriu, apertou a mão de Hatori. — Tenho que partir, ainda não acabou! Temos muito que fazer! — anunciou afastando os cavalos.

Ambos, o casal, entraram na floresta, Hatori guiando e Luna o seguindo, para Mellory, para o templo de Lótus.

A VINGANÇA DE SERENA

A Alfa de Premin remexia no arsenal de armas da FMR quando Kalifas apareceu ao seu lado. – O que faz aqui? – Questionou o cigano curioso ao perceber a expressão sombria da mulher.

— Procurando uma lâmina bem afiada para matar alguns insolentes. – Respondeu-lhe com sarcasmo.

— Fala de Zara e Pan? – O príncipe indagou já sabendo das novas. – Sabe como é, as notícias correm.

— Aqueles dois infelizes estão espionando Draken e Miguel continua cego. Sinceramente, eu gostaria de conversar com Hatori e pedir que ele resolvesse esse impasse com seu irmão. Meu marido está cansando-me esses dias. – Reclamou a morena, escolhendo uma espada de lâmina fina, mas suficientemente letal. O mesmo brasão gravado em seu colar de noivado estava presente no pomo da arma. Passou o dedo pela superfície laminada e sentiu seu sangue pingar instantaneamente. Sorriu. – É essa.

— O que acontecerá se os anciões decidirem que essas mortes foram injustas? – Ele perguntou preocupado.

— Já fui lançada em uma masmorra uma vez, meu amigo. E fugi de lá. Sou uma estrategista e a lei drakiniana não é suficiente para deter-me. – Respondeu a mulher deixando o recinto. O cigano a seguiu.

– Soube que Pan foi visto próximo aos jardins reais. Boa sorte, Vossa Majestade. – Ele concluiu deixando que ela prosseguisse sozinha.

Serena andou por mais umas duas horas, evitando ser vista por muitos. Esgueirava-se com agilidade e os guardas nem ao menos a notavam. Logo, percebeu que estava em frente as impecáveis estufas próximas a cúpula gigantesca de ferro e vidro. Um murmúrio atiçou sua atenção. Seguiu o caminho do som e deparou-se com uma surpresa vantajosa.

— Parece que nossos planos discorrem a mil maravilhas, senhorita. – O líder dos anciões dizia a Zara.

— Obviamente que sim, mestre. O senhor está trabalhando com uma profissional. – A garota sorriu sagaz. – Logo, terei o chefe militar em minhas mãos. Afinal, parece que as brigas com a esposa dele têm-se tornado constantes.

— Vejam só, parece-me que os deuses me concederam a dádiva de presenciar esse ilustre diálogo. – Serena entrou em cena batendo palmas irônicas. – Reafirmaram minhas suspeitas. – Pan e a findoriana a olharam espantados. Estavam desarmados e perceberam rapidamente o peso da arma que a Alfa carregava. – Acho que devo começar por seu mestre, querida. Irei lhe conceder alguns minutos para que ao menos conquiste o limbo. – Com um movimento rápido, chutou a garota platinada para um canto qualquer e agarrou o colarinho do ancião. Os cabelos loiros e longos do homem balançaram com a movimentação repentina. – Suas últimas palavras?

Ele riu. Simplesmente, riu. – Terei minha vingança, preminiana nojenta. Quando sua criança for tomada de seus braços. Aguarde e verá. Não apenas eu, mas muitos desejam sua primogênita. – Respondeu Pan psicótico. Serena preferiu ignorar as palavras daquele homem por um instante, mas se assustou ao perceber que ele mesmo sacara uma adaga da cintura da mulher e perfurara seu próprio peito. – Vida longa à Kalisse! –Exclamaram antes de cair ensanguentado sobre o carpete esverdeado produzido pela grama. Suas vestes brancas sendo cobertos por aquele vermelho mórbido.

— Agora acho que é a sua vez. – Serena virou-se para Zara que se espremia num canto. Retirando a espada de sua bainha, encostou a ponta no queixo da espiã. – Um corte certo na garganta. Deixe-me ter mais diversão do que tive com seu amigo, por favor. – Sorriu diabólica.

— Eu assumo daqui, minha senhora. – A voz familiar fez com que a Alfa recuasse. Ela não conseguiria matar alguém na frente de Miguel.

— Minha santa raposa! Ainda bem que você chegou. – Zara tratou de levantar-se e agarrar-se no braço do homem. – Sua esposa é maluca. Estava tentando me matar, quando eu sou a maior vítima de toda essa situação.

— Will! As algemas! – Miguel pediu enojado com aquele derramamento de sangue e com a proximidade irritante daquela garota. Ele sabia que Serena não matava inocentes, mas precisava que ela não tomasse decisões precipitadas e por isso, acaba-se presa ou exilada. Ou quem sabe, até mesmo.... Preferiu enxotar tal pensamento horrível de sua mente. O beta surgiu logo atrás do Alfa e entregou as correntes metálicas para seu líder. Esse declamou em voz audível. – Zara de Findoram, você está detida até segunda ordem, sob suspeita de traição a coroa e tentativa de rebelião. Leve-a daqui Will. – Mandou sério. Queria dar um basta em todo aquele mal-entendido.

— Às suas ordens, meu Alfa. – O homem segurou Zara pelos pulsos e a encaminhou até onde seria julgada, uma vez que estavam próximas ao tribunal.

Serena olhava a reação de seu marido sem entender. – Nunca mais haja por impulso assim. Se você por um caso violar leis por causas injustas, saiba que provavelmente irei lhe perder. E eu não posso, minha senhora, lidar com isso. – O rapaz aproximou-se dela e tocou seu rosto. Ele era um pouco mais alto e por isso, simplesmente a abraçou aconchegando seu corpo frágil ao seu peito. Sentia falta de abraçá-la e não iria perder aquela oportunidade. – Irá ao julgamento? – Questionou Miguel.

— Devo ir, ao contrairo iram me obrigar, certamente. — respondeu o óbvio. — E saiba que Pan se matou. Nenhuma gota de sangue foi derramada por mim. – A Alfa desvencilhou-se dos braços fortes de seu marido e o olhou inexpressiva. – Não espere tanta bondade novamente de mim, senhor. Sou mais do que sua esposa e refugiada de Draken. Sou uma rainha com um reino para retornar. Agora vá. – Empurrou de leve o corpo musculoso do militar e seguiu para a cúpula sem ter que ser forçada, e atrás de si Miguel vinha aflito e confuso.

TEMPLO LOTUS

Mellory estava estranhamente bela. Florida das raízes até aos topos das árvores. E via borboletas e pequenos pássaros voando pelos galhos torcidos do lugar. Hatori e Luna desceram dos cavalos, no momento e caminhavam. O lugar já se tornou familiar para eles, foi tantas as vezes que entraram lá.

— Sempre me diziam que moravam bestas horríveis aqui. — comentou Hatori mais uma vez achando que a floresta era mais segura que sua casa.

— Moram, mas não aparecem. — explicou Lunally e pegou a mão dele. — Nos vimos o wendigo. Ele é um dos vários que vivem aqui.

— Mas diziam que eram perigosos. — insistiu Hatori.

Lunally riu. — São! E muito! — falou com convicção. — Acontece que só atacam quando sua dona manda: A mãe natureza. E no momento ela nos ama, não nos machucaria.

— Por enquanto. — sussurrou o alfa maior de Draken. Ele já viu o topo do templo lótus, até sentiu alivio por ver que estavam perto de seu destino.

*

Hatori e Lunally encaravam a construção composta de mármore lapidado, com cinco andares superiores e vários subterrâneos, com torres românicas, repleto de amplas sacadas que se voltavam para portas de vidro cromado fosco. Coberto de trepadeiras, com árvores de grande porte rodeando-o nos extremos, que invadiam sorrateiramente as paredes e aberturas do templo. O portão principal era feito do mesmo vidro, mas um tanto maior.

— Acho que você deveria abrir. — sugeriu Lunally vendo que a porta era exageradamente grande para ela tentar algo.

— Vida, sou forte, mas não abuse. — falou Hatori enquanto analisava a construção. Puxou a mão de Lunally e subiu as escadas com ela.

Como se fosse natural de acontecer à porta foi desaparecendo, o vidro fosco não estava mais lá, e um corredor comprido os esperava lá dentro. Notavam-se desenhos nas paredes, como se fosse um lugar temático. O casal se entre olhou.

— Fique atrás de mim. — alertou Hatori que entrou no local. O que tinha nas paredes eram mapas, antigos, velhos, desconhecidos e de outros continentes.

Lunally reconheceu os lugares. Seu reino que tinha cervos para representar, atrás da floresta do cântico tinha o reino com o patrono deus cobra, Luna não sabia o nome dele e muito menos como o reino se encontrava, nunca teve relação com este. Na frente tinha Draken com dragões como símbolo, atrás tinha o reino do macaco, mais outro país desconhecido pela loira. Tinham Findoram e Premim logo após, com raposas e leões e bem perto de Premim o reino do tigre. Tinha vários outros países, mas Lunally parou de ver quando percebeu que Hatori queria continuar a andar.

No fim do corredor dava para uma sala retangular enorme, com colunas lisas sustentando a estruturas, velas nas paredes e quatro portas em cada lado e na frente no final da sala um jardim florido com uma poça da água, e uma luz iluminava aquele canto, mas não havia janelas no local. Havia escritas nas paredes desse cômodo.

Eram histórias. As histórias de todos os países, desde a origem, quando alguém começou a montar algo lá, e assim virou uma cidade pequena e mostra os deuses em suas origens se unindo a cada lugar e ajudando cada país a evoluir. Hatori foi até o fim da história de Draken e terminava com a colonização de Findoram.

— A história está sendo escrita ainda. — avisou para Luna, e viu que ela estava indo para o outro lado da parede. Na história mais longa do espaço.

— Olha, é a história do templo lótus, desde quando foi criado e quem vem aqui. — Luna não leu no meio, apenas foi no final. E lá estava escrito:

No começo da primavera Hatori de draken e Lunally de golty entraram no templo lótus.

Hatori Ficou muito impressionado, como tinha espaço para ter mais escritas, talvez, o lugar se expandia sozinho. Ali relatava quem veio no templo e se via nomes dos deuses a todo o momento. Em algum lugar acharam escritos:

Foi banida a deusa... E tinha um risco no resto. Não explicava o motivo, nem o que fizeram quem entrou, apenas dizia, se morreu ao tentar, se entrou, se foi banido.

— Kalisse? — Chutou Lunally, era a única deusa que conhecia que era ruim para ter sido expulsa.

— O templo é um lugar dos deuses, sempre existiu. — afirmou Hatori. Refletindo sobre o que a frase tentava relevar. — Se você foi expulso, então é porque não é mais um deus.

Lunally ficou surpresa com a dedução de seu amado. — Então essa deusa é caída. — concluiu por fim. — Não é Kalisse, pois ainda é patrona de Findoram.

Andaram mais um pouco, tinha infinitas historias, e estava confirmada na história de Golty e Premim quem matou os pais de Luna, ela nunca duvidou do que Hatori disse aquele dia na biblioteca da casa dele. Mas sentiu alivio quando leu aquilo. E continuou a ler a parede.

Premim só matou os alfas de golty porque receberam informações do líder ancião de Draken, Pan, que é espião de Kalisse.

Lunally puxou a gola de Hatori o fazendo ler o que ela apontava.

— Cretino! — Hatori ficou transtornado, saiu lendo a história de seu país intercalada com outros para achar mais coisas. Viu todos os espiões que estavam em seu país, e a mais nova era Zara. Viu um pouco sobre Kohana. — Meu santo dragão. — quando ele disse isso às escritas de Draken brilharam.

— Tem tudo aqui Hatori. — observou Lunally escritas formando na historia: Lunally de golty e Hatori de draken descobrem detalhes de espionagem em Draken pelas escritas sagradas.

Hatori queria ler mais, foi na história de Premim, saber como era aquele lugar. Achou o momento em que Mathias, o antigo alfa, nasceu, a partir daí poderia descobrir sobre a mãe de Serena e sobre todo o resto.

Mas a luz que iluminava o jardim apagou. E a última porta a esquerda abriu. Hatori ainda tentava ler e Lunally parecia assustada. Mas as escritas sumiram.

— Parecem que não querem que eu saiba algo de Premim. — reclamou o alfa. E seguiu para onde a porta estava.

Dava para mais um corredor, mas desta vez, este tinha imagens de animais, dos deuses e suas formas humanas. Quando Hatori viu o retrato de Dhiren revirou os olhos, bem capaz de ser ele que não o deixou ler o resto das escrituras.

Lunally admirava tudo, ela via como as pinturas eram ricas em detalhes, muito bem conservadas, pois o templo era velho, mas até então em todos os cômodos não se notava indícios de velhice, parecia ter sido construído em poucos dias, e era bem moderno por dentro. O corredor era longo e dava voltas, tinha algumas curvas. Era iluminado por focos de luzes brancas no teto.

Em certo momento das pinturas tinha uma que tinha sido retirada. Deveria ser da deusa caída que deduziram antes.

No fim tinha uma porta de cristal rosada. Muito mais larga do que a porta inicial do templo. Lunally pegou seu broche que brilhava, o preto estava se mesclando com tons de cinza.

— Acalme-se. — Hatori pediu ao ver a expressão de aflição em Luna. Passou a mão em sua cintura.

A porta de cristal abriu, não desapareceu como a outra.

Era um buraco do outro lado, tão fundo e largo que era do tamanho de Draken. Havia apenas uma ponte de mármore no meio. E nos lados no vão infinito, subia colunas altas, e em cada uma tinha uma flor de lótus de cristal rosa brilhando intensamente. Por toda extensão do lugar tinha mais e mais colunas da mesma forma. Até chegar ao fim, às paredes eram cobertas de plantas que agora estavam em clima de primavera, cheia de flores. No fim da sala tinha uma grande pintura de uma mulher de pele verde clara, olhos verdes vividos com esmeraldas incrustadas na íris. O cabelo ondulado verde escuro intenso todo decorado com flores e borboletas se movendo na pintura. Nesta pintura a mulher estava com as mãos estendidas como se mostrasse todas as flores que tinha no local.

Em todas as colunas tinha nomes escritos. O nome de cada deus. Dhiren, Helias, Caius e Amom. Até tinha da Kalisse.

— Essas são as almas deles. — Lunally confirma. — Hatori a coluna vazia é da Georgiana. — mostrou uma coluna apagada sem flor em cima ou qualquer escrita.

Hatori refletiu sobre. Se for uma deusa caída é porque cometeu um crime, mas pelo que Lunally contou Georgiana, disse que foi perdoada e só não era mais deusa porque os outros tinham inveja e não a deixavam falar com a mãe natureza.

— Devemos colocar a flor na coluna dela? — indagou Luna perdida na situação.

— Não. — Hatori negou sério. — Eu acredito em Dhiren.

Lunally entendeu onde ele quis chegar. — Eu acredito em Caius também. Eu menti para ele...

Hatori não a deixou terminar. Apenas tocou no rosto dela e pediu silencio. — Eu sei. Temos o direito de ter dúvida. Mas essa mulher fez algo grave, e não vamos nos meter nisso.

O lugar começou a ficar quente e as plantas a se mexeram. As flores se tornaram poucas e o verde das folhas ficou mais vivido, no cabelo da mulher verde apareceu um símbolo de sol que girava lentamente na pintura.

— Verão. — sussurrou a alfa de Golty.

Lunally e Hatori não tinha atravessado a ponte, estavam no início dela ainda. Depois de um tempo as folhas caíram no imenso buraco, e só restaram raízes. No cabelo da mulher verde tinha galhos que moviam na cabeça dela entre os cachos.

— Outono. — Hatori pronunciou desta vez.

E assim que se estabilizou e estrutura está de moldou para outra estação. As paredes viraram camadas de gelo. No cabelo da mulher flocos de neve caiam lentamente. Era muito bela a representação de cada estação em um só lugar e de maneira tão rápida.

— Inverno. — o casal falou unido por fim.

A estrutura voltou ao normal. Primavera. Lunally começou atravessar a ponte e Hatori a seguiu. Era bem mais comprida do que aparentava ser. Quando chegaram a frente à pintura Luna percebeu uma porta na pintura. Tentou abrir, mas não conseguiu. Hatori forçou a tranca mais não adiantou.

— Sinto muito, está sala é só para divindades. — Caius alertou. Dhiren estava do lado dele.

Lunally deu um pulo com o susto. Hatori parecia normal.

— O que acharam? Lindo? — Dhiren indagou. Chegando perto dos escolhidos. — Acho que é somente até aqui que a mãe natureza deixa vocês verem, eu adoraria mostrar onde os deuses nasceram, mas quem manda em lótus é ela! — estendeu as mãos para a pintura da mulher verde.

Caius parecia chateado. Encarava Lunally com tristeza. A médica de aproximou dele.

— Perdão. — Luna se ajoelhou. — Eu omiti fatos para você. — abriu a mão e revelou a joia que escondia. A flor de lótus negra escrutada no broche que antes era um presente de Hatori.

— O que fez foi errado. — o cervo sentenciou. — Mentir para seu patrono. — ele parecia realmente estar magoado.

— Eu admito que sim. — confessou Lunally. — Ultimamente tenho mentido muito para as pessoas que amo. — Fungou Luna. — Um péssimo hábito.

Dhiren e Hatori assistiam a cena.

Caius suspirou. — Você veio até aqui para tirar sua duvidas e descobriu várias coisas. E Hatori a convenceu de não ir pelo caminho enganoso. — narrou o deus. — Eu tenho muito amor em ti, por isso vou te perdoar.

Lunally sorriu. Seus olhos estavam embaçados de lagrimas, mas não deixou nenhuma cair.

— Com uma condição. — Caius pediu. Hatori ficou tenso, se fosse algo ruim iria contra. Dhiren percebeu a reação de seu protegido e colocou a mão no ombro deste para indicar que estava tudo bem. — Seu primogênito será meu pupilo, vou ensinar tudo para ele.

Dhiren bateu o pé. — Inadmissível! O primogênito será meu pupilo! —bracejou em protesto.

— Peça para seu escolhido! — Caius mandou língua para o albino.

— Mas ele vai casar com a sua! — o dragão parecia indignado. — Vai ser o mesmo primogênito!

— Sinto muito, mas pedi primeiro. — provocou o cervo.

Hatori e Lunally se encararam. Era mesmo engraçado ver os deuses brigarem. A sala do templo teve um relâmpago no teto e Dhiren juntamente com Caius calaram a boca.

— Desculpe equilíbrio! — pediu Caius levantando a mão para o alto. E Dhiren cruzou os braços.

— Tudo bem, será seu pupilo. — Lunally respondeu levantando-se. — E quanto a essa flor? — indagou Lunally ainda com o broche.

— Entregue para Serena. — Dhiren cuspiu as palavras, estava revoltado pelo pedido de Caius. Acabou com os sonhos dele.

— É mesmo a mãe dela? O que ela fez para ser banida? — Hatori perguntou. Ainda tentava entender como uma deusa teve uma filha.

— Sim. E por enquanto não precisa saber. Não insista. — Dhiren afirmou, estava desanimado para conversar.

— Mas entregue quando eu mandar e não diga nada sobre. — ordenou o cervo, que pegou as mãos de sua protegida. — Quando a mãe natureza falar com você, ela não irá te mandar para uma realidade alternativa, e vai se sentir bem ao falar com ela, não sentirá medo ou desespero. E dificilmente ela pede segredo. E nunca toma uma forma humana como aquela.

— Se estiver em forma humana será como na imagem, mas não é muito usual. Ela prefere só falar, ou aparecer como borboletas, animais pequenos sem uma representação divina. — completou Dhiren.

— Ok. Não farei isso de novo. Tudo que acontecer irei lhe consultar. — prometeu a loira apertando as mãos de seu patrono.

— Quer saber! — Dhiren começou a reclamar. — Dizem que o segundo filho é o mais bonito! — começou a reconhecer que não importava qual fosse pupilo dele. — De toda forma o meu será o mais forte e destemido! — fuzilou Caius com os olhos.

— Minha mãezinha. — rogou o cervo. — Obvio! Eu vou criar um médico não um lutador!

Lunally aproximou de Hatori rindo da conversa dos deuses. — Nunca foi tão fácil achar babás assim. — comentou.

— Não fico muito feliz deles quererem cuidar de nossos filhos. — Hatori expressa seu desconforto enquanto abraçava-a de lado.

Lunally dá um selinho nele e sorri. — Nossos filhos. — sussurra. Ficou muito contente da simples ideia de Hatori cogitar formar uma família com ela.

— Acho que viram muitas coisas! Vamos voltar! — Caius mandou ignorando Dhiren.

Lunally e Hatori concordaram, tinham que voltar para Draken o mais rápido possível ainda mais com as novas informações de obtiveram no templo.

Notas finais
E ai?