Lumos! Interativa

8 E a palavra é: coragem.


Notas iniciais
Yooooo Demorei mais cheguei. Culpa dos jogos de rpg maker que eu acabo me viciando e não consigo fazer mais coisa alguma. E dessa mania de parar no meio do capítulo e ficar com problema de falta de inspiração, pra não conseguir voltar depois. Mas, enfim... tá aqui. Espero que gostem :3

— Certo… isso não me pareceu nada bom! — Alana deixou escapar, fazendo menção de seguir naquela direção quando Ian agarrou-a pelo colarinho do vestido.

— Onde você pensa que vai, garota? Tá querendo morrer? Tem uma manticora vagando por ai!

— Mas os outros podem estar em perigo! — justificou-se, apreensiva, enquanto debatia-se para se libertar, o que não adiantou nada. — E aquele garoto… aquele garoto novo… ele não sabe de nada… pode acabar se machucando também!

— Garoto? — Katherine estreitou as sobrancelhas. Normalmente o fato a interessaria bastante, mas no momento atual, não lhe deu a devida atenção. — De que diabos você está falando, agora?

— De, de… Gary? Gilbert? Como era mesmo o nome del… bom, não importa! — ela mais uma vez contorceu-se, conseguindo soltar-se de Ian apenas pela estupefação do mesmo, e ajeitou o vestido com tapinhas leves. — Ele é… ele é um… — ela odiava usar aquele termo, achava ofensivo, mas não havia outra forma de explicar a situação. —… Aborto.

— E daí? — Ian deixou escapar, fazendo uma careta óbvia de tédio, ainda pensando que a colega estava delirando. — Tem uma pessoa dessas por aqui?

— O que raios uma pessoa dessas faz por aqui, pra começo de conversa? — Andrômeda murmurou por sua vez, piscando os olhos, marcados por olheiras que se aprofundaram ainda mais desde o começo da confusão.

— Vossas senhorias sabem bem… — começou por sua vez Lottie, com seu tom contido e sua habitual eloquência. — Que o nosso zelador tem um novo aprendiz… Embora eu não saiba dizer se este é o termo certo. — houve um minuto de silêncio, enquanto ela escolhia as palavras, antes de continuar. — Não é sobre ele que Lana se refere?

Quatro pares de olhos voltaram-se para ela, mostrando incredulidade, prova absoluta da ignorância de seus donos sobre esse assunto.

— Espera… como? — Katherine inclinou ainda mais a cabeça. Alana exibia uma expressão de confusão óbvia, enquanto fitava-a atentamente a jovem grifinória. Andrômeda abrira a boca para protestar.

— E ninguém me avisou disso, o cargo de monitor é o que, enfeite?

Ian, por sua vez, olhou colericamente para a parceira e começou a esbravejar: — Posso saber por que maldição você sabe desse garoto? Quem é esse cara? Como você fala com um estranho desse jeito? Vocês ficaram sozinhos também?

Charllotie fechou os olhos, respirando profundamente, e levantando uma das mãos para evitar que saliva acertasse seu rosto. — Sua demonstração de ciúmes é adorável, meu caro, entretanto tenho de afirmar que estás sendo exagerado. — e recusou-se a responder as perguntas que lhe foram feitas, pois julgava-as estúpidas.

— Ciúmes!? Quem aqui está com ciúmes!? Por que diabos eu estaria com ciúmes!?

— Shiu! Vocês estão exagerando, façam menos alarde. — Andrômeda interveio, fazendo gestos, descendo a mão rapidamente. — Seja lá quem for o garoto, deve estar com o zelador agora.

— E se não estiver? — choramingou por sua vez Alana, incomodada com o fato de ter um possível amigo ferido. Aliás, ela se incomodaria com qualquer um que se ferisse, fosse quem fosse.

— Acho que é inteligente o suficiente para se manter longe do barulho. Mesmo sendo teoricamente um trouxa. — Katherine torceu o nariz ao ditar a última palavra. Era um fato que a maior parte dos sonserinos compartilhavam a opinião de seu mestre sobre trouxas, abortos e afins, mas haviam exceções. Kat, infelizmente, não era uma delas.

— O que faremos, então? — questionou mansamente Lottie, juntando as mãos em frente ao corpo. Ian havia desistido de importuná-la por enquanto para voltar sua fúria em direção a Kat.

— Ei, só porque são trouxas não quer dizer que sejam burros!

— Você se preocupa demais com coisas supérfluas, se continuar assim seus belos cabelos ruivos vão cair. — foi a resposta da sonserina, dita com seu habitual sorriso irônico. — Bom, acho que não temos muita escolha. Vamos até lá dar uma conferida na situação!

— E ir contra uma manticora? — Charllotie inclinou a cabeça, um movimento lento. Não que fosse medrosa, mas tinha uma boa noção de “prudência”, o que duvidava que mais qualquer um ali compartilhava. E seu recente sequestro por parte de um dragão não lhe deixava muito ansiosa com relação àquele plano.

Embora chamar aquilo de plano seja elogio, tenhamos de concordar…

oOo

O estrondo vindo do outro ponto próximo fez com que Helga estremecesse. Se lidar com uma manticora já era um problema enorme, imagine ter que deter duas? A ideia fez com que balançasse a cabeça de um lado para o outro, profundamente abalada, recebendo em seguida um sinal de Slytherin para que ficasse atenta.

— Mantenha o foco, Helga. — Rowena avisou do seu lado também, erguendo a varinha por pura questão defensiva. A manticora parecia realmente ter algo contra Salazar, porque havia voltado-se em sua direção e agora tentava atacá-lo. O professor esquivava-se com movimentos mínimos, ocasionalmente ditando um feitiço para distrair a fera.

A mais nova dos fundadores assentiu com a cabeça, girando nos calcanhares. Normalmente ela não tinha coragem de matar coisa alguma, era sempre contra seus princípios. No entanto, em situações como aquela, em que os alunos estavam em perigo mortal, ela era forçada a medidas desesperadas. E ninguém conhecia uma forma que fosse de ganhar a briga com uma manticora, que não fosse…

Ela havia corrido por um caminho familiar e bateu os olhos com facilidade no que estava procurando. Apontou sua varinha e falou, usando aquele tom de voz alto que lhe era característico:

Piertotum Locomotor!

Nesse meio tempo, Rowena havia separado-se de Connor e atirava feitiços ofensivos de maneira que a fera deixasse Slytherin descansar por um tempo. Como era de se esperar, não foi algo apreciado pelo mesmo.

— Posso lidar com isso sozinho.

— Deixe de ser tão mal agradecido. — ela abaixou o corpo no momento que a manticora saltou sobre ela, e girou no chão, mantendo mais uma vez distância. — Enquanto Helga não voltar, não podemos fazer nada contra ele. Se acabar esforçando-se demais, vai acabar morto.

— Não tire conclusões tão precipitadas… — ele disse, com seu habitual tom enfadonho, agarrando no ar uma espada que Connor havia acabado de encontrar, guardada por uma das tantas armaduras que podiam ser encontradas em todo o castelo. Slytherin girou-a na mão, possivelmente não estava acostumado a usar tal arma, ou não se comprazia com ela, mas logo saltou para frente e acertou um golpe violento na calda da besta, fazendo-a recuar, e salvando Rowena de outro ataque pelas costas. — Eu não aceitaria de forma alguma morrer de uma forma tão ridícula.

— Tsc… tão convencido. — ela murmurou, cansada, pondo-se mais uma vez de pé e chegando mais para trás, junto com ele. — Ainda assim, agradeço pela boa vontade.

— Não considere um gesto tão altruísta. Estou apenas fazendo meu trabalho.

Rowena desistiu de discutir com ele e voltou a observar a fera. Ela balançava a calda de escorpião de um lado para o outro, como se sentisse dor, mas a porrada que o fundador lhe dera só servira para isso. Não havia mais ferimento algum. — Só podemos acertá-la usando armas afiadas, e mesmo assim ela tem invulnerabilidade contra a maior parte dos elementos.

— E contra feitiços. — Connor deixou escapar do seu lado, uma constatação óbvia, coisa que o fez manter a varinha apontada para o chão.

— Não podemos detê-la. Nem sei se Helga pode…

— E aquele inútil está fora. — Salazar fechou os olhos, referindo-se a Godric. — Que chateação…

Foi quando uma lança negra perfurou a criatura que eles finalmente pararam de dialogar, prestando atenção na mesma. Uma das armaduras estava viva, e mantinha a manticora presa ao chão pela pata. Uma segunda veio logo após e prendeu-a pela inferior direita. Rowena retirou a espada de Slytherin sem a menor compostura e correu naquela direção, deixando o corpo escorregar e prendendo uma das patas posteriores. Parou ao lado de Helga, que já retornava ao recinto, enquanto os rugidos se propagavam pelo ar. A fera balançava com violência o corpo, tentando libertar-se, fazendo as armas se soltarem centímetro por centímetro.

— Não vai durar. Helga, ande!

A fundadora aquiesceu com seriedade, apontando a varinha… e, por um comando dela, a manticora desapareceu… levando uma parte do castelo junto com ela.

Literalmente havia um buraco onde antes a criatura estava… Helga deixou-se cair no chão ajoelhada, soando frio, os cabelos curtos completamente desajeitados pela corrida. — Parece que deu certo…

— Parece? — Connor fitava com estupefação a fenda, estreitando os olhos com óbvia descrença. — Você… você não tinha ideia se daria certo ou não?

— Não, eu realmente não tinha a menor ideia. — ela passou a mão pela parte de trás da nuca, parecendo ligeiramente sem graça. — Não existe uma forma conhecida de se domar uma manticora. A única forma de lidar com ela é matando-a, mas não há nada realmente forte contra ela nesse lugar, então…

— Usas-te o próprio ambiente para transportá-la para longe. — Salazar ajeitou suas roupas com movimentos firmes. — Curioso… não imaginava que poderia pensar em algo complexo assim.

Apesar daquilo soar bastante com uma ofensa disfarçada, ninguém deu-lhe atenção. Rowena deixou-se respirar com mais calma. — Para onde mandou-a?

— Para o mais longe que deu… mas ainda está nos limites, então enviarei corujas para que outros bruxos lidem com ela. Assim ao menos não há risco de envolvermos pessoas inocentes…

— Nesse caso, deixarei esse trabalho em suas mãos. Ainda há uma manticora solta, e não creio que possas usar essa magia outra vez. Parece-me péssima…

— Sala é sempre tão cruel. — choramingou Helga, segurando a mão da outra fundadora para erguer-se (e, como de praxe, quase derrubando-a junto), e logo fazendo um sinal para o único aluno presente segui-la. — Venha comigo, Connor! Não vou deixar você rondando por ai… venha, vamos trabalhar.

— Mas eu acabei de chegar… — ele protestara, com um tom morto, enquanto seguia a pequena Helga para fora do corredor. Rowena e Slytherin trocaram olhares apáticos e foram na direção em que ouviram a outra manticora. Havia um sério receio no ar, em relação a onde ela poderia estar… e logo eles descobririam também com quem.

oOo

Em meio a confusão formada nos corredores pelas duas manticoras, duas sombras se encontraram. O dono da primeira, o intruso sem nome, apenas parara de andar quando ambos se emparelharam, e começou a entabular uma breve conversa. — A missão não pode ser concluída… Lorde Slytherin é inteligente, não conseguiremos adentrar aquele lugar.

— Eu tinha imaginado algo assim. Conseguimos, contudo, ter certeza de sua existência, certo?

— E de que adianta essa certeza se não podemos usar o que tem lá dentro?

— Ora… a desconfiança que vai surgir com esse incidente será o bastante para causar um pequeno alvoroço entre os fundadores. Por mais amigos que dizem ser, cada um tem seus próprios objetivos. Separá-los não é assim tão difícil… lidar com os alunos, então…

— Hum… — o invasor ajeitou o máximo que pode suas vestes belas, mas maltratadas pela luta, e suspirou. — Se afirma com tanta certeza… isso significa que poderemos agir, mesmo assim?

— Sim… em breve… — a segunda pessoa abriu um sorriso macabro e logo assentiu com a cabeça, continuando seu caminho. O intruso fez o mesmo gesto, envolvendo-se com o que sobrara de seu manto e saindo por um lugar que não pudesse ser visto.

Os preparativos estavam prontos…

Mas… preparativos para o quê? O que ameaçava a segurança da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, o que era de se esperar?

Os únicos que sabem, que podem responder a essa pergunta, não estão mais presentes para serem interrogados…

oOo

Max agarrou Anástacia para tirá-la do caminho da fera. Ana tentara alguns feitiços, mas era claro que sua inutilidade era risível. Mesmo que tentassem mudar a atenção da fera entre si, para que ninguém fosse extremamente focado, ainda era algo cansativo. Afinal eles eram apenas adolescentes, começando o quinto ano de ensino mágico. Nem os aurores com anos de experiência conseguiam derrotar uma manticora com facilidade. A lógica era clara: apenas fiquem longe.

Mas como ficar longe quando a coisa em questão já escolheu-o como presa?

Ah… eles estavam perdidos… com certeza morreriam, e não sobraria nem um pedaço pra contar a história.

Protego! — ele gritou, tentando não tremer ainda mais, e ainda mantendo Ani perto de si. As garras da manticora rasgaram o escudo mágico como se ele fosse feito de mero tecido. A jovem puxou-o para trás bem a tempo de evitar que perdesse o braço. Ainda assim, seu membro saiu com quatro feridas sangrentas.

— Você está bem? — Anastácia perguntou, assustada, observando o ferimento. Ana, do outro lado, já gritava outro feitiço.

Bombarda Maxima! — a explosão chamou a atenção da manticora, que agora virava-se para correr atrás dela. — Isso, por aqui! Fique longe deles, sua coisa asquerosa!

— Eu… estou, acho… — okay, ele não ia olhar para o estrago no braço, ou provavelmente ia ter um ataque e desmaiar. — Temos que ganhar tempo até…

— Até… que algum dos professores chegue.

— Não sei nem se eles conseguem deter essa coisa. — Max já tinha uma pele pálida, e agora estava ainda mais pálido. Viu algumas gotas pingarem no chão.

Não vou olhar, não vou olhar, não vou olhar…

Em vez de preocupar-se com o ferimento, agarrou com ainda mais força a mão da amiga e virou-se para fitar Ana. — Ana! Ana, saia dai, ele vai comer você!

Ele viu a outra garota aproveitar um bote da criatura para passar para o outro lado – já que ele havia cercado-a, mantendo os muros atrás dela – e começar novamente a correr, com toda a energia que ainda tinha.

— Max… o seu braço… — Ani insistiu, no mesmo momento que a terceira lufana juntava-se a eles.

— Max, o que houve com o seu…? — a outra atalhou, e encolheu-se com mais um barulho de coisa quebrando. A manticora havia disparado no encalço deles novamente, nem se dando ao trabalho de desviar do banco que ficava em seu caminho, destroçando-o com seu corpo pesado. — Oh, céus… nós estamos perdidos.

— Vamos ficar bem, só precisamos aguentar até que…

— E se eles não vierem? Dava para ouvir mais rugidos vindos lá de cima… — eles saltaram um para cada lado, a criatura passando direto pelo meio deles. Agruparam-se, sabendo que começar a correr naquela posição era impossível. Não haveria mais nenhum desvio. Max forçou Anastácia a ficar atrás dele, com o braço bom, e Ana deu um passo a frente, estufando o pouco volume de peito que tinha, apontando a varinha com energia.

— No três… se lançarmos nós três ao mesmo tempo, o feitiço vai ficar forte o suficiente para segurarmos a primeira investida.

— Tenho sérias dúvidas com relação a isso. — choramingou Ani.

— Nós definitivamente vamos morrer… — Max deixou escapar, com uma expressão que começava a ficar aterrorizada novamente.

— Cale a boca, você é o otimista aqui, se eu digo que vamos sobreviver é porque vamos sobreviver. — Ana inspirou profundamente, vendo a manticora chegar bem mais perto. — Um… dois… três… Protego Horribilis!

As garras bateram desta vez contra a superfície, e não conseguiram atravessá-la de primeira. Ainda assim, as pancadas eram violentas o suficiente para fazer o solo tremer. A estrutura ao redor deles começou a rachar visivelmente, enquanto davam alguns passos para trás, sabendo que se aquilo despedaçasse seria terrível…

Eu adoraria dizer que o escudo aguentou, mas estaria mentindo. Ele despedaçou-se, na verdade, como vidro, caindo como uma cascata sobre o cabelo dos três lufanos reunidos. E quando a criatura chegou perto o suficiente para que Ana, que estava na frente, sentisse seu hálito bater no rosto, a jovem só conseguiu ver pelo canto do olho um vulto vermelho passar ao seu lado, e algo prateado riscar o ar.

O rugido de dor lançado pela manticora foi medonho. A fera deu passos trôpegos para trás, uma linha profunda e escarlate cortando seu rosto na horizontal, na altura dos olhos. Era possível que estivesse irremediavelmente cega. O salvador levou sua mão à lâmina, limpando-a do sangue do animal, e logo encostando-a no ombro, enquanto a mão livre parava em sua cintura. — Ora, ora, ora… vejam só, arranjam uma festinha e nem pra me convidar.

— Godric… — Ana murmurou, deixando sua personalidade rebelde e desagradável para trás por um instante e deixando-se cair sentada atrás dele. Aquilo havia chegado perto… tão perto que, se o fundador tivesse atrasado mais alguns instantes, sua cabeça poderia ter sido arrancada com uma bocada só.

— Senhor Gryffindor! — Max e Ani alegaram em uníssono, mesclando alívio e empolgação. Godric jogou os longos e iridescentes cabelos vermelhos para trás e suspirou.

— Francamente… não posso deixar a escola um dia sequer, que já acontecem coisas estranhas. Que problemático. Absolutamente problemático.

A manticora rosnava, irritada, passando as patas no rosto, incapaz de enxergá-lo. O fundador fez um esgar e, antes que o monstro resolvesse investir contra ele de novo, acabando por acertar as crianças, jogou novamente o corpo para frente, ajeitando a trajetória da espada em pleno ar e cortando fora a calda de escorpião. Ele ajeitou-se sobre o dorso da besta e endireitou pela última vez a lâmina, deixando-a na vertical e usando-a para varar a cabeça da manticora, pregando-a assim no chão.

Os rosnados pararam. O professor não se mexeu, parecendo mais sério do que o normal… mesmo assim, quando uma voz conhecida chegou a seus ouvidos, vinda da entrada da escola, ele voltou a sorrir.

— Tão lerdo. Tens um sério problema em manter seus horários, não é mesmo, Godric?

— Eu cheguei a tempo, Sly… não precisa ficar receoso.

— Não estou receoso. — Salazar parou de caminhar, parando ao lado dos três alunos, agrupados no chão. — Ao menos não houve nenhuma… vítima.

Godric continuou sentado sobre as costas da manticora, como se estivesse montado nela, e apoiou os cotovelos no pelo, usando as mãos para apoiar o queixo, por sua vez. — E então… o que houve, afinal?

— É um relato confuso e perturbador. Não devemos dialogar sobre isso na frente das crianças.

— Se você diz… — o outro levantou-se, arrancando a espada – que estava enfiada até o cabo na cabeça da criatura – e voltando a limpá-la. Com um salto bem-dado voltou para o chão, balançando a lâmina com extrema simplicidade. — No fim das contas, essa espada é realmente útil.

— Duendes e seus truques… — foi a única coisa que Salazar respondeu, ajeitando o chapéu sobre os cabelos e inclinando a cabeça para fitar uma Rowena que acabava de unir-se a eles.

Paralelamente, o grupo de grifinórios e sonserinos, assim como Dimitry, já haviam conseguido descer e chegado ao jardim, encontrando uma cena deveras estranha: os três lufanos ainda se recuperando do susto, o corpo sem vida da manticora que os aterrorizara e mais três fundadores trocando palavras ora sinceras, oras ásperas entre si.

— Vocês estão bem? Vocês estão realmente bem? — Alana foi a primeira a aproximar-se dos amigos, jogando-se entre eles e tentando abraçar os três ao mesmo tempo. — Eu estava preocupada! Tão, tão preocupada!

— Max, você já viu o seu braço? — questionou Katherine, erguendo uma sobrancelha, possivelmente já imaginando o que ia acontecer em seguida. Max olhou instantaneamente para o membro ao ouvir essas palavras e, como era de se esperar de um garoto como ele, perdeu os sentidos na mesma hora.

— Kat… olha só o que você fez… — Protestou Ian, dando tapinhas (super carinhosos, para não dizer o contrário) no rosto do amigo, tentando acordá-lo.

Ela apenas mostrou-lhe a língua. Tal despreocupação só existia porque vira que os alunos da lufa-lufa estavam realmente bem, sem nenhuma ferida fatal ou pedaço do corpo faltando. A sonserina ergueu a cabeça e agarrou o braço de Andrômeda, andando na direção de um vulto jogado de qualquer jeito no meio do caminho que levava à floresta.

— Cateline, você tá legal?

— Não sinto as minhas pernas. Tirando isso, to ótima. — a jovem conseguiu erguer o corpo o suficiente para ficar sentada e expirou profundamente. Do jeito que sua respiração estava, ainda não havia recuperado-se da corrida que fizera, na tentativa de encontrar Godric a tempo. — Eles estão bem?

Andrômeda deu uma olhada por cima do ombro, para o outro grupo, e depois assentiu com a cabeça. — Sim. Aparentemente você ajudou a salvar a vida daqueles três.

É, Cateline vira a manticora, de longe... vira a situação desesperadora em que aqueles três se encontravam. Mas não tinha capacidade de dar um passo sequer naquela direção. Godric tocara seu ombro com confiança, alegando que estava tudo bem, tudo sobre controle, e disparara na frente, salvando-os logo em seguida.

Se estivesse sozinha, não poderia fazer coisa alguma. Se não tivesse saído para buscar o professor no meio da floresta, possivelmente eles teriam sido...

Ela suspirou, sentindo as roupas encharcadas de suor (se entrar na Floresta com aquele uniforme já era problemático, imaginem correr por todo aquele caminho com o mesmo). Abaixou a cabeça, deixando um sorriso tão sutil aparecer em seu rosto que foi impossível para as outras duas notarem. — Eu não me importo com isso… se tudo terminou bem, já está muito bom pra mim.

Notas finais
Consegui colocar a imagem, gente! Aleluia! Glória aos deuses! Milagre divino! Cahan... okay, parei. Se estiver difícil para ler os nomes, a ordem é, da esquerda para a direita: Ana, Anastácia (Ani), Max e Dimitry. . Decidi por dar mais ênfase no Max e na Ana nessa luta porque eles não fizeram nada no evento contra Flandre na floresta. Sim, foi proposital, e não, não me arrependo, gostei muito do jeito que ficou. . Alguém tem alguma ideia de quem são os vilões da história? Well, acho que não, né? *Personalidade troll ativada* . Bem, por hora terminamos o primeiro mini-arco da fic. Agora, como prometido, me aprofundarei na história dos personagens de ficha e também colocarei mais cenas do trio do futuro: Ben, Scorp e Domi (não coloquei nada deles nesse porque já tinha bastante informação). . Acho que é só isso por hora, pessoal. ATé a próxima, beijos para todos :3