Luz, Câmera, Matando!
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Esse capítulo quero dedicar a The Unforgiven, Ana Lu, que apesar de não ter uma conta no Fanfiction está acompanhando minha história e Ana Dorio.
Como havia dito, esse capítulo é mais pra saber a história de Carla. Teve um assassinatozinho só pra não sair da rotina.
LEITORES FANTASMAS, MANIFESTEM-SE!
Carla chegou em casa depois de uma tarde cheia de humilhações. Já da sala de seu apartamento começou a se despir. Foi ao banheiro e entrou no chuveiro. A água passava pelas suas curvas, e levou consigo toda a sujeira, mas não conseguiu limpar toda a humilhação que Carla havia passado.
De repente, vieram flashes de lembranças da sua vida.
*
Ela nasceu pobre, subiu na vida através dos estudos. Carla tinha raiva de seu passado, de toda a dificuldade que enfrentou; raiva de todas as brigas que viu acontecer entre seus pais, de todas as escolas públicas que estudou, dos poucos amigos que teve... Isso tornou Carla uma mulher ambiciosa e fria. Saiu de casa assim que completara os 18 anos, e foi fazer faculdade. Começou a by Text-Enhance\">trabalhar com televisão ainda na fase acadêmica, quando cursava Rádio e TV. O fato de trabalhar com cinema foi por acaso. Um dia, ela passeava pelo shopping e esbarrou com um homem. Este homem, na verdade, era um diretor de cinema. Ele viu em Carla a protagonista que faltava para o seu filme e Carla tornou-se uma atriz. Não demorou muito para tornar-se rica, ter tudo o que quer. Comprou casa, carro, joias e roupas luxuosas... Finalmente tinha tudo o que sonhou. Mas ainda assim, Carla não era uma pessoa feliz, pois vivia sentido inveja das pessoas ao seu redor. No fundo ela tinha raiva de ser e solitária, mesmo tendo tudo o que queria ainda faltava felicidade.
Durante a gravação do atual filme, Carla na verdade não começou como contrarregra. Ela era a protagonista. Em um ensaio, um canhão de luz caiu e lesou o seu pé. As gravações foram suspensas, até o momento que Cintia apareceu. Horus a viu com o perfil físico da personagem Sandrele, que até então era de Carla. Horus pediu para que Cintia fizesse um teste, a qual ela demonstrou-se muito competente. Por fim, a decisão final foi tomada: Cintia era a nova protagonista.
O mundo de Carla desabou quando as palavras de Horus anunciaram a nova protagonista. Ainda assim continuava se demonstrando superior aos outros, xingando e gritando. Horus a deixou como assistente de direção no começo, até seu pé melhorar. Mas Carla mudava as coisas que Horus planejava e ele a colocou na sessão de efeitos visuais. Não obedecendo ao que era lhe pedido, Carla desceu mais uma vez para contrarregra, e já fazia alguns meses que ela continuava com o cargo. No começo ela teve que ter algumas sessões no psicólogo para se tratar, pois tinha mudado muito depois que isso aconteceu. Mas ela queria continuar só até aparecer outras propostas de by Text-Enhance\">emprego, que foram se tornando difíceis.
*
Carla viu sua imagem no espelho de seu banheiro, cada traço, cada linha de expressão... Decidiu que tinha que recuperar seu ego de alguma forma. Jurou pra si mesma que ninguém nunca mais passaria por cima dela. Pegou uma tesoura numa gaveta qualquer, começou a cortar seu cabelo e o deixou um pouco acima dos ombros. Uma nova Carla havia nascido. Mais cruel e imperdoável. Em seguida trocou de roupa, pegou sua bolsa e saiu.
Em outro lugar não distante, um rapaz estava chegando em casa depois de mais um cansativo dia de trabalho. Jogou as chaves no sofá e foi imediatamente comer algo. Mais um desgastante dia... Ser entregador de comida não é tarefa fácil. Principalmente quando se trata de entregar comida em uma cidade grande. O trânsito está sempre caótico e as pessoas estão sempre estressadas, esfomeadas e reclamando.
Júlio era um rapaz negro, alto, aparentava uns 23 anos. Tinha uma rotina de um homem normal. Enquanto se alimentava, Júlio recebeu uma mensagem de sua namorada com um simples ‘’Eu te amo’’. Júlio abriu um sorriso, e respondeu ao gesto de carinho instantaneamente.
Já era noite. Júlio estava indo em direção ao banheiro. Sua casa não era grande. O espaço parecia um pouco menor, por conta da bagunça que todo homem que mora sozinho é acostumado a conviver. Caminhando ao banheiro, o rapaz saiu catando as roupas sujas que estavam espalhadas pelo chão. Enquanto pegava as peças, um vulto passou em sua direita. O jovem se assustou e voltou para a sua sala para averiguar se estava realmente sozinho. Caminhou até a janela. Viu a movimentação do trânsito. As luzes de sua sala estavam apagadas. De frente a sua casa via-se a rua, que estava um pouco escura devido ao poste apagado em frente à sua casa. O rapaz olhou para trás e observou em sua sala que os carros refletiam a sombra do poste dentro de sua sala. Explicado o motivo do vulto, acendeu as luzes e foi ao banheiro. Encheu sua banheira de água quente e adormeceu no banho...
O celular de Júlio tocou cerca de 40 minutos depois, com uma mensagem de sua namorada:
‘’Depois me liga!’’
Júlio se enrolou numa toalha, pegou o celular e saiu do banheiro. Enquanto se trocava, notou um barulho vindo da cozinha. Colocou o celular no bolso e correu para conferir enquanto pensava alto:
– Tomara que não seja a torneira mais vez.
Ao chegar à cozinha, se deparou com o chão completamente molhado. Realmente não era a torneira. Algum cano embaixo da pia havia estourado. Júlio pegou suas ferramentas, abaixou-se na pia e começou a consertar o cano estourado:
– Estranho esse cano estourar do nada – resmungou Júlio, afinal, isso era muito suspeito.
Após terminar de reparar o cano, Júlio foi ao seu quarto se secar e trocar de roupas. O celular de Júlio tocou mais uma vez. Olhou os números no celular, era um número desconhecido. Ainda assim achou que fosse sua namorada, afinal, ele teria que ligar para ela. Ficou surpreso com a mensagem, que dizia o seguinte:
– Hoje não é seu dia de sorte’’
Júlio arregalou os olhos e falou:
– Que palhaçada é essa aqui?
Engraçado como as pessoas costumam falar sozinhas. Mas Júlio não estava sozinho... Por trás de Júlio apareceu uma pessoa não tão alta. Estava usando uma máscara, casaco e tinha uma chave de cano na mão.
Júlio percebeu o movimento e se virou. A tal pessoa acertou a cabeça de Júlio com a chave de cano. Júlio caiu no chão ainda consciente, mas com a visão embaçada. No chão olhava para o teto, não estava conseguindo levantar-se. Na cabeça de Júlio passava-se um filme sobre sua vida, e na verdade, ele nem sabia quem era aquela pessoa nem o motivo pelo qual estava fazendo aquilo. O assassino estranho apareceu em seu campo de visão. Os pensamentos sobre a vida de Júlio foram trocados pelos os pensamentos de medo. A pessoa misteriosa deu uma risada, e acertou a cabeça de Júlio mais uma vez. Um som enorme ecoou pelo seu quarto. Desta vez Júlio morreu. O assassino misterioso deixou por lá mesmo a chave de cano e foi embora.
No dia seguinte, a polícia examinou todo o local, câmeras de segurança e tudo mais. Mas nada foi encontrado. Mais uma vez, um crime que parecia ser perfeito.
Notas finais
Abraços
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