Não sabia onde Phillipi queria chegar. Ele foi andando comigo, praticamente correndo, até o final da rua. Paramos em frente a casa. Sim, aquela casa.

- Confia em mim? — Ele disse, olhando bem nos meus olhos.

Pensei por um momento. Eu realmente confiava nele?

- Confio. — Disse, sorrindo. Naquele momento, eu queria confiar nele.

Ele sorriu de volta, e entrou comigo naquela casa.

Havia marcas de fogo pelas paredes, muito fogo. Um cheiro de queimado começou a surgir, e eu comecei a ficar sufocada. Phillipi subiu comigo até o último andar da casa, onde havia a sacada.

- Marie, tenho que te contar uma coisa. — Ele disse, sentando comigo na cama que havia naquele quarto.

- O que? — Perguntei, curiosa.

- Prometa-me que guardará segredo, prometa-me que confiará em mim. — Ele dizia.

- Eu prometo. — Disse, segurando sua mão.

- Marie — ele disse, tirando algo do bolso. Logo vi que era minha correntinha — esta correntinha é sua, sim. Mas ela tem um significado maior. Você, é a reencarnação da minha esposa.

- Não estou entendendo. — Eu disse.

- Há muitos anos, eu fui casado com uma moça. Ela era parecida com você, só que ela morreu — ele parou, engolindo em seco — e eu sempre acreditei que ela voltaria. E bem, aqui está você.

- Meu Deus. — Tapei minha boca com as mãos.

- Esperei você por tanto tempo... — Ele disse.

- Quanto tempo exatamente, Phillipi? — Perguntei, desconfiada.

- Muito tempo. — Ele disse, friamente. Colocou a correntinha em meu pescoço. — Essa casa, era minha. Minha e dos meus pais.

Um frio subiu por minha espinha. Então era verdade, a história do professor de Biologia! Meu Deus...

- Phillipi, não! Você matou seus pais! — Eu gritava.

- Não! Não pense desse jeito, Marie! Meus pais me abandonaram! Eles quiseram me matar, quando eu voltei. Tive que fugir. Depois voltei, e os matei. Eles sabiam demais...

- Sabiam o que, Phillipi? — Perguntei.

- Isso não importa. O que importa, é que você está aqui, agora. Eu a encontrei, e podemos continuar juntos, apenas eu e você. — Ele dizia, enquanto beijava minha nuca. — Você vai ficar comigo, não vai?

- Eu... eu... — Eu não sabia o que responder.

- Eu amo você, minha Marie. — Ele disse, enquanto tentava tirar minha blusa.

- Phillipi... eu não... eu não sei se isso é o certo... — Eu dizia enquanto ele continuava a beijar minha nuca. Era tão bom, que eu não estava conseguindo resistir.

- É o certo. Somos eu e você, sempre fomos, e assim será durante muito tempo. Você me ama, não é? Eu preciso que você me ame, agora.

- Eu... eu... — Ele arrancou minha blusa e passou suas mãos em minha cintura. Me virou, me colocando em seu colo. Me abraçou ainda mais forte, e beijou meu pescoço. — Eu amo você.

Me entreguei totalmente a ele.