Luz Na Escuridão

22 Tentando ser forte...


Notas iniciais
Isso mesmo minha gente... voltei.

E olha que nem recebi tantos comentários... =(

Mas não vou insistir né. Comenta quem quiser e quem achar que eu mereço um comentáriozinho... uma favoritação ou recomendação.

Vou postar um cap novo. Desculpem os erros. Espero que gostem!

Bjs... =)

O domingo está bonito. Quente. Com o céu azul claro e cheio de luz. Diferente do meu coração, frio e escuro. Eu não ia aceitar o convite de Robert. Ir à casa de sua família, depois de tantos anos, depois de tudo o que aconteceu... seria demais para mim. Mas saber que Henry estará lá e com sua ex, foi o que me fez confirmar o pedido. Quando li a mensagem de Robert ontem á noite, senti como se uma faca atravessasse meu peito. Agora entendi tudo. Aquele papo do Henry, dizendo que não tínhamos nada junto e que estava desistindo do nosso caso, por causa do Robert, é tudo mentira. Papo furado. Agora está claro, bem claro, que é por causa dessa ex... como ele pode? Depois de me dizer que não era como o Robert. Que não era para eu comparar os dois... canalha! Dois canalhas! Todos iguais... ele me paga!
Já tomei banho, agora vou me arrumar. Já são 10:35 e preciso escolher a roupa que usarei. Escolho uma legging preta bem justa até o tornozelo, com detalhes em couro na lateral. E na parte de cima, uma blusinha creme com detalhes em dourado, aberta nas costas e caída nos ombros. Faço um rabo de cavalo bem alto e firme e uso o sapato nude que Bia me deu. Capricho na maquiagem, faço um olho de gato com lápis preto em meus olhos e passo bastante rímel para realçar meu olhar e alongar meus cílios. Passo um blush de tons acobreados e para finalizar, uso um batom vermelho sangue. Estou pronta. Nunca fui dessas frescuras, mas estou parecendo uma modelo. Alta, de salto e bem arrumada. A única diferença é que não sou magrinha. Sou encorpada e cheia de curvas. Aprendi a me amar assim. Pego minha bolsa de mão preta e guardo meu celular, documentos, dinheiro e o batom para retocar se necessário. Escuto um barulho de carro parando em frente de casa. É Robert. Antes mesmo dele descer, já estou trancando a porta de casa e escondendo a chave no lugar de sempre. Vou caminhando até o carro com toda naturalidade possível. Ao me ver, ele sai do carro depressa e vem até mim, beija meu rosto e assovia.

— Está para matar hein?! Ele brinca e eu finjo um sorriso. Ele não imagina o quanto.

— Exagero seu querido... vamos? Apresso-o. Ele concorda e abre a porta para eu entrar, em seguida faz o mesmo e dá partida em seu luxuoso Camaro prata. Olhei de canto para Robert. Ele está radiante, risonho, feliz. Está com calça jeans clara, camisa pólo verde e sapatênis creme. Está bem perfumado e bonito.

Chegamos rapidinho na mansão de seus pais. Grande, muito grande. Robert adentra os grandes portões e pára o carro. Descemos e ele dá a chave para o motorista guardar o lindo Camaro. Meu coração dispara. Estou muito nervosa e minhas mãos começam a tremer. Sorte que o Robert não percebe. Ele me guia com a mão em minha cintura até a grande porta de entrada da mansão. Entramos. Coração a mil. Frio na espinha. Na grande e luxuosa sala, estão algumas pessoas. Todas muito bem arrumadas. Todas param de conversar e me olham, dos pés a cabeça. Sinto meu rosto queimar. Robert sorri e cumprimenta todos, quando sua mãe aparece com seu pai, me dá vontade de sair correndo. Mas não. Preciso me vingar e acabar logo com essa angustia. Seus pais ficam surpresos, percebo na expressão de seus rostos. Mas continuam sorrindo e caminham até nós.

— Carolyne! Que surpresa... Dona Rebeca diz enquanto me abraça sem cerimônias. Novamente forço um sorriso. Logo em seguida seu pai, seu Rodolfo, aperta minha mão e sorri.

— Quando Robert disse que traria alguém, não fazíamos idéia que seria você Carolyne! Seu Rodolfo comenta. Mas estamos felizes em ver que estão se acertando e que desculpou nosso filho. Sorrio novamente. Não perdoei não! Mas é bom que pensem assim. Não tenho nada contra os pais de Robert. Sempre me trataram bem, independente de classe social. Lembro que na época da traição, eles ficaram tristes e tentaram me consolar. Mas fiquei tão revoltada que não quis os ouvir e nunca mais falei com eles. Acabei misturando as coisas, mas agora é tarde para arrependimentos. Também nunca entendi o carinho deles por mim, pois somos muito diferentes.

Já se passaram quase uma hora, e nada de Henry chegar com a tal ex. Começo ficar inquieta e dessa vez, Robert percebe.

— Está tudo bem? Parece preocupado. Disfarço.

— Sim. Estou com fome! Robert sorri. Minto. Estou sem nada de fome, o nervosismo está acabando comigo.

— Você ainda tem aquela fome de leão? Seu comentário me faz sorrir de verdade.

— E você ainda é ruim no vídeo-game? Provoco. Ele me olha divertido. Claro que minha fome continua a mesma. Adoro comer! É a melhor coisa do mundo. Digo e volto a ficar séria.

— Eu também continuo ruim nos games... Ele continua a brincadeira e dá de ombros. Fazer o quê né? Tem coisas que não mudam nunca. Robert dá um passo a frente e acaricia meu rosto. Mas tenho que descordar em apenas uma coisa! Há coisas bem melhores que comer. Uma delas é você! Dou um passo para trás. Sua aproximação me assusta. Quando viro o rosto, meu coração dispara. O sangue some do meu rosto e fico atordoada. Henry. Ele está imóvel. Rígido. Com o olhar gélido e surpreso. Com certeza Robert não comentou que eu viria. Ainda bem! Assim realmente a brincadeira vai começar. Ao seu lado está uma linda morena, altura mediana, magra e cheia de sorrisos. Será que eles voltaram? Essa pergunta só me irrita mais.

— Seu primo chegou! Robert olha para o lado e sorri para Henry enquanto acena. Não vão cumprimentá-lo pessoalmente?

— Vamos lá! Ele pega em minha mão e caminhamos até os dois. Henry está impassível e me olha com fúria. Isso mesmo baby! Quero que você se foda! A morena logo reconhece Robert e o abraça.

— Robert querido! Você está um gato! Ela ri e olha para mim. Que bela mulher... sua namorada? Henry olha para Robert e depois volta seu olhar para mim.

— Essa é Carolyne... uma pessoa especial. Ele diz e sorri. A morena me cumprimenta e segura-se no braço de Henry. Bem, acho que vocês já se conhecem. Robert diz enquanto olha para mim e para o primo. Agora está na hora de se divertir um pouco. Na maior cara de pau, beijo sua bochecha e sorrio.

— Claro que sim. Ele segurou aquele cara lá no bar, se não ele ia acabar comigo! Digo. Bom te ver... Henry? Esse seu nome é? Sou a mais sínica possível e vejo que Henry está irritado.

— Também é bom vê-la novamente. Limita-se a dizer.

— Vejo que vocês estão bem. Digo... estão se acertando? Robert pergunta e sinto meu rosto pegar fogo. Tenho medo de sua resposta.

— Não. Ele é curto e grosso. Sinto um alívio.

— O cabeça dura do seu primo, não me quer... mas não vou desistir Robert. Eu o obriguei a me trazer nesse almoço. Acho que agora sou eu que vou ter que tomar a iniciativa. Ela diz se divertindo e Henry bufa.

A morena e o Robert conversam mais um pouco. Eu apenas sorrio para tudo. Henry fica quieto, com a expressão dura. Odeio admitir, mas fiquei feliz em saber que eles não voltaram. Que é ela que está correndo atrás dele. Então ele não me deixou por causa dela. Mas não importa! Ele me deixou. Não importa o motivo. De repente Rebeca, avisa que o almoço será servido e nos chama para a sala que está a comprida mesa do almoço. Todos conversam e, se divertem. Eu estou com o coração apertado. Henry está lindo! De jeans, camiseta e tênis. Simples, mas sensual. A morena, que descobri que se chama Carla, está muito bonita. Com seu longo vestido e sandália alta, e um coque maravilhoso. Sinto ciúmes. Mas disfarço bem.
Depois da sobremesa, peço licença para ir ao banheiro. Estou apertada e preciso retocar o batom. Caminho um bom tanto até chegar nele. O banheiro é enorme! É quase do tamanho de minha casa. No corredor há um grande espelho. Passo bem forte o meu batom e respiro fundo. Preciso voltar... reviro os olhos e saio. Meu coração para de bater. Fico imóvel. Henry está a minha frente, tenho a impressão de que vai me matar...

Tento me desviar, mas ele me segue e fica a minha frente. Repetimos isso umas três vezes. Então coloco a mão sobre seu forte e delicioso peito para empurrá-lo, mas ele segura meu pulso fortemente e me arrasta consigo. Henry anda muito rápido e não diz nada. Quase não consigo acompanhar os seus passos, devido meu salto alto. Meu pulso está doendo.

— O que você está fazendo? Me solta! Digo irritada. Ele não responde. Entramos numa sala retirada da casa. Não encontramos ninguém no caminho, graças a Deus! Ele tranca a porta e me joga contra a parede. Ai... seu maluco! Bato as costas com tudo na parede. Sem dizer nada, absolutamente nada, Henry me beija desesperadamente. Um beijo de desejo, tesão, carinho e saudade. Eu queria chutar as suas bolas e mostrar o quanto estou brava, mas não consigo. Correspondo o seu beijo e me entrego ao desejo.

Notas finais
Por hoje é isso aí...

Até a próxima!

=)