Lápis e Pincéis
8 7 - A quarta chance de Yuu
Notas iniciais
E respondendo a Emily, cara eu também aaamo Is This Love :xx
Uma surpresinha no final porque ninguém é de ferro XDD
Amo vocês ♥
PS: Leiam as notas finais XD
Boa leitura.
Você e eu temos apenas um sonho
Achar um lugar para nosso amor onde poderemos nos esconder
Você e eu fomos feitos apenas
Para nos amar para todo o sempre e mais um dia
Scorpions – You And I
Yuu chegou esgotado em casa. Por Deus, como o chefe de Kouyou era mesquinho. Fora que privar um funcionário das férias era proibido. Mas bem, no meio de tanta confusão o que Yuu mais queria era que seu amado não fosse embora.
E o próprio Kouyou não queria ir, imagine. Suas férias estavam praticamente começando e ele não iria dar-se ao luxo de jogar fora seu descanso por causa de um homem.
- A não ser que seja o Yuu. – O arquiteto sorriu com a própria frase e fez menção de ir para a parte externa da cabana caminhar lentamente pela margem do lago.
xXx
Assim os dias foram passando e logo duas, das quatro semanas das férias de Kouyou haviam passado. O arquiteto estava vendo Yuu poucas vezes por causa do quadro de seu chefe que o pintor havia iniciado há uma semana.
E pelo que ficou sabendo quando os dois se falaram por telefone, foi que seu chefe já havia depositado o dinheiro e ligava a cada duas horas, não a cada dois dias como havia dito anteriormente, para saber como as coisas estavam indo e enfatizando que Kouyou deveria voltar assim que tudo estivesse pronto.
Só que seu chefe e até mesmo Yuu não sabiam que Kouyou havia sido chamado pelo tal estúdio de arquitetura e se preparava nesse instante para ir até lá.
Não havia trazido roupa social, então vestiu a que usou para viajar que já se encontrava limpa.
Assim se arrumou rapidamente e passou uma colônia suave antes de sair. Pegou o carro e foi até a cidade, posteriormente dirigindo-se para o estúdio de arquitetura.
Adentrou o refrescante local graças ao ar-condicionado e guiou-se até a recepção.
- Bom-dia, Kouyou-san, bem-vindo novamente.
- Bom-dia e obrigado.
Kouyou sorriu e a recepcionista lhe entregou um pequeno papel com algumas informações, mandando-o em seguida para o último andar.
O arquiteto logo chegou, onde foi recebido pelo homem que imaginou ser o dono do lugar.
...
- Não senhor, eu ainda não comecei a pintar. – A voz de Yuu era tudo, menos amigável.
- É que veja bem Yuu-san-
- Veja bem você! – Yuu cortou – se continuar me aborrecendo por causa desse quadro eu vou abandonar tudo.
Yuu bateu o telefone na cara do homem e de relance fitou a tela com o bilhete de seu professor. Logo uma idéia tímida passou por sua mente e ele pegou o telefone, discando para Kouyou.
- Alô?
- Kou, é o Yuu.
- Oi Yuu, eu ia mesmo te ligar. – O arquiteto sorriu – Tenho uma coisa para te contar.
- Bom, mas antes deixa eu te atropelar.
- Se for você eu bem que deixo.
Yuu sorriu. – Eu queria saber se você pode me buscar aqui em casa às oito horas.
- Posso sim, claro.
- Obrigado então. E bem, o que você tinha para me dizer?
- Ah não, deixa. Por enquanto é segredo, mas logo você descobrirá.
Yuu tentou insistir, mas Kouyou não cedeu. Por fim o pintor desistiu, mas também deixou o quadro de lado e se preparou pegando a tela com o bilhete, um cavalete e outras coisas mais que sabia que iria precisar.
Separou tudo e foi tomar um banho. Era por volta de quatro da tarde ainda, mas Yuu não queria perder tempo. Vestiu uma calça preta e uma camiseta sem mangas branca, sobrepondo com uma social preta de mangas compridas.
Como tinha comida pronta, apenas esperou o tempo passar enquanto encarava a tela. Por três vezes havia tentado pintar alguém ali e não conseguira. Suas mãos tremiam, sua respiração ficava descompassada e todo seu ser estremecia. Parecia que a tela se recusava a deixar que aquele bilhete fosse apagado e um desenho fosse feito nele.
E aquilo era estranho, claro. Mas, Yuu não iria desistir. A quarta, — e ele sentia que última – chance de conseguir pintar ali estava chegando. E definitivamente ele ia eternizar o rosto de Kouyou naquele quadro em branco.
Por fim o tempo passou. Yuu jantou e oito horas ouviu a campainha soar. Seu coração disparou, mas ele tratou de se acalmar e foi atender normalmente o portão.
- Não vai mesmo me contar o tal segredo? – Yuu sorriu e abriu o portão, dando passagem para Kouyou.
- Por enquanto não. – Kouyou adentrou a casa do pintor e o beijou, sentindo sua mão na própria cintura. Fazia pouco mais de três dias que eles só conversavam por celular, e claro, estavam com saudade do outro.
- Você é mal. – Disse Yuu quando se desvencilhou a procura de ar.
- Você vai saber, mas eu prefiro contar de uma vez pra ser uma surpresa maior e sem chance de erros.
- Sei. Espero que seja algo bom.
- E vai ser. – Kouyou sorriu – Mas, aposto que não foi para isso que me chamou aqui.
- Não, de fato não.
- Então?
- Eu quero ir lá para a sua cabana. Preciso provar que aquela tela com o bilhete lá dentro está pronta para ser pintada.
- Yuu, você quer-
- Sim, eu quero tentar de novo. Quero pintar você naquela tela Kou.
Kouyou sorriu, abraçando o pintor. Sabia que aquela era uma tela importante e se sentia feliz por saber que o namorado tentaria pintar-lhe ali. Seria maravilhoso.
- Bem, então vamos.
Yuu assentiu e os dois colocaram as coisas no porta-malas rapidamente, logo saindo dali. Estava uma noite quente de verão e o vento que adentrava pelas janelas abertas batia nos cabelos dos dois, beijando-lhes também a face.
Uma música ambiente adentrava pelos ouvidos dos dois e cerca de trinta minutos depois o cheiro de natureza começou adentrar as narinas deles indicando que estavam quase chegando. Assim o fizeram alguns minutos depois e enquanto tirava as coisas Yuu observava bem o lugar, imaginando um bom cenário.
- Está procurando alguma coisa? – Disse Kouyou devido ao fato de Yuu estar disperso.
- Um bom lugar para tentar pintar.
- Tem um embarcadouro onde ficam as balsas. Você podia apoiar essa coisa – Kouyou apontou para o cavalete e Yuu riu – lá e eu ficava perto das árvores que tem por ali.
- É uma boa idéia e isso se chama cavalete.
- Tanto faz.
Kouyou fez um bico e Yuu riu novamente, indo até ele e lhe beijando. Desta vez não tão demoradamente e logo eles caminhavam com as coisas em direção ao embarcadouro. Chegaram alguns minutos depois e Kouyou ajudou Yuu a arrumar tudo.
O embarcadouro era bem firme e o pintor ajeitou-se em frente ao cavalete, respirando fundo.
- Como eu devo ficar Yuu?
- O mais natural possível.
Não foi de muita ajuda aquelas palavras, mas Kouyou assentiu e se sentou perto de uma árvore, uma das maiores que havia ali. Dobrou uma das pernas a altura do pescoço e apoiou apenas o pulso no joelho, deixando os dedos pendurados.
Depois ergueu a cabeça e dirigiu os olhos para Yuu.
- Espero conseguir ficar assim até você conseguir pintar tudo.
- Prometo que vou logo.
Kouyou sorriu e Yuu respirou fundo. Pegou o pano especial que usava para apagar erros e dirigiu a mão para a tela. Uma ansiedade começou a correr por suas veias e o pintor sentiu suas batidas ficarem mais intensas.
Novamente respirou fundo e firmou o pano em sua mão, dirigindo-o para a tela. E para seu espanto não houve nenhuma tremedeira. Yuu sentiu sua respiração acelerar e centelhas explodiram em seu peito quando ele retirou aqueles dizeres em carvão e tornou a tela novamente branca.
Parecia que a própria queria que o pintor a usasse dessa vez. Era como se ela gritasse em silêncio para Yuu e aquilo o envolveu de uma forma que sem nem mesmo perceber ele pegou um dos carvões do estojo que havia levado e aos poucos começou a formar desenhos.
Seus atentos e treinados olhos focavam os ínfimos detalhes, mesmo aqueles que as sombras teimavam em esconder sobre seu manto negro.
Aos poucos ele começou a criar mais confiança em sua mão e firmou os traços, ainda que suavemente, para que eles não aparecessem quando o pintor fosse colorir a tela.
E Kouyou observava atento como o namorado estava diferente. Parecia que ele entrava em outro mundo quando pintava um mundo só seu, um mundo de concentração e total atenção ao que fazia. E dessa forma o arquiteto começava a entender porque Yuu era conhecido e seu chefe fazia tanta questão que ele pintasse aquele quadro.
Yuu era diferente.
E aquilo era facilmente notável. Ele dava todo o amor que tinha para suas telas e por isso era tão bem-sucedido. E namorar alguém como ele fazia Kouyou ter orgulho. Muito orgulho.
E dessa forma, com tantos sentimentos sendo gritados pelo silêncio as horas foram passando e Yuu terminou todos os traços em carvão. Depois guardou o objeto de volta ao estojo e começou a preparar as tintas.
Suas mãos não tremiam em nenhum momento e ele sentiu a confiança subindo por todo seu corpo. Sorriu internamente, depois para si e suavemente começou a passear com os pincéis pela tela. Movimentos uniformes, gestos que determinavam os efeitos que cada partezinha daquele lindo conjunto deveria conter.
Assim as horas passaram. E o relógio de Kouyou apitou, indicando que era uma hora da manhã. Escutou Yuu respirar fundo alguns minutos depois, saindo de perto da tela.
- Terminei.
Kouyou sorriu e se levantou, espreguiçando-se. Tinha sido um pouco dolorido ficar numa posição só por tanto tempo, mas ele estava feliz. Começou a caminhar na direção de Yuu que guardava as coisas em seus respectivos lugares.
Quando chegou, virou-se para a tela, que algumas horas atrás era apenas um espaço em branco e agora estava toda preenchida, trazendo uma cara de surpresa até o arquiteto.
- Gostou? – Disse Yuu abraçando a cintura do namorado pelas costas e beijando-lhe levemente no pescoço.
- Yuu, ficou linda.
- E eu finalmente conseguir pintar. – O pintor sorriu satisfeito.
- Ficou realmente lindo.
Kouyou virou-se para o namorado, juntando os lábios com os dele. Sentiu então suas mãos passearem por suas costas em movimentos apressando tentando sentir a cútis¹ alheia sobre seus majestosos dedos. E mesmo quando seus pulmões clamaram por ar os dois continuaram juntos o máximo que puderam.
Abraçaram-se e Kouyou sentiu Yuu procurar espaço em seu pescoço para depositar beijos e leves mordidas. O arquiteto sentiu suspiros baixos saírem por seus lábios e suas mãos forçaram-se a apertar levemente a lateral do corpo do pintor quando ele intensificou as carícias naquela região sensível de seu corpo.
Eles forçaram-se a se desvencilhar e com todo o cuidado Yuu pegou a tela mencionando levar para a cabana. Kouyou ajudou levando o cavalete e as outras coisas e os dois chegaram em poucos minutos a cabana colocando as coisas perto da cozinha.
As luzes estavam apagadas e Kouyou estava novamente de costas para Yuu. Sentiu o pintor abraçar-lhe novamente, desta vez uma de suas mãos passeando lentamente por sobre seu ventre, baixando cada vez mais.
Um calor começou a subir por seu corpo e Kouyou forçou-se a jogar a cabeça para trás, fechando os olhos e apoiando-se num dos ombros de Yuu.
Seus corpos começavam a encher-se de desejos e com certo custo Yuu sentou-se no sofá trazendo Kouyou para seu colo.
Gemidos roucos e baixos saíram de seus lábios quando os dois sentiram um toque mais íntimo entre seus corpos e eles se beijaram novamente antes de levantarem e mencionarem ir para o quarto de Kouyou.
Notas finais
PS: Maaan non me matem por ter terminado o cap justamente agora XDDD É que esse momento mais detalhado ainda vai chegar então por enquanto é só um Ecchi básico XD.
E por favor alguém poderia explicar para essa autora o que significa ''etto''? XD Agradeço.
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