Lullaby

12 The Nightmare Begins


A loira estava nervosa, seu coração insistia em martelar contra suas costelas mesmo sua boca trazendo um gosto horrível ao vê-lo. Pela primeira vez, não fazia a mínima ideia do que fazer. Um policial se aproximou de Drake com uma arma de choque, pronto para disparar contra ele, Hayley pulou na frente empurrando Drake longe e recebendo o choque em seu lugar. Aproveitou a desculpa do choque para ficar de joelhos, ficou olhando para baixo até seus braços serem erguidos por policiais, depois foi arrastada a uma sala de interrogação. Sentou em uma cadeira e logo a afastou quando Jonathan sentou ao seu lado, ficou a quilômetros de distancia do loiro.

—– Por que está aqui ? –– rosnou Hayley, controlando a raiva com os punhos cerrados. Jonathan virou a cadeira para ela, apoiando o queixo na mão.

—– Por que acha que eu vim aqui ? –– perguntou, retoricamente. –– Não foi uma boa ideia fugir de Columbus e você sabe disso, iria te encontrar uma hora ou outra.

—– Para de me seguir, eu não te pertenço. –– berrou enfurecida, levantou para voar sobre Jonathan mas foi barrada pelas algemas em suas mãos. Não poderia quebra-las sem dar suspeitas. –– Eu tenho outro namorado agora!

Jonathan ficou em silencio, os olhos arregalando ligeiramente com a confissão. Hayley prendeu um suspiro, esperando que sua mentira desse resultado. O loiro levantou da cadeira, andando de um lado a outro antes de se virar e socar a parede com tanta força que fez um enorme buraco.

—– Você vai terminar com esse merda e voltar para Columbus, e isso não é um pedido. –– ordenou John, andando na direção da cadeira de Hayley e apoiando os braços um de cada lado, ficando a centímetros da loira.

—– Saia de perto de mim. Eu não suporto você. –– sibilou, levando as mãos atrás das costas e arrebentando as algemas. –– Você tem três segundos.

—– Pare de infantilidade, garota.

—– Um...

—– Você ama a mim e não esse outro garoto.

—– Dois...

—– Vamos voltar para Columbus e você pode deixar o seu irmãozinho aqui mesmo.

—– Três...

A loba levou os braços a frente, fincando as garras com força no abdômen de Jonathan. O mesmo recuou com as mãos no ferimento, quase caindo encima de sua cadeira.

—– Eu não amo você, nunca amei e nunca vou amar. Você matou os pais do Drake na minha frente! –– grunhiu tão alto que o vidro preso a parede da sala estremeceu, girou os pulsos dobrando as garras dentro do machucado, causando um gemido de dor do outro. –– Ainda teve a audácia de falar para o meu pai onde eu estava, eu quero mais que você queime no olho do inferno com ele. Não me procure mais, não estou sozinha dessa vez e você não vai ganhar de novo.

—– Seu pai também está vindo para cá. –– avisou, puxando os dedos de Hayley de seu machucado. O mesmo curou quase instantaneamente, vantagens de ser um lobisomem.

Hayley se levantou, parando próxima a porta. Girou a maçaneta e virou centímetros o rosto para Jonathan, o olhar estava tão vazio que deixava os olhos em uma mistura de cinza e verde.

—– Eu o matarei se necessário.

Então saiu da sala, batendo a porta com tanta força que o vidro da parede se rachou em mil pedaços. Vários policias vieram ao seu encontro, atordoados com a situação.

—– Quero outro advogado, dessa vez eu escolho. –– murmurou, passando direto por eles e indo de volta a sua cela.

Desviou no ultimo segundo do caminho e seguiu para o banheiro, teve que arrebentar a janela para conseguir fugir para a floresta. Transformou-se em sua forma lupina, correndo entre a mata até chegar a uma montanha. No topo, uma pedra enorme dava uma vista para toda a cidade. Estava de noite, a lua cheia já brilhava no céu e iluminava todas as estrelas ao redor, deitou sobre a pedra apoiando sua cabeça sobre as patas. Coçou atrás da orelha, espantando as pulgas e se ajustando em uma forma confortável o suficiente para dormir. Como não conseguia pegar no sono, ficou ali apenas observando a lua e brincando com as pedras próximas a suas patas. Conseguiu ouvir passos na floresta mas se recusou a ver quem era, talvez se ignorasse a pessoa iria embora.

—– Hay ? –– Drake perguntou, aproximando-se da loba e sentando ao seu lado ao ve-la virar o rosto para ele. –– Também estou chateado com a volta dele, Hay.

—– Você não viu o que eu vi, não sabe o que eu estou sentindo. –– respondeu ríspida, odiava falar daquela forma com o irmão mas sabia que era a única maneira de ficar sozinha. –– Você não sabe de nada.

—– Quer saber o por que de eu ser tão sentimental ? O por que de eu te eu ficar tão chorão quando você fala algo ruim para mim ? –– indagou, puxando um ramo do chão e começando a fazer desenhos invisíveis na árvore.

Hayley o olhou, ele nunca quis contar a historia que o deixou tão fragilizado. Mesmo com a irmã insistindo, ele sempre guardava para o momento certo e ela sabia que se ele queria falar agora era porque ele estava mais mal que ela.

—– Quero. –– afirmou, diminuindo o tom até ser apenas um sussurro. Drake sentou-se mais próximo, acariciando os pelos da loba por entre os dedos.

—– Lembra da época que tivemos que viver em um orfanato após sua mãe morrer ? –– Hayley assentiu, lembrando-se das travessura que fazia com as garotas fúteis que não gostava. –– Eu fui adotado por um casal de senhores com uma filha pequena, eu pedi pra diretora lhe falar que eu fui visitar um amigo e voltava em um mês mas eu acabei me apegando as senhores. A filha deles deveria ter uns sete anos, eu tinha acabado de comemorar meus quinze anos quando Jonathan apareceu.

Hayley empurrou sua cabeça para mais perto do irmão, deixando seu queixo apoiado nas pernas dele enquanto a afagava no topo da cabeça.

—– Ele amarrou nos três em cadeiras uma de frente para a outra, primeiro ele cortou a garganta da minha mãe adotiva. Eu tive que ficar vendo ela se engasgar com o próprio sangue enquanto tentava acalmar minha irmã adotiva. –– deu uma pausa, levantando o olhar para cima com o objetivo de conter as lagrimas. Hayley se ergueu, lambendo o rosto dele. Drake riu, empurrando-a para longe e contendo as lagrimas. –– Depois ele espancou meu pai adotivo até ele ficar irreconhecível, eu quis morrer ao escutar os gritos da filha dele e os gemidos de dor dele. Eu não podia me transformar porque ele tinha colocado um círculo de uma flor lilás que eu não conhecia mas bloqueava meus poderes.

—– Depois ele acendeu um cigarro e pressionou na testa da minha irmã adotiva, ela acabou caindo da cadeira e desfazendo o circulo. Eu me transformei e consegui matar um dos homens de Jonathan, mas quando fui atrás dele, ele estava com a minha irmã adotiva nos braços. Ele fincou uma faca no peito dela e jogou pó de tramazeira no chão, eu não consegui chegar perto dela e tive que assistir ela engasgar com o sangue. Ainda lembro das últimas palavras dela: Você é um monstro e não é meu irmão. –– respirou fundo varias vezes, apoiando a cabeça na cabeça da loba. –– E por isso eu me sinto mal quando você falar diferente comigo ou ate mesmo me desconsidera seu irmão. Eu tive o coração rasgado demais para perder você, por favor, não pense que está sozinha nessa. Eu me sinto pior ainda de estar perto dele.

Hayley se levantou, saltando tão alto que mais se pareceu um gato assustado. O pelo se arrepiava por todo seu corpo, deixando um certo volume espalhado, e deixando-a mais grande do sempre fora. Sua respiração estava tão pesada que era possível ouvi-la a quilômetros de distância, suas garras se fincavam nas patas com tanta força que a fazia curvar ligeiramente. Drake se levantou também, abraçando o corpo da loba de forma desajeitada, a cabeça ficando apoiada sobre as orelhas pontiagudas da loba. A loira logo desfez o abraço, lambendo o rosto do irmão e saltando para o meio da escuridão.

Queria socar Jonathan com toda sua força, despedaçar seu corpo e ter o prazer de sentir o sangue nos dentes. Mas não podia. Havia jurada a si mesma que não tocaria em ninguém que um dia amou, e mesmo que insistisse em negar, gostou de Jonathan. O amou mas deixou de senti-lo a muito tempo. Drake era seu porto seguro, sempre estava forte ao seu lado inconsequente da situação. Correu entre toda a mata, até alcançar o final que interligava a rua. Colocou uma pata a frente e ouviu o mais alto que podia, ficou assim por minutos até sua garganta de fechar. Voltou a forma humana, começando a caminhar em direção ao Loft. Estava focada, faria Jonathan sofrer custe o que custasse. Entrou no Loft, fazendo questão de balançar os quadris para os lados ao passar por Derek, o mesmo engasgou com um copo de água que bebia. Subiu as escadas e vestiu a primeira roupa que viu. Depois desceu, caminhando na direção de Derek.

—– Você não estava preso ? –– perguntou, sentando-se a sua frente e cruzando as pernas.

—– Meu advogado conseguiu anular a acusação de assassinato. –– respondeu. Andou pelo lugar até chegar a cozinha, era a esquerda e bloqueada por uma parede impossibilitando quem estivesse a frente ver. –– Contrataram um novo advogado para você amanha, alias, por que saiu ficou daquele jeito ?

—– O homem que estava lá era Jonathan, meu ex namorado. Ele matou os pais de Drake na minha frente e pelo que eu soube, matou a família adotiva de Drake também. –– murmurou, indo para a cozinha. Ficou encostada na bancada enquanto Derek colocava uma embalagem vermelha dentro do microondas, o estomago de Hayley roncou lembrando-a que não comia a um bom tempo. –– O que temos para o jantar ?

—– Não sei cozinhar, então se vira. –– deu de ombros, apertando os botões do microondas e se encostando ao lado de Hayley para esperar. –– Tem algumas coisas na geladeira, deve dar para fazer uma refeição.

Hayley revirou os olhos seguindo na direção da geladeira cinza, ficou minutos com o rosto dentro do aparelho até puxar vários alimentos e os jogar na bancada. Puxou uma faca da pia, picando todos os legumes e cortando as carnes, Derek ficou apenas observando o serviço da garota. Os cabelos loiros dela caiam feito cascatas ao redor dos ombros, os olhos cintilavam em um verde profundo enquanto seu corpo se movimentava de um lado a outro na cozinha, Derek entendi o porque de Jonathan ter voltado. Também não aceitaria perder uma mulher como Hayley, mesmo que nunca admitisse achava a loira bonita.

—– Tem vinho por aqui ? –– indagou. Derek abriu o armário acima da cabeça dela, puxando uma garrafa e duas taças para a mesa. Abriu e serviu uma a ela, depois ficou com uma para si. –– Não consigo ficar bêbada mas o gosto do gosto de uva nos vinhos.

Derek apenas ficou quieto, observando Hayley começar a mexer no fogão. E ficarão assim, em silêncio e alguns olhares trocados, mas nenhuma palavra.

Hayley estava a caminho da delegacia no carro de Derek, iria de moto mas suas chaves haviam sumido e teve que pedir carona ao lobo. Quando chegaram, Hayley foi direto a falar com o advogado e Derek a seguiu, virou em um corredor e desapareceu. A loira seguiu em direção a Drake, que estava sentado em uma poltrona. Não havia sinais de Jonathan, o que deixou a loba mais confortável. Cutucou a bochecha do irmão, até que ele acordasse de seu sono.

—– Vem, vou falar com o advogado e já podemos ir embora. –– murmurou, o erguendo com facilidade da poltrona. –– Irmão.

Era a primeira vez que Hayley o chamava assim, de uma força carinhosa e não como um rótulo. Drake saltou sobre os braços dela, fungando sobre seu pescoço e mordendo sua bochecha, a loira gargalhou antes de o afastar.

—– Vamos logo. –– Drake a empurrou, quase saltitando em direção a sala do xerife. O mesmo havia voltado a uma hora de Echon House. –– Tenho uma surpresa pra você.

—– O que é ? –– Hayley perguntou, tirando o cabelo do rosto possibilitando de olhá-lo. Drake riu negando com a cabeça, movimentando os lábios em um não. –– Não acredito que não vai me falar, Drake!

Hayley andou na frente, ignorando o irmão e seguindo para a sala do xerife. Foi parada por um mão em seu pulso, percebeu que Drake a puxava para si e que Jonathan estava parado a sua frente com um sorriso.

—– O que quer agora ? –– indagou, controlando o impulso socar seu rosto. Sua presença contagiava com a maldade em sua aura, o ar de alguma forma ficava mais pesado sobre o perfume cítrico do homem.

—– Você. –– respondeu avançando na direção dela, Hayley saltou para trás no instante que Derek cruzava o corredor.

As mãos do lobo envolveram a cintura dela com um aperto, ela aproveitou a deixa e enroscou suas mãos sobre o pescoço do lobo. Atacou os lábios dele, segurando firme em sua nica e ficando na ponta dos pés. Derek arfou ao sentir os dentes dos dois se chocarem, estava resistindo o máximo possível para não apresar as coisas. Hayley se separou, estreitando o olhar para Derek com um sorriso de desculpas antes de virar para Jonatha. O mesmo era segurado por Drake, que continha um sorriso malicioso nos lábios, e blasfemava contra os dois.

—– Derek é o meu namorado. –– sibilou, saboreando a fúria que saia dos olhos verdes de Jonathan. Derek a saltou em um sobressalto mas permaceu no lugar pelas garras da loba que prenderam em seu braço, e John não voou sobre os dois por Drake que o segurou.

Tanto Derek quanto John estavam confusos, mas Hayley dava pequenos pulos disfarçados. Quando Derek pensou em abrir a boca, a parede ao lado foi explodida. Jogou-se no chão tentando levar a loira junto, que por sua vez escapou de seus braços e saiu correndo na direção do irmão. Hayley só percebeu que gritava quando seus pulmões clamarão por ar, quando estava segurando o pulso de Drake, as luzes apagaram e o irmão foi solto de suas mãos. As luzes piscaram, revelando Stiles segurando Drake pelo pescoço com uma lâmina banhada em liquido marrom escuro. Hayley rosnou, avançando na direção dele mas parando ao vê-lo começar a perfurar a pele do braço do moreno.

—– Diga que aceita o Nogitsune. –– gritou por cima do alarme de incêndio que ressonava para todos os lados, as luzes piscaram novamente. –– Eu sei que não tem dormido para não deixá-lo no controle, diga sim e eu o solto.

Era verdade, Hayley não tinha uma boa noite de sono deis do dia que atacou Derek na floresta, a três ou quatro dias atrás. Pensou em voar sobre Stiles e arrancar sua cabeça, mas cedeu-se ao chão ao ter a lamina fincada na perna de Drake. Olhou para trás, Derek tentava retirar pedaços da parede de suas pernas e Jonathan já havia sumido. De joelhos com as mãos na perna sangrando, murmurou as palavras sobre o olhar suplicante do irmão:

—– Eu aceito.

Seu corpo tremeu, uma onda de choque a atingiu em cheio. Foi retirada do chão antes que pudesse soltar um grunhido, as luzes piscaram novamente e quando acenderam, os dois já haviam sumido.

Notas finais
Ai meu coração, que comentarios fofos são esses ? Tantas leitoras novas que não consigo parar de sorrir. fiquem a vontade para comentar girls.Minha escola ta fraca até agora então consegui arranjar um tempo de fazer esse cap mas não revisei, qualquer erro desculpas. O Jonathan é o Douglas Booth, pesquisem pe não consegui colocar um gif dele que combinasse como cap. Queria também dizer que esse capitulo é baseado no 20 da terceira temporada, e que o 23 está chegando, sabem o que significa neh ? Não vou falar e deixar vcs curiosas. Até o proximo ( em breve ) e que as leitoras fantasmas apareçam e as antigas deixem mais de seus Reviews divosos.