Lúcifer - a Casa da Rua Philgert
18 Capítulo dezoito
Me aproximei dela. Ela continuava olhando para mim. Sentei ao seu lado, e a mesma virou o rosto, me encarando profundamente. Olhei para ela, e comecei a sentir a vontade de me aliementar. Engoli em seco, e desviei meu olhar.
- Tá com fome? — Ela sussurrou.
- O quê? — Perguntei, confusa.
- Fome. Quer se alimentar... de carne. — Ela disse, falando com certa dificuldade.
- Não sei do que você está falando, Jenny. — Disse, calmamente.
- Sabe exatamente do que estou falando. — Ela disse, me encarando outra vez. — Phillipi me contou tudo.
Ok, Phillipi era um idiota. Não acredito que ele contou pra Jenny! Eu mataria ele.
- Jenny... isso não muda nada... — Comecei, mas fui interrompida por uma Jenny furiosa.
- Como não muda nada, Marie?! Minha melhor amiga tá se alimentando de carne, carne humana! Como isso não muda nada, me explica! Sou seu alimento, você se alimenta de humanos. O que você é, Marie? — Ela perguntou, chorando.
- Jenny, eu jamais te machucaria... — Disse, abaixando a cabeça.
- Jamais? Na primiera chance que tiver, Marie, você irá me matar, mais cedo ou mais tarde. Seu instinto falará mais alto... Mas não vim aqui para isso. — Ela parou. Estava mais calma. — Quero que saiba... que não irei te abandonar. Não ligo se irei correr riscos ou não, mas quero te apoiar.
- O quê? — Perguntei, incrédula.
- Isso mesmo que você ouviu. — Ela disse.
- Jenny, não entendo. Eu sou um monstro agora, e você quer me ajudar? — Perguntei.
- Ajudar, não, pois não há mais nada que eu possa fazer para reverter isso. Mas irei continuar sendo sua amiga, não importa quanto tempo essa amizade dure. — Ela disse, chorando.
- Ah, Jenny... — A abracei, e ela fez o mesmo. Senti Phillipi se aproximar. Olhei para o lado, erguendo meu olhar, e o encontrei parado, bem longe, mas eu podia ve-lo. Ele sorriu para mim, um sorriso sincero.
- É melhor você ir para casa, Jenny. Amanhã nos falaremos. — Disse.
- Tá com fome mesmo, não é? — Ela perguntou, sorrindo.
- Estou. — Disse, sorrindo também.
- Eu vou. Eu amo você, amiga, jamais se esqueça disso. — Ela disse.
- Eu também. — E fui embora, caminhando calmamente.
Era noite. Não havia visto Phillipi por parte alguma. Eu estava em casa, sentada na cama, observando o nada. Que bela bosta. Eu não acreditava que Jenny arriscaria sua vida por uma amizade, não conseguia entender. Ela gostava muito de mim, certeza. Não acredito que demorei tanto para descobrir isso. Ela era minha melhor amiga, mas sua amizade ultrapassava tudo, agora. Ouvi risinhos do andar de baixo. Desci as escadas e encontro Phillipi segurando a mão de uma mulher. Era humana. O olhei com dúvida, e ele sorriu.
- Marie, esta é Amanda. — Ela sorriu.
- E daí? — Eu disse, sentando no sofá.
- Daí que ela é nossa nova amiga, agora. — Phillipi afastou os longos cabelos dela, que estava caídos nos ombros. Ela era bonita. Não era muito alta. Tinha longos cabelos negros, lisos. Um rosto bonito, assim como seu corpo. Usava uma saia muito curta, de jeans. Uma blusa minúscula e botas vermelhas de couro. Estava claro que ela tava drogada, só de olhar pra sua cara.
Phillipi veio em minha direção, sentou ao meu lado e falou com a boca bem perto da minha orelha.
- Qual é? Você precisa se divertir mais, sabia? — Ele afastou meu cabelo e beijou meu pescoço. — Eu sei que você vai gostar.
Bufei. Eu não era lésbica, mas confesso que já quis experimentar. Levantei e subi para o quarto, não tava a fim de satisfazer os fetiches de Phillipi.
Segundos depois os dois estavam em meu quarto.
Amanda veio perto de mim e começou a beijar meu pescoço. Eu sentia o cheiro dela. Estava um pouco modificado, por causa do álcool, mas ainda era um aroma delicioso.
Não aguentei por muito tempo. Minutos depois, Amanda estava nua. Phillipi apenas nos olhava. Tava na cara que ele só iria assistir. Ele era louco.
Amanda tirou minhas roupas também, e começou a passar sua língua pelos meus seios. Ok, nunca fui de curtir essas coisas, mas agora entendia por que tantas garotas viravam bissexuais.
Amanda não falava nada, não sabia como era sua voz. Ela desceu beijos por minha barriga, chegando a minha intimidade. Ela sugava, e Phillipi ficava apenas olhando. Aquilo parecia combinado, mas não me importei.
Eu não estava mais aguentando o cheiro dela. A levantei pelo pescoço, e a ataquei ali mesmo.
x-x
Coberta de sangue, fui até Phillipi. Ele olhava o movimento que meus quadris faziam ao caminhar. Parei bem perto dele.
- Satisfeito? — Perguntei, o olhando nos olhos.
- Não. — Ele disse isso e, em um segundo, já estavamos na cama. — Sou insaciável.
Fale com o autor