Notas iniciais
Minha nossa, como demorei para postar um novo capítulo. Perdoem-me! Mais de um ano se passou. Mas acho que vai demorar até que eu termine a história. Enfim, por favor, comentem a história. De bom, ou ruim, mas comentem! Agradeço!

Era uma linda manhã. Cintia e Glenda caminhavam pelas ruas tranquilamente, conversando e bebendo alguma coisa. Estavam indo às gravações. Ambas pararam em uma banca de revistas e ficaram olhando uns guias de roupa feminina. Glenda tomou um gole da sua bebida (que parecia ser café com leite). Olhou uma notícia no jornal, arregalou os olhou e cuspiu fora toda a bebida em Cintia, e esta, claro que ficou irritada:
– Você tá maluca, Glenda? Essa era minha blusa favorita! Olha o que você fez!
Glenda não deu a mínima atenção. Pegou o jornal e mostrou a notícia a Cíntia:
– Olha isso! Ele não te lembra alguém?
Cíntia olhou atentamente pra notícia. Tinha um homem negro, aparentava uns 20 e poucos anos e estava morto.
– Não — respondeu Cíntia.
– Esse aqui é aquele rapaz que deixou cair yakisoba em Carla. Não lembra?
Cíntia estava prestes a tomar um gole de sua bebida. Quando lembrou-se de quem se tratava, cuspiu sua bebida em Glenda e tomou o jornal da mão dela. Glenda ficou furiosa:
– Olha o que você fez comigo, sua vadia!
– Caramba, é ele mesmo! — disse Cíntia ignorando sua amiga.
– Senhor, eu vou levar — Glenda pagou pelo jornal.
As duas saíram lendo a notícia, enquanto se perguntavam se haveria uma pessoa capaz de fazer tudo aquilo e não deixar nenhuma pista.
– Sabe o que me passou pela cabeça? E se foi a Carla que fez isso? — disse Glenda.
– Acho que não. Ela é miserável, mas pra matar alguém acho meio difícil. Ah, chegamos! Cuidado com o balde no chão.
– Que balde? — perguntou Glenda.
Mal Glenda perguntou e tropeçou em um balde que estava bem na sua frente.
– Esse balde — apontou Cíntia.
Um homem de estatura um pouco alta se aproximou, e ofereceu ajuda a Glenda. Este disse levantando-a:
– Tome mais cuidado por onde andam. Aqui as pessoas da manutenção sempre deixam coisas espalhadas.
– Obrigado, senhor...
– Augusto — respondeu o homem.
– Pode deixar! Mas agora nos dê licença que temos que ir embora.
– Certo. Eu tenho uns serviços para terminar.
Glenda e Cíntia se retiraram. Procuraram Horus por todos os lados e mostraram a ele a notícia do jornal. Horus também não acreditou que Carla teria tamanha capacidade de matar uma pessoa.

As meninas se retiraram. Horus prosseguiu com as gravações do filme e ao final do dia foi para casa entre caminhos escuros, como de costume. Horus tinha uma rotina um pouco entediante. De casa para o set, do set para casa. Raros eram seus momentos de lazer e, ainda assim, quando chegava a seus aposentos ainda, tinha que rever cenas e procurar defeito no filme que antes tinha deixado despercebido nas gravações. Já era noite quando seu celular tocou. Horus atendeu:

– O que quer, Cláudio?

– Horus, eu terminei os efeitos que você tinha me pedido.

– Ah, sim. Amanhã eu verei no set – disse Horus com indiferença.

– É que na verdade, eu estava indo na sua casa te mostrar! – insistiu Cláudio.

– Então volte e mostre amanhã – respondeu Horus secamente.

– Mas é que estou bem próximo à sua casa, bem próximo mesmo... Na verdade estou na sua porta!

Horus levantou-se do seu confortável sofá e foi atender a porta. Viu-se então um rapaz com um celular no ouvido e uma maleta preta em outra mão. Era um rapaz branco, cabelos negros. Usava óculos, tinha uma barba rala. Usava um casaco por conta do frio. Cláudio então desligou o celular e perguntou:

– Não vai me convidar para entrar?

– Já que insiste, entre. Mas não vou pagar hora extra, fique ciente disso – disse Horus, mesmo sem querer isso.

Horus parecia não gostar muito da visita, afinal, quem não ficaria irritado quando o trabalho viesse até sua porta?

Cláudio se acomodou no sofá. Em seguida, abriu a maleta e retirou o computador de dentro. Mostrou o material editado a Horus, que parecia gostar do que via:

– Gostei desse efeito que você colocou. Ele reforça a proposta do cenário do filme.

– Mas acho que se a gente diminuir o brilho aqui, nesse momento, dará mais suspense, já que o assassino aparece na cena seguinte – disse Cláudio.

Horus e Cláudio debatiam sobre ideias do filme. O telefone da casa de Horus tocou. Era um número desconhecido. Horus então atendeu:

– Alô?

A voz parecia ser alterada com efeitos de computador para que ninguém reconhecesse:

– Não adiantada se esconder, eu vou te pegar aonde você estiver — disse a voz ao telefone.

As palavras causavam arrepios. Horus ficou sem reação, parado com o telefone no ouvido, até voltar a si e perguntou:

– Quem é? É você, Carla -? Disse isso ainda gaguejando.

Ouviu-se apenas uma risada diabólica, a ligação começou a ter interferência e caiu. Cláudio perguntou quem era, Horus apenas fez um sinal negativo com a cabeça para dizer que não sabia quem era. Então foi até à cozinha, bebeu um copo d’água, ainda trêmulo. A sua caneta caiu no chão e quando foi pegá-la, sentiu uma fisgada em suas costas. Gritou pavorosamente. Cláudio imediatamente correu até Horus:

– Horus, o que houve?

Horus vinha cambaleando da cozinha, com as mãos nas costas. Cláudio insistia para que o diretor dissesse o que houve, pois ele estava ofegante, gritando e gemendo de dor! Seu rosto estava pálido e suado, Horus não estava bem. Estava nítido! Este então disse que tinha sentido uma fisgada nas coluna, quando abaixou-se para pegar a caneta que caiu no chão. Cláudio então sugeriu que ele deitasse um pouco para que ele tentasse fazer massagem. Assim Horus fez.

– Hum, vai isso... Óh que delícia... Mais devagar... Ai – gemia Horus, enquanto Cláudio fazia massagem para aliviar a dor.

Na rua, uma mulher de cabelos negros e curtos passava por frente à casa de Horus. Era um pouco tarde, nada se via, a não ser calçadas e árvores sombrias. Usava longas botas, do qual o barulho do salto ecoava pelas ruas vazias. A mulher ouviu os gritos, então rapidamente aproximou-se da janela de Horus e escondeu-se.

– Que diabos é isso-? Perguntava-se a mulher, abaixada do lado de fora da janela ouvindo os gritos.

– Ai, devagar, isso dói! Devagarzinho... – Dizia Horus.

– Não dá, tô quase lá... Você gosta quando eu faço assim? Perguntava Cláudio.

– Óh, que delícia – exclamava Horus, com um misto e dor e prazer em sua voz.

A mulher que ouvia tudo do lado de fora arregalou os olhos, horrorizada com as coisas que acabara de ouvir.

– Mais que porra é essa? – Dizia a mulher, quando finalmente começou a espiar da janela.

Ao começar a olhar, ficou ainda mais espantada. Viu Horus com uma expressão dolorosa e Cláudio fazendo movimentos ritmados por cima do diretor.

– Briga de espadas! – disse ela rindo.

A mulher tentou pegar seu celular para gravar a cena ‘’obscena’’ que acabara de olhar. Cláudio então fez menção de que sairia de casa. Na verdade, ele percebeu que só a massagem não aliviaria a dor nas costas de Horus, então disse que iria até a farmácia comprar algo que pudesse ajudá-lo. A mulher guardou imediatamente o seu celular em sua bolsa escura. Ao ouvir o barulho da porta apressou-se para sair. Por conta da pressa, seu colar ficou preso à janela e Cláudio ainda viu-a correndo e esbanjando charme pelas ruas ao mesmo tempo.

– Acho que já vi essa mulher em algum lugar – Pensava Cláudio, que deu de ombros e foi embora comprar o medicamento.

Alguns minutos haviam se passado até que a porta da casa de Horus abriu lentamente. Horus continuava deitado no sofá da sala de olhos fechados. Ele ouviu o barulho e imaginou que Cláudio tinha voltado da farmácia.

– Já voltou ou esqueceu-se de alguma coisa? – questionou Horus.

Apenas o silêncio ouviu-se. Horus estranhou, abriu os olhos, sentou-se no sofá e não havia ninguém além dele mesmo na sala. Horus então olhou para o relógio, já havia um bom tempo que Cláudio saiu e não havia voltado. Horus começou a sentir frio, suas pernas debatiam-se involuntariamente. Poderia mesmo ter alguém ali ou foi apenas a imaginação de Horus? Este, então, deu de ombros. Suspirou fundo e voltou ao sofá. Suspirou mais uma vez, de olhos fechados, quando de repente sentiu um suspiro no seu ouvido. Estarrecido, abriu os olhos. Seu coração parecia querer saltar pela boca. Sua respiração ficou ainda mais ofegante. Lentamente, ele olhou para trás. Mal olhou e o homem bateu-lhe no rosto, o qual lhe tirou sangue da boca. Foi muito rápido, mas ele ainda viu um vulto, que parecia de um homem mascarado com um rubro lenço em sua cervical. Seu casaco era longo e chegava à altura dos joelhos. O diretor foi do sofá ao chão com a força do homem misterioso. Por alguns instantes, ele pensou que poderia ser Cláudio, porém era impossível! Por qual razão Cláudio estaria agindo daquela forma?

Horus parecia não querer entregar-se. Ele mesmo com suas costas doendo, conseguiu correr até a cozinha, desesperado. Abria todas as gavetas à procura de uma faca para tentar defender-se. Preparou-se. Tomou coragem. Virou-se para o assassino misterioso. Ainda estava com a respiração rápida. O assassino apenas observava, de longe, como se não se importasse. Horus provocou:

– É isso ai, não se aproxime. Eu tenho uma faca, vou furar você todinho se você se aproximar!

O assassino apenas ficou parado. Horus continuava suas provocações:

– Agora amarelou, não vai encarar?

O assassinou continuou imóvel. Lentamente colocou sua mão direita por trás de seu sobretudo marrom, e puxou uma metralhadora silenciosa. Horus deixou a faca cair no chão, sem reação. O assassino riu, mirou em Horus e atirou. Seis tiros lhe perfuraram o corpo: dois no peito, três no abdome e um em sua perna direita. O diretor mal humorado caiu no chão. O assassino se aproximou de Horus para certificar que ele morreu. Depois de certificá-lo, o misterioso assassino preparou uma armadilha, como se soubesse que mais alguém estava ali. A maçaneta da porta se abriu, o misterioso assassino então se escondeu rapidamente.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado e que comentem. Não sei quando continuarei, mas eu espero que breve. Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.