Notas iniciais
Desculpa a demora. Mas não esqueçam: Demorar não significa que desisti.

Um luxuoso gabinete era iluminado pela luz natural do sol um tanto frio da manhã, dando invalidez as lamparinas.

Livros sobre geografia, história e biologia estavam arrumados nas prateleiras de madeira, uma pequena mesa de centro com belas e delicadas flores dentro de um vaso branco a enfeitando estava posicionada num canto com duas poltronas ao seu lado. Uma enorme janela de vidro dava uma visão privilegiada do reino que estendia além do castelo e uma mesa com pilhas de pergaminhos complexos estavam separados de acordo com a urgência do assunto nele escrito.

Em frente a janela, sentando numa confortável cadeira, estava o rei Victor RealisAurum. Os olhos estavam fuzilantes e faiscavam, o punho esquerdo fechado servia de apoio para o queixo, o que parecia enfatizar sua expressão impaciente, e sua postura estava tensa. Com a mão direita, ele apertava com fortemente um pergaminho, amassado lentamente esse material.

Num gesto brusco e repentino, jogou a bola desregulada feita com o pergaminho amassado contra a janela e se levantou furiosamente, fazendo a cadeira em que sentava recuar alguns poucos centímetros para trás.

Fazia cerca de quatro meses e algumas poucas semanas que Alexandre tinha tido a horrenda ousadia de fugir com uma relés plebéia, manchando tão vergonhosamente a honra dos RealisAurum. Os burburinhos tinham começado a muito tempo, obviamente a notícia sobre a fuga do príncipe tinha se espalhado surpreendentemente rápido por todo o reino. Victor tremia que essa notícia acabasse chegando ao ouvido do rei Magnus, pai da princesa a qual seu filho fora prometido em casamento.

Seria uma tragédia! Ele se sentiria insultado com o fato de um príncipe preferi uma plebéia sem nenhum sangue real nas veias do que sua bela e nobre Sophia. Cortaria toda e qualquer ligação com os RealisAurum, fazendo o reino perder um grande aliado na batalha, e na pior das hipóteses poderia declarar guerra contra eles. Simplesmente trágico e inevitável. Há não ser que Alexandre seja encontrado e trazido de volta a tempo do casamento, coisa que até agora os soldados não obtiveram sucesso.

Victor esperava conseguir alguma informação com sua filha, Rebecca, mas está parecia bastante disposta a encobrir os passos do irmão. Infelizmente o rei não poderia optar por métodos mais... Deselegantes. Isso enfureceria a rainha, sua esposa, e ela escreveria ao irmão que governava um dos reinos mais ricos da região. Era provável que ele perdesse os lucros que os RealisAurum ganhavam com suas exportações e sua esposa e filhas seriam tiradas a força dele. Aquilo seria um escândalo, uma vergonha e provavelmente ocasionaria uma rebelião. Ele estava impotente, suas mãos atadas com fortes cordas invisíveis que o impediam de tomar medidas desesperadas.

Suspirando, tentou entender qual era o objetivo do filho de acordo com tudo que analisará. Ele seguiu primeiramente para o reino dos Leonios, conseguido fugir de lá com a ajuda de alguém que os soldados não conseguiram identificar, antes disso tinha parado em pequenas vilas e cidadezinhas isoladas que encontrava pelo caminho. Pulando de um lugar para o outro, parecia está andando sem rumo. Mas algo, intuição talvez, dizia que tudo isso tinha um objetivo central. Alexandre era astucioso, não deveria ser subestimado, o jeito como sua fuga o deixou completamente desorientado quanto ao que fazer enfatizava isso. Mas afinal, para aonde estava indo?

Tinha descoberto a identidade da garota com quem fugirá, uma ruiva metida a revolucionária que não aceitava que, como mulher, devia ser submissa a seu futuro marido e permanecer final e obediente a ele. Patética. Victor teria ficado feliz em tê-la longe de seu reino, se seu filho também não tivesse aderido a essas ideias rebeldes que só trariam problemas. A garota tinha uma irmã, com a qual ele teve a decência de entrar em contato. Mas até agora suas insistentes cartas e mensageiros tinham sido ignorados.

Victor estava ficando sem tempo, longo se iniciaria o Verão, época em que deveria ser realizado o casamento. Precisava calcular seu próximo passo com muito cuidado e atenção.

E ele tinha certa ideia do que deveria fazer...

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Thalia tão longo terminou seu banho e tratou de vestir o vestido que tinha deixado as margens do lago. Com uma careta, puxou as mangas longas até os cotovelos e tentou puxar a saia para cima. Ela simplesmente odiava vestidos, atrapalhavam quando tinha que fazer algum espécie de trabalho duro e dificultavam quando você precisava correr.

Olhou para a direção de onde Alex vigiava, respeitosamente de costas para ela, e agarrou seus pertences, indo até ele.

-- Verifiquei o mapa. -- Afirmou, quando o alcançou, fazendo Alex virar na sua direção. -- De acordo com ele, tem duas direções que podemos seguir para chegar até às Três Colinas Gêmeas do Sul. Mas ambas tem vantagens e desvantagens. -- Olhou para o companheiro, que apenas assentiu, indicando que estava ouvindo. -- O primeiro caminho é uma espécie de atalho, uma estrada que termina perto das colinas e que diminuiria os dias de nossa viajem. Mas é um caminho muito aberto, pouca vegetação e muitas pessoas usam aquela estrada. A outra é um caminho por meio da floresta que levaria para o começo do segundo morro, é muito sútil, ficaríamos completamente encobertos e ninguém usar esse caminho. Mas é mais longo e aumentaria os dias de viajem.

Alex franziu a testa, duvidoso e pensativo.

-- Eu acho que nossa prioridade deve ser nos camuflar e impedir que outras pessoas nos vejam. Como renovamos nossos suprimentos, provavelmente dariam para essa uma jornada dessa extensão. -- Cruzando os braços, encarou a ruiva e perguntou com suavidade. -- E você? O que acha?

Thalia avaliou atentamente as opções, chegando a conclusão que Alex estava certo. Depois de decidirem juntos o que fazer, logo seguiram caminho. Precisavam avançar o máximo possível e conseguir despistar os seus perseguidores com a vantagem da distância. Algo muito difícil já que estavam a pé e os soldados tinham o privilégio de ter cavalos.

Seguiram quietos e rápidos, respeitando a privacidade dos pensamentos profundos um do outro. Pararam duas vezes no mesmo dia para tomar uma pequena porção de refeição e uma vez para descansarem por alguns minutos. A floresta, felizmente, não dificultava seus braços. Tinha árvores altas, com uma boa distância entre si e muito pouca vegetação baixa. A única desvantagem era o solo lamacento e úmido e que os poucos matos que tinham havia espinhos pequenos e afiados. Por isso, quando já tinha conseguido percorrer quilômetros consideráveis e chegaram a primeira clareira, estava com alguns cortes superfíciais nos tornozelo e as botas desgastadas cheias de lama.

Mas o pior foi ao escurecer. Uma chuva fina começou a cair no fim da tarde, atingido o casal suavemente, como um carinho gelado que atingia seus rostos e roupas, acompanhada de alguns tímidos trovões. Mas a medida que a noite chegava, a chuva começou a aumentar, os trovões ficaram mais altos e começaram a trazer seus irmãos fatais: Os raios.

Quando os relógios das pessoas que descansavam serenamente nas suas casas marcou meia-noite, Thalia e Alex lutavam contra os ventos avassaladores, completamente encharcados, com pingos furiosos que ardia ao atingir suas faces e contendo a vontade de se encolher a cada trovão que rugia mais alto que qualquer fera selvagem que pudessem encontrar no caminho.

-- Precisamos encontrar um lugar para nos abrigar ou pegaremos um hipotermia. -- Alex murmurou, tremendo dos pés a cabeça. Thalia, que estava na mesma situação, teve que ficar o olhar nos lábios do companheiro para entender, já que o barulho da chuva abafava qualquer fala.

Eles pararam embaixo de uma árvore alta, os galhos repletos de folhas diminuía bastante o impacto da chuva neles, embora ainda não impedia que eles se molhassem.

-- Eu não faço ideia de onde estamos, pode não ter nenhuma construção por perto. O mapa dizia que encontraríamos uma aldeia quando estivéssemos próximos das colinas, mas não estamos nem na metade do caminho ainda.

-- Não podemos ficar na chuva!

-- Você acha que eu não sei? -- Thalia suspirou irritada, se encolhendo de frio.

Alex franziu a testa e abraçou a companheira, mas para passar conforto do que calor. Thalia também o envolveu e, apesar de seu corpo está congelando, seu peito estava aquecido. Ambos se sentaram aos pés do tronco da árvore, tentando inutilmente passar qualquer coisa que chegasse perto de uma temperatura alta pelo abraço que compartilhavam. No alto da madrugada, a chuva parou, para o alívio de Thalia e Alex. Infelizmente, os trovões ainda eram ouvidos.

Um barulho aterrador de um poderoso trovão arrepiou suas espinhas e os fez olhar para o céu. De repente, um clarão que misturava azul-elétrico e roxo-rosado pareceu rasgar o céu e os cegou momentaneamente. Quando eles abriu os olhos, o fogo se alastava tão rápido pela árvore ao lado que a umidade não era o suficiente para apagá-lo no exato momento que surgiu. Com um barulho familiar, a árvore caiu tão alta quanto a que estavam caiu.

Sem dizer uma palavra, com desespero evidente, os dois se levantaram e tentaram correr, mas a dormência dos músculos causada pelas horas na mesma posição dificultaram a tarefa. Mais rápido que eles, a árvore que o raio atingiu caiu por cima da que eles estavam embaixo. Uma dor penetrou os corpos deles, os deixando atordoados, logo eles sentiram o rosto se chocar contra o chão de terra úmida e triplamente lamacenta.

Então tudo ficou escuro.

Notas finais
Esse capítulo foca na situação que se encontra o pai de Alex, rei Victor, e nas dificuldades que o casal enfrenta na sua jornada.