Lápis e Pincéis
7 6 - Mexendo os pauzinhos
Notas iniciais
Man, vocês vão concordar comigo que o chefe do Uru é a besta em pessoa, puta cara nojento auhauhuhauha
Mas, tudo bem, o Uru non vai deixar barato. E ficou curtinho porque era mais um capítulo de transição mesmo.
Boa leitura.
Eu não posso parar esse sentimento
Já me senti desse jeito
Mas com você eu achei a chave
Pra abrir qualquer porta
Eu posso sentir meu amor por você
Ficando mais forte a cada dia que passa
E eu não posso esperar pra te ver de novo
Para que eu possa te envolver nos meus braços
Whitesnake – Is This Love
Kouyou chegou a sua casa temporária e guardou o carro, indo imediatamente para seu quarto. Estava cansado e tudo que mais queria era poder dormir até o dia seguinte. E claro que assim o fez.
xXx
Yuu acordou por volta de nove horas, não havia visto direito no relógio. Demorou ainda um pouco para levantar e foi tomar um banho, rápido por sinal, assim poderia tomar café logo e sair para suas compras, porque, apesar de ser tinta e tela, Yuu demorava escolhendo diversos tons e sabia que quanto mais cedo saísse de casa, mais rápido poderia voltar.
Assim sendo, saiu de casa uma hora depois que acordou, caminhando normalmente até a cidade. Claro que isso lhe custou quarenta minutos, mas o pintor estava calmo ainda.
Foi até a loja em específico, encontrando a senhora que tomava conta do lugar.
- Yuu-chan, como tem passado?
- Muito bem, — Sorriu, beijando as mãos da senhora – e a senhora, firme e forte?
- Todos os dias.
Yuu sorriu novamente e foi à seção de tintas primeiro. Abriu uma pequena caderneta, fitando os nomes das cores que precisaria para o quadro do chefe de Kouyou.
Tateava precisamente as diversas prateleiras atrás dos pequenos tubos. Como sempre pegou preto e branco, cores essenciais para suas misturas atingirem o tom necessário, assim como para sombreamento e pequenos contornos.
O problema é que no meio de tantas outras cores, Yuu acabava se perdendo, pois, as cores embaralhavam seus olhos, fazendo-o piscar para poder procurar novamente. E somente nesta brincadeira, por assim dizer, mais de uma hora foi embora, até o pintor ir à área das telas, pegar a que tinha as medidas da foto que lhe fora enviada.
Por sorte isso era mais rápido, e assim que chegou ao caixa, ouviu seu celular tocar.
- Alô?
- Yuu-san, aqui é o chefe do Kouyou.
Yuu maldiçoou o homem na mente. Céus, como era irritante.
- Olá, tudo bem?
- Tudo, claro. Mas eu queria saber como andam as coisas.
‘’Mal educado, nem pergunta de volta’’. – Pensou – Ah, estão caminhando bem.
- Eu pergunto por que preciso avisar ao Kouyou para ter cuidado quando me trouxer, e, ainda dizer que ele deverá fazer assim que estiver pronto, mesmo que suas férias não estejam terminadas.
Mesquinho.
Yuu continuou falando com o homem e desligou visivelmente nervoso. Ficar longe de Kouyou estava fora de seus planos, principalmente se o arquiteto fosse obrigado a largar algo que estava fazendo para atender os caprichos do homem.
...
- Como disse? – Kouyou estava indignado.
- É eu preciso que você me traga assim que estiver pronto. Termine suas férias aqui Kouyou.
O arquiteto rangeu os dentes e terminou de falar com o chefe irritado. Quase estourou o celular na parede, mas não o fez porque sabia que o homem era capaz de ir atrás dele por causa do quadro. Sendo assim, quando finalmente se acalmou, Kouyou procurou em uma de suas malas, e por sorte achou um currículo, sorrindo vitorioso.
- Vamos ver quem vai mandar nesse jogo de xadrez agora.
O arquiteto pegou seu carro e foi até a cidade, pedindo informações para os moradores até que por fim achou o estúdio de arquitetura. Não era nenhum lugar muito grande, mas mostrava-se imponente. Kouyou sorriu por dentro e chegou à recepção sentindo ares de mudança.
Caminhou a passos largos até as atendentes, entregando-lhes o currículo.
- Muito bem, senhor Kouyou, assim que alguma informação estiver liberada o senhor será avisado pelo celular.
- Eu agradeço.
O arquiteto então saiu do local e voltou para sua cabana. Jogou-se animado no sofá e respirou fundo, sentindo a mudança bater em sua porta. Até porque, era mais do que se livrar de um chefe mesquinho, ou fugir de uma cidade grande. Agora o assunto chamava Shiroyama Yuu, e por ele Kouyou mudaria radicalmente de vida.
Lembrou-se então de como o pintor ficou quando comentou sobre ir embora quando acabassem suas férias. Nenhum deles queria aquilo, e o arquiteto não iria deixar o amor escapar assim.
- Não se preocupe, Yuu, eu não vou te abandonar.
Fale com o autor