Luz Na Escuridão

4 Abrindo o coração.


Notas iniciais
Vi que mais pessoas leram a minha histórinhaaaa... rsrs

Por isso já vou postar outro capítulo, porque estou feliz!

E se houver erros, perdoe-me!

Hoje a história começa ficar boa!

Espero que gostem =)

Kiss!

- Robert é meu primo. Aquelas palavras foram facas atravessando meu peito. Primos? Na verdade somos primos de segundo grau. A mãe dele que é minha prima. Fico confusa e me dá vontade de me jogar daquele carro e sair correndo. E é isso que faço. Num golpe de loucura abro o carro e me jogo no asfalto, o carro não estava muito rápido, mas foi o bastante para eu me ralar inteira no asfalto. Um de meus sapatos voou longe e o salto de outro quebrou. Só escutei o barulho dos freios do carro de Henry, ele parou bruscamente, o barulho chegou a doer na alma. Não pensei em mais nada, me levantei não sei como e comecei a correr. Eu não estava tão longe de casa, acho que umas duas ou três quadras.

— CAROLYNE! Henry grita e vira seu carro com toda velocidade possível, parece cena de cinema. Ele volta em alta velocidade e pára com tudo ao meu lado. Tento correr mais, só que não consigo pois torci um pouco meu pé na queda e estou toda machucada. Henry sai do carro e bate a porta com toda a força que tem.

— VOCÊ ESTÁ MALUCA? PORQUE FEZ ISSO? Ele pega forte em meu braço, o que acaba me machucando ainda mais.

— SOLTA O MEU BRAÇO! QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA GRITAR COMIGO?! — Grito mais que ele. Somos dois doidos varridos no meio da rua na madrugada.

— PORQUE FEZ AQUILO CAROLYNE? VOCÊ PODIA TER SE MACHUCADO FEIO OU PIOR... DEUS QUE ME PERDOE PENSAR NISSO, MAS VOCÊ PODIA TER MORRIDO! — Ele ainda grita, parece realmente bravo.

— EU JÁ PEDI PARA ME SOLTAR! VOU FAZER UM ESCÂNDALO AQUI... Ele me solta e fecha os olhos por um minuto, respira fundo e me encara.

— Tudo bem, está livre. Mas vou te levar para casa. Prometi à sua amiga e irei cumprir minha promessa. Porque eu sou homem, homem de verdade. Não sou um besta como Robert Carolyne, se é isso que pensa sobre minha pessoa... Ele me olha profundamente... — Como assim, não é como Robert? Será que aquele desgraçado falou algo para Henry? Robert me contou por cima a história de vocês do passado. Foi um choque para mim, pois a mulher que eu queria possuir, já foi do meu primo distante. Mas engoli a seco essa história e decidi continuar com isso e... Ele nem termina e já o interrompo.

— Continuar exatamente o quê Henry? Não temos nada, não começamos nada. Aquele beijo foi um erro. Aceitei a carona porque queria ser legal com você. Não sei qual foi a história que o Robert contou para você. Mas deve saber que o peguei na cama com minha melhor amiga na época e me tornei isso aqui... Dou um passo para trás e aponto a mim mesma, desanimada. Eu não quero um romance, um namorado, um marido, um ficante, sei lá! Eu quero ser livre, livre de qualquer sentimento. Digo segurando minhas lágrimas.

— Carolyne, sei que o que ele fez não foi certo e imagino a dor que sentiu... Por mais que fosse muito nova, já tinha idade para amar. Robert nunca quis saber de nada. Ele é mulherengo mesmo, só quer comer a mulherada sem compromisso, me admira o tempo que ficaram juntos... Eu também não quero compromisso. Eu já não assumo um, para não decepcionar ninguém. Eu quero prazer, quando encontro alguém, sou fiel à pessoa no determinado tempo que decido que fiquemos juntos. Aquela conversa começou a ficar confusa.

— Como assim? Você não quer compromisso, só quer prazer e é fiel no tempo determinado por você? Você escolhe o tempo que fica com as mulheres? Tipo um, dois ou três meses? As usa e depois joga fora? Você é pior que o Robert! Digo morrendo de raiva dele agora.

— Não me compare a ele, por favor! É, estipulo um tempo sim Carolyne. Mas as mulheres sabem e aceitam isso. Pois elas vivem da mesma forma, só que servindo, enquanto eu mando. Eu sou um Dom Carolyne, consegue entender agora? Minhas pernas amolecem pela segunda vez. Dom? Claro que eu sei o que é Dom, o que é Sub e tudo isso. Fico ainda mais confusa... Ele quer que eu seja sua Sub, meu Deus...

— Você está me seguindo para que eu seja sua submissa? Falo num tom que pareço não acreditar.

— Sim! Só que eu nunca quis tanto alguém, eu já te disse isso antes... Você é rebelde e isso me leva à loucura! Só em pensar em te tocar, ensinar a você a ser uma moça comportada, estou louco! Vamos sair do meio da rua, por favor! Entre em meu carro, vamos conversar melhor. Dê-me uma chance, seja minha!

— Você é um doente. E ainda por cima carrega o sangue do maldito Robert... Porque acha que eu deveria aceitar? Pergunto.

— Deveria, para apagar essas feridas que carrega dentro de si. Bia também quer isso, escutei ela te falar isso quando se despediram agora pouco. Eu posso te fazer esquecer-se de tudo que te fez mal. Aprender a ter mais domínio de si, ser mais corajosa, decidida, forte... Não que você não seja, mas não existe nada tão bom que não possa melhorar! Eu posso te libertar do passado, pois sei que ele ainda está dentro de você... Ele diz e pega em meu peito, na região de meu coração.

— Você é muito bonzinho para um Dom... Digo quase num sussurro.

— Não sou bonzinho. Só quero te ajudar e sei que posso! Dentro de quatro paredes a história muda, talvez você se assuste. Mas tudo é pelo prazer e pela força Carolyne.

— Me tira daqui... — Falo tão baixo que eu quase não escuto minha própria voz. Me tira daqui, por favor! De repente começo chorar. Estou um pouco bêbada, machucada, frágil e com um homem que mal conheço, mas que não sinto medo. Ele pega em minha mão e me coloca em seu carro. Quando vejo já estamos na frente de casa. Ele desce e abre a porta para mim, me pega no colo e leva-me até a entrada de casa.

— Cadê a chave? Ele pergunta.

— De baixo do vaso. Aponto para um vaso que fica do lado da porta de entrada. Ele me solta, pega a chave e abre a porta. Faz sinal para eu entrar primeiro e eu entro. Ele fica parado na porta me olhando.

— Não vai entrar? — Pergunto.

— Agora sim... Ele dá um risinho torto e entra.

— Quer beber alguma coisa? Água, suco, chá, café, cerveja...? Graças a Deus eu tinha bastante opção aquele dia.

— Eu quero você! Mas te darei um tempo para pensar. Agora precisa descansar, tomar um banho, limpar os machucados e relaxar. Ele soa tão doce.

— Vou tomar banho sim! Sei que posso estar louca, mas fique à vontade, se quiser tomar algo, não se acanhe. Digo, viro-me e vou andando em direção do banheiro. Entro e tranco a porta, ainda não confio no Henry para deixar a porta apenas encostada. Ligo o chuveiro e me enfio por inteiro de baixo daquela água quente, gostosa. Era tudo que eu precisava. Mas logo o desconforto me atinge, pois minhas feridas começam a arder. Quando vou me ensaboar, evito passar por cima delas para não piorar a dor. Lavo meu cabelo e fico ali, parada e pensando em tudo que aconteceu até agora. Decido sair do banho. Cadê minha toalha? Não acredito que a esqueci.

— HENRY! Grito o bastante para ele escutar.

— ACONTECEU ALGUMA COISA? Ele parece preocupado.

— NÃO. SÓ ESQUECI MINHA TOALHA! PEGA PARA MIM POR FAVOR? ESTÁ NA PORTA DO MEIO DO MEU ROUPEIRO, LÁ EM BAIXO!

— ESTÁ BEM! — Ele sai de trás da porta e escuto seus passos em minha casa. Em menos de um minuto ele aparece e dá uma batidinha na porta.

— PERAÍ... Abro a porta o mínimo possível, ele consegue ver apenas a região dos meus olhos na fresta da porta.

— Está aqui. Ele diz e eu pego a toalha.

— Obrigada! Dou um sorrisinho de canto e fecho a porta depressa. Me seco, escovo os dentes, termino de tirar a maquiagem que estava borrada e saio enrolada na toalha. Além de esquecer a toalha, nem lembrei de pegar uma roupa para sair do banheiro, já que hoje eu estava acompanhada, eu acho. Para minha surpresa, vejo Henry sentado em minha cama me fitando. Um olhar de sede, de sedução. Sinto minhas bochechas pegarem fogo. Ele caminha em minha direção, segura minha mão direita e continua a me olhar.

— Você fica ainda mais linda com o cabelo molhado. Venha, vou cuidar de você! Ele diz e me leva até a cama. Sento-me e me sinto vulnerável a ele, ao seu toque e fico ruborizada quando percebo que estou ficando excitada. Tomei a liberdade de escolher um baby doll para você... Ele diz e me olha todo sedutor. Ele escolheu um na cor roxa, em malha de algodão e detalhes em renda. Lindo! Um dos meus prediletos, pois adoro a cor roxa.

— Obrigada! É a única coisa que consigo falar.

— Se vista que eu fecharei meus olhos. Prometo que não vou olhar, por mais que essa seja minha maior vontade no momento. O olho com vergonha. Pode confiar em mim Carolyne. O encaro e pego o baby doll. Tiro minha toalha rapidamente e me visto como um raio e ele está de costa para mim.

— Pronto! Ele vira-se e me olha dos pés a cabeça. Parece estar me admirando de verdade.

— Você é tão linda! Não precisa de salto, maquiagem e fingir ser o que não é. Você tem um poder natural Carolyne, pode acreditar nisso. Ele vem e cola em mim. Nossa testa está encostada uma na outra e nossos olhos fixos. Ele parece estar olhando minha alma e isso está me enlouquecendo.

— São seus olhos Sr. Henry... Digo e ele me agarra e me beija com força, um beijo selvagem, sensual.

— Essa palavra Carolyne, ela é mágica. Eu serei seu senhor se quiser, basta aceitar ser só minha. Ele diz entre o beijo, com a respiração ofegante. Do nada ele pára e encara-me novamente. Deixa eu ver suas feridas. Ele me senta na cama, como se eu fosse uma criança levada, me examina com aquele olhar 43. Eu vou cuidar de você! E ele começa a beijar meus machucados, com toda delicadeza e suavidade possível. Primeiro beija minha bochecha e logo em seguida meus lábios. Um beijo casto, com carinho. Ele pega minhas mãos esfoladas e beija a palma e cada dedo, um por vez. Estava muito bom para ser verdade, de repente seus olhos arregalam, olhando furioso para meus pulsos. Puta merda! Penso. Ele viu minhas cicatrizes, os meus cortes, a minha salvação para esquecer Robert anos atrás.

— Carolyne, o que é isso? Ele fala coma voz mais fria possível e seus olhos encontram os meus.

— Eu sou mais estranha que você Henry... Era isso que eu fazia para esquecer a dor que o canalha do seu primo me causou... Isso, durante muito tempo, foi minha salvação. Pareço estar me confessando a ele.

— Você não podia ter sido tão fraca! Ter causado dor a si mesma, se marcando para o resto da vida! Ele continua com a voz fria.

— Podia ter sido pior... Não completo a frase.

— Você pensou em se matar? Agora ele está indignado.

— Várias vezes... Teve uma vez que os cortes foram tão profundos, que eu quase... Enfim, fiquei muito mal. Foi quando Bia apareceu em minha vida. Ela me conheceu na merda, na depressão profunda. Eu estava vagando nas ruas quando fiz isso, e ela me salvou chamando o resgate.
Sinceramente eu não sei por que estou te contando isso. Nunca falei para ninguém, nem aos meus pais. Eles nem sonham com isso! Quando vou lá, por mais que esteja o maior calor, eu uso algo que esconda isso aqui. Você acha que sou fraca, teria sido se tivesse me matado. Isso foi uma forma de seguir em frente e foi assim que consegui. Consegui esquecer Robert, a ser mais forte e não me prender a mais ninguém.

— É por isso que quero você no meu mundo. Você sentirá dor, mas com o objetivo de sentir prazer no final. Você realmente conhecerá a sua força, a qual você nem imagina ter. Ele fala e senta ao meu lado, em seguida segura meu queixo. Vou deixar você descansar! Estarei esperando um sinal seu. Já dei meu cartão para você e espero que o guarde! Não vou forçar a barra Carolyne. Vou respeitar qualquer decisão que tome. Ele beija meu rosto, levanta-se e vai embora. Logo em seguida levanto-me e vou até a porta da entrada de casa, abro uma fresta e o vejo entrar no carro e partir. Meu coração dói. Dou um suspiro, tranco a porta, apago as luzes e vou me deitar. Fico umas duas horas me revirando na cama até conseguir pegar no sono. Sonho com Henry e Robert a noite toda.

Notas finais
O que estão achando?

Por favor digam! Preciso de opiniões... =/

Segurem-se porque o próximo capítulo promete ainda mais! rsrsrs

Kiss...