Lúcifer - a Casa da Rua Philgert
19 Capítulo dezenove
Depois de uma longa noite com Phillipi, acordei no dia seguinte morta de fome. Incrivel como eu tinha que me alimentar tão rápido. Phillipi ainda dormia, então resolvi ir sozinha encontrar alguma coisa para comer. Me arrumei e saí pelas ruas, em busca de alguma vitima.
Estava com muita fome. Tentei fazer algo completamente maluco. Fui até uma dessas lojinhas que vendem salgadinhos, e comprei um. Queria ver se eu conseguia comer aquilo. Abri, e senti o cheiro. Não era mais tão agradável quanto antes, mas nada insuportável. Coloquei um na boca e mastiguei. Segundos depois, vomitei. Meu organismo não digeria mais esse tipo de alimento. A única coisa que eu podia beber era água e bebidas alcóolicas. Uau.
Andei mais um pouco pelas ruas, até encontrar um rapaz. Era uma rapaz bonito, elegante, deveria ser rico, pelas suas vestimentas. Cheguei bem perto dele.
- Olá. — Eu disse. Ele me olhou com um certo desinteresse.
- Oi. — Ele respondeu.
- O que está lendo? Perguntei, olhando fixamente para o livro que ele segurava.
- Mentes proibidas. É um mistério erótico, que trata de uma jovem que se apaixona por um demônio. — Ele respondeu.
- Uau, você parece gostar desses assuntos... intrigantes. — Disse, chegando mais perto de seu rosto. Ele virou e ficou encarando meus lábios. O fiz olhar para meus olhos, e em poucos segundos, este já estava completamente hipnotizado. O peguei pela mão e o levei até um desses becos. O ataquei ali mesmo. Vasculhando suas roupas, achei sua identificação.
- Homes Philgert Jr. — Sussurrei. Legal, o filho do prefeito da cidade. Que se dane também, ninguém mandou ele aparecer no meu caminho. Ri mentalmente, pois sabia o caos que essa noticia provocaria.
Andei pelas ruas outra vez, e vi um casal de gays se drogando. Nunca havia experimentado drogas, e não seria agora que eu experimentaria.
Andando mais um pouco, vi umas crianças brincando num parquinho. Que horas eram? Parei um senhor na rua, e este me informou que eram 11:46 da manhã. Perguntei-me se Phillipi já havia acordado e, antes que eu pudesse pensar numa resposta, este já estava atrás de mim.
- Vejo que matou Homes Philguert. — O olhei estranho — Jr. — Ele terminou.
- Eu sei. — Sorri perversamente.
- Bom, e como se sente? — Ele perguntou, e continuamos andando.
- Me sinto bem, como sempre. — Respondi.
- Não está sentindo nenhuma dor? — Ele me olhou.
- Não... deveria? — Perguntei.
- Não. — Ele respondeu. O olhei estranho.
- Então, o que faremos agora? — Perguntei.
- O que faremos? — Ele parou, segurando meu rosto entre as mãos e dando um leve sorriso — Bem... podemos fazer o que você quiser.
- Quero ir no shopping. — Eu disse com um sorriso.
- Shopping? — Ele parou, me encarando.
- É, quero fazer umas compras. — Respondi.
- Tudo bem, iremos ao shopping. — E assim, caminhamos em direção ao shopping da cidade.
Chegamos lá, e haviam muitas pessoas, claro. Eu ainda era nova nisso, de me controlar, e tentar parecer humana. O cheiro daquelas pessoas era irresistivel. Por mim, mataria todos, mas Phillipi dizia que eu tinha que me controlar.
Fomos em várias lojas, e fizemos muitas compras. Comprei muitas roupas. Na verdade, acho que comprei todas as roupas da loja, de tantas sacolas que estavam em minhas mãos.
Parei em frente uma loja de bruxaria, quer dizer, essas lojas de artigos misteriosos, enfim, vocês sabem.
Entrei, mesmo com Phillipi dizendo para eu não entrar. No final das contas ele acabou entrando comigo. Sentei em uma cadeira, e logo uma senhora apareceu. Ela usava um véu, e um vestido vermelho com detalhes em dourado e preto.
- Me dê sua mão, querida. — Ela disse, e assim eu fiz.
Ela observava minha mão, e Phillipi só ficava olhando. Depois de um certo tempo, ela soltou minha mão com fúria, e seus olhos estavam arregalados.
- Você está condenada... não é humana, não... SAIA DAQUI, ANDA! SAIA! — Ela gritava. Phillipi a olhou com fúria, e me puxou pela mão.
- Não deveria ter entrado lá, não entende? — Ele disse, furioso.
- Qual é, Phillipi, é apenas uma cigana, qual o problema? — Eu disse, em tom de brincadeira.
- Ciganos sabem tudo sobre nós, Marie. — Ele respondeu, me puxando para longe dali.
Quando já estavamos em casa, alguém bate na porta. Phillipi pediu para eu ir atender, pois era para mim.
Havia um embrulho no chão. O abri, e dentro, encontrei uma correntinha, com uma cruz nela. A coloquei no meu pescoço e, no momento que fiz isso, senti uma dor horrível na cabeça. A tirei imediatamente. Phillipi estava logo atrás de mim.
Peguei o envelope e li o que estava escrito atrás.
\"Para a Senhora Philgert, com amor\".
Senhora Philgert?
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