Lúcifer - a Casa da Rua Philgert
3 Capítulo três
O resto do dia foi um saco. Tivemos aula de Biologia e de Matemática. O intervalo também foi um saco, e Jenny me apresentou todos os meninos \"populares\" da escola. Eu não conseguia pensar em mais nada. O único nome que vinha em minha mente era Phillipi.
Voltando pra casa, me despedi de Jenny e fui tomar um banho. Não estava com fome. Me arrumei — não sei por qual razão — e fiquei deitada em minha cama, fitando o teto. Quer saber? Não vou ficar aqui, mofando. Vou sair e andar pelas ruas. Uau, que coisa mais divertida! -.-\'
Comecei a percorrer minha rua, a Philgert. A rua Philgert era bem deserta. Era uma rua sem saída porém, muito grande. Nunca fui até o final dela, mas hoje, como eu estava sem nada para fazer, resolvi matar minha curiosidade.
Eu estava andando bem devagar. Estava meio frio, e eu havia esquecido minha jaqueta. Cruzei os braços em volta do peito, e continuei meu caminho. O vento soprava meus cabelos no meu rosto, e eu tinha que descruzar os braços a toda hora, para tirá-los.
Chegando, finalmente, ao final de rua, depois de mais de 20 minutos andando, notei que havia uma casa, exatamente no final dela. Não havia casas do lado, ela era a única. Parecia mais uma casa abandonada, mas sua estrutura era bonita. Era bastante antiga, notei pela escolha dos materias para construi-la. Seu número estava apagado, o que me fez aproximar-me dela para poder enxergar. Número 696. Uau.
A casa me chamava atenção, e foi então, que eu resolvi entrar. Não sei bem, mas eu não tinha nenhum tipo de medo em relação a casa. Tentei abrir a porta, mas estava trancada. Dei a volta nela, tentando olhar pelas janelas, mas também estavam todas trancadas. Apenas uma janela, a da sacada, que fica de frente para a rua, não estava trancada. Era uma sacada grande, e nela, havia uma correntinha, que só notei depois de um longo tempo observando a sacada. Na correntinha, havia um pingente. Dois, na verdade. Um, continha a inicial P. O outro, M. Levei um susto, claro. M, poderia ser de Marie. E P, bom, P poderia ser de... de...
Phillipi.
Corri. Corri o mais rápido que pude. Não sei ao certo por qual motivo, mas eu corri como nunca na minha vida. Em cinco minutos eu estava na minha casa.
Tomei outro banho, pois nesta minha corrida, suei muito. Estava assistindo televisão, quando a campahinha toca. Quem poderia ser?
Desci as escadas, e cheguei na porta. A abri. Não havia ninguém. Pensei que fosse um desses trotes, do tipo que um garotinho de dez anos toca a campahinha e sai correndo. Ao ir fechando a porta, notei que havia um envelope no chão. Era amarelado, muito antigo, e não tinha nada escrito do lado de fora. Abri, e dentro, estava ela. A correntinha com as inicias. Não havia absolutamente nada escrito, apenas aquele objeto antigo dentro do envelope. Olhei para a rua, e me virei em direção ao final dela. Não conseguiria enxergar o final, claro. Começou a chover.
Continua...
Notas finais
Espero que estejam gostando. Mereço reviews? Um grande beijo.
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